Em 12 de Dezembro, há notícia de que haviam começado as obras de construção “de um muro de encosto à rampa”, apesar de se continuarem a verificar alguns desmoronamentos. A pedra para tal fim foi arrancada nas traseiras do cemitério. “O povo não queria mudança do local”, pois “há mais de 40 anos se faziam ali enterros”. Assim, foi possível a ampliação do mesmo para aquele lado.
Finalmente, em Fevereiro de 1943, quando as obras estariam perto de serem concluídas, o articulista do jornal escreveu: “uma vez terminado o muro de suporte, cremos que ficará obra segura e o cemitério firme”.
Ora, lamentavelmente, como refere o Edital da Câmara com data de 9 de Fevereiro, assinado pelos Presidentes da Câmara e da Junta, os recentes “eventos atmosféricos severos” que atingiram o nosso país, “agravaram substancialmente as condições de utilização, em segurança” daquele cemitério, impedindo a “realização de novos enterros” e vedando mesmo o acesso de pessoas aos talhões mais críticos.
Oxalá a situação se resolva sem qualquer derrocada. Aqui fica este apontamento, não para alarmar, mas no sentido de recordar outros momentos difíceis que foram superados e que ecoam ainda na memória colectiva das gentes de Penacova.
