domingo, 26 de março de 2017

Penacovenses pelo Mundo: José Dionísio Rodrigues

Nasceu em 1947 em Travanca do Mondego de onde partiu para o Brasil teria os seus 10 anos, acompanhando os seus pais e irmãos. Celebrou o 70º aniversário no dia de S. José. O Penacova Online, que noutras ocasiões (1) fez referência ao seu percurso profissional e empresarial, publica agora um pequeno apontamento saído na imprensa do Paraná. Parabéns!

UMA FESTA PARA O EMPREENDEDOR DIFERENCIADO
José Dionísio Rodrigues: um campeão.
Os 70 anos de um dos publicitários mais representativos do Paraná, José Dionísio Rodrigues, foram comemorados na semana, em jantar organizado por amigos e familiares do “Português” num restaurante do Cabral.
Não pude comparecer, por força maior. Mas estive lá em “espírito e verdade”, pois além de admirador do fôlego especial desse empresário, eu o tenho na melhor parte de meu inventário afetivo.
A história do José Dionísio, a quem vir nascer profissionalmente, por primeiro no jornalismo, é um bom resumo do quanto importante é a livre iniciativa, o empreendedorismo, na construção da sociedade. Esses são, aliás, realidades que mostrei bem no perfil que fiz do criador e dirigente do Grupo OM de Comunicação*, ao fazê-lo um de meus personagens de um dos volumes do livro Vozes do Paraná.
A história do “Português” e de seus pais é relicário de superações, a partir da minúscula propriedade rural em Portugal onde o solo e os horizontes não mais podiam garantir o futuro da família especialíssima.
Dionísio: “ad multus annos”. Ou que “viva cem anos”, como os poloneses saúdam seus aniversariantes.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Prémio de Pintura homenageia João Martins da Costa


Decorre até ao dia 7 de Julho o concurso de Pintura subordinado ao tema "Vale do Mondego e Penacova". Uma homenagem a este pintor de reconhecido mérito que em Penacova viveu largos anos e onde tinha as suas raízes familiares.

O Prémio de Pintura Martins da Costa, instituído pelo Município de Penacova, tem como objetivo, de acordo com o projecto de regulamento,  "incentivar e premiar a criatividade na área da pintura e desenho e evocar a obra de João Martins da Costa, pintor que viveu grande parte da sua vida em Penacova." É aberto a todos os artistas locais e nacionais, estudantes de escolas artísticas e comunidade escolar em geral. 

Nasceu em Coimbra em 28 de Junho de 1921. Os pais eram penacovenses: José da Costa e Cacilda Martins. O seu avô materno fora industrial de latoaria na vila e o paterno, Abílio Costa, tinha sido proprietário de um veículo que servia de diligência entre a cidade dos estudantes e Penacova.

Frequentou o curso superior de Pintura da Escola de Belas Artes do Porto, onde foi discípulo de Dordio Gomes e de Joaquim Lopes. Premiado diversas vezes na escola, concluiu o curso em 1947 com a classificação de 18 valores. 

Em 13 de Abril de 2005 faleceu, não em Penacova, onde desde os anos setenta vivera e fora professor, mas em Viseu. 

“Martins da Costa – Contos Vividos” é o título do livro que no dia 23 de Julho de 2016 foi apresentado em Penacova. A obra teve coordenação editorial do jornalista penacovense Álvaro Coimbra. É uma edição do município de Penacova e foi prefaciada pelo escritor, investigador e cronista Hélder Pacheco. É composta por muitos dos textos escritos pelo pintor nas décadas de oitenta e noventa na imprensa local (quando residia em Penacova), bem como por inúmeras reproduções de alguns dos seus quadros e ainda parte do seu espólio fotográfico.

“O artista, o pintor, deixou uma obra extraordinária. O seu traço sensível e, ao mesmo tempo, firme e exato viajou por cidades como Florença, Porto, Londres, mas na última etapa da sua vida escolheu este cantinho. Pintou-o de vários ângulos, com um olhar muito próprio e deu-o a conhecer ao mundo.” – escreveu Álvaro Coimbra.

sábado, 4 de março de 2017

Cartas brasileiras: A TRIPARTIÇÃO DO TEMPO

Como não ser saudosista, tudo em nós é apenas passado! Nunca somos, fomos ou seremos, é como se não existíssemos. Nada é, ou foi ou será. Não conseguimos viver o agora, esse exato minuto já foi, não podemos desfrutá-lo e fazer acontecer. Que cantemos ou choraremos o ontem, tudo vira saudade. Só que a danada não chega de repente, ela é como o alambique, pinga, pinga, vem aos poucos machucando a gente. Ainda bem, temos o amanhã, mas, ainda que logo ali, é sempre uma esperança, porém um desconhecido. O presente não passa de uma linha tênue entre o que foi e o que será. Como não ser saudosista e ou sonhador! É tudo que nos resta.
P.T Juvenal Santos