domingo, 30 de setembro de 2012

Mensagem de penacovense radicado em Belém do Pará

Recebemos um comentário ao post "Cartas Brasileiras II"]

"Sou cidadão penacovense, resido em Belem do Pará neste maravilhoso País chamado BRASIL. Leio sempre este cantinho chamado Penacova on line para estar atualizado com as novidades do concelho. Como faz bem ao ego de um penacovense ler o manifesto de um irmão brasileiro, que se interessou e pesquisou nossa terra, melhor ainda é ver que serviu de inspiração ao lembrar de tão maravilhoso hino "foi um rio que passou em minha vida" do grande PAULINHO DA VIOLA. Este samba é realmente uma das melhores obras de PAULINHO.
Coincidentemente esse samba sempre me vem à lembrança quando visito nosso concelho, principalmente quando estou às margens do rio Alva sinto realmente o coração apressado pela alegria de ali estar novamente e o corpo tomado por uma nostalgia que me reporta à infância e pré-adolescência, quando mergulhava no verão em suas águas límpidas e frias e onde comecei as primeiras pescarias.
Oh saudade gostosa de sentir!!!!!!!!!!
PARABÉNS PELO ESPAÇO "CARTAS BRASILEIRAS"
 
Obrigado amigo! O Penacova Online fica ao dispor para a sua colaboração, se assim o desejar.

sábado, 29 de setembro de 2012

"Meu Rio de Prata": uma obra que vem enriquecer a bibliografia sobre Penacova e o Mondego


Decorreu, esta tarde, a apresentação do livro "Meu Rio de Prata", da Chiado Editora, tendo como autor Ulisses Baptista, natural da Carvoeira, onde viveu a infância e parte da sua juventude. Dizemos parte, porque foi em Viseu que se formou em Engenharia do Ambiente.
A sessão de lançamento teve lugar na Biblioteca Municipal de Penacova. A iniciar, contou com um apontamento musical muito agradável, proporcionado pelo Grupo Ensemble. A Vereadora da Cultura, Fernanda Veiga, deu as boas vindas aos presentes e Carina Quintas da Costa (ex-colega de Curso) fez a apresentação da obra considerando que se trata de um trabalho muito bem conseguido, "muito belo, muito leve e suave" sobre Penacova. Recorde-se que se trata de uma obra poética, forma de expressão literária preferida do autor. Além do enquadramento histórico e etnográfico, o livro traduz uma grande sensibilidade ambiental. A ameaça de construção da Mini-Hídrica (em cujo processo de contestação se envolveu) terá sido, em grande medida, uma das motivações para a sua publicação, conforme referiu Ulisses Baptista."Inicialmente não tinha intenção de editar, mas a dado momento senti que podia ser mostrado às pessoas"- esclareceu. A mensagem ambiental que encerra, acredita o autor, chegará mais facilmente ao grande público, através deste género literário, na medida em que a melodia, a rima (que gera expectativa) e a própria estrutura do poema (a quadra) tornam a obra mais leve não deixando de ser profunda. Neste sentido se inscrevem também as vertentes da educação ambiental.
Há um "elogio ao bucólico" apesar de alguns atentados ambientais, fruto do impacto humano e dos "atentados ambientais" que se cometeram no rio - disse Ulisses Baptista. Questionado sobre projectos literários, confidenciou que tenciona publicar um livro de Contos sobre temáticas penacovenses. No final, a Câmara Municipal proporcionou um momento de degustação da doçaria conventual do nosso concelho.
"Meu Rio de Prata" vem enriquecer, duma forma diferente, através da poesia, a bibliografia sobre Penacova e o Mondego.
 
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Comemorações do 5 de Outubro em Penacova já têm programa

 Cartaz das comemorações afixado no átrio da Biblioteca Municipal

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense: inscrições para a Escola de Música

Da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense recebemos um pedido de divulgação,a que com toda o gosto correspondemos. Aqui fica pois, o essencial da mensagem recebida, bem como os folhetos anexos:
 
 
Vimos por este meio informar que estão abertas as inscrições para a frequência da Escola de Música – Ano lectivo 2012/2013.
As aulas iniciar-se-ão a 6 de Outubro.
Manteremos as inscrições abertas até dia 30 de Outubro, para todos os instrumentos, com a disponibilidade para abrir aulas por professores devidamente habilitados, para qualquer instrumento(piano, cordas, etc...).
Convidamo-vos a virem experimentar uma aula.
Agradecemos que divulguem esta actividade pelos vossos familiares e amigos e venham aprender música e a tocar num instrumento á vossa escolha, duma forma muito económica e com resultados comprovados muito positivos.
Para mais informações podem e devem enviar email ou usar os contactos do folheto que também anexamos.
Rui Batista
 
 
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Colóquio "Mosteiro de Lorvão: o Futuro da Memória"

Adaptação de cartaz do evento
No âmbito das Jornadas Europeias do Património e do Dia Mundial do Turismo, o Município de Penacova promoveu hoje no Mosteiro de Lorvão o Colóquio "Mosteiro de Lorvão - O Futuro da Memória".
A iniciativa teve o apoio da Junta de Freguesia de Lorvão, da Associação Pró-Defesa do Mosteiro de Lorvão e da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense.
O Colóquio, que contou com a presença do Prof. Doutor Nelson Correia Borges, da Prof. Doutora Fernanda Cravidão, do Arquitecto Fábio Nogueira e, em representação, da Direcção Regional da Cultura, do Dr. Artur Côrte-Real, tinha como objectivo lançar o debate sobre a futura utilização das instalações (Grande Dormitório do séc. VII) que durante cinquenta anos albergaram o Hospital Psiquiátrico.
A intervenção do Prof. Doutor Nelson Correia Borges teve como tema "A memória do património edificado". Aquele historiador traçou as linhas gerais da história mais longínqua de Lorvão, recordando que nesta localidade foi encontrado um machado neolítico, bem como uma inscrição atestando a existência de uma villa romana. Outro achado que se poderá entender como "a certidão de nascimento" do mosteiro foi uma pedra tumular visigótica. Referiu ainda as diversas fases da arquitectura do conjunto monástico até ao séc. XVIII. Um dos muitos aspectos que referiu foi o facto de, no caso de Lorvão, existir uma "harmonia perfeita entre o conjunto de construções e a natureza envolvente". Defendeu a recuperação do scriptorium que teve um papel importantíssimo na vida do mosteiro e de que são exemplo as célebres iluminuras lorvanenses.
A Prof. Doutora Fernanda Cravidão, catedrática de geografia, acentuou a ideia de que a valorização do património só faz sentido se este for colocado ao dispor das populações. Apontou como hipótese de aproveitamento do edifício, a instalação de uma Companhia Residente, no domínios das artes (Teatro, Música ou outras) bem como a instalação de um museu local, ou ainda como espaço de Forum Cívico.
O Dr. Artur Côrte-Real, arqueólogo,  apresentou a experiência muito positiva da recuperação do Mosteiro de Santa Clara a Velha e das dinâmicas desenvolvidas no sentido da criação de públicos, já que Património e Turismo são dois aspectos que cada vez mais são indissociáveis de projectos bem sucedidos.
Por sua vez, o Arquitecto Fábio Nogueira, penacovense, apresentou o tema "Lorvão: um Olhar do Mosteiro para a Vila" salientando a "decadência" do Centro Histórico e apontando aspectos de completo desordenamento quer nos espaços públicos (ribeira, arruamentos, mobiliário urbano, placas toponímicas...), quer nas edificações privadas (caixilharias, rebocos, coberturas, degradação...). Em síntese, demonstrou que a qualificação do Mosteiro implica necessariamente a qualificação da Vila e considerou urgente a elaboração de um Plano de Salvaguarda.

No contexto destas comemorações, actua amanhã no auditório da Biblioteca Municipal de pelas 21H30, o Ensemble de Saxofones de Coimbra.

David Almeida


domingo, 23 de setembro de 2012

Baptista brasileiro com raízes em Cácemes procura parentes portugueses


"Bom dia Sr. David Almeida,
Primeiramente, gostaria de parabenizar-lhe pelo seu Blog. Ele é fantástico. Mostra as grandes virtudes deste lindo lugar ao qual estive em Dezembro de 2008.
Meu bisavô aí nasceu em 1872 e viveu , se formou em Coimbra em 1894 pelo Curso de Farmácia e no ano seguinte viajou para o Brasil,constituiu família,da qual descendo e faleceu na cidade de Belem do Pará." - assim começava uma mensagem de e-mail recebida recentemente do Brasil.
 
É gratificante saber que o Penacova Online é lido por penacovenses e descendentes de penacovenses espalhados pelo mundo fora, especialmente no Brasil.

Desejando estabelecer contacto com familiares, pede-nos para publicar o seguinte:


"Baptista brasileiro com raízes em Cácemes está à procura de parentes portugueses. É trineto de Manoel Baptista e Maria Joaquina da Silva Baptista. Se os Srs têm em sua ascendência, uma destas pessoas: Mariana, José, Cecília, Bernardo, Maria da Encarnação, Maria Rita, Antônio, todos estes, com sobrenome Baptista, por favor entre em contato com este e-mail:odartsem@hotmail.com. Teremos um imenso prazer em conhecê-los".

Colocamos também ao dispor o nosso endereço:
penacovaonline2@gmail.com 

Cartas Brasileiras II

Um rio para pescar
Com o coração apressado, todo meu corpo tomado, li no blog que nos dias 11 e 12 de agosto foi realizado o 5º Campeonato do Mundo de Veteranos em Água Doce, prova que trouxe  até ao rio Mondego delegações da Bélgica, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Itália e Portugal.
Por que com o coração assim apertado, tão emocionado?
Bem, resido em São Paulo, cidade com quase 11 milhões de habitantes; considerando a região metropolitana são 19 milhões.
Da sacada do vigésimo primeiro andar do meu apartamento posso ver o Rio Pinheiros, um dos rios que corta a cidade. Aqui do alto, tenho a impressão de que as águas estão paradas, na verdade seguem lentas; águas de um rio morto pela poluição.
Eis  porque me doeu o coração quando li sobre o torneio de pesca, uma dor de sadia inveja me tocou fundo, pois não tenho em minha cidade o Mondego, não tenho o Alva. Pesquisando sobre Penacova encontrei as praias fluviais; que beleza, que dádiva, que riqueza. Santo Deus! Feliz o povo que pode ter um rio vivo cortando suas cidades, passando por seus quintais; felizmente  temos aqui  ainda cidades com tal privilégio.
Esforço-me, não quero escrever cartas chorosas. Então, por falar em rio, lembrei-me de Paulinho da Viola, compositor brasileiro, nascido em 12 de novembro de 1942, autor de músicas inesquecíveis. Ele integra a ala dos compositores da Escola de Samba Portela, uma das comunidades do Rio de Janeiro. Em 1970 compôs “Foi um Rio que passou em minha vida”; sucesso nacional que se tornou hino de exaltação à Portela. Lá na frente, diz a letra da música:
“Quando alguém que não me lembro anunciou! Portela, Portela!
O samba trazendo alvorada, meu coração conquistou. Ah! minha Portela, quando vi você passar, senti meu coração apressado, todo o meu corpo tomado, minha alegria a voltar. Não posso definir aquele azul, não era do céu, nem era  do mar. Foi um Rio que passou em minha vida, e meu coração se deixou levar”.
Uma escola ao entrar para desfilar na Passarela do Samba tem seu nome anunciado. Paulinho da Viola coloca-se com um expectador na arquibancada, sente a emoção ao ouvir o anúncio de escola. Os desfiles começam à noite, porém quando a derradeira escola entra na avenida já é manhã, por isso “o samba fazendo alvorada”. Ao ver tanto azul, diz  que não saber definir de onde era aquele azul, não era do céu, não era do mar. O azul é a cor da escola. Quando vê a escola a desfilar, a passar diante dele, tem a sensação de que é um rio, um rio de águas azuis; ele encantado se deixa levar.
Chega de prosa, os vídeos falarão melhor. No primeiro, uma gravação de 1980; Paulinho, ainda cabelos pretos, aos 38 anos. O segundo, já cabelos brancos, acompanhado pela “velha guarda” da Portela.


 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tradicional Descamisada na Rebordosa é já amanhã


 
Vai realizar-se amanhã a tradicional Descamisada, organizada pelo União Popular da Rebordosa, Grupo de Cavaquinhos e Grupo de Jovens por uma Rebordosa Melhor, pelas 21:30, no calçadão junto à sede UPR.
Mas o programa começa mais cedo:
07:00  recolha das espigas cedidas pelos "latifundiários" da Rebordosa, Freixieiro, Louredo ou Magares.
10:00  mata-bicho.             
14:00  preparação do cenario.
21:30  descamisada
Nota: os participantes devem trajar-se minimamente á época dos nossos avós, há cem anos esta parte. As senhoras levam os acepipes: salgadinhos, doces, filhós, cascoreis etc….. Os homens levam as bebidas.
Fonte: José Almeida
 

"Meu Rio de Prata": livro de Ulisses Baptista vai ser apresentado na Biblioteca Municipal

 
No Sábado, 29 de Setembro, pelas  15:00 na Biblioteca Municipal de Penacova será apresentado o livro de Ulisses Baptista Meu Rio de Prata.


Na sua página do Facebook, o autor escreve:
"Meu Rio de Prata" é um livro que fala de Penacova e do rio Mondego. Duma forma acessível, tenta também dar a conhecer o impacto humano no rio que banha Penacova, desde há longos anos até à actualidade; e transpirando de musicalidade, relata alguns dos costumes das suas gentes e das suas paisagens bucólicas.

domingo, 9 de setembro de 2012

Casa do Concelho de Penacova em Lisboa realizou almoço-convívio em Travanca do Mondego






Imagem: website do Hotel Rural Quinta da Conchada
A Casa do Concelho de Penacova em Lisboa realizou o seu 18º Convívio Anual que vem levando a cabo em cada uma das freguesias do nosso município.

Este ano foi a vez de Travanca do Mondego receber os nossos conterrâneos radicados em Lisboa. No almoço-convívio que se realizou no Hotel Rural Quinta da Conchada participaram cerca de 100 penacovenses, muitos vindos de Lisboa, outros provenientes das várias freguesias, em especial de Travanca, a freguesia anfitriã.

Usaram da palavra o Presidente da Casa do Concelho, Sr. José Bernardes; o Presidente da Junta de Travanca, Dr. João Azadinho; o Presidente da Junta de Lorvão, Dr. Mauro Carpinteiro e por último, o Presidente da Câmara, Dr. Humberto Oliveira.

No salão de eventos daquela unidade hoteleira, após o almoço, houve também lugar para a animação musical, bem como tempo para apreciar as belezas do ambiente circundante, ali aos pés do Mondego, muito perto da Barragem da Aguieira.

O momento dos aperitivos antes da entrada para o salão de eventos onde foi servido o almoço

O Presidente da Associação Regionalista, Sr. José Bernardes, usando da palavra.
fotos: Foto Arlindo
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cartas Brasileiras I

Por ter parentes de minha mulher oriundos de Penacova, atrevido, me ofereci ao amigo David Almeida como colaborador do Penacovaonline, para enviar textos desde esse longínquo  Brasil.
 
Creio que o gentil gestor do blog não encontrou meios para me dizer não; assim é que aqui estou.
 
É verdade, depois de uma longa data, desde a oferta. Aconteceu que me pus a pensar como escrever dirigindo-me, principalmente, para leitores de Portugal, sabendo da existência de particularidades interessantes existentes na língua comum a todos nós.
 
Realmente, ou seja “de fato”, porque aqui não se escreve de “facto”, o texto poderia acabar por se tornar ininteligível, quando se sabe que “fato” nas terras lusitanas se refere à roupa masculina, para nós “terno” (camisa, calça  e colete).
 
As pessoas aqui, em sua grande maioria, vão trabalhar tomando “ônibus”, enquanto ai utilizam o “autocarro”, embora sejam a mesma coisa. Viajamos de “trem” e não de “combóio”; se bem que aqui trem também pode significar alguma coisa extravagante.  
 
Podemos nos referir a um grupo expectadores somo sendo uma “galera”, isto é, uma turma, nunca como uma embarcação. As torcidas, suas ditas claques, aqui  compram camisas de seus times (clubes) de futebol, jamais “camisolas”, por serem vestimentas que as mulheres usam para dormir.
 
Em uma fonte de água pode existir uma “bica”, um tubo por onde escorre o líquido, que colhido pode ser utilizado para fazer um “cafezinho”, para vocês, “bica”. Com a laranja fazemos “suco”, que ai se chama “sumo”; o Papa  é para nós o Sumo Pontífice.
 
Mulher que muito fala é tagarela ou faladeira, chamá-la de “galinha” é dizer que se deita com todo mundo!!! E se for feia ela é um tribufu.
 
Até outro dia, um abraço a todos.
P.T.Juvenal Santos – São Paulo - Brasil
 
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NR: Obrigado por este intercâmbio que muito nos honra e que esperamos continue com regularidade.