Mais Eleições, que chatice…
Nesta minha crónica no Blogue, tenho falado mais para os Jovens.
A Juventude Portuguesa vai muito, muito para além daquela que é “captada” pelos Partidos Políticos, que a transformam em absolutamente acrítica no dia seguinte à inscrição.
E aí vão escarafunchando para tentarem singrar numa “carreira” que já não se afigura capaz de acompanhar a “capacitação da nossa Juventude”, a melhor preparada de sempre!
Os que não enveredam por essas vias estreitas político-partidárias, normalmente, afastam-se da Política e deixam de “lhe passar cartão”. Pura e simplesmente…
De entre o nosso Clube da Netaria, há já um hipotético novo Votante, o Neto André.
No outro dia estive a falar com ele sobre as Eleições Presidenciais e a exclamação foi: mais Eleições Avô, que chatice…
Quando eu tinha a idade dele (1972) eu lutava para que fosse possível existirem Eleições Livres no nosso País; queria liberdade e mudança no mundo; lutava pela Democracia e, igualmente, por conseguir condições mínimas de vida para a população e apoio aos Estudantes mais carenciados, que éramos quase todos.
Só esta diferente situação temporal, muda e formata tudo o que hoje em dia está em mudança, nalguns casos dramaticamente.
O meu neto -e a generalidade dos(as) Jovens- já não estão preocupados com as questões que os do meu tempo centravam no seu dia a dia e no seu pensamento.
A Educação do Estado falhou na civilidade e o mesmo se pode dizer das Famílias.
A Política é cada vez mais um espaço “feudal” de elevação consuetudinária.
Já Parece que vivemos em Monarquia!
Experimentem, Meus Amigo(a)s, elencar os nomes dos Jovens Políticos que aparecem ainda sem barba no rodapé das Televisões e verifiquem se não são conhecidos os apelidos?
Ora bem,
Se as coisas assim estão, nas “Eleições chatice” que se avizinham, só podem esperar-se dois cenários, que antecipo:
1. Algum dos Candidatos “puxa” um número significativo de Jovens para votar e poderá exponenciar -para além do esperado- o seu resultado;
2. Ou isso não acontece significativamente e votarão os tais ligados às máquinas, cuja votação, a coincidir com o que se tem passado, não altera, substancialmente, nada.
Do que se me tem dado ver, todos os Pilitólogos apontam para o voto dos do nível etário acima dos 55 anos como determinante.
Nessa circunstância, estou crente que o Candidato Gouveia e Melo sairá beneficiado, se não cometer mais asneiras. Afinal é um Candidato com créditos firmados numa “empresa” difícil, mais apreendida por essa população.
Se a tal Juventude fora da Política for votar significativamente, beneficiarão, estou certo, André Ventura e Cotrim de Figueiredo.
Na minha análise - muito falível - ficarão de fora para a segunda volta, quase de certeza, António José Seguro e Marques Mendes.
O primeiro por mera culpa do Partido a que se entregou - e que o lixou - e das suas “tricas” permanentes, que seguirão até às Eleições.
O segundo porque tem seguido um trajeto que classifico de desastroso.
Mas pode ser que eu esteja enganado…
Luís Pais Amante
Casa Azul
10 de Janeiro de 2025
PS: Se os Jovens são o futuro do País e se o País (para continuar Democrático, como necessário é) precisa de Eleições para se escolherem “os melhores de entre os menos maus”, então, temos, todos, de saber cativar a Juventude para participar nas votações.


