08 abril, 2026

Crónicas do Avô Luís (9): Negligência?



NEGLIGÊNCIA 

Negligência significa a falta de cuidado, atenção, zelo ou aplicação no cumprimento de um dever ou de uma tarefa, resultando em desleixo, omissão ou descuido.

No sentido jurídico, é uma conduta omissiva (não agir quando deveria), que deixa de tomar precauções necessárias para evitar danos, sendo considerada uma forma de “culpa”.

E porquê tratar este tema nesta Rubrica (Crónica)? - perguntarão os Leitores e os Seguidores;

Pelas razões seguintes:

1. Em casa e também nas Escolas, devemos “investir” na criação de mulheres e homens responsáveis, habilitados para dar sequência a uma “Sociedade Sã”;

2. ⁠Devemos concentrar a nossa energia “no fazer passar uma ideia de respeito”;

3. ⁠Na observância de regras que dignifiquem o Ser, independentemente da sua idade;

4. ⁠E devemos levar essa mensagem para o exercício da Liberdade, através do Voto. 

                                   *

O que se está a passar, hoje em dia, é que quem abraça a “causa pública”, por eleição, concurso ou nomeação, na maior parte dos casos, são pessoas mal formadas, que se estão a "marimbar" para os outros.

Pretendem, isso sim, “tratar da vidinha" e o mais depressa possível…

Temos inúmeros exemplos dessas situações, nos cargos públicos normalissimos, nos cargos autárquicos , nos cargos governamentais e, até, nos cargos de exigência elevada, como o são os das Polícias  e das Magistraturas Judiciais.

Ou é o Técnico da Segurança Social que dá informações erradas; ou o da ACT , que “desajuda” o utente; o funcionário municipal que aponta caminhos incorretos (por exemplo nos licenciamentos); os titulares dos cargos electivos que se arrogam donos da verdade e que “empregam” pessoas sem currícula; os Órgãos Policiais que se sucedem nas análises dos caso erroneamente; os Políticos (titulares de cargos públicos) que se sentem “donos da quinta” e fazem muitas asneiras; os Magistrados que erram e erram e erram…

Isto para não falar dos Deputados  (Presidente da AR incluído e do próprio Presidente da República).

!… Eu acho que esta minha sensação é aquela que graça no País Real …!

Eu recebo no meu Escritório Pessoas portadoras de “coisas” de bradar os céus…

Muitas com qualificação de “negligência” pura e dura!

Ora bem,

Falando para a nossa Juventude:

a) assumam que os vossos direitos devem ser todos respeitados a tempo e horas; exijam que o sejam;

b) desconfiem quando vos dizem que não; procurem informações credíveis e rebatam, com argumentos sérios;

c) não votem nos amigos só porque o são; votem nos que dão garantias de serem Pessoas de bem e, preferencialmente, nos que não precisam da política para viver;

d) não alimentem “máquinas” que (nesta ou naquela situação) já falharam;

e) habituem-se a reclamar, por escrito, nos Livros próprios, porque os há para tudo!

O exercício destes conselhos simples, ajudarão, paulatinamente, a mudar a nossa Sociedade.

Como exemplos normalizados de negligência no exercício de cargos públicos, para não complicar, temos os elencados na Lei n. 34/87, de 16 de Julho, do tempo de Mário Soares -vejam bem - com um manancial de alterações feitas no sentido da sua descaracterização, donde destaco os crimes:

- de prevaricação;

- denegação de justiça;

- restrição ou violação ilícita do exercício de direitos, liberdades e garantias;

- recebimento indevido de vantagens;

- corrupção activa e/ou passiva;

- violação de regras urbanísticas e orçamentais;

- e peculato.

Ainda que negligentes, todas estas ações, não deixam de ser crimes.

É preciso é todos (mas todos) estarmos atentos, para construirmos um País diferente, para melhor!

Como as coisas têm vindo a estar, é muito mau, mesmo…

Ou seja,

A Juventude é quem nos pode valer!

Luís Pais Amante

Casa Azul

9 comentários:

  1. À que apostar na juventude, parece uma boa escolha.
    Ass Eduardo Miguel BECAS

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  2. Concordo, "A juventude é que nos pode valer".
    Mas a juventude tem que ser bem"formada"; "formada" na sua educação e na sua formação académica (pode não ser superior), e que é o que se constata que falha em muitas situações. Por isso vemos muita incompetência!

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  3. O nosso Portugal não anda bem, anda mal!
    … e nós -cá fora- não sabemos o que se passa.
    Daí a importância desta actividade do meu amigo, Dr. Luís Amante.

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  4. Apostar nos mais novos pode ser que Portugal mude para melhor, obrigada amigo pela partilha. Ana Granja

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  5. Excelente análise, e ainda melhor conclusão, a necessidade de empenhar a juventude a melhorar Portugal e o Mundo

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  6. Sem sombra de dúvidas. Excelente análise. Que os nossos jovens tenham a sabedoria para levar por diante uma vida melhor que a nossa. Que saibam colher o que lhes deixamos de bom e construam um Mundo melhor para as gerações vindouras. Parabéns 👏

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  7. Investir na infância é moldar cidadãos conscientes, empáticos e capazes de construir um amanhã melhor, tornando o aprendizado uma obra de vida e felicidade.

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  8. Uma oportuna reflexão sobre a "negligência" que, infelizmente, prolifera na nossa sociedade que teima em ser descuidada e inobservante das "boas práticas".

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