quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Bombeiros Voluntários de Penacova assinalaram 84 anos de existência

Foi com o auditório cheio que  foi inaugurada a exposição “Bombeiros, escola e Sociedade", uma iniciativa que marca os 84 anos de história da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penacova e concretizada em parceria com o Agrupamento de Escolas de Penacova.

Na sessão de abertura, para além da Tesoureira e da Secretária da direção dos Bombeiros, marcaram presença o Vice-presidente do Município que agradeceu o convite e endereçou os parabéns à Associação, a Diretora do Agrupamento que salientou a importância desta parceria e o Comandante do Corpo de Bombeiros que se dirigiu de uma forma particular aos jovens presentes, incentivando-os a adquirirem práticas de vida saudáveis que conduzam a ações preventivas. A exposição vai estar patente ao público até ao próximo dia 28.


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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Penacova, o Mondego e a Lampreia - uma obra que todos os penacovenses deveriam conhecer

Veja AQUI a referência ao lançamento do livro
Penacova, o Mondego e a Lampreia.

Penacova, o Mondego e a Lampreia” é uma obra da autoria dos biólogos Fernando Correia e de Carlos Fonseca. Depois de um livro dedicado aos javalis, os autores publicaram em 2010, desta vez dedicada à lampreia, uma nova obra, com o apoio da Câmara Municipal de Penacova. Ao longo das suas cerca de 300 páginas, magnificamente ilustradas, somos presenteados com uma caracterização do concelho de Penacova, abordando o património natural do Mondego, a evolução da lampreia em Portugal, os factores de ameaça e conservação e muitos mais aspectos cientificamente tratados. Algumas receitas gastronómicas feitas à base desta apreciada iguaria são também apresentadas.

Da leitura do  capítulo dedicado à lampreia ficamos a saber que se trata de “um animal que pertence ao grupo dos peixes (em termos de evolução) mais primitivos que chegaram até aos tempos de hoje – os Agnatas, ou peixes sem mandíbulas.” tendo-se desenvolvido e tido "o seu pico de diversidade durante a Era Paleozóica, provavelmente durante o Câmbrico, há aproximadamente 510 a 505 milhões de anos.”


Uma das páginas do livro

Os sobreviventes actuais deste grupo (lampreias e mixinas) são hoje reunidos informalmente sob a designação de ciclóstomos (sem valor taxonómico) ou seja, animais de boca circular.

Uma outra nota a registar: em Portugal ocorrem dois géneros diferentes, Petromyzon e Lampetra, reunindo  três espécies diferentes: a lampreia marinha, a lampreia-de-rio e a lampreia-de-riacho. Como sabemos, a lampreia-marinha constitui um recurso natural associado a uma tradição gastronómica. è o caso do concelho de Penacova,  “um dos que mais fama grangeia, estabelecida que foi esta prática comensal e de restauração, principalmente desde os finais do século XIX. “

Infografia sobre o Ciclo de
Vida da Lampreia-Marinha

Ainda sobre a "lenda" da “lampreia fenomenal” pescada em 1908, concluímos, pelo que este livro nos informa, que terá sido mesmo uma brincadeira de Carnaval. 
É que “este animal é o maior ciclóstomo europeu, podendo atingir um peso superior aos 2 Kg e medir mais de um metro(a maior lampreia-marinha já capturada pesava 2,3 kg exibia um comprimento de 1,2m). Em Portugal as lampreias que regressam aos rios têm geralmente um peso e um comprimento médio de 1,3 kg e 88 cm."

Penacova, o Mondego e a Lampreia, é uma obra de leitura indispensável para o conhecimento  de Penacova, em especial da sua fauna e flora, onde se destaca a “divina lampreia”.


A lampreia com cinco metros e outras histórias

A "notícia" foi publicada em 1908. Durante muitos anos terá ficado esquecida. Ao pesquisar outros assuntos nos periódicos locais, chamou-nos a atenção o título " Lampreia Phenomenal" ,inserto no Jornal de Penacova nº 332 de 29 de Fevereiro. As dimensões estão lá, fala-se mesmo no autor de tal pescaria. Intrigante. Nunca mais se escreveu sobre o facto. Ao consultarmos o calendário de 1908 verificamos que estávamos no fim de semana anterior ao Carnaval, o que nos leva a pensar que se tratou de uma brincadeira de Entrudo. O texto aqui fica para que não haja dúvidas. Agora se foi verdade ou não...só os zoólogos poderão dizer se tais dimensões são possíveis...
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Mas de outra história queríamos falar: do livro "Penacova, o Mondego e a Lampreia". Da autoria do nosso conterrâneo, Carlos Fonseca e de Fernando Correia. Uma das melhores obras que a Câmara Municipal patrocinou nos últimos anos. Pelo seu conteúdo e também pela ilustração. Um álbum que fala não só da lampreia, mas também de outras espécies animais e vegetais do nosso concelho. Que fala ainda da geomorfologia, onde tem especial destaque o vale cavado pelo rio que nos banha . Livro que traça também o percurso histórico e cultural do concelho, freguesia por freguesia. 

E, no momento em que Penacova está a viver o seu Festival da Lampreia, é do capítulo que trata desta espécie, duma forma cientifica, rigorosa,  que gostaríamos de tratar com mais desenvolvimento. Tarefa que ainda hoje concretizaremos. Até mais logo.





segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cartas Brasileiras: meteram a mão na taça

Taça Jules Rimet (1958)

A Copa do Mundo de 2014 está prestes a começar. Aqui está a maior correria, é preciso que tudo esteja pronto até lá. Temos visto manifestações nas ruas contra a realização da Copa, gente gritando atrasada, enquanto muita gente grande diz: “o Brasil” quis a Copa, então temos que dar conta do recado. Só faltava não dar.

Não foi bem o “Brasil”, ou a população que quis a Copa, foi decisão autônoma do Governo, com apoio das construtoras e da mídia, os grandes interessados. Até poderia ser verdadeiro que muitos a quisessem. Porém, com o sistema de saúde em condições precárias, sistema de transportes em verdadeira pindaíba, a segurança vivendo um enorme caos, o mundo enfrentando séria crise econômica, tudo levava a crer que não era o momento. Pior é que teremos mais gastos com Rio - Olimpíadas 2016! Com o mundo na maior crise! Era evidente que o Brasil tinha outras prioridades, e nelas não estava construir estádios. Aqui sabemos, depois da Copa muitos estádios irão se transformar em “elefantes brancos.” Mas, deixando de lado todos esses problemas, enveredo-me para um assunto mais ameno, contando um pouco de história.
Em 1958 conquistamos, na Suécia, pela primeira vez a Taça Jules Rimet. Depois, veio o “bi” em 1962 no Chile e o “tri” em 1970 no México. A terceira conquista nos garantiu a posse definitiva do troféu. A peça, obra do artesão francês Abel Lafleur, representava a Vitória com asas em forma estilizada, com os braços levantados segurando um vaso de formato octogonal. Sobre as faces da base em mármore preto havia pequenas placas em ouro, onde estavam gravados os nomes dos países campeões:  Uruguai (1930 e 1950), Itália (1934 e 1938), Alemanha (1954), Inglaterra (1966) e Brasil (1958, 1972, 1970). Medindo cerca de 30 centímetros, todo o conjunto pesava 4 quilos, sendo 3,8 quilogramas em ouro.
            O troféu  correu o país, foi exposto em praça pública, o povo fazia fila para ver a taça. Em São Paulo ela era exposta na Praça Roosevelt (ao lado da Igreja da Consolação), e ao final da tarde era levada, em um carro forte, para ser guardada na casa-forte da Matriz do Banespa; banco no qual eu trabalhava.
            Então, quando a taça chegava para ser recolhida, não havia como resistir à tentação, todos queriam tocar nela e repetir os gestos de Hideraldo Luiz Bellini, Mauro Ramos de Oliveira e Carlos Alberto Torrões, os nossos capitães. Tirar fotos nem pensar. O tesoureiro não deixou. Ah! Se existisse celular naquela época tudo teria sido registrado e postado nas redes sociais.
Pelé e a Taça Jules Rimet conquistada na Suécia em 1958.
Depois dos nossos gestos à la capitão do esquete nacional, não foram tantos mais que puderam repetir aquele gesto. Na noite de 19 de dezembro de 1983, uma segunda-feira, enquanto uma réplica estava guardada no cofre da CBF, o troféu original que estava exposto no 9° andar daquela sede foi roubado por Peralta, Luiz Bigode e Chico Barbudo, que após o roubo repassaram o produto para um argentino comerciante de ouro, Juan Carlos Hernandez, que cortou a taça em três pedaços para poder derretê-la, formar barras de ouro e vender.
E assim, o troféu disputado por tantas nações, em partidas com gosto de suor, lágrima e sangue, teve um triste fim, justamente porque caiu nas mãos de quem não poderia “meter a mão na taça.”   

P.T.Juvenal Santos 
            



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Apresentação do livro "A ferramenta que faz os contos" trouxe a Penacova o debate sobre a Filosofia para Crianças


Ontem, 15 de fevereiro, falou-se de Filosofia em Penacova. Mais, de Filosofia para Crianças. De facto, a apresentação do livro A ferramenta que faz os contos  nada faria pensar que a temática central do evento incidisse neste movimento pedagógico, assim lhe podemos chamar, que teve como percursor MATTHEW LIPMAN ((1922-2010). Sónia Marques Carvão, penacovense com ascendentes na localidade de Chelo,  escolheu Penacova para, depois de o ter feito em Lisboa, divulgar  o seu trabalho.
A sessão decorreu na sala Leitão Couto (Biblioteca Municipal). Presidiu Humberto Oliveira, presidente da Câmara Municipal. A mesa contou, além da autora,  também com a presença de Fernanda Veiga, vereadora da Cultura e de Joaquim Pinto, professor da Universidade Católica.
Formada em Filosofia e Antropologia e com uma especialização em Filosofia para Crianças, Sónia Marques Carvão, pretendeu com a publicação deste livro, não só concretizar um sonho de infância (conforme confidenciou) mas também passar para o papel algo da sua experiência de trabalho com crianças num colégio de Lisboa. A própria sessão de apresentação incluiu a demonstração de uma sessão prática de Filosofia (com) para Crianças, seguindo a metodologia da “comunidade de investigação”. Hoje a “internet” está cheia de documentação sobre esta corrente pedagógica, desenvolvida em todo o mundo, mas com grande aceitação no Brasil e Espanha, a título de exemplo. Em Portugal  existem também muitos projetos isolados, mas é praticamente desconhecida. Daí a importância destas iniciativas editoriais que nunca são de mais para questionar o modo como se educa e o próprio sentido do que é educar.

O professor Joaquim Pinto fez a apresentação do livro. A sua intervenção focou muitos dos problemas daquilo que na sua óptica deve ser o Filosofar e o Filosofar com Crianças, acabando por coincidir com a referência que a autora fez a L. Wittgenstein : a Filosofia é uma Tarefa de Liberdade.
Voltando ao livro em si, refira-se que é composto por sete contos (edição bilingue português-inglês) distribuídos por cerca de noventa páginas. “ Um livro para todos e não só para crianças. Um livro que leva à reflexão de conceitos como o Belo, o Bom, a Ferramenta, o Amor, o Jogo, o Saber e Não Saber, bem como à reflexão de valores éticos, costumes e tradições, brincando” – refere uma pequena nota inserida junto à ficha técnica do mesmo.
Ser pretexto para falar de Filosofia em Penacova (fora das paredes da Escola Secundária) foi, além da importância que o livro tem, o grande mérito desta iniciativa. 




Texto e fotos de Penacova Online / David Almeida

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ainda o caso Luiza de Jesus que manchou o concelho de Penacova


Fizemos ontem referência ao "crime mais espantoso" ocorrido durante o séc XVIII em Portugal e que
envolveu uma mulher natural de Figueira de Lorvão.
Apesar de só passados cerca de cem anos a pena de morte ser abolida em Portugal (1867) , Luiza de Jesus passou à história, não apenas pelo seu horrendo crime, mas também porque foi a última mulher a ser condenada à pena capital no nosso país. 
Hoje, acrescentamos um recorte do jornal O Conimbricense que transcreve a sentença deste caso ocorrido em 1772.

Mulher natural de Penacova matou cerca de 30 crianças para receber "subsídio"

Descobriu-se em Coimbra que uma mulher de 27 (ou 22, segundo algumas fontes) anos de idade, casada e natural de Figueira de Lorvão cometeu cerca de 30 crimes crimes de infanticídio.  

Corria o ano de 1772. Luiza de Jesus morava em Coimbra e tinha o costume de ir à roda buscar recém - nascidos com o pretexto de se encarregar da sua educação. Só que aintenção era outra. Depois – contam os jornais da época - em sua casa ou no olival de Montarroio, matava as crianças, esquartejando-as, asfixiando-as ou enforcando-as. Não terão sido duas ou três: ao confessar o crime referiu 28.
Passada busca à casa, foram encontrados ainda dentro de um pote de barro, crânios , ossos e mesmo alguns corpos putrefactos.
Malvadez? Loucura? Para receber a “esportula” , isto é, a gratificação em dinheiro, no valor de 600 réis, um côvado de baeta e 1 berço por cada uma, ia à roda buscar as indefesas crianças, matando-as de seguida.

Foi condenada em Lisboa. Depois de “atazanada” pelas ruas públicas daquela cidade, foram-lhe cortadas as mãos ainda  em vida, foi garrotada e queimada em 1 de Julho de 1772. Um caso que gerou grande repulsa. Penacova, de onde era natural, entra assim na história por um motivo horrendo. Luisa de Jesus foi a última mulher a ser condenada à pena de morte em Portugal.


Este caso é muito conhecido em Portugal e também no estrangeiro. 
Veja :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADsa_de_Jesus

http://unknownmisandry.blogspot.pt/2013/02/luisa-de-jesus-portuguese-serial-killer.html

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Viagem no tempo vai recriar serões das nossas aldeias - hoje no Centro Cultural


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O Rancho Folclórico e Etnográfico do Zagalho e Vale do Conde foi fundado no ano de 1979, por iniciativa de três mulheres oriundas destas duas aldeias (da esquerda para a direita: Altina Carril, Lurdes Simões e Natália Marcelo) com o objectivo de recolher, proteger e divulgar as tradições, os usos e os costumes mais antigos do concelho de Penacova. Se no início da sua formação o grupo actuava apenas no seu local de origem, dois anos mais tarde, em 1981, fazia a sua primeira apresentação formal na Barragem da Aguieira, sendo já um fidedigno representante das actividades artesanais, trajes, danças e cantares do concelho de Penacova. Uma das principais recolhas a que se dedicou foi ao ciclo do linho, uma arte ancestral que está na origem de lindas e valiosas peças de roupa que o grupo ainda hoje possui preservadas. Este rancho foi o primeiro do seu concelho a filiar-se na Federação de Folclore Português. Actualmente é também membro do INATEL, do IPJ e da Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego (AFERM). Ao longo dos seus trinta e dois anos de existência, este grupo já fez actuações por todo o país e na Ilha da Madeira. Realiza todos os anos o seu festival de folclore na aldeia do Zagalho e recria a tradicional malha dos cereais. (in http://rancho-zagalho.blogspot.pt/)


PROGRAMAÇÃO 2014
Cantar aos Reis
4,5,6 de Janeiro de 2014 

Aniversário, Rancho Folclórico Etnográfico de Zagalho e Vale do Conde
19 de Janeiro de 2014 

Apresentação “Teatral”, auditório municipal de Penacova de R.F.E.Z.V.C.
1 de Fevereiro de 2014 

Ceia da Avó 
15 de Fevereiro de 2014

Surriar
28 de Fevereiro de 2014

Cantar ás Almas
22 de Março de 2014

Bela Cruz
3 de Maio de 2014

Festa Do Linho
1 de Junho

Festival de Folclore do Rancho do Zagalho e Vale do Conde e a II feira Feira Tradicional e Rural Encosta da Serra

21 de Junho de 2014

Malha dos Cereais
24 ou 31 de Agosto de 2014 ( data ainda a confirmar)

Festa de encerramento de actividades
25 de Outubro de 2014

Lanche e troca de prendas
13 de Dezembro de 2014