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23 julho, 2026

Apresentado em Penacova o novo livro de Luís Pais Amante

 Fotos de Ana Ferreira https://www.facebook.com/share/1EgxoTrK6S/

















No dia 17 de Julho, no Auditório Municipal, pelas 18 horas, integrado nas Comemorações do Dia do Município, teve lugar a apresentaçao do livro "Da Minha Janela ... Acontece (Poesia e Pensamento)", do nosso conterrâneo, Luís Pais Amante. Este livro (que é o 10° publicado pelo autor) já foi apresentado na Feira do Livro de Lisboa. A sessão contou com a actuação do Coro Vox et Communio e do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, que adaptaram ao seu reportorio o poema "Saudade em Tempo".

Surgindo pelo meio da assistência,  o autor cumprimentou todos os presentes e agradeceu a sua presença.

Começou por entrar em palco o coro penacovense Vox et Communio. Antes da sua actuação conjunta, um elemento do mesmo (Duarte) declamou o poema "Penacova Intemporal ". Seguiu-se, agora todo o coro em uníssono, interpretando o poema musicado “A liberdade”, sob a direcção do Maestro Rodrigo Carvalho. Na oportunidade, Luís Pais Amante enalteceu o grupo afirmando que "o Vox é uma pequena fábrica de vozes bonitas que depois evoluem para outros coros. O interior de que todos falamos muito, de vez em quando até de mais , afirma-se desta maneira simples, com as nossas aptidões". Sublinhou, igualmente, o papel da Escola de Artes de Penacova que "tem feito um processo maravilhoso de construção de juventude". De imediato, outro membro do Vox (Beatriz leu a Crónica “A Missão da Juventude”, recentemente publicada nas Crónicas do Avô Luís (Penacova online) e inserida neste livro.

O Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, usou agora da palavra. "Mais do que de discursos, este é o momento de dizer poesia, ouvir música, canto (o belo canto). Nesta cerimónia lindíssima de apresentação do livro do Luis Pais Amante, que já foi apresentado na feira do livro no maior palco livreiro do país, tendo tido a honra de partilhar com ele o lançamento no passado dia 10 de Junho,  não queríamos deixar passar em branco este décimo livro de Luís Pais Amante, convidando-o para hoje, dia do município,  estarmos aqui a apresentar o livro  em Penacova, a terra que ele ama, a terra que nós amamos, e que nos diz tanto, ainda mais hoje dia 17 de Julho, dia do município". 

"Gosto muito da poesia do  Luis Amante. Sou suspeito porque também nasci no fundo da vila, nela me revejo, pois sou um dos meninos do cruzeiro, como ele tão bem retratou num dos seus livros. Tenho um carinho muito especial pelo autor e pela poesia que também dá visibilidade à nossa terra e estimula, quem sabe, novas gerações a escrever,e a inspirarem-se para a poesia,  para o canto, para a música e para a dança". 

Retomando a palavra, Luís Amante observou: "aquela janela [da Casa Azul] é meia minha, a outra metade é da minha mulher". Daí, ter sido "convocada para fazer o prefácio deste livro e será ela que o vai apresentar. Obrigado Aninha!" 

Coube, assim, à professora doutora Ana Marques Lito fazer a apresentação da obra e do seu autor. Depos de agradecer a presença de todos, reafirmou ao longo da sua exposição muitas das ideias que se encontram expressas no prefácio, da sua autoria. Salientou os “valores da amizade e fraternidade” que se  “revelam na escrita poética “, bem como a “sagacidade e o desassossego existencial” do autor, a “busca do novo e do inédito como essência visível”. Um “homem intenso e acelerado”, e igualmente “viurtuoso e pródigo em ideias...  em condensações simbólicas”.

 “Esta obra convoca a força telúrica desta terra originária do autor”, que “ nos bafeja com a vista maravilhosa do Mondego”, o que  “provoca o poetizar e o reflectir”- sublinhou. 

“O modo como o poeta, o ensaísta, o cronista, desenvolve o processo elaborativo das reflexões que expõe ao longo da obra, permite-nos aceder ao mundo interno, secreto” que se revela ”na espontânea dimensão de empatia e alteridade” através, muitas vezes de  “imagens caleidoscópicas”.

A obra “reflete a paradoxalidade da nova ordem mundial”, “o processo tanático de alienação”, em especial  na 2º parte deste livro, sublinhou. 

Depois de referir o Blogue Penacova Online, o Penacova Acontece, o Penacova Actual, bem como as páginas de Ana Ferreira e Óscar Trindade, a apresentadora salientou que o autor “quando muitas vezes privilegia a publicação primeira da sua poesia em plataformas digitais está a antecipar a perpetuação virtual do que considera o seu legado: divulgar e enaltecer Penacova e as suas gentes.” 

Seguiu-se à apresentação um momento, que como referiu Luís Amante, se desviou do alinhamento da sessão. Assim, Luís Amante chamou ao palco um jovem da Aveleira que conhecera, “por mera coincidência”, naquele mesmo dia. “É missão das pessoas que têm obras publicadas “dar oportunidade àqueles que andam à procura que isso aconteça”, isto é, “de apresentar o seu trabalho”. “Crescer em Poesia” é um trabalho deste jovem autor, que começa a ganhar a forma de livro, segundo cremos. Do penúltimo capitulo, intitulado “Caminhada Longínqua”, deu-nos a conhecer o poema “O Dia do Meu Julgamento”. 

Luís Amante fez questão de sublinhar, com alguma emoção, que “ao 10º livro” conseguiu ter os seus três irmãos (Rosa Teresa, Valdemar e Evaristo) pela primeira vez juntos numa apresentação de obras suas. “Por razões absolutamente justificadas, nunca tinha acontecido até hoje. ou por isto ou por aquilo”.  

Chegado o momento de subir ao palco o Coro dos Antigos Orfeonistas, Luís Amante realçou o facto de este coro ter neste momento por maestro “o nosso conterrâneo Rodrigo Carvalho”. “E na idade do Rodrigo, chegar a este sitio é digno de um aplauso enorme”- sublinhou. 

Uma vez entrados em palco, ouviu-se em voz off (Ricardo Coelho) o poema escrito por Luís Amante e dedicado a este Coro, aquando do Concerto Solidário em Penacova no ano de 2017. Poema intitulado  “Coro Orfeon”. 

O ponto alto da actuação do Coro foi a estreia da peça “Balada em Tempo”, letra de Luís Amante, arranjo musical de Rodrigo Carvalho.  

O diretor agradeceu a Luís Pais Amante e ao Presidente da Câmara, a quem ofereceu uma lembrança. Ao autor foi colocado na lapela o "crachat" do coro.

O Coro dos Antigos Orfeonistas interpretou duas peças e anunciou que no dia 2 de Outubro estará no mosteiro de Lorvão.

Usou da palavra o maestro Rodrigo Carvalho: "é inegável o amor (de LPA) a Penacova e a sua preocupação em enaltecer aquilo que se faz em Penacova. Sou testemunha disso, muito por causa do VOX, que desde sempre o Luís apoiou. Mas não é caso único (…) .Obrigado por ser nosso embaixador".  Referiu também que aquilo que iam ouvir de seguida,  resulta também, não das janelas,  mas das pomtes que se criam entre as janelas de cada um. (...). E, a partir da escrita, juntei aquilo que é mais intimo para mim, que é a musica." Chamou a atenção para o facto de naquele momento, além de maestro,  ir dar, igualmente, voz à poesia de Luís Amante.  "Balada em Tempo", um dos poemas do autor, além de ali interpretado em estreia exclusiva pelo vetusto Coro, passará a fazer parte do reportório do mesmo. O Coro terminou a sua actuação dedicando a Penacova um sentido EFERRIÁ.

A Sessão terminou com a apresentação em video do poema "Remoçar na praia", com voz de Ricardo Coelho e realização de Óscar Trindade 

Na emblemática Casa Azul, ex libris da família Amante, foi oferecido um "lauto" lanche ajantarado onde não faltou a música e a canção de Coimbra. 

02 julho, 2026

Crónicas do Avô Luís (12): os "Dias da Criança"



O dia 1 de Junho passado, foi celebrado como o Dia Internacional da Criança, uma vez que, nesse dia, em 1925, como tal foi proclamado em Genebra, na Suíça, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança.

Todavia,

A ONU considera o dia 20 de Novembro, como o Dia Mundial da Criança, coincidindo com a aprovação da Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e, também, com a Convenção dos Direitos da Criança, em 1989!

No entanto,

Esse Dia é díspar, consoante os Países…

É mesmo fruto de uma enorme confusão na Europa, em África, nas Américas, na Ásia e na  Oceania, tal celebração.

Fazem tanto mal às Crianças em todo o lado, que é preciso “exibir” um dia para fazer de conta que existem reais preocupações com o tema.

Eu tenho para mim que os DIAS DA CRIANÇA são todos os dias do ano.

É todos os dias que as devemos tratar bem!

São elas o nosso futuro colectivo…

E também acredito que esta “bagunça” da dispersão das datas comemorativas só fragiliza tudo o que está relacionado com as Crianças do mundo.

Sabemos de experiência feita que a não uniformização é sempre motivo da retirada de concentração para os objectivos que importam defender!

Vejamos:

1. O que se passa a nível interno com as questões da paternidade e das obrigações decorrentes da progenitura, não é vergonhoso?

2. ⁠não é, também, vergonhoso o que se passa com a tutela dos menores?

3. ⁠e os filhos dos emigrantes sem as suas situações regularizadas, não estão absolutamente entregues à burocracia reinante?

4. ⁠e o que justifica a morosidade deprimente da adoção em Portugal?

5. ⁠não é verdade que tudo isto se estende à generalidade dos países ditos civilizados?

Se respondermos afirmativamente às questões colocadas, o que podemos concluir é que a Criança é mal tratada todos, mas todos os dias, independentemente do local onde nascem ou vivem.

Assumindo-se, apesar de tudo, que existem Crianças felizes e bem tratadas; …mas cada vez menos.

Mas há muito pior:

1. As Crianças têm servido de “carne para canhão” e mortas aos milhões por esse mundo fora;

2. As Crianças têm sido “mortas à fome” principalmente em África;

3. As Crianças têm sido vítimas das “fugas” em massa, por esse mundo fora, sem que sejam dotadas de alimentação, saúde, habitação e educação;

4. ⁠As Crianças, agora, já são “roubadas” como “espólio de guerra”, como está a acontecer na Ucrânia e na Palestina;

5. ⁠As Crianças também estão a ser separadas à força das suas Famílias, nos EUA;

6. E, agora, até são postas como soldados nas guerras…

Já nada, nem ninguém parece poder combater tais flagelos.

A defesa de todos estes ataques às Crianças ou é feita todos os dias da nossa vida, ou a regeneração da Sociedade lactu sensu considerada não vai, pura e simplesmente acontecer.

E são duas as consequências que eu vejo em tudo isto:

a). O Mundo envelhece a uma velocidade estonteante, sem regeneração suficiente, até que acabará…;

b). O Mundo está a criar Seres enraivecidos que se lançarão em aventuras, aventuras essas que o levarão ao mesmo fim…!

Temos -as Pessoas lúcidas que não se conformam com tudo isto- de exigir um caminho diferente; um estatuto maior e efectivo para as Crianças do Mundo; uma punição efectiva para todas as pessoas (mais animais) que não tenham respeito pelas Crianças…

Uma abordagem diferente, dura, implacável, a todos quantos se dedicam -quase impunemente- à pedofilia!

Outra das formas tristes de atentar contra as Crianças!

As Entidades (nacionais e internacionais) têm de ser postas em sentido, como soi dizer-se.

Unamo-nos, pois, nessas tarefas de combate, considerando que os Dias Todos do Ano, devem ser dedicados às Crianças!

Ao seu bem-estar; à sua educação e à sua vida saudável.

Já não dá para serem SÓ as instituições ligadas à Igreja, aos Missionários e aos Voluntários a tratar de assunto tão determinante num futuro próximo…

Luís Pais Amante


12 junho, 2026

𝑫𝒂 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝑱𝒂𝒏𝒆𝒍𝒂... 𝑨𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒄𝒆: livro de Luís Amante apresentado na Feira do Livro de Lisboa



No dia 10 de Junho, pelas 16 horas, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, 
teve lugar o lançamento do livro Da Minha Janela ... Acontece, uma edição da 
 “Calçada das Letras”, tendo como autor Luís Pais Amante.  
Foi transmitido em directo pela Casa do Concelho de Penacova, através do Facebook

A iniciar a sessão, foi apresentado um vídeo com a interpretação, por Rodrigo Carvalho *, maestro penacovense, do poema “Saudade em Tempo / Letra para um Fado de Coimbra”. 

Luís Pais Amante referiu que mais do que se tratar de apresentar um livro, o momento era um “modo de trazer Penacova ao Mundo”, isto é, dando-a a conhecer através deste evento. Manifestou o grande prazer de poder contar com a presença de “pessoas que já não via há 50 anos”, bem como de alguns colegas da escola primária e de muitos amigos.

Seguiu-se a declamação, por uma das responsáveis da editora, de dois poemas:  “Eu sou a minha mãe” e “Tu (Ana) és o meu Natal”.

Também o neto do autor, André, leu uma das crónicas “E como o Fundo da Vila renasce!”, tendo chamado ao palco o Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, para receber um exemplar autografado e usar da palavra.

“É um gosto estar aqui na Feira do Livro de Lisboa no meio desta magnífica plateia”, afirmou Álvaro Coimbra. Salientou a presença de “muitos rostos da nossa cultura local”, designadamente David Almeida, “investigador”, Óscar Trindade, “pintor, cujos trabalhos vale a pena ir acompanhando” e Rodrigo Carvalho “um excelente Maestro”. Figuras “que quiseram hoje estar ao lado do Luís Amante no lançamento deste livro.” 

Referiu ainda a proximidade com o Autor, quer desde os tempos em viveram paredes meias no chamado “Fundo da Vila”, quer no acompanhamento dos seus “livros de poesia que falam da sua paixão” por Penacova. Agradeceu a presença de todos, bem como a “dádiva” literária, naquele dia especial, 10 de Junho, Dia de Camões e da Língua Portuguesa”. Terminou deixando um repto e um convite a “quem não conhece Penacova”, para  “num fim-de-semana sair da Capital e ir até ao Centro” para ver que de facto “Penacova é um sítio incomparável e de uma beleza única”. 




Luís Pais Amante prosseguiu na condução da sessão. Referiu e agradeceu algumas das colaborações na “construção” do livro: David Almeida, "do Blogue Penacova Online”, Óscar Trindade, “um penacovense de gema que publica também muita coisa” do que o Autor escreve, Paulo Rodrigues, “que gere o Penacova Acontece”, onde escreve igualmente.  Referiu ainda Manuelita Sampaio, que habitualmente se responsabiliza pelo design das obras que têm sido editadas.  Salientou ainda a presença de “outras pessoas amigas” como Ricardo Simões, de Penacova, e esposa. 

O Autor destacou um aspecto que lhe é muito peculiar: “vamos desenvolvendo a poesia fazendo-o com o coração”. Entende mesmo que “é mais bonito ‘poetar’ com o coração do que levar muito tempo a escrever um poema”.  

Anunciou, de seguida, a Apresentação, propriamente dita, acentuando que sendo o livro escrito por si e sendo a “Janela”, metade sua e metade da “Senhora Professora Doutora Ana Marques Lito”, seria justo que fosse ela a fazer o Prefácio do Livro e a respectiva apresentação. 

Ana Marques Lito seguiu de perto os tópicos que ficam registados no Prefácio (de que abaixo destacaremos alguns excertos).  

Terminada a apresentação, Ricardo Coelho, elemento do Coral Divo Canto,  declamou “Sou pobre, porque trabalho!” . A concluir a sessão foi projectado um vídeo alusivo ao poema “Remoçar na Praia”, com voz de Ricardo Coelho e imagem e edição de Óscar Trindade.

Após o evento, que decorreu no Auditório Lusíadas, teve lugar uma sessão de autógrafos no pavilhão da distribuidora Letras em Marcha, que representa várias editoras como a Calçada das Letras. 

o ||| o

Posteriormente, nas redes sociais, Luís Pais Amante deixou a seguinte mensagem:

Caros Penacovenses, Amigos e Seguidores,

Foi com enorme orgulho que recebi uma plateia repleta de gente (dentro e nas alas de fora) no Auditório Sul (Principal) a assistirem -com entusiasmo e carinho - ao Lançamento do meu Livro nº 10, “Da minha janela…Acontece”!

E é aqui que fica bem agradecer todas as colaborações recebidas (David Almeida, Óscar Pereira Trindade, Paulo Rodrigues). O Diseur de serviço foi o Ricardo Coelho. O Compositor Intérprete do Fado de Coimbra em que se transformou o Poema “Saudade em Tempo” foi o Maestro Rodrigo Carvalho. A preparação para a edição esteve a cargo de Filipe Amante. A Apresentação esteve a cargo de Ana Marques Lito. A Obra foi dedicada “A Penacova e às suas gentes” e recebida pelo Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra. Uma palavra final para a intervenção do neto André Amante, que me deixou orgulhoso. E uma nota de realce para Rogério Marcelo, da Casa do Concelho, que transmitiu o Evento em directo. O meu coração ficou cheio! A nossa Penacova elevou-se no Dia de Portugal!

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* Escreveu, a propósito, Rodrigo Carvalho nas redes sociais: 

“A  partir de um poema de Lpa Poeta nasceu uma melodia à qual juntei a minha voz, e que ganhou depois corpo e novas cores com o baixo do Ni Ferreirinha, a guitarra do Hugo Gamboias e o piano do Gustavo Martins. O Luís Serrano fez a magia de captar tudo isto com a habitual subtileza e eficácia e o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra tiveram a generosidade de cederem a sua sede para a realização da gravação.

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EXCERTOS DO PREFÁCIO 

(subtítulos nossos)


[O TÍTULO DA OBRA: DA MINHA JANELA ... ACONTECE {POESIA E PENSAMENTO}, CONVOCA A FORÇA TELÚRICA DA TERRA ORIGINÁRIA]

Para ficar assinalado dentro de cada leitor - e na memória de Penacova – o título da obra: Da minha janela ... Acontece {poesia e pensamento}, convoca a força telúrica da terra originária e fundante do autor que, com a sua beleza deslumbrante e invulgar, sob o brilho das águas do Rio Mondego, lhe oferecem a lucidez sábia de poetizar e refletir o que acontece dentro e fora do si-mesmo. 

[SAGACIDADE E A CAPACIDADE POÉTICA; TÍTULOS ANTERIORES PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS CULTURAIS; MENSAGEM DA OBRA]

Ao publicar aqui, aos 72 anos, estes 72 poemas, segue um padrão que se mantem desde os seus 62 anos, quando publicou 62 poemas, em Conexões.

Quando, muitas vezes, privilegia a publicação primeira da sua poesia, em plataformas digitais, está a antecipar a perpetuação virtual do que considera o seu legado; divulgar e enaltecer Penacova e as suas gentes!

A sagacidade e a capacidade poética que o autor apresenta aqui, cumpre já o seu 10° livro. Os títulos anteriores são: Poemas a Recordar, 2012 (edição de autor); Conexões, 2016; Reflexos, 2017; Poesia das Circunstâncias do Tempo, 2018; Participação na Coletânea de Poesia "Conversos", 2019; Penacova [In]Temporal, 2021; Poesia e Pensamento em Tempo de Inquietude, 2021; Liberdade Actual, 2023; Em coautoria comigo o Livro Infantil ilustrado O Clube da Netaria (2024), integrado no nosso projecto Os Contos da Casa Azul, que se vai desenrolando naturalmente.

Nas participações em eventos culturais ligados à poesia, ou não, o autor é requisitado para os integrar, porque se assume e faz declaração própria da sua livre expressão de pensamento desligado de interferências ou interesses alheios.

A mensagem da obra reflete um grito, um alerta à Liberdade individual e coletiva, à Paz, à importância da atitude vigilante face ao modo como vivemos numa sociedade do cansaço de exploração do Homem e do abuso escravizado do desempenho narcísico e profissional sem precedentes, que faz adoecer a alma, isolando o sujeito do devir, aprisionando-o no consumo e nos excessos, num processo de alienação, fora da dádiva do sentir a relação com o Outro – conviver e, de poder nutrir-se dos sentimentos de ligação com o calor emocional de estar  presente no encontro com o olhar do outro. (Byung-Chul Han, 2023).

                          [PARADOXALIDADE DA NOVA ORDEM MUNDIAL]

Luís Pais Amante reflete, portanto, as diversas e diferentes crises e convulsões sociais e politicas, a nível planetário como a guerra da fome e da escravatura humana de (des)humanização crescente, de que somos testemunhas, mas em que o autor-protagonista, insubmisso, grita e denuncia os movimentos das populações parasitas na cidadania, como indiferentes às práticas políticas violentas e tirânicas - posições perversas de imperialismo e fundamentalismos, que impõem e atacam o Outro Diferente, sob o espectro de pseudo-democracia que viola e perverte os Direitos Humanos.

O autor marca bem a paradoxalidade da nova ordem mundial como o impacto de princípios éticos reprováveis e subversivos da era tecnológica e civilizacional de os grandes se apropriarem dos pequenos, o que enuncia a cisão maniqueísta dos tempos impiedosos, do adoecer da democracia como a perspetiva de horizonte sombrio para as gerações vindouras apesar de acreditar na capacidade empreendedora e regeneradora da nossa Juventude.

[COMUNICAR  BEM ALTO O POTENCIAL ESQUECIDO DO SER TRABALHADOR]

Solidarizando-se com as gentes e, sentindo-se autor-actor e protagonista, semelhante e membro do povo português, ao qual exprime a sua lealdade, amigo da alma lusa, dedica grande parte da sua Obra, a dar voz e a comunicar bem alto, ao mundo e aos decisores políticos nacionais e internacionais, o potencial esquecido do ser trabalhador senão escravo, português ou não, com a capacidade inesgotável de resiliência. No nosso pais, apesar dos 50 anos de Democracia, ainda persiste uma certa passividade temperada do embuste da nostalgia e conformismo lusitano, resquícios da democracia tardia; o autor, de um ímpeto pretende honrar os trabalhadores em geral.

[POESIA, OPINIÃO, CRÓNICA, ENSAIO, PROSA]

Luís Pais Amante tem-nos proporcionado realizar imensas viagens interiores, em dois ou mais dos cinco sentidos humanos - com sentimento e sagacidade cujas tonalidades e mensagens se transformam, na escrita, em poesia, opinião, crónica, ensaio, prosa (e nos contos ainda desconhecidos aos leitores), que espelham a sua visão ampla e, em perspectiva de expansão, buscando-se noutros horizontes ... como até na transcendência de si próprio.

[RECONHECIMENTO; PLATAFORMAS DIGITAIS]

Neste sentido a publicação no Livro, aqui apresentado, expressa bem a identidade e o seu orgulho de pertença à vila de Penacova como filho leal, amigo dos conterrâneos (as suas gentes) a quem a obra é dedicada.

Amigo do seu amigo manifesta-se neste gesto de reconhecimento ao Blogue Penacova Online, na pessoa, David Almeida, cujo trabalho tem tido o mérito de sensibilizar e aprofundar o conhecimento histórico e social das gentes e das terras de Penacova, onde agora está a desenvolver a rubrica mensal: As crónicas do avô Luís, em que aborda temáticas diversas com o intuito de sensibilizar as gerações futuras, desde a cidadania, à saúde, educação, habitação e outras.

Concomitantemente, nos poemas que têm sido publicadas e divulgados na página pública do Penacova Acontece, sublinha e incentiva a sua ligação ao Paulo Rodrigues, jovem penacovense dinâmico e empreendedor em projetos e ações locais de mobilização cultural e apoio social.

Sem esquecer, a colaboração anterior com O Penacova Actual, de outro amigo de longa data, Pedro Viseu, também tenho de referir a ligação de proximidade e de vizinhança com Óscar Pereira Trindade, cujo trabalho essencialmente fotográfico e digital no Youtube tanto aprecia e, ainda, com o Blogue Por aqui por ali, por acolí de Ana Ferreira, filha de uma grande amiga de juventude.

Estas plataformas digitais têm fortalecido, aproximado e aprofundado a pertença e a identidade da Vila, como dos muitos cidadãos emigrantes à sua terra originária e, entre os que cá vivem com os que já partiram para outras paragens do território nacional e do estrangeiro.

[SEGUNDO CAPÍTULO: 

PENSAR A VIDA PÚBLICA E PRIVADA DA ACTUALIDADE]

Quanto ao que este Livro nos apresenta, no segundo capítulo, há que evidenciar a expressão coerente de artigos publicados nas plataformas digitais, atrás referidas, sobre o modo de Luís Pais Amante pensar a vida pública e privada da actualidade, em diversas áreas e contextos que são fundamentais - habitação, saúde, educação, política nacional e internacional, igualdade de género, transmissão geracional, juventude e infância, entre outros. Saliento o perfil reflexivo, tanto de indignação como de adaptação ao mundo contemporâneo, para o qual propõe soluções e saídas possíveis descomplicadas para transformar o status quo. Vinca de forma escorreita, a sua particular visão humanista, analítica e ponderada, sem medo de se afirmar e diferenciar com ética.



02 junho, 2026

Crónicas do Avô Luís (11): A missão da Juventude


Na Crónica de hoje, vou socorrer-me da voz de um amigo que conheci na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa e me foi apresentado pelo meu Padre/Amigo José Manuel Pereira de Almeida (também Médico).

O Cardeal Patriarca Rui Valério!

Por ocasião da “Benção das Fitas”, na Alameda da Universidade em Lisboa, ele disse:

 - A vós em nome de Portugal digo: Portugal conta convosco!

E, ainda, disse outra coisa interessante:

- A partir de hoje - caros amigos - a vossa vida passa a ser uma missão;

- Não queirais que a vida seja uma competição desenfreada pelo sucesso, mas uma missão!

Eu - que não serei um grande exemplo de Católico (naquela acepção do praticante) - revi-me muito nestas sábias palavras do Rui.

Desde muito cedo que tenho dedicado parte do meu pouco tempo à Juventude e, nesta Crónica, simples, encontra-se um espaço de preocupação, de alerta, de levantamento de problemas reais, de chamada de atenção.

É certo que, muitas vezes, dizem que sou demasiado “contundente”. Mas, na realidade, nunca ninguém disse que baseava a minha análise na mentira.

É a verdade - nua e crua, fria - que me interessa convocar.

Na Verdade, a minha idade - por um lado -, a minha experiência de vida - por outro -, o meu conhecimento acumulado, fazem com que eu direcione para os Jovens muita atenção.

E essa atenção teve início no distante ano de 1972/1973, onde com outros companheiros e companheiras, tomávamos conta de miúdos carenciados e os ensinávamos nos estudos.

Éramos a parte visível de um Movimento de cariz abrangente e matriz católica: A Joaninha.

E éramos jovens felizes num País infeliz e numa terra que lhe seguia as passadas.

Hoje,

Infeliz e até mais acentuadamente, vivemos num País em que a Política é ligeira a pôr a Juventude em competição, quantas vezes fazendo-a esquecer as suas próprias origens…

Sou daqueles que acham que não é preciso atropelar nada, nem ninguém, para se poder ter sucesso.

É preciso é trabalho; muito trabalho!

Correr para o sucesso desenfreado, só cria seres sem interesse por si próprios; seres amorfos na circunstância mais sagrada da Vida: a entrega a um projecto onde sejam os outros os beneficiários, pelo menos, de alguma coisa significativamente visível.

A Missão, vista nesta perspectiva, é aquela meta que a ancestralidade do nosso País merece:

País coeso;

País com dignidade;

País com fraternidade;

País de combate sistemático à desigualdade!

O que, infelizmente, ainda não só não conseguimos alcançar, como tendemos sempre a agravar.

E é por isso, Juventude, que precisamos tanto de Vós!

Agarrem-se à felicidade!

Sintam a vossa utilidade!

Aprendam a desenvolver aquele tipo de criatividade que, no fim do dia, vos faça crer que a vida dos outros (compatriotas) se for melhor, vos traz alegria, vos faz melhores Pessoas e significa realização.

Tudo isso, ainda hoje, faz de mim um Homem realizado…


Luís Pais Amante

04 maio, 2026

Crónicas do Avô Luís (10) - Aprender nos Museus: O Museu Vitorino Nemésio


Penso ser difícil alguém não conhecer Vitorino Nemésio. Açoriano, nascido na Praia da Vitória, Ilha Terceira (poeta, ensaísta, romancista, cronista) académico que deu aulas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Enquanto Escritor, realça-se pela Obra Mau Tempo no Canal, onde retrata o espaço geográfico entre as Ilhas do Pico e do Faial e as suas vicissitudes.

E ligado a Penacova escreveu: Viagens ao Pé da Porta; Retrato do Semeador e partes do Guia de Portugal.

Nasceu em 1901 e faleceu em 1978.

Numa época da sua vida, Vitorino Nemésio apaixonou-se por Penacova, a minha Terra, e adquiriu ali um Moinho, na Portela de Oliveira, moinho esse onde hoje (com adaptações) se situa o Moinho Museu Vitorino Nemésio!

Enquanto proprietário do Moinho, o Intelectual inspirou-se, sendo-lhe atribuída a mensagem de que: “Em Penacova o vento moveu mós e mentes”!

Que moveu as mós, nós sabemos, mas as mentes, naquele tempo, nem mudavam muito, nem pouco: faziam o que lhes ordenavam de Lisboa!

Ao que consta, inspirava-se no recato amplo da paisagem da Portela de Oliveira, para escrever! A Portela de Oliveira (que tem uma fabulosa vista) é um ex-libris local -que começou a ficar bem composto, mas que ainda está por explorar- que tem capacidades enormes para fazer, por exemplo, um Festival anual de referência…

Após a sua morte, muito se deve ao ex-Presidente da Câmara Municipal (O Médico Dr. Leitão Couto) que, como pioneiro na matéria, deu ação à valorização do Património Local (até Nacional) do conjunto dos Moinhos, incluindo os de Penacova -que, para além dos da Portela de Oliveira e de Paradela de Lorvão, tem, ainda, os de Gavinhos e Arroteia e das Serras da Atalhada, Aveleira e Roxo!

Como disse um visitante: “… A zona envolvente é top. Com moinhos recuperados, alguns de alojamento local, percursos pedestres e paisagens espectaculares”. Ou outro: “… dotado de uma vista de 360 graus de tirar o fôlego e de um museu todo ele renovado aos tons do modernismo, torna-se facilmente uma experiência aliciante.”

No seu interior o Museu dá acesso a todas as peças de todos os tipos de Moinhos e das fainas conexas, bem como às suas legendas e explicações de como as peças encaixam na análise histórica da evolução alimentar.

Existe em permanência - no horário normal - um(a) Guia que explica tudo o que é necessário saber.

Os moinhos em geral - e os de Penacova em particular - estão muito ligados “ao ciclo do pão” uma vez que eram as suas pesadas mós que produziam a farinha, esmagando os grãos da aveia, da cevada, do trigo e do milho.

O que, nestes locais de vida pobre, eram fundamentais para matar a fome.

Estive na inauguração deste Moinho/Museu ou Museu/Moinho, como queiramos, no dia 25 de Fevereiro de 2016 - sendo Presidente do Município Humberto Oliveira, que me convidou - tendo aí conhecido o meu Amigo David Almeida, Director do Blogue Penacova OnLine, onde hoje são publicadas as Crónicas do Avô Luís e outros textos que ele ilustra de modo exemplar.

E quero salientar, aqui, que a museologia portuguesa tem uma certa tendência para empolar as situações, incluindo as locais: grandes obras; grandes somas de dinheiros envolvidas; grandes -por vezes insustentáveis- manutenções, nalguns casos, até, sem existência dos respectivos planos, para não se “assustarem” os orçamentos, como me dizem amigos expert’s em museologia, por exemplo referindo os meios promotores das acessibilidades que, se bem repararmos, se encontram cheios de ferrugens, ou inoperacionais, quando existem.

Daí salientar a simplicidade culta deste Museu icónico, que se “encaixa” em absoluto com o nosso passado, não tão distante assim.

Por isso Vos peço:

- levem as Crianças a este Museu Vitorino Nemésio. Visitem uma das Terras mais belas de Portugal: Penacova. Se não optarem por tomar a refeição num dos Restaurantes locais - o que recomendaria - levem um lanche e passem por cá um dia, uma manhã ou uma tarde feliz!

A Portela de Oliveira está inserida no espaço técnico/tático da Batalha do Bussaco, aquando das 3as Invasões Francesas (Ou Guerra Peninsular).

O que me leva a deambular, poetando, se me permitem:


A PORTELA


É de “Oliveira” por algum motivo

Fica na Beira, num lugar cativo

De beleza natural e sem igual…


Tem Moinhos (muitos)

Velas a rodar

Mós a circular


E tem um Museu

Que ensina História

Esquecida no Tempo


Num local de paisagem

estonteante

Num cimo de Serra bela

Que faz o Ser pensante


O que terá dito, na pena, a Napoleão

O seu Marechal Massena

Aquando da invasão?


Ter-lhe-à feito parar o coração?


E terá sido essa simples distração

(A olhar pra paisagem ali à mão)

Que pôs os Franceses a andarem

De St António do Cântaro para fora

Serra acima e Serra abaixo

Para, em Guerra, não mais voltarem?


Luís Pais Amante

Casa Azul


20 abril, 2026

Autores penacovenses contemporâneos | Ficção e Poesia (10): Luís Pais Amante




Sob a rubrica “Autores penacovenses contemporâneos | Poesia e Ficção” publicámos, desde Novembro de 2025, um conjunto de notas breves sobre a vida e a obra de diversas pessoas que ao longo dos últimos anos publicaram em livro os seus romances, contos, crónicas e poesias.  Considerámos nesta rubrica as obras que apresentam  um carácter mais literário, no seu sentido estrito, deixando para outros contextos os trabalhos igualmente editados, versando história local ou memórias pessoais e colectivas. 

Referimos, ao longo destes meses, se bem se recordam os leitores: António M.T. Catela, António Luís, Jorge Figueiredo, Mariana Assunção, Paulo Cunha Dinis, Pedro Leitão Couto, Ricardo Santos, Sónia Marques Carvão e Ulisses Baptista. 

A terminar, falamos hoje de Luís Pais Amante, bem conhecido dos penacovenses, seja pelos seus artigos de opinião, seja pelos inúmeros poemas sobre as mais diversas temáticas.  Trabalhos compilados em livro, versando temas da actualidade nacional e internacional e, de um modo especial e em formato poético, tratando temáticas relacionadas com a sua terra natal.

Luís Manuel Pais Amante

Nasceu na Vila de Penacova - onde é conhecido como "O Poeta da Casa Azul" - a 15 de Janeiro de 1954. É advogado (licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa) e Gestor (com trabalho de relevo na área da consultoria nacional e internacional e da gestão). É, igualmente, diplomado pelo MCE (Management Center Europe) Bruges-Bélgica e especializado em Técnicas de Negociação pela Universidade Complutense de Madrid e, também na área da Gestão Empresarial Estratégica.

O seu primeiro trabalho literário, Poemas a Recordar, foi publicado, em edição de autor, no ano de 2012. Posteriormente, deu à estampa os seguintes livros: 

Conexões (2016); Reflexos (2017); Poesia [das Circunstâncias] do Tempo (2018); Poesia e Pensamento em Tempo de Inquietude (2021); Penacova (In)temporal (2021); A Liberdade Actual - em poesia e opiniões (2023). Em 2024  (em co-autoria com Ana Lito e ilustrado por Mara Silva),  publicou o livro infantil O Clube da Netaria, integrado n'Os Contos da Casa Azul. Muito em breve, na Feira do Livro de Lisboa, será lançado  Da minha janela ...Acontece (poesia e pensamento).

Em 2019 participou na Colectânea de Poesia "Conversos". Tem participado em actividades ligadas à escrita, trabalhando com a Calçada das Letras. Também tem participado em Actividades e Tertúlias de Poesia:  "Pérgola Raúl Lino", em Penacova,  Encontro de Autores Regionais "Vale a Pena", em Tarouca,  "Sainhas em Poesa", em Vagos, e recentemente, na Tertúlia de Poesia subordinada ao tema "Alma de Penacova". 

Obra Literária: opiniões e testemunhos 

Recolhemos algumas opiniões / testemunhos de leitores e de divulgadores, a maioria deles, registados nas capas / badanas dos diversos livros publicados: 

"Estes poemas (...) representam a alma de quem sabe amar e esperar, que protege e que cuida com paixão." - Ana Marques Lito in Poemas a Recordar

"O selo da responsabilidade social parece tê-lo cunhado desde sempre nas paisagens do Mondego que quer preservar (...). Adivinham-se nestes poemas as paisagens, os aromas, as tradições e as épocas de um Portugal interior (...)  Refiro-me a Penacova, terra onde nasceu.  É preciso conhecê-la e respirá-la através da mão do poeta." - Maria José Vera, in prefácio do livro Conexões.

"Palavra a palavra, em comunicação secreta, escreveu um amante o que lhe ia na alma: não há cultura sem afectos." - Joana Bonifácio, in blogue  O estranho mundo dos livros.

"Impossível de escrever aqui fielmente a revelação efectuada sobre todas as qualidades e virtudes (...) designadamente como excelente pessoa, experimentado e ilustre profissional, poeta talentoso." - Leonor, in blogue Tudo e mais alguma coisa.

"É devido a este magnetismo natural, a esta incondicional paixão, que o autor deste livro (re)ergueu a sua casa (...)  aquela que possui uma, não menos nostálgica, gárgula de feição medieval, virada para a Rua da Costa do Sol, lugar onde brincou, namorou e dançou no fecundo período da sua adolescência. Luís Pais Amante é o poeta da Casa Azul" - José Fernando Tavares, in prefácio de Penacova Intemporal.

"Foi nesse "Reino Maravilhoso" que germinou a ideia de publicar um livro de feição infantil, dedicado aos netos dos autores e a todos os meninos do "Fundo da vila"." - David Almeida, in blogue  Penacova Online. 

As “tonalidades e formas caleidoscópicas da sua escrita transformam-se em poesia, opinião e prosa, que espelham o seu ser intuitivo, buscando-se noutros horizontes (...)  e até na transcendência. (...).  A partir dos títulos dos livros já publicados apreende-se o lugar de observador / testemunha e protagonista da co-construção de realidades alternativas do mundo paradoxalmente mais livre, estreito e fechado que nos submete a escravaturas.” - Ana Marques Lito, na apresentação  do livro A Liberdade Actual. 

02 abril, 2026

O meu nome é Constituição



O meu nome é Constituição 


O meu nome é Constituição 

Da República Portuguesa

E o meu sobrenome Paciência 

Para com os que não me querem

De certeza


Nasci hoje

Há cinquenta anos atrás 

E sou mesmo muito jovem 

Quando comparada 

Com outras anteriores de tez 

audaz


A idade só significa maturidade 


Sou fruto de um trabalho consistente 

De um grupo de Portugueses 

Com muito discernimento 

E de consciência na mente

Para encontrar um consenso 


Agora dizem que já estou velha

Que, de vez em quando, me dá 

telha

Que não estou adaptada

Muito menos actualizada 

E eu acho isso bem natural 


Sou um Documento casuístico 

E devia sê-lo mais generalista 


Mas deram-me regras para mudar

Para me poder adaptar

Aos tempos que o tempo tem

Regras, nunca imposição de ninguém 


O meu papel nesta Sociedade

doente

Ainda é ter bem presente

Que não se apoia o dissidente 

Mas sim o Povo 

Aquele que me quis, de novo


O tempo do obscurantismo 

Já se foi, não vai voltar mais

Porque a “paralisia” é dura

E a Democracia custa muito

Talvez, até demais


O Povo reivindicou-me nas ruas

Exigiu-me nas urnas de voto

Para integrar com sã sabedoria 

Normas contra o Estado Novo

… sem vida em Democracia!


Luís Pais Amante 

Casa Azul

Nos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.





17 março, 2026

𝕆ℙ𝕀ℕ𝕀Ã𝕆 | O Mundo dos Loucos

 



O Mundo dos Loucos


Ainda existem sítios para se “acomodarem” os loucos: os manicómios!

E também ainda existem sítios para guardar os ladrões: as prisões!

E onde “empastelar” os fanfarrões?

Tudo isto são afirmações e perguntas que se colocam, hoje, aos Cidadãos do Mundo.

E que têm destinatários…

Donald e Putin!

Embora existam outros que têm por missão “dar cabo do mundo regulado”, infringindo todas as normas de convivência e bem assim as regras resultantes do post guerra, sobre temáticas diversas, “dadas à ONU” para delas (Normas) ser guardiã.

Putin é um louco que tem como ambição de curto prazo domesticar a Ucrânia, de médio prazo controlar a União Europeia e de longo prazo empoderar-se como “potência mundial”!

… mas refugia-se na primazia das tais normas, desde que seja para os outros …

Donald Trump é outro louco que tem muita pressa em dar cabo de tudo, pura e simplesmente!

E fazê-lo rápido, rápido, antes que o resto do mundo se possa organizar.

… não quer normas, nem maneiras, nem educação, mostrando-se como “ o carrasco da ONU”!

Claro está que existem outros actores disruptivos, com ambições regionais, mas sem qualquer hipótese de “viverem” sem apoio daqueles dois.

Esta gente não suporta - pura e simplesmente - o tipo de vida de nós, Ocidentais/Europeus…

… mete-lhes confusão a Liberdade; também a tendência teórica do caminho para a Igualdade; e muito mais do que tudo, a Paz como prática de convivência …

Ora bem,

Nós Europeus temos, sobretudo, de pensarmos em defender a nossa génese; a nossa maneira de ser; a nossa matriz de Sociedade.

E, para isso, temos de nos convencer que somos nós próprios - e não os outros - que temos de fazer pela vida, gerindo a nossa situação política, económica e organizacional.

Não é mais tolerável que ocupem cargos na Europa (pagos em termos absolutamente obscenos) indivíduos que, nos seus próprios Países deixam muito a desejar, tanto em competência, como em credibilidade.

Ao mandá-los pra lá somos nós todos - os Votantes - que estamos a ser infectados, também, por uma certa loucura …

Na minha Opinião (naturalmente modesta), está na hora de o “Estatuto de Europeu” se agigantar, para ombrear com os actores de que tenho estado a falar.

… e esse desiderato só se alcançará através da evolução da UE (com todas as entropias que se colocam às respostas tardias, contraditórias e ineptas) nestes tempos, para a Federação dos Estados Europeus.

Poderá, até, perder-se alguma soberania, concordo; mas ganhar-se-á muito em capacitação para a acção!


Luís Pais Amante
Casa Azul

03 março, 2026

𝑫𝒂 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝑱𝒂𝒏𝒆𝒍𝒂... 𝑨𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒄𝒆: dos blogues e das redes sociais para o novo livro de Luís P. Amante




De Junho de 2024 a Junho de 2025 o blogue “Penacova Online”, na rubrica “Da minha Janela...”, publicou uma série de crónicas, sobre temas actuais,  bem como um vasto leque de poesias, com a assinatura de Luís Pais Amante. 

Também, mais recentemente, o “Penacova Acontece”, grupo do Facebook, tem vindo a publicar inúmeros poemas deste autor penacovense. De referir igualmente as páginas de Óscar Trindade e de Ana Ferreira (Por aqui, por ali...) que, pontualmente, publicaram um ou outro poema.

Tudo reunido, traduz-se num conjunto considerável de textos em prosa e em verso que muito em breve ficará ao alcance dos leitores, agora em suporte físico. O livro, em formato papel,  Da Minha Janela... Acontece (Poesia e Pensamento) já se encontra no prelo, prevendo-se que seja lançado na Feira do Livro de Lisboa, que vai decorrer de 27 de Maio a 14 de Junho de 2026. 

A obra, editada pela “Calçada das Letras”, é prefaciada por Ana Marques Lito. 



02 março, 2026

Crónicas do Avô Luís (8): Ainda a Museologia - O Museu do Pão


Ainda a Museologia: O Museu do Pão

No dia dos Namorados, uma parte da Família (Clube da Netaria incluído), foi almoçar e visitar o Museu do Pão, a Seia.

Já expressei aos leitores do Blogue Penacova OnLine e deste concreto espaço, o quão interessante é que os adultos levem as Crianças aos Museus de Portugal, numa óptica de, através dessas visitas, lhes ensinarem a História de Portugal, bem como para eles próprios a poderem revisitar.

E, se dúvidas existirem a propósito, nalguns casos (essencialmente do domínio público) onde as coisas se vão degradando, por falta de investimento de manutenção e, até, de interesse ou, também, igualmente, por falta de empenhamento de alguns colaboradores que chegam mesmo a ter desconhecimento da missão.

A grande verdade é que, no Museu do Pão, isso não acontece!

O Museu do Pão é um investimento privado de um Professor de História: António Quaresma, natural de Santa Marinha, no Concelho de Seia.

António Quaresma é um Beirão Visionário, discreto mas eficaz.

Como Gestor qualificado que tem vindo a recuperar empreendimentos ligados, essencialmente, à manufactura manual em desaparecimento, através do Grupo “O Valor do Tempo”.

!… E que leva Seia ao Mundo…!

O Museu do Pão foi inaugurado em 2002 e o complexo dedica-se a preservar e divulgar o património cultural do Pão Português.

Os Visitantes percorrem Espaços temáticos de enorme ligação à realidade do tempo histórico da fome e da política do nosso País, objectivando conexões interessantíssimas sobre esta questão.

Explica muitíssimo bem - e com muito boa acessibilidade à compreensão de todas as idades - através de animação e “salas” o ciclo do pão:

- etapas do tratamento das terras vocacionadas para o trigo, o milho e o centeio, contextualizado com a agricultura e com a sua problemática histórica em terras pobres ao nível dos solos, como as do nosso Interior esquecido;

- etapas das sementeiras e do desenvolvimento dos produtos, até à “extração da farinha”;

- etapas da preparação para a consecução do produto, nas suas várias formas, valências e destinos de consumo;

- contacto com as fases e experiências, incluindo o manuseamento aplicável e o contacto com as matérias primas e os materiais.

Na “formatação” museológica faz-se - espectacularmente - o enquadramento histórico regional e nacional, daquilo que têm sido as épocas de carências alimentares, com abordagem aos actores políticos, aos regimes e às suas vicissitudes.

Tem-se, devidamente organizado, o pensamento diverso sobre as temáticas, através das evidências intelectuais, nomeadamente escritas, donde realço uma evidência poética diversificada, digna de respeito.

O Pão é, efectivamente, o Rei!

Para além da empatia revelada pela Equipa que faz os acompanhamentos, registo a limpeza das instalações, a garantia da acessibilidade e a constatação, óbvia, das substituições necessárias.

Finalmente (quiçá o mais importante pela singularidade) tudo se explica e demonstra através da exibição de um “documentário” de enorme qualidade e capacidade de síntese, no qual a voz me parece ser, justamente, a de quem - no recato da construção das ideias - tudo isto pensou, construiu e pôs ao serviço do País, quer para consumo do turismo interno, quer do turismo externo.

O que me faz dar-lhe um terno abraço de gratitude.

Viemos de “peito cheio”, como soi dizer-se, com a Netaria encantada e com o seu nome “impresso” na cozedura da peça manufacturada.

O Museu do Pão contraria a lógica abandónica do tal Interior Beirão de que tanto tenho falado.

Vale mesmo a pena visitá-lo!


Luís Pais Amante

Casa Azul





03 fevereiro, 2026

Crónicas do Avô Luís (7): Visitar Museus é reviver a História

 


Visitar Museus é reviver a História

Nesta minha Crónica, relevo a importância de todos nós levarmos os nossos netos aos Museus.

A museologia em Portugal não é, ainda, uma realidade muito abrangente, nem muito “descentralizada”, mas começa a evoluir.

Um fim-de-semana destes estive com a Família em São João da Madeira. Terra conhecida pela indústria dos sapatos e, também, antigamente, da chapelaria. É verdade que o uso de chapéu foi sendo descontinuado no formato do vestuário e, hoje, quase inexiste.

Em 1992, eu fui Director de um Curso de Formação de Gestores de PME’s, justamente daquela região. Acredito que, hoje em dia, muitos dos gestores destas indústrias terão frequentado esse curso, financiado pela então CEE (através do Fundo Social Europeu).

Nessa altura ainda existia a Fábrica de Chapéus detida pela Empresa Industrial de Chapelaria, Lda, fundada em 1914, por António José de Oliveira Antunes. Era a maior Fábrica de Chapéus da Península Ibérica, que encerrou em 1995.

A nossa Família, incluindo os mais jovens, assistiu - entusiasmada - às explicações da nossa “cicerone” e, para além do apreço pela exposição fotográfica (rica e contextualizada), admirou-se muito com as evidências do trabalho de crianças.

E era exactamente aqui que eu queria chegar!

Não há tanto tempo assim desde que acabou o trabalho infantil em Portugal.

Leiam, por favor, o “extracto” que retirei de um trabalho * publicado pela DGERT, do Ministério do Trabalho, onde estiveram - e estão - amigo(a)s meus muito dedicados a esta causa:

PETI - Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil; ACT - Autoridade para as Condições do Trabalho; PIEC - Programa para a Inclusão e Cidadania

O PETI – Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil, foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 37/2004, de 20 de Março, tendo sucedido ao Plano para Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil (PEETI), e prosseguia, designadamente, os seguintes objectivos:

• Dinamizava e coordenava acções de divulgação e de informação sobre a promoção e protecção dos direitos dos menores junto dos pais e encarregados de educação, dos estabelecimentos de educação e de ensino, dos empregadores e da opinião pública em geral, com vista à prevenção da exploração do trabalho infantil;

• Estabelecia acordos de cooperação institucional com outras entidades, designadamente as autarquias locais, sempre que o diagnóstico das necessidades das crianças e dos jovens em risco justificava a execução de acções conjuntas para a prevenção da exploração do trabalho infantil;

• Desenvolvia acções específicas de prevenção da exploração de trabalho infantil nas formas consideradas intoleráveis pela Convenção n.º 182 da OIT;

• Divulgava as medidas educativas e formativas promovidas, realizadas ou apoiadas pelos organismos dos Ministérios da Educação, do Trabalho e da Solidariedade Social, nomeadamente os Programas Integrados de Educação e Formação (PIEF), em todas as regiões onde o diagnóstico de necessidades dascrianças e jovens em risco o justificava.

Os destinatários do programa eram: menores em situação de abandono escolar sem terem concluído a escolaridade obrigatória; menores em risco de inserção precoce no mercado de trabalho; menores em situação de exploração efectiva do trabalho infantil; menores vítimas das piores formas de exploração.

No entanto, e por força do artigo 2º do Decreto-Lei n.º 229/2009, de 14 de Setembro, as atribuições do Programa para a Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil, na parte relativa à prevenção e combate ao trabalho infantil passaram a ser asseguradas pela ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho, a quem também cabe a inspecção das condições do trabalho. 

Sabidas, assim, as causas que enquadraram a chaga do Trabalho Infantil, necessário se torna concluir que, se em 2009, o Estado foi obrigado a endossar à ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) a prevenção é porque, nessa data (há pouco mais de 15 anos) a exploração das Crianças através do Trabalho Infantil, ainda era exercida por portugueses sem escrúpulos.

Vou mesmo mais longe, afirmando que ainda hoje existirá, especialmente exercido no contexto familiar, em desenvolvimento de trabalho sub-contratado, feito na casa de família do sub-contratado.

Só queria que tivessem vistos os netos parados em frente das fotografia, atónitos, apontando para as Crianças.

Pelo que devo incentivar as Famílias a visitarem a museologia portuguesa, porque estas visitas promovem o enriquecimento da civilidade.

… e é de pequenino que se torce o pepino!

Ou já não será?

Luís Pais Amante



_________

* CADERNOS DE EMPREGO E RELAÇÕES DE TRABALHO Nº 09 | TRABALHO INFANTIL: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NOS MEDIA | Autoria: Joana de Negrier Almeida e Macedo | © Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho / Ministério da Economia e do Emprego  | Janeiro de 2012 | ISBN: 978-972-8312-58-9


24 janeiro, 2026

Lembremos...





Lembremos


Lembremos Carlos Paredes
E o trinar das suas Guitarras
Que nos ensinou a escutar

Recordemos
O Ser humilde que ele foi
Muito grande em Liberdade
Sem nunca esquecer a Cidade
De Coimbra

[… Paredes de Coimbra são
Guitarras de cá também
Violas a acompanhá-las
O manter do Fado vão …]

Acordemos
E juntemos com ovações
Os cantares com vocação
Mesmo que sejam Baladas

Antecipemos
Que as gerações vão manter
Com saudade as Guitarras
Que nos tocam o coração



Luís Pais Amante
Casa Azul

Em homenagem a Carlos Paredes.

14 janeiro, 2026

Crónicas do Avô Luís (7): Mais Eleições, que chatice…


Mais Eleições, que chatice…

Nesta minha crónica no Blogue, tenho falado mais para os Jovens.

A Juventude Portuguesa vai muito, muito para além daquela que é “captada” pelos Partidos Políticos, que a transformam em absolutamente acrítica no dia seguinte à inscrição.

E aí vão escarafunchando para tentarem singrar numa “carreira” que já não se afigura capaz de acompanhar a “capacitação da nossa Juventude”, a melhor preparada de sempre!

Os que não enveredam por essas vias estreitas político-partidárias, normalmente, afastam-se da Política e deixam de “lhe passar cartão”. Pura e simplesmente…

De entre o nosso Clube da Netaria, há já um hipotético novo Votante, o Neto André.

No outro dia estive a falar com ele sobre as Eleições Presidenciais e a exclamação foi: mais Eleições Avô, que chatice…

Quando eu tinha a idade dele (1972) eu lutava para que fosse possível existirem Eleições Livres no nosso País; queria liberdade e mudança no mundo; lutava pela Democracia e, igualmente, por conseguir condições mínimas de vida para a população e apoio aos Estudantes mais carenciados, que éramos quase todos.

Só esta diferente situação temporal, muda e formata tudo o que hoje em dia está em mudança, nalguns casos dramaticamente.

O meu neto -e a generalidade dos(as) Jovens- já não estão preocupados com as questões que os do meu tempo centravam no seu dia a dia e no seu pensamento.

A Educação do Estado falhou na civilidade e o mesmo se pode dizer das Famílias.

A Política é cada vez mais um espaço “feudal” de elevação consuetudinária.

Já Parece que vivemos em Monarquia!

Experimentem, Meus Amigo(a)s, elencar os nomes dos Jovens Políticos que aparecem ainda sem barba no rodapé das Televisões e verifiquem se não são conhecidos os apelidos?

Ora bem,

Se as coisas assim estão, nas “Eleições chatice” que se avizinham, só podem esperar-se dois cenários, que antecipo:

1. Algum dos Candidatos “puxa” um número significativo de Jovens para votar e poderá exponenciar -para além do esperado- o seu resultado;

2. ⁠Ou isso não acontece significativamente e votarão os tais ligados às máquinas, cuja votação, a coincidir com o que se tem passado, não altera, substancialmente, nada.

Do que se me tem dado ver, todos os Pilitólogos apontam para o voto dos do nível etário acima dos 55 anos como determinante.

Nessa circunstância, estou crente que o Candidato Gouveia e Melo sairá beneficiado, se não cometer mais asneiras. Afinal é um Candidato com créditos firmados numa “empresa” difícil, mais apreendida por essa população.

Se a tal Juventude fora da Política for votar significativamente, beneficiarão, estou certo, André Ventura e Cotrim de Figueiredo.

Na minha análise - muito falível - ficarão de fora para a segunda volta, quase de certeza, António José Seguro e Marques Mendes.

O primeiro por mera culpa do Partido a que se entregou - e que o lixou - e das suas “tricas” permanentes, que seguirão até às Eleições.

O segundo porque tem seguido um trajeto que classifico de desastroso.

Mas pode ser que eu esteja enganado…


Luís Pais Amante

Casa Azul 

10 de Janeiro de 2025


PS: Se os Jovens são o futuro do País e se o País (para continuar Democrático, como necessário é) precisa de Eleições para se escolherem “os melhores de entre os menos maus”, então, temos, todos, de saber cativar a Juventude para participar nas votações.


08 janeiro, 2026

Penacova: Sonhar ou levitar?

 



Sonhar ou levitar?


Estamos no Inverno

O nevoeiro é denso

Mesmo, até, intenso

Sobre o lugar eterno

 

Acordo de manhã

E vou à minha janela

Para ver se sob ela

Ainda está tecido lã

 

E fico boquiaberto

Quando já desperto

Não vejo o Mondego

 

Nem o seu profundo Vale

Nem o “charme” em areal

Do Reconquinho em “ego”

 

Luís Pais Amante

Casa Azul


A propósito de uma fotografia espectacular com o crédito de Cátia Mateus, 

onde a nossa Casa Azul parece levitar sobre o nevoeiro da manhã.