24 janeiro, 2026
Lembremos...
14 janeiro, 2026
Crónicas do Avô Luís (7): Mais Eleições, que chatice…
Mais Eleições, que chatice…
Nesta minha crónica no Blogue, tenho falado mais para os Jovens.
A Juventude Portuguesa vai muito, muito para além daquela que é “captada” pelos Partidos Políticos, que a transformam em absolutamente acrítica no dia seguinte à inscrição.
E aí vão escarafunchando para tentarem singrar numa “carreira” que já não se afigura capaz de acompanhar a “capacitação da nossa Juventude”, a melhor preparada de sempre!
Os que não enveredam por essas vias estreitas político-partidárias, normalmente, afastam-se da Política e deixam de “lhe passar cartão”. Pura e simplesmente…
De entre o nosso Clube da Netaria, há já um hipotético novo Votante, o Neto André.
No outro dia estive a falar com ele sobre as Eleições Presidenciais e a exclamação foi: mais Eleições Avô, que chatice…
Quando eu tinha a idade dele (1972) eu lutava para que fosse possível existirem Eleições Livres no nosso País; queria liberdade e mudança no mundo; lutava pela Democracia e, igualmente, por conseguir condições mínimas de vida para a população e apoio aos Estudantes mais carenciados, que éramos quase todos.
Só esta diferente situação temporal, muda e formata tudo o que hoje em dia está em mudança, nalguns casos dramaticamente.
O meu neto -e a generalidade dos(as) Jovens- já não estão preocupados com as questões que os do meu tempo centravam no seu dia a dia e no seu pensamento.
A Educação do Estado falhou na civilidade e o mesmo se pode dizer das Famílias.
A Política é cada vez mais um espaço “feudal” de elevação consuetudinária.
Já Parece que vivemos em Monarquia!
Experimentem, Meus Amigo(a)s, elencar os nomes dos Jovens Políticos que aparecem ainda sem barba no rodapé das Televisões e verifiquem se não são conhecidos os apelidos?
Ora bem,
Se as coisas assim estão, nas “Eleições chatice” que se avizinham, só podem esperar-se dois cenários, que antecipo:
1. Algum dos Candidatos “puxa” um número significativo de Jovens para votar e poderá exponenciar -para além do esperado- o seu resultado;
2. Ou isso não acontece significativamente e votarão os tais ligados às máquinas, cuja votação, a coincidir com o que se tem passado, não altera, substancialmente, nada.
Do que se me tem dado ver, todos os Pilitólogos apontam para o voto dos do nível etário acima dos 55 anos como determinante.
Nessa circunstância, estou crente que o Candidato Gouveia e Melo sairá beneficiado, se não cometer mais asneiras. Afinal é um Candidato com créditos firmados numa “empresa” difícil, mais apreendida por essa população.
Se a tal Juventude fora da Política for votar significativamente, beneficiarão, estou certo, André Ventura e Cotrim de Figueiredo.
Na minha análise - muito falível - ficarão de fora para a segunda volta, quase de certeza, António José Seguro e Marques Mendes.
O primeiro por mera culpa do Partido a que se entregou - e que o lixou - e das suas “tricas” permanentes, que seguirão até às Eleições.
O segundo porque tem seguido um trajeto que classifico de desastroso.
Mas pode ser que eu esteja enganado…
Luís Pais Amante
Casa Azul
10 de Janeiro de 2025
PS: Se os Jovens são o futuro do País e se o País (para continuar Democrático, como necessário é) precisa de Eleições para se escolherem “os melhores de entre os menos maus”, então, temos, todos, de saber cativar a Juventude para participar nas votações.
08 janeiro, 2026
Penacova: Sonhar ou levitar?
Sonhar ou levitar?
Estamos no Inverno
O nevoeiro é denso
Mesmo, até, intenso
Sobre o lugar eterno
Acordo de manhã
E vou à minha janela
Para ver se sob ela
Ainda está tecido lã
E fico boquiaberto
Quando já desperto
Não vejo o Mondego
Nem o seu profundo Vale
Nem o “charme” em areal
Do Reconquinho em “ego”
Luís Pais Amante
Casa Azul
A propósito de uma fotografia espectacular com o crédito de Cátia Mateus,
onde a nossa Casa Azul parece levitar sobre o nevoeiro da manhã.
28 dezembro, 2025
𝕆ℙ𝕀ℕ𝕀Ã𝕆 | Há que repensar a Política!
Há que repensar a Política!
Tenho a noção de ter “pensamento político estruturado” desde os meus 15 anos, complementado por “ação política” por vezes clandestina, desde as Eleições de 1969, sob a égide da CDE, que em Coimbra -como é interessante recordar- se coligou com a CEUD, de Mário Soares, em contra-ciclo com o que aconteceu na generalidade dos Distritos (em que a mera divisão divisão da Oposição foi visível).
Ainda existem vivas pessoas desse tempo; outros, até conterrâneos nossos dessas lides, infelizmente, já faleceram.
Antes do 25 de Abril propriamente dito (já como bastante próximo do PCP e Membro do Centro Republicano Almirante Reis), tentei ajudar, dentro das possibilidades, os meus Amigos Militares de Abril, vizinhos, envoltos na preparação da Revolução e, feita esta com o êxito que se conhece (já como Militante do PCP) foram-me confiadas “missões” concretas como os apoios informais ao Conselho da Revolução (quando era Assessor Jurídico do CEMFA/CEMGFA) acreditado Nato Secreto e a integração da Candidatura de Maria de Lourdes Pintassilgo, bem como, nomeadamente, outras “missões” que considero, ainda, passíveis de se manterem no conhecimento dos outros intervenientes interessados, até com ligação a Penacova, de que lhes caberá falar, por disso terem beneficiado.
Em 1983, saí do Partido Comunista Português, por considerar que se estava a querer interiorizar uma “ortodoxia seguidista”, muito controlada, acrítica e “pró soviética para além do normal” o que teve expressão numa “purga” que levou ao abandono de muita militância de grande valor intelectual, como Vital Moreira. Seja como for eu saí antes.
Mas recordo e mantenho grande estima pessoal por Membros do PCP, com os quais lidei de mais perto e de outros que fui conhecendo, que ainda hoje se me apresentam como gente muito confiável, embora estejamos distantes no pensamento e nas convicções. Não em todas, claro está.
De resto, nunca mais tive nenhuma experiência partidária…nem vou ter; a minha maneira de ser não se coaduna, nem com seguidismos, nem com facilitismos!
!… Quando ouço “discutir” tão apaixonadamente o 25 de Novembro, só posso sorrir, porque eu “estava lá”, literalmente falando e sei o que se passou …!
E quando vejo tentar “retalhar” um Processo Ganhador, como o foi o 25 de Abril, onde está um bocadinho de mim, jovem irrequieto que enfrentou “os fascistas de Penacova” -que os havia em substancial quantidade, como se sabe ou devia saber- em condições e com resultados que importa, ainda, manter no segredo, fico estarrecido.
Fui para outras paragens!
Fiz os meus Estudos!
Construí uma vida desafogada, sem favorecimentos mas com trabalho; muito trabalho, sempre!
E nesse “trabalho” de Escriturário na HPE, a Advogado, Director das maiores Empresas Portuguesas, Consultor Nacional e Internacional e Empresário/Gestor (fundador do Grupo Place há 33 anos) conheci de perto a evolução da mistura dos interesses pessoais, com os interesses da Política e, também, o modo como “as teias organizadas” mandam e comandam. Essas teias que se movem no escuro, integrando pessoas que até nos fazem ficar chocados, por vezes…
Quando falo -ou escrevo, ou penso- é porque tenho comigo os exemplos…; eu não invento!
Por obrigação profissional lidei com os melhores -porque extraordináriamente bem preparados- responsáveis políticos deste País.
Aqueles que nomeavam para tarefas complicadas do foro negocial, inclusive com várias Direções Gerais de Bruxelas, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, etc, etc, “um miúdo promissor”, como diziam e como Decq Mota antecipara.
Falo, a título de exemplo, desde logo, de José dos Santos Amaral, antifascista convicto e forte, numa terra minada pelos interesses do regime; do Dr. Ilharco, do Eng. Torres Campos e do Dr. Nascimento Rodrigues e do Dr. Antunes da Silva; do Dr. Jorge Seabra, do Professor Baião Horta, da Enga Maria de Lourdes Pintassilgo, do Dr. Melo Biscaya, do Eng. António Guterres, do Dr. João Figueiredo, do Eng. Carlos Dias, do Eng. Montalvão, do Eng. Fernando Mendes, do Dr. Leitão Couto (que me apresentou seu irmão), que viria a ser Presidente do IPE, com o qual trabalhei amiúde e muitos outros ligados a Partidos Políticos ou não.
Fui sendo sondado para muitos cargos, que sempre recusei. Até para Deputado. E fiquei boquiaberto - e às vezes ainda fico - com nomeações feitas a gentes da nossa terra, sem experiência ou traquejo, só por serem (ou os seus familiares) das tais “teias”…
Continuei a ser Advogado e Consultor; LIVRE e sem depender ou dever favores fosse a quem fosse. Amando a minha Terra, Penacova, mas poucas vezes confiando nos seus “actores políticos da sombra” que ainda estão vivos e sabem trabalhar nisso, comandado as tropas e mexendo os “cordelinhos”, o que por vezes sai asneira…
Durante todo este tempo - muito mesmo - fui assistindo a uma degradação gigantesca dos principiantes da política e tem sido isso mesmo a determinar o que vou escrevendo respeitosa, mas contundentemente. Há coisas que não se admitem!
Tenho apoiado situações diversas de pendores diferentes, justamente porque incorporo na minha avaliação isenta, em cada momento, os projectos estruturados, a sua mais-valia espectável, a capacidade de serem levados à prática e o impacto que possam vir a ter na vida triste dos mais desfavorecidos e na projeção da minha Terra e do famigerado Interior.
Aconteceu isso no meu apoio visível ao Humberto Oliveira e ao Pedro Coimbra; no meu apoio mais discreto, com voto expresso no Álvaro Coimbra (a que me liga o tempo em que comia bolachas no Fundo da Vila, ao colo do “Mané”, meu saudoso Pai, distribuidor de propaganda política antifascista pelo Concelho, na sua mota BSA) cujo trabalho de compromisso sério com a promessa eleitoral merece a minha vénia e, também, mais visível, no Paulo Rodrigues, como candidato à Junta de Freguesia.
As Pessoas, por vezes, não compreendem as minhas posições e eu dou isso de barato. Não as negoceio. Há beneficiários líquidos da política que ficam à espera que tudo lhes chegue à mão e que todos lhes devam bajulagem.
Mas sabem que não me vendo a interesses, venham eles donde vierem…e detesto os oportunismos e os meandros dos favores, confundindo as amizades, que vão engrossando.
É só estarmos atentos…
Já não sou o miúdo que, corajosamente, enfrentou os fascistas que mandavam em Penacova em 1969… mas continuo irrequieto e vertical.
Sou uma Pessoa que só “gasta tempo” com o que o merece: a Família, a Casa Azul, os Amigos, a Gestão do Património ganho a pulso, a projeção Cultural da minha Terra e a ajuda aos mais carentes e aos projectos diferenciadores que, do ponto de vista da Cultura e da sua estruturação e dinamização, hoje, causam inveja e têm sido conduzidos por uma Equipa extraordinária.
E aprendi a não fazer nem pedir favores… mas respeitar muito os actores do desenvolvimento sustentado.
Tenho, pois, preparação suficiente para entender que a Política tem de ser repensada e que os seus actores actuais, com honrosas exceções - são fracos, muito fracos - não têm capacidade para isso e estão “presos às militâncias”, sem as quais não são ninguém.
É preciso interiorizar que as questões, nos dias de hoje, já não se colocam na simplicidade dogmática da catalogação esquerda/direita; são mais “criação desinteressada de organizações capacitadas” para fazerem o caminho necessário à construção de um País Moderno, digno, incorruptível e socialmente estável, com aproveitamento das “cabeças independentes” que continuam desaproveitadas.
O titular do cartão partidário (quando em trabalho para o Estado) tem de ser um funcionário sujeito às regras (todas) da meritocracia e não essa cambada de corruptos incompetentes que surgem todos os dias em condições que até arrepiam. Os erros sistemáticos não podem ser “lavados”…
Será uma agenda complexa! Muita gente vai “ficar em terra”; muita outra vai sair do anonimato e singrar num Portugal diferente.
Principalmente porque os titulares das benesses “não querem deixar a chupeta” e o poder da comunicação social, salvo raras exceções, através de jornalistas empoderados e de comentariado interesseiro, só mantém na agenda o que provoca a disrupção dos eleitores, o interesse das Antenas e a “partidarite” que joga em todos os tabuleiros.
Caso mais do que evidente do que acima disse é o modo incompetente, mal intencionado, baseado na mentira e no preconceito como os adversários políticos trataram o “Caso Spinumviva” e continuam a tratar o “Caso Influencer”.
No primeiro caso, quis “cortar-se a cabeça” a um político que eu entendo promissor -discordando do seu pensamento em alguns aspectos - bem formado, apto, simples, que teve de trabalhar quando esteve em “sabática” por divergência partidária feia e que viu a sua Família, “ficar sem chão” à custa do “comentariado pago”!
No segundo caso quer “inocentar-se fora do tempo” aquele que é o político mais traquejado, mais “planificado”, mais aproveitador das oportunidades que a vida - e os muitos amigos - lhe têm dado de bandeja e continuam a dar, que “se envolveu” em conversas muito comprometedoras, com agentes pouco recomendáveis, por si escolhidos, aos quais deu guarida de confiança a pontos de selecionarem, para guardar dinheiro vivo de origem desconhecida, um “cofre escuro” como o do Gabinete do Primeiro Ministro de Portugal, o que é impossível de não ser escrutinado até ao tutano.
… E nada disto tem comparação!
Luís Pais Amante
Casa Azul
11 dezembro, 2025
𝕆ℙ𝕀ℕ𝕀Ã𝕆 | Esta América? … é dos Cowboys!
Esta América? … é dos Cowboys!
Num artigo de Opinião que escrevi aqui, no Penacova Online, publicado no dia 19 de Julho de 2024, eu afirmei:
Só que, na minha modesta opinião, as coisas (em política pura) só se conseguem mudar através das pessoas (geração) que sejam portadoras de mensagens e de conhecimentos e de práticas e de tempo para que as mudanças possam operar com a necessária rapidez e consolidação. Esses atributos não reciclados, só nas gerações mais jovens (e preparadas) podem surgir.
E isso não está a acontecer na América do mundo novo; na América estão 2 velhos a tentar manter linhas de governação esgotadas: um com quase 82 anos e outro com 78...
Naturalmente que eu fico estupefacto com esta falta de capacidade regenerativa. Serei só eu?
Passou mais do que um ano; foi eleito presidente um dos velhos e (logo para azar da Europa e do mundo) um homem ligado ao que de pior tem a sociedade: narcisista; voyeurista; incompetente; com ligações obscuras aos “piores mundos que existem”; fanfarrão; racista; aldrabão; e outras coisas mais… como charlatão.
Homem cuja principal acção tem sido espezinhar as pessoas, independentemente da fragilidade em que estas se encontrem.
É Donald Trump de seu nome!
E, efectivamente, passado quase um ano sobre o início de um “reinado” tão conturbado, vamos ficando com a ideia de que está ali um velho amigo de Putin (um oligarca triste, com muitos anos de “carreira”) quiçá com amizade alicerçada com serviços de colaboração ou mesmo espionagem, prestados em traição aos próprios EUA e ao Ocidente…para salvar as insolvências próprias.
…Se calhar, até, umbilicalmente ligado a “coisas muito pouco recomendáveis”!
Primeiro quis definhar o mundo todo (Organizações Internacionais insuspeitas incluídas); depois quis subjugá-lo, pondo em causa todas as “parcerias” e acordos existentes; também com a colocação em vigor de taxas comerciais disruptivas e arrogantes que constituíram, por si só, uma inequívoca punhalada nas costas dos “aliados da América”; e, finalmente, tentou abocanhar inclusive “terra de outras civilizações”, com imposição de “contratos leoninos”!
Entretanto,
Montou a farsa do seu pseudo interesse pela Paz, oferecendo-se mesmo para Prémio Nobel, como se o mundo civilizado fosse só isso: uma organização mafiosa, com a corrupção como lei de base, onde se exige isto e aquilo e se faz birrinha quando não se alcança.
Apesar de dizer uma coisa e o seu contrário sistematicamente, a verdade é que “a sua matilha” age em ataque conjunto, como se fossem cães raivosos a tentar subjugar as presas…
Trump não está sozinho na visão de um mundo unipolar, onde o mais forte (que, por norma, faz cultivar a sua personalidade) e dita a lei, roubando o mais fraco utilizando a força; segue Stalin e ressuscita o método dos Cowboys na sua famigerada guerra contra os Povos indígenas.
É a sua família e os seus “sócios de negociatas” que comandam as relações internacionais, para vergonha de uma das mais aptas organizações de política externa, construída por gerações e gerações de Políticos sérios.
Triste cena esta, convenhamos, em que os velhos se empoderam com pessoas pouco qualificadas, vindas não se sabe bem donde, que abominam o(a)s Imigrantes embora as exibam na cama e nos Eventos, como de troféus se tratassem.
Estamos todos em choque, penso eu, indiscutivelmente!
- Se tem feito mal de propósito a quem não tem capacidade para lhe fazer frente, é verdade?
- Se tem “reduzido a escombros” o Direito Internacional, é igualmente verdade?
- Se pretende reduzir o mundo à perpetuação de meros negócios suspeitos, ainda é verdadeiro?
- Se tem como objectivo aumentar aquilo que dizem ser a sua fortuna, ou salvar as trapalhadas em que se vai metendo, verdade, verdade?
- Se tem humilhado - a mando de terceiros - quem tem demonstrado coragem e verticalidade acima do comum (como os Ucranianos), ainda verdade, também?
Agora ter a ousadia de tentar dar lições ao Mundo Livre - como ainda é a nossa Velha Europa Democrática - acerca de governança e de Liberdade, não só é verdade, como é inadmissível, pura e simplesmente!
A Europa tem estado demasiado descansada, numa ligação de dependência relativamente à América, especialmente no lado militar, sim.
A nossa Europa pode não ser exemplar, mas não será nunca o que aquele “oráculo maltrapilho” nos diz; constituímos - todos juntos - uma civilização muito, muito antiga, mas adaptada aos tempos modernos, com um razoável sentido de solidariedade e com uma vida que não passa só por “comer hambúrgueres”…
É sabido do despeito americano pelo nosso modo de viver há muito tempo; … e sobre o resto do “presságio” xenófobo, bom seria que os EUA olhassem para si próprios… para os horrores das comunidades de droga que criaram, para o desemprego como regra, para o armamento civil, com as nefastas consequências de um Farwest empolgado, que faz vítimas diariamente, que são, sobretudo, Crianças.
Por muito que nós Europeus possamos “dever à América do post guerra” - e devemos alguma coisa, certamente - certo é que não podemos andar a vida inteira a pagar isso; ou a ouvir baboseiras; ou a manter cordialidade para com “brutos normalizados”, que passam a vida a dar cabo uns dos outros a tiro.
À nossa custa muito evolui a economia americana, com níveis de consumo lucrativo em excesso para os bens e serviços dali originários, que, diga-se - destacando-se na indústria da guerra - não ultrapassam os nossos em indústria de conforto e vida digna e avanço tecnológico com investigação.
Se a NATO é a OTAN, muito se deve à dedicação e investimento de todos nós Europeus, incluindo os nossos militares que nada ficam a dever aos americanos e eles bem o sabem.
Daí eu achar que (a manter-se esta posição louca de um velho pouco recomendável) e dos seus “capangas”, o que devemos fazer é, pura e simplesmente, dar-lhes um pontapé num sítio qualquer que doa muito, como estão a fazer - com sucesso - os Canadianos.
Não nos podemos deixar enxovalhar… até porque muito pouco aprendemos, hoje em dia, com gente desta espécie, onde a doutrina é a regra da perpetuação no Poder, para disso retirar lucros equivalentes “a roubo” aos mais desfavorecidos do mundo desgraçado que por ali anda!
Ou não será?
Luís Pais Amante
08 dezembro, 2025
A Nossa Casa [Azul]
A nossa Casa
Casa, no sentido mais latino
É o refúgio, físico e emocional
Dá-nos confiança, segurança
E tem um traço sentimental
Como tu, Casa Azul, afinal
Aqui implantada, recuperada
A olhar o Vale profundo
Colocado à nossa frente
Na perspectivação do mundo
Onde ficas deveras eloquente
Neste ângulo donde te vejo
Hoje, aqui sentado e despojado
Vê-se que estás virada a Sul
Que o tom do teu azul cobalto
Ultrapassa os limites da beleza
E traz contributos à natureza
Porque “o sonho é azul”
Azul da mente, se transparente
E “O Rio é azul”
Cor da alegria da sua corrente
O Sol que (de poente) te ilumina
[Na minha objectiva empolgada]
Está como que em exaltação
Lembra os símbolos da união
E é franqueado a todos nós
Para te podermos ter com sofreguidão
Com amor, carinho e devoção
“Dá esperança à Vida futura”
Num tempo de ingratidão
… Onde o Céu ainda continua azul!
Luís Pais Amante
Casa Azul
01 dezembro, 2025
Crónicas do Avô Luís (6) - Natal: uma “receita” familiar!
Estamos a chegar ao Natal.
Essa época extraordinária que vai passando de geração em geração ao longo dos anos (muitos), transformando a vida das Crianças e, igualmente, dos Adultos.
É a dinâmica familiar que nós (todos) vamos construindo em “formas consuetudinárias” de festejo.
A minha idade já passou por vários momentos de Natal; o próximo será o 71 (septuagésimo primeiro)!
E, nestes anos todos [desde os tempos das carências generalizadas das Famílias] fomos adaptando a Época à realidade evolutiva dos hábitos de consumo.
Não me canso de recordar os tempos do Natal à lareira, com um “frio de rachar” e tudo à volta cheio de geada.
As expectativas das prendas que se resumiam a roupa ou calçado, agigantando-se quando surgia um chocolate ou um rebuçado.
O reboliço do dia seguinte a exibir “os despojos”!
A crença -até muito tarde- de que era o Pai Natal que tratava uns muito bem e outros muito mal.
Até que (com o nascimento dos membros do Clube da Netaria) a reunião familiar passou a ser literalmente “engolida” pelos embrulhos das prendas.
E, paulatinamente, cada um dava uma prenda a cada qual e todos davam as suas próprias prendas às Crianças.
Era um “regabofe” completamente em contra-ciclo com o recolhido que o Natal exige, pelo menos para quem foi educado na Fé Cristã.
… quase não sobrava tempo para se conversar, contar as experiências, ler contos, ouvir música natalícia, brindar e degustar o momento.
Até surgir o “cheiro bom da consoada” …
Percepcionado o desfazamento do consumo puro e duro, com o objecto do festejo (que, na minha Opinião modesta, deve ser singelo, desprendido, centrado no convívio são) evoluiu-se para uma solução drástica de “excluir prendas para adultos”…
E essa simples decisão poupou metros quadrados aos papeis de embrulho e deu mais espaço à Sala, que num certo momento era ocupada por bonecos, bonequinhos, pilhas, trotinetas, bicicletas;… eu sei lá?
As nossas Crianças - tal como as outras - adoravam as prendinhas e os papéis de embrulho enquanto foram mais pequenas (digamos até aos 3/4 anos).
Agora (5/6/7) já escolhem as prendas que querem e, por vezes, os adultos repetem as prendas ou as Crianças (pura e simplesmente) não gostam delas e fazem “birras”!
As coisas renovavam-se em caracterizações descaracterizadas.
Havia que mudar a situação.
E evoluiu-se de novo para outra solução hipotética, mais radical.
Qual, perguntarão os Leitores?
Cada Criança vai ter um envelope com o seu nome, que começará a circular em breve pelos membros da Família; cada Adulto lá colocará o que entender; os Pais adquirirão o que melhor satisfizer as necessidades do momento.
Achámos todos [Família Democrática] que, deste modo:
1. se combateria o desperdício;
2. se punha freio ao consumismo;
3. se pouparia o ambiente, tornando-o mais amigo;
4. se arranjaria mais espaço para a Festa de Natal, com convívio mais apropriado aos tempos que por aí andam;
5. tempos esses que (queiramos ou não) são tempos de carência e preocupação…
Na prática - esperamos nós - criar-se-à uma recriação mais apropriada à simplicidade do nascimento do Menino Jesus, que anda esquecido nas Celebrações.
O que me levou a escrever esta “Crónica do Avô Luís”, que até com o Natal condiz e se limita a partilhar uma experiência que pode ser aproveitada por outras Famílias (abertas às inovações, até no amor às Crianças)!
Dentro daquela lógica de que não vale a pena perder tempo com o que já está inventado ou em execução.
… Vamos esperar para ver!
18 novembro, 2025
𝕆ℙ𝕀ℕ𝕀Ã𝕆 | Habitação: o que saber sobre o problema?
A questão da Habitação está a transformar-se num problema muito complexo, sobre o qual há que tentar informar correctamente o nosso Povo, a cada momento, sem criar falsas promessas.
Especialmente aqueles que estão por ela afectados e que não vêem como ultrapassar a situação, vivendo em condições miseráveis.
Tal como o Emprego, a Saúde, a Educação e a Justiça, a Habitação tem indicações constitucionais que os Políticos têm de ter em linha de conta quando se apresentam e concorrem - ou aceitam - este ou aquele “lugar”;
Em face do que acima se pode ler (que concentra o acervo constitucional evolutivo),
!…“Todos têm direito…a uma habitação…”!
E Todos é: ricos, pobres, remediados, jovens, de meia idade ou idosos; mulheres, homens e crianças…
O que ali se constata, não é um conjunto de palavras vãs, mas sim a interiorização de que subsiste um direito objectivo - que numa frase se reduz a uma habitação condigna, adaptada às necessidades - e ao qual se devem dedicar esforços de cumprimento diversificados, na óptica da resolução desta situação, que tem vindo a descontrolar-se…
!… Não existem desculpas de espécie alguma que justifiquem “o estado actual da arte”, a propósito …!
E, aquilo a que temos assistido [muito especialmente a seguir àquele apagão a que o nosso País foi sujeito, da terceira bancarrota, que se quer esquecer ou levar para a prescrição] é ver a política a fazer promessas sem fim (IP3 daqui a um instante?; trabalho digno?; TAP sem problemas de milhões e milhões?; SNS limpo, sem roubos permitidos por gestões incapazes?; salários que não envergonhem?) que, quando empossada, tem esquecido num instantinho…
Todos nós sabemos que o 25 de Abril (em espírito) já conseguiu quase, quase, resolver a problemática, que por essa altura era dramática.
Que Lisboa, em tempos, ultrapassou essa situação com bastante dignidade.
Mas que, entretanto, foram pensadas formas tão complexas “para desajudar”, que afastaram os senhorios dos arrendamentos; os Municípios das capacidades financeiras necessárias para poderem ser parte da solução e o Estado Central, paulatinamente, da sua obrigação de garante construtivo.
A situação resume-se assim:
As incompetências que têm passado pelas áreas de desenvolvimento e controle falam da Habitação sem verdade e sem capacidade e como se ela não fosse uma obrigação constitucional.
Os carentes dela falam como se ela fosse um direito absoluto, sem chatices ou trabalho e/ou necessidades de “cumprimentos”.
Ou seja, ninguém se entende…
… Mas o problema subsiste e faz de nós todos (novamente) como “os do País dos bidonvilles” que os nossos Emigrantes encontraram em Paris, nos anos 60!
O que me surpreende mais é que não se tenha a noção de que a falta de habitação está no cerne dos problemas da nossa Juventude…
A mim, parece-me que não importa tanto se a Pessoa carente de Habitação é nacional ou imigrante legalizado, porque acho que a Constituição se aplica à situação global da população residente, mas isso sim, que é flagrantemente necessário cumpri-la, nos termos que acima aduzimos.
Como Jurista, fico indignado com o modo como a Presidência da República se tem afastado do tema, paulatinamente e com a forma como os Políticos entendem que as suas profissões não têm de ter nenhum tipo de controle, por terem sido eleitos…
É que, penso eu, é exactamente o contrário:
- foram eleitos para darem seguimento aos seus programas eleitorais e todos os programas tiveram metas prometidas, no que à Habitação diz respeito;
- cobram a nós todos para trabalharem com afinco e honestidade e foco nos compromissos e nos juramentos;
- devem sofrer consequências quando falham;
Bastará compreender que, manter uma enormíssima parte das nossas Crianças nas tristes habitações que lhes estão destinadas, vai criando nelas uma grande revolta, cujas consequências podem vir a ser nefastas; Bastará perceber que a Habitação é uma das “pedras de toque”, essenciais à manutenção dos Jovens no País e à consideração dele (País) como do Primeiro Mundo.
Se assim não for, então é porque deixámos de ter coluna vertebral e caminhamos mais inclinados para as Áfricas - sem desprimor para ninguém - infelizmente!
Luís Pais Amante
03 novembro, 2025
Crónicas do Avô Luís (5): A igualdade de oportunidades na Educação
A igualdade de oportunidades na Educação
A igualdade de oportunidades, em tese geral, significa o princípio segundo o qual todas as Pessoas devem ter acesso igual a recursos e oportunidades, independentemente das suas características e/ou origens.
Corresponde à visão de um tipo de Sociedade justa e meritocrática, onde o sucesso se baseia essencialmente no esforço individual e na competência.
Recentemente, a OCDE considerou que o nosso País devia dar bolsas de estudo suplementares aos Estudantes mais carenciados.
O mesmo é dizer que o Estado devia colocar todos os Estudantes com as mesmas possibilidades de aceder ao ensino, lactu sensu considerado.
Vejamos:
1. Para ser atingido um acesso justo, o Estado deve democratizar a Educação, responsabilizando-se na criação de condições para tanto;
2. Para se obter um sucesso escolar equitativo, o percurso tem de ser apoiado nas suas diferenças;
3. A educação inclusiva, que assim se obteria, seria, naturalmente, fruto da adaptação e ultrapassagem de todas as adversidades.
Entre os elementos de desigualdades identificados (60% e 75%) está a situação económica e financeira dos pais, o que salta à vista num País que tem 2 milhões de cidadãos na pobreza.
A questão da localização (local de origem dos Estudantes) também influencia a desigualdade e esse facto está, igualmente, à vista num País em que o Interior está a definhar há décadas, sem que isso constitua problema.
As zonas rurais, por si só, influenciam a desigualdade, sendo notória a dificuldade dos Jovens no alcançar de resultados académicos e, igualmente, no acesso subsequente a melhores empregos.
Uma coisa me parece certa nesta “orientação” da OCDE:
-Ou seguimos este caminho (dar bolsas suplementares a Estudantes carenciados) ou mandamos para o lixo um dos objetivos primeiros do 25 de Abril, que era, justamente, a igualdade naquele sentido dos deveres do Estado.
Temos de ter a coragem de assumir que os mais jovens, hoje, enfrentam muito mais dificuldades do que aquelas que nós (gerações anteriores) enfrentámos e que o que os espera é ainda pior.
Já nem vale a pena falar das responsabilidades inerentes a esta situação vergonhosa de que falamos hoje.
Fogem todos!
A nossa Constituição diz:
Acima verificamos como é que a Constituição da República Portuguesa trata deste assunto:
a). Na primeira parte temos a vertente positiva da proclamação do direito;
b). Na segunda parte temos a vertente negativa, que o faz impor através da proibição.
O que importa afirmar é que sustentar a recomendação da OCDE nem sequer precisa de muito esforço, num País que esbanja recursos a esmo, como todos os dias vamos sabendo.
O que é mesmo necessário é que tenhamos todos consciência de que, sem apoios, muitos dos nossos cidadãos que têm origem em famílias carenciadas, são “mentes brilhantes” que muito podem dar ao País.
E, in casu, desaproveitar estes potenciais, não se admite, pura e simplesmente; é esbanjar conhecimento.
Apelo, portanto, ao Ministro da Educação e ao Ministro das Finanças, para que acabem de vez com esta “discriminação”, real e objectiva.
E acreditem,
Eu sei bem do que falo!
Luís Pais Amante
02 outubro, 2025
Crónicas do Avô Luís (4): A primeira vez!
A primeira vez!
O uso desta expressão -como é mais generalizado entre os Jovens- está
conectado, muito frequentemente, com situações que para aqui não são chamadas,
dada a intimidade que comportam.
Leiam, por favor, o que reproduzo abaixo:
Apesar de a lei de 1974 apenas dizer respeito à eleição da Assembleia Constituinte, a regra do voto universal passaria a vigorar no novo regime democrático. No dia 2 de abril de 1976 foi publicada a nova Constituição da República Portuguesa,[121 cujo n.° 2 do art. 48.° prescrevia que O sufrágio é universal, igual e secreto e reconhecido a todos os cidadãos maiores de 18 anos, ressalvadas as incapacidades da lei geral, e o seu exercício é pessoal e constitui um dever cívico. Este preceito teve expressão na Lei n.° 69/78, de 3 de novembro (Lei de Recenseamento Eleitoral).[' O art. 1.° dispunha o seguinte: O recenseamento eleitoral é oficioso, obrigatório e único para todas as eleições por sufrágio directo e universal.
Com a entrada em vigor destes diplomas legais ficou, finalmente, eliminada no nosso País, toda e qualquer discriminação, já que o âmbito de aplicação englobava o sufrágio para todas as Eleições, inclusive, para os órgãos das Autarquias Locais.
E é justamente por isso que eu quero escrever hoje, dirigindo-me aos meus
concidadãos Jovens.
Àqueles que podem votar e o não têm feito, por isto ou por aquilo.
Relacionado com a votação, como sabemos, está a abstenção, que em Portugal tem
níveis absolutamente vergonhosos, por serem demasiado elevados e demonstrarem
um alheamento anormal pela política da população em geral.
É certo que os nossos Políticos, infelizmente, nãos nos têm dado grandes
demonstrações de merecimento dos nossos votos, mas é bom que se interiorize que
a tal abstenção -muitas vezes- só beneficia quem não merece mesmo de todo.
É que, a aplicação em vigor do Método de Hondt: o que promove a distribuição
dos lugares disponíveis para o exercício da política, beneficia mesmo alguns,
em detrimento de outros, principalmente quando, ainda que pouco
representativos, conseguem taxas elevadas de mobilização.
…A ideia que vai passando é a de que a nossa Juventude não quer saber dos
destinos do nosso País…
Todavia,
Será exactamente a Juventude que mais sofrerá com tomadas de decisão políticas que a possa afectar, negativamente; e o que é que não afecta a vida daqueles que só agora, praticamente, a estão a iniciar?
Os interesses divergem consoante nós vamos envelhecendo, indubitavelmente.
Para os Jovens é muito mais interessante saber se o Ensino cria condições de
igualdade que propicie a todos irem -em termos académicos- até onde quiserem
ou, pelo menos, até onde puderem.
Se há propinas a pagar? Se há alojamento disponível? Se têm Estabelecimentos de
Ensino próximos da residência habitual? Se a empregabilidade é elevada para as
habilitações que preferem?
Se têm hipótese de constituir Família, com garantia de acesso a renda acessível
ou aquisição possível de habitação? Se os Filhos serão aceites nas Creches e
nas Escolas gratuitas ou não?
Por outro lado,
Para os mais idosos o que mais interessa, afinal, é se conseguirão garantir um
mínimo de subsistência digna para si e para os seus, o que engloba: as questões
de apoio social; as de reforma; as de assistência médica e medicamentosa; as
dos preços em geral (alimentação, renda, transportes).
Muito grande e difícil foi o percurso dos que lutaram pela não discriminação no
voto, ainda antes do 25 de Abril, como foi o caso famoso de Beatriz Ângelo, que
aconselho a irem procurar, por se tratar de um exemplo enorme em significado; o
Tribunal considerou (numa fragilidade da legislação então em vigor, que, na
prática proibia o voto das Mulheres) que estava a ser vítima de discriminação!
Igualmente muitos foram os que, querendo, não podiam votar antes dos 21 anos.
Difícil também está a ser a extensão da elegibilidade para se poder votar aos
16 anos, como eu defendo.
Ou seja,
O Senhor Voto, como lhe costumo chamar, é a maior expressão da Liberdade e
torna-se quase imperativo que a nossa Juventude vá às urnas, votar!
Que o façam já nas próximas Eleições!
Não interessa em quem;
importante é a participação e o trabalho prévio da “formação cívica”.
Tendo -e exercendo com propriedade- a sua “primeira vez”…
19 setembro, 2025
𝕆ℙ𝕀ℕ𝕀Ã𝕆 | Oh Juventude: para onde irá o Jornalismo?
Ao longo da minha vida, sempre defendi a Liberdade dos Jornalistas, a liberdade de expressão, desde que cumprida (na sua base de informação) a Liberdade de Imprensa, tout court, como se encontra plasmada legal e constitucionalmente.
Também alertei para a precariedade dos Jornalistas (principalmente dos mais Jovens) dado o facto de entidades que têm surgido sem escrúpulos, da área, os aproveitarem “até ao tutano” para produzirem um tipo de “jornalismo alarmista” e, algumas vezes, “vergonhoso”!
São os célebres “recibos verdes” como base contratual toscamente ilegal;
São as condições gerais de trabalho sem horários, sem direitos, até sem Seguro;
São os “arautos da riqueza a qualquer preço” sem história na comunicação a apoderarem-se dos meios da comunicação social, para dela servirem os seus “instintos”;
É a comunicação social a servir interesses duvidosos, até do ponto de vista político…através dos seus comentadores, na tentativa de manterem nos círculos do poder determinadas personalidades …
Tudo isto junto, provoca a estupefação quase geral, mas silenciosa, num cenário de crescimento absurdo da “noticia agressiva”, da “notícia repetitiva” até da “notícia paga”, por interesses objectivamente obscuros.
Em tal traçado contexto, temos todos de, naturalmente, trazer à luz do dia os casos em que este jornalismo anormal se vê e, principalmente, ajudar a cuidar do percurso são da tal “Liberdade de Imprensa”!
As televisões, muito particularmente, usam e abusam destas “técnicas mais perniciosas” de marketing de comunicação, afinal correspondente a “propaganda”, pura e simplesmente, como é o caso dos anúncios de jogos de azar dos casinos.
Há casos recentes que evidenciam os tópicos que acabámos de referir:
- Os fogos, com horas e horas de programação, na procura da desgraça, acerca do que se pode questionar se isso não incentiva os incendiários, nãos lhes dá “combustível”?
- O Acidente do Elevador da Glória, que alimenta todos os horários das televisões, acerca do que se pode questionar se trás algum benefício objetivo para o nosso país;
- A questão da “Imigração” onde se vergam e alimentam poderes muito questionáveis, que promovem o apagão pretendido pelas castas das opções políticas que nos trouxeram até aqui;
- Os julgamentos mediáticos que se transformaram em fonte de propaganda da “criminologia encartada” e da advocacia de televisão, que confronta o EOA;
- As fugas das prisões que norteiam aprendizagens criminógenas absolutamente inadmissíveis;
E há casos mais antigos em que se verificou um tipo de jornalismo (com “j”pequeno) que alarmou, muito para além da normalidade, o nosso tecido social, sobre a questão da “Praxe Académica”, genericamente empolada aquando da Tragédia do Meco!
Ora bem,
Neste concreto caso, está provado [vd Proc. 365/18.8T8CSC] que tivemos acções perniciosas, abusivas e irregulares de uma televisão em concreto: A TVI!
Através de uma jornalista (com “j” pequeno), de seu nome, Ana Leal.
Com a cumplicidade de outro jornalista, José Alberto Carvalho.
Acabaram de ser todos condenados em primeira instância por uso abusivo da imagem de um cidadão português, com uma criança ao colo, que disso proibiu aquele órgão de comunicação, a sua administração e direcção, num contexto da criação de uma confabulação e da manutenção (para majorar os lucros) de uma “historieta falsa”, nos meios que explora!
Dando mão a uma factualidade voluntária, abusiva, ilícita e culposa.
O que determinou a condenação dos três, no pagamento de indemnizações solidárias por danos patrimoniais e por danos não patrimoniais, com obrigação de tornarem impossível a identificação futura da Pessoa em causa, sob pena do pagamento de uma sanção pecuniária compulsória diária, no caso de desobediência aos termos da condenação!
O que me leva a divulgar esta concreta situação, não é vangloriar-me pelo facto de ter sido o meu escritório e a minha Equipa, com dedicação e paciência e saber, a obterem esta decisão corajosa, histórica e meritória de uma Juíza digna de registo da primeira instância do Tribunal de Cascais.
Ela (decisão) pode vir a ser alterada, ainda…
Meios não faltam a esta organização!
É, sim, o facto de estes tais jornalistas terem atingido uma projecção tal no nosso país, que se julgam vedetas quase imaculadas e são, hoje, professores dos Jornalistas do futuro!
E é a esses “Jornalistas do Futuro” (que vemos hoje de microfones na mão à espera da sua oportunidade de vida) que a Sociedade aconselha muita atenção; principalmente que não colidam com as normas da Liberdade e que não coloquem as pessoas anónimas em situações desconfortáveis, que criam situações traumáticas por vezes muito nefastas.
O resto será avocado pelos Organismos de tutela da Liberdade de Imprensa, sã!
Luís Pais Amante
03 setembro, 2025
Crónicas do Avô Luís (3): Tutto passa...
E apareceu com uma tatuagem no braço direito. A tatuagem tem escrito: “TUTTO PASSA”.
Em italiano significa “a impermanência da vida e a ideia que tanto os momentos bons quanto os ruins são passageiros”.
Verifiquei, entretanto, que subsiste uma história à volta de um homem idoso napolitano que foi conhecido por ter essa mesma frase tatuado no tórax.
Essa fotografia corre mundo e glorifica o fotógrafo Ciro Pipoli.
Eu não sou fã de tatuagens, mas não tenho nada contra elas, desde que discretas e significativas.
Mas fiquei, sinceramente, orgulhoso da iniciativa que o André decidiu ter.
Aos 19 anos, eu tinha sobre os meus ombros a necessidade de começar a constituir uma vida, a 200 quilómetros dos meus pais (à altura, 5 horas de viagem) trabalhando na HPE e estudando já no segundo ano da FDL.
O André não tem problemas com a vida dele, felizmente, e os que possa ter tido - que dão endurance - já passaram, pelos vistos.
E isso é muito bom!
A pergunta que eu faço a mim próprio [que bem podia ter esta frase numa qualquer parte do meu corpo] é a de saber se as coisas serão mesmo assim?
E a minha abordagem, sempre exigente, sempre prudente, conclui que não!
As coisas (boas, más, assim assim) até podem passar, mas não vão, pura e simplesmente para o “cano de esgoto da vida”.
Ai não vão não!
Se tudo passa (agora em português) porque será que sinto tanto, ainda, as coisas que aconteceram há 60, 50, 40, 30, 20, 10, 5 anos, ou há poucos dias, até?
Poderá ser por que não tem comparação a vida que eu tive de ter e a que o André tem?
Ou por que a idade do André ainda não permite a distância que este tipo de análises precisa?
Para um desportista (como o André é, praticante de futsal) a lesão do dedo grande do pé direito está ultrapassada e, portanto, passou…
Para o Fisioterapeuta do André, passou, mas deixou mazelas que não se podem descurar…
Para o Treinador, passou, deixou mazelas e merece desconfiança: afinal posso contar contigo a 100%, 90%, 80% ou só 50%?
Para uma qualquer das muitas Psicólogas ou Psicanalistas que conhecem o meu neto, desde muito pequenino, o assunto é outro: o que se deve fazer para que o André esteja em condições (apto) para assumir tão firmemente que, no alto dos seus 19 anos, tudo passou e que, ao longo da vida venha a ser um jovem/homem trabalhador, responsável e solidário.
Eu quero acreditar que a ousadia é uma característica importante do ser humano; que deve ser acompanhada da ambição saudável, rumo a uma vida em que nós próprios pensemos que uma boa parte de nós se pode entregar aos outros que precisam de ajuda; e que não é mau que coisas menos boas deixem alguns resquícios que, de vez em quando, nos permitam pensar melhor (nelas) e nas suas razões profundas !
E assim, pensando no TUTTO PASSA, já deixei passar uma boa tarde de praia.
Mas, estou certo, irei pôr os nossos Andrés, todos, a reflectirem bem sobre os factores de sorte que a vida lhes deu e, sobretudo, que os seus próprios Andrés, num futuro próximo, também precisarão dela.
Ao mesmo tempo, sem dar por isso, coloquei os avós da minha idade a ir um pouco ao fundo das vidas que tiveram.
E bem assim das que estão a ter, num contexto em que a reforma contratada diminui sistematicamente pela via do aumento da tributação e, também, pela ocorrência do aumento do custo de vida.
Sem contar com as situações em que são o suporte de vida a um agregado familiar que aumenta pela ocorrência de situações de desemprego e outras!
25 agosto, 2025
Opinião: FOGO - A DOENÇA QUE O POVO NÃO MERECE
É com enorme tristeza que dirijo esta minha crónica a um tema sobre o qual ando a escrever há muitos anos.
Tristeza, amargura, vergonha, até!
Morreram mais Bombeiros…
…e, só por isso, já temos todos de estar angustiados.
Pior do que isso é que “os poderes” não se conseguem entender, nem têm a coragem de assumir que erraram mesmo muito durante os anos da nossa Democracia.
Não foram os políticos que fizeram e desfizeram estruturas supostamente para “prevenir” os fogos?
Não foram os Ministros da Administração Interna que derreteram rios e rios de dinheiro para, como afirmaram, “resolver o problema”?
Não foram “as guerras” que distrataram os Bombeiros e que os colocam -a centenas de quilómetros de casa- a olhar pró ar?
Sinceramente!
Continuar “o jogo político” na situação calamitosa em que o nosso País se encontra, é pura e simplesmente inadmissível!
A organização política tanto andou, tanto andou, que criou uma máquina tão penosa que até custa acreditar.
Os interesses são tantos e tão transversais que já não se sabe bem “quem são os chefes e quem são os índios”.
Não há linha de comando! Há tachos…
Essa é que é essa!
Após anos de desagregação de sistemas credíveis (talvez a necessitar de modernização) eis que transformaram o fogo numa doença que o nosso Interior não merecia e o nosso Povo (que continua a ser quem paga tudo) deve começar a repudiar; a contrariar.
Tudo nos levou a Pedrogão; tudo nos continua a levar a Pedrogão.
Não há prevenção; não há organização…e o combate é mantido à distância do fogo.
Só que o combate é conhecido localmente e o resto ninguém sabe quem são os actores de tanta asneira sucessiva.
Ofereço este Poema aos Leitores:
Falar sobre o Fogo
Já não traz nada de novo
Nem ensina nada a ninguém
O Fogo é um martírio pró nosso Povo
Que vive no Interior e é tratado com o desdém
Dos “acrobatas” escondidos por aí
Nos gabinetes que bem os mantêm
É anedótico o dinheiro que se aloca
Aos comedores da “pipoca” a arder
É tortuoso ver Bombeiros a morrer
Todos os anos, em calor ou a chover
E as Famílias sem saber como comer
E é vergonhoso ver as televisões
A correr só para captar ignições
E os tempos só a vender ilusões
!… Até a Ciência não se sabe
Como consome tantos milhões …!
*
Tudo isto já mete nojo
Já causa náuseas de dor
Tudo isto é um despojo
… Que muda o País de cor!
E chamo à atenção de todos que, se calhar, nós estamos mesmo à beira do precipício.
É que começa a discutir-se a passagem da prevenção para os Municípios.
E isso, constituindo um bom princípio descentralizador, pode tornar-se num problema que “mate” o Poder Local.
Financeiramente!
Não haja ilusão: o Poder Central só quer ter sob o seu controle o que dá prestígio sem dar chatices.
Sobre as responsabilidades maiores, é só fazer contas e contabilizar o número de anos de pertença dos tais Ministros da Administração Interna.
08 agosto, 2025
Crónicas do Avô Luís (2): O que saber sobre as Crianças
O que saber sobre as Crianças
A nossa crónica de hoje incide sobre uma temática importante, que aqui tento desenvolver de Avô, para Avós; mas é mais abrangente do que isso.
Incide sobre a realidade do nosso País e sobre as crianças que cá estão, uma vez que entendo ser esse o nosso interesse maior.
Dos horrores que se praticam a todos os momentos no mundo, falaremos noutra ocasião, embora os abominemos.
É muito importante conhecer (e isso hoje em dia é simples, com recurso a aplicações disponíveis no telemóvel) o que diz a Constituição da República Portuguesa, no seu art. 69 e 74; A Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptado pela ONU; A Carta dos Direitos Fundamentais da Europa, art. 24; Lei n. 147/99, sobre a Proteção de Crianças e Jovens em perigo; e os Códigos Civil, de Processo Civil, bem como Legais com efeito Penal e de Processo Penal, nas partes aplicáveis.
Antes do nascimento, o nascituro (designação legal dada ao feto antes do parto) já tem direitos.
O direito à vida que coloca em confronto a nossa sociedade, quando se discute a questão do aborto -porquê e com que limites e onde- hoje praticamente resolvida com a adopção razoável da convivência dos direitos da criança com os direitos da mulher, embora com subsistência de “guerrilhas extremistas” que são conhecidos.
Quando nascidas, integram a existência da criança os direitos civis que resolvem, através da atribuição das responsabilidades parentais, questões como: viver onde e com quem? em que condições; receber quanto a título da designada “pensão de alimentos”; estudar onde; ter acesso a que tipo de saúde.
São designados por direitos que “defendem os superiores interesses das crianças” e têm seguimento próximo - e bem - do nosso Ministério Público.
Aliás,
É importante dizer que os direitos acima subsistem até à maioridade, mas após isso, mediante a observância de sucesso escolar, eles perduram até ao fim da escolaridade superior.
O beneficiário, neste caso, tem de interpôr uma ação judicial contra os próprios pais ou o que não ajude nessa missão, que hoje é civilizacional!
Entrando nas questões da escolaridade, a criança/adolescente, está protegida, hipoteticamente, desde bebé.
Digo hipoteticamente porque todos sabemos que isso “está em equação no papel” (creches gratuitas para todos, por exemplo) mas não se constitui como realidade em muitas partes do nosso País.
Todavia,
A Constituição da República Portuguesa adoptou o direito ao ensino e à igualdade de todos às mesmas oportunidades no seu art. 74!
Beneficiar de bom tratamento (tanto do ponto de vista da alimentação, como da saúde, como da educação) - que têm correspectividade cível - abrange, ainda, a não prática de bons tratos, porque os maus tratos, têm observância punível criminalmente.
Finalmente - o que muitos de nós não saberemos - a nossa Lei da Família, digamos assim, confere direitos aos Avós, por entender que essa “Instituição” deve beneficiar do convívio com os netos e esses têm o direito de conviver com os Avós.
Direitos são Direitos!
De facto,
Esses direitos (direito de visita e comunicação e direito à manutenção da relação familiar, através do convívio) estão estabelecidos no art. 1.878, do CC!
Um parêntesis para realçar que tudo isto se eleva em proteção e em responsabilização quando tratamos de crianças e jovens com deficiências e / ou doenças incapacitantes.
Do que acima vos transmito, com muita lealdade e sem querer entrar em polémicas - que, para o caso, são desnecessárias - surge, de imediato, uma pergunta:
- Se assim é, se o nosso quadro normativo é tão completo, qual o motivo pelo qual tantas crianças e jovens não têm apoio nenhum e chegam mesmo a morrer sem ninguém ser penalizado?
A resposta é simples e está ligada ao facto de a nossa Sociedade se encontrar num estádio de degradação grande, inclusive, muito tristemente, ao nível dos poderes públicos e dos que estão ligados a esta temática, que andaram tempo de mais direcionados para “negociatas”, “discussões estéreis” e “aproveitamentos indevidos” de incompetentes …
… Mesmo muito, muito grande!
Luís Pais Amante
Casa Azul
20 julho, 2025
Crónicas do Avô Luís (1): A História e os Factos
Dando por concluída a excelente série de textos (crónica e poesia) com que durante algum tempo o Dr. Luís Pais Amante nos presenteou, na rubrica “Da minha janela…”, iniciamos hoje um novo espaço cujo título se inspirou no Clube da Netaria (Contos da Casa Azul). Mensalmente vamos poder continuar a ler as suas reflexões e opiniões, sempre pertinentes e actuais. Uma honra e um privilégio para o Penacova Online.
A História e os factos
Como toda a gente sabe, eu não sou historiador; não percebo nada das regras explícitas ou implícitas dessa realidade e, consequentemente, posso estar, nesta minha crónica, a “dizer asneiras”.
A História é, ou devia ser, seca, despregada de “encomendas”, mas sujeita ao realismo dos “factos”!
Nesta concreta questão eu estou um pouco mais à vontade, porque no exercício da minha profissão (há já 47 anos) são os ditos “factos” que mais interessam na busca da “verdade material”.
A motivação deste pequeno enquadramento está ligada ao Lançamento recente do Livro 125 NOMES da HISTÓRIA de PENACOVA, da Autoria do Prof. David Almeida.
Livro esse que foi editado pelo Município da nossa Terra, que aí viu, certamente, uma forma correcta de não deixar morrer, no esquecimento das memórias selectivas, alguns dos nomes que por cá se foram destacando.
Uns para o bem; outros para o mal; outros para o assim, assim.
Confesso que ainda não li, em pormenor, o que uma das Figuras mais brilhantes e humildes que por cá nasceram - o David Almeida - escreveu sobre aqueles nomes. Irei fazê-lo com o tempo que o meu pouco tempo me dá: atentamente, criticamente, mas construtivamente.
Digamos que a minha idade “já sabe” quem são muitas destas pessoas… Conheceu muito “de ginjeira”, com soi dizer-se.
Felizmente a Democracia sem aproveitamentos ou obtenção de benefícios indevidos, por vezes escancaradamente dados a quem não os merece, mesmo do ponto de vista cívico, faz/obriga os verdadeiros democratas, nos quais me ouso incluir, a estarem acima desses pormenores, muitas vezes pormaiores.
E, por isso mesmo,
Regressando aos tais “factos”, muita gente ainda se lembra de quem fez mal a Penacova (através de actuações tristes) e quem lhe fez bem (através de ações meritórias).
Só que nunca podemos esquecer que, ainda hoje, na véspera de eleições autárquicas, o que para uns é péssimo, para outros é excelente.
A análise subjacente a este modo um pouco enviesado de buscar, verificar e interpretar os “factos” ganhou - neste nosso caso - mesmo muito pela Pessoa que decidiu avançar para o projecto.
Sobretudo sem pedir apoios financeiros a ninguém; sem esperar que “os tostões” lhe chegassem ao bolso.
Se eu pudesse classificar este tipo de dedicação, integrá-la-ia, sem margem para dúvidas na História que o David, por mera humildade, integrou na Memória!
Não, Senhor Professor, os seus trabalhos não têm comparação noutro qualquer concelho deste País.
Os meus Parabéns muito sinceros.
Luís Pais Amante
Casa Azul
03 julho, 2025
𝐋𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟é𝐫𝐢𝐚𝐬: 𝐎𝐬 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐂𝐚𝐬𝐚 𝐀𝐳𝐮𝐥 - 𝐎 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐝𝐚 𝐍𝐞𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚
“A Casa Azul em Penacova, na Costa do Sol e com uma vista deslumbrante sobre a Praia do Reconquinho, no Rio Mondego, estende-se até á Casa Branca, que dá para a Travessa do Paraíso.
É um lar, um espaço e um lugar maravilhoso. Um sitio de acolhimento e de projeção de futuro(s).
Um lugar da insofismável segurança e fantasia em que a infância e o amparo contextualizam o status nascendi dos sentimentos de afeto e liberdade.”
(in Contracapa)
Foi neste “reino maravilhoso” que germinou a ideia de publicar um livro de feição infantil dedicado aos netos dos autores e a todos os meninos do “Fundo da Vila”, alguns deles agora pais e mesmo avós, veiculando mensagens ricas de valores como a Harmonia com a Natureza, a Ecologia, a Diversidade natural e cultural, a Humanidade, a Justiça, a Liberdade, a Amizade, a Família…
“O Clube das Crianças da Casa Azul nasceu no grande sonho mágico e divertido dos avós Anita e Liró”, que um dia “pensaram tornar o espaço da quintã da Casa Azul, um lugar especial de encontro, de escuta e de cultura, como de aprendizagem com experiências familiares, destinadas não só às suas famílias, como aos amigos e meninos do Fundo da Vila de Penacova.” – assim podemos ler no texto introdutório.
A história, as histórias que se seguem, apesar de não apresentarem de modo explícito o habitual esquema de princípio, meio e fim, não deixam de se iniciar pela fórmula mágica “Era uma vez, os avós Anita e Liró... “
As muitas aventuras e experiências passam-se no jardim (onde há uma figueira,estrelícias e hortenses) e na horta “com os legumes para as saladas e sopas como também as outras árvores de fruto - laranjeira, pessegueiro, tangerineira, macieira, nogueira, figueira, limoeiro, ameixieira e maracujazeiro, que fazem sobremesas saudáveis.”
Na “Quintã”, não falta a capoeira “com uma vista maravilhosa para o Mondego” onde há uma “grande família: o galo brincalhão, as galinhas e os pintainhos.”
Numa palavra, um “espaço aberto para brincadeiras, jogos com imaginação na areia e em teatros, muita canção e poesia também”.
Um dia, todos os animais do jardim foram convidados para uma actividade especial: “fazer um pão-de-ló com sabor de limão, sumo de laranja e até doce de maracujá para barrar as panquecas”. Convidaram-se, igualmente, todos os meninos incluindo os amiguinhos do Fundo da Vila que desejassem divertir-se.” E aquele “foi um dia inesquecível!”
Com estas e outras experiências, “os avós e o Clube da Netaria decidiram cumprir o sonho azul, transformaram a quintã numa sala-atelier de experiências culturais acolhedoras e diferentes. Os meninos da vila trouxeram ideias novas que os meninos da cidade não conheciam bem, como não ter medo dos gafanhotos nem das galinhas…”..
Por outra vez “a preparação do teatro no palco da quintã durou o fim de semana e, o que resultou no final, foi a bicharada ficar ainda mais feliz e brincalhona num Planeta Azul amigo com a humanidade mais contente e saudável.”
E com isto uma lição ficou aprendida:
“Como cada um se empenhou com entusiasmo a brincar-jogar e trabalhar como uma equipa, todos puderam contribuir para um dia especial na quintã; nunca mais se irão esquecer do que foi construído e vivido juntos e é assim que fazemos amigos e crescemos com memórias fantásticas.”
“Viva a festa da pequenada e dos graúdos…acreditamos que muito será verdade e realidade, se sonharmos e viajarmos à desgarrada… em sonhos combinados e partilhados ! – foram cantarolando durante “o lanche guloso”.
Uma palavra sobre os autores (extraída do livro):
“Ana Amante é psicóloga clínica e psicanalista, enquanto Luís Amante advogado e poeta, juntos, vivem e trabalham em Lisboa. Recentemente, concluíram a reconstrução da Casa Azul, situada no coração de Penacova, numa área Iivre do núcleo urbano mais antigo da Vila. Neste espaço, estão a criar um ambiente familiar e acolhedor, que se Integra harmoniosamente com o meio e as tradições locais. Mara Silva é uma artista, autora e ilustradora infantil premiada. Quando não está a ilustrar, a Mara está no seu pequeno monte a fazer ioga, a tratar dos galinhas e da horta, ou a dar longos passeios pelo campo.”
Depois de ter sido apresentado à família e aos amigos no almoço de aniversário da autora foi divulgado junto dos penacovenses em geral no dia 31 de Maio durante a 2ª edição do Festival Artes de Rua & Wine Fest. O livro foi oferecido a todas as crianças presentes e o produto da venda dos restantes, reverteu para o Agrupamento 1079 dos Escuteiros de Penacova, o que já se tinha igualmente verificado no referido almoço.
26 junho, 2025
Da minha janela: Com o Mundo no Horizonte
… Os Açores estão à vista
Tudo por lá gira no movimento
Inter Ilhas
E nos cumes dos Vulcões
Com São Miguel a nascer pro Sol
E o Faial de costas pro Pico
Só há água de permeio
E queijo de atum rico
A Terceira apela à Comunidade
O Corvo mais à Liberdade
Talvez um pouco de “razão”
Trouxesse mais Felicidade
Baleeiros na tradição
Com São Jorge em ação
É nas boas ondas que cheira
A Graciosa ali à mão
Santa Maria virada pró mundo
Com certo ar mais profundo
Olha pra longe e releva
As Flores que não enxerga
Tudo treme em tormento
Até o ar tem ciúmes
Dos caminhos da Saudade
… Que cá chega em câmara lenta!










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