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26 fevereiro, 2026

Com raízes penacovenses, os irmãos Vieira de Brito e o Benfica


Filhos de Mário da Cunha Brito, Maurício Vieira de Brito e Adolfo Vieira de Brito, além de empresários e beneméritos, foram individualidades destacadas da história do Sport Lisboa e Benfica. Ao visitarmos o Museu Benfica - Cosme Damião cruzamo-nos com os seus nomes e o registo dos seus feitos enquanto dirigentes do Clube. A figura de Maurício Vieira de Brito está também imortalizada no busto em alto relevo, logo no átrio da entrada principal do estádio, ladeado pelos, igualmente históricos, Cosme Damião,  Joaquim Ferreira Bogalho e Borges Coutinho.


Na galeria dos presidentes, no Museu, além de Maurício, mais conhecido, figura também o seu irmão Adolfo. 

Maurício Vieira de Brito, presidiu ao Clube no período que foi de 30 de Março de 1957 a 31 de Março de 1962. Por sua vez, Adolfo Vieira de Brito, foi presidente, de 26 de Março de 1964 a 8 de Maio de 1965 e, algum tempo depois, de 3 de Julho de 1967 a 12 de Abril de 1969. 

Maurício Vieira de Brito foi “Fundamental nas conquistas europeias. Foram os anos dourados do desporto Benfiquista (e português) com a valorização do Estádio e a conquista do campeonato europeu. Foi quem, provavelmente, mais financiou o Clube, não só durante a sua gerência mas também depois de se retirar. No futebol, em 1961, conquistou a primeira Taça dos Campeões Europeus e em 1962 foi decisivo na segunda. Contratou-se o treinador Béla Guttmann (1959) e Eusébio (1960). Sagrou-se bicampeão nacional (1960 e 1961). Foi responsável pela requalificação do Estádio: iluminação* (1958) e construção da primeira fase do Terceiro Anel (em 1960, com 75 mil lugares), obras suportadas na sua capacidade financeira. Foi eleito Sócio Benemérito (1958) e Águia de Ouro (1960)”- referem os documentos oficiais do clube.

Adolfo Vieira de Brito viu, nas suas presidências, o clube vencer duas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus. “Foram tempos de grandes realizações, num mandato que tornou ainda maior um Clube já tão glorioso. Na sua primeira gerência foi inaugurado o pavilhão, situado no interior do Estádio, e o futebol disputou a quarta final da Taça dos Campeões Europeus em cinco anos, defrontando o Inter em Milão. Uma final perdida, por 0-1, com o defesa-central Germano, aos 57 minutos, como guarda-redes improvisado, com a equipa reduzida a dez jogadores. Na segunda gerência, o futebol foi, em 1968, pela quinta vez em oito anos a uma final europeia, tendo perdido em Londres, com o campeão inglês, no prolongamento. Foi Sócio Benemérito (1959) e Águia de Ouro (1965).

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* A instalação das torres de iluminação terá alterado para sempre o nome do recinto, que passou a ser popularmente designado por "Estádio da Luz". No entanto, recorde-se, Luz é também o nome dado à área dos bairros de Benfica e Carnide, situada imediatamente a norte do estádio.