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quarta-feira, fevereiro 05, 2025

Centros Interpretativos de Lorvão: uma visita obrigatória


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Inaugurado em 17 de Julho de 2023 [ver notícia RTP: https://x.gd/FszZA ]


Segundo a tradição, a origem do Mosteiro recua ao ano de 561. Os documentos escritos fixam a data mais tarde, nos séculos IX ou X (anos de 800 ou 900), segundo os diferentes autores.

Lorvão teve um papel crucial contra os assaltos muçulmanos. Devido à sua implantação estratégica serviu de zona de proteção ao povoamento da região de Coimbra. 

O monumento é especialmente reconhecido pelo seu cartulário (lugar onde se guardam os livros de registo e documentos importantes), no qual foram copiados os mais antigos documentos produzidos em território português. E pela produção de manuscritos do seu scriptorium, em particular, o Apocalipse de Lorvão, distinguido como Memória do Mundo pela UNESCO. 

Em 1211, expulsos os monges beneditinos, Lorvão converteu-se num Mosteiro feminino, da ordem de Cister, dirigido pela filha de D. Sancho I, D. Teresa. 

Das antigas instalações que serviram as diversas comunidades religiosas, permanecem alguns vestígios. Os edifícios conservados, todavia, datam, na sua maioria, dos anos de 1600 a 1800.

A extinção das ordens religiosas levou ao abandono do mosteiro a partir de 1887 e à sua progressiva deterioração. Em 1960 foi instalado, na zona dos dormitórios, um Hospital Psiquiátrico. A instituição foi, entretanto, extinta e o espaço está a ser alvo de um projeto de reabilitação. 

O Mosteiro de Lorvão - portaria, igreja e claustro, apresenta agora um percurso de visita contextualizado, respeitando a prática devocional que aqui se mantém, e um novo espaço museológico, o Centro Interpretativo do lugar e acervo, no edifício construído no sobreclaustro, obra do arquiteto Mendes Ribeiro.

 [Texto do desdobrável promocional]




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Inaugurado no Dia do Município, 17 de Julho de 2024

https://x.gd/hmBkN

A origem da Casa do Monte remonta ao início do séc. XVIII, com o objetivo de alojar alguns dos muitos convidados nobres, para a cerimónia de Transladação das Santas Rainhas Teresa e Sancha dos túmulos de pedra para as urnas de prata, onde hoje se encontram no Mosteiro de Lorvão. 

Este novo núcleo museológico tem como tema central o palito, verdadeiro objeto icónico de Lorvão e de Penacova, conhecido e reconhecido nos quatro cantos do mundo. 

O percurso expositivo está dividido por oito salas que retratam a origem do palito, os vários tipos, o artesanato, o quotidiano em Lorvão ligado à manufatura, a etnografia, a industrialização, etc. A manufatura dos palitos tem origem no mosteiro de Lorvão. Começaram por ser feitos pelas monjas, para decorar a doçaria conventual. 

A extinção das ordens religiosas, no século XIX, contribuiu para disseminar os palitos pela população. A manufatura extravasou as portas do mosteiro e rapidamente se tornou numa importante fonte de rendimento para os habitantes de Lorvão e povoações vizinhas. 

A abundância de matéria-prima na região, sobretudo madeira de salgueiro-branco e choupo deu um forte contributo à sua expansão. A manufatura do palito inspirou a criação de outros artefactos em madeira representativos do património do concelho, tais como as miniaturas da roda, do moinho de vento e da barca serrana, peças que nasceram das mãos da artesã Fátima Lopes.  

[Texto do desdobrável promocional]





terça-feira, julho 23, 2024

Centro Interpretativo do Palito foi inaugurado em Lorvão


Desde 2016 que os “Conhecimentos Tradicionais utilizados no processo de Produção de Palitos” se encontram inscritos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Agora, um novo passo é dado com a inauguração do Centro Interpretativo do Palito de Lorvão.

A sessão que se realizou no Dia do Município, 17 de Julho, contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado.

Depois de dar as boas vindas aos presentes na inauguração deste Centro Interpretativo do Palito de Lorvão, Álvaro Coimbra, Presidente da Câmara, recordou que a Casa do Monte é um edifício emblemático para Lorvão dado que foi hospedaria quando decorreram as cerimónias de trasladação das Santas Rainhas, tendo nos anos oitenta, sido adquirido pelo município e ter sofrido obras de intervenção e reabilitação ao longo dos anos.

“A ideia do Centro Interpretativo do Palito, ou seja, de um espaço que mostrasse um pouco da história do percurso da manufactura do palito até à era industrial, era um desejo de muitos de nós, dos lorvanenses e de todos aqueles que gostam das tradições, das artes tradicionais” – salientou.

Referiu igualmente que a abertura deste Centro Interpretativo foi possível com a ajuda e financiamento da AD ELO - Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego.

“Não tem grandes dimensões, mas está feito à medida, com tudo o que é preciso para saber a origem do palito, no mosteiro, passando pela fase industrial até à fase de grande expansão e exportação para os quatro continentes” – sublinhou, concluindo - “ Temos agora aqui um equipamento fantástico que está aberto à comunidade e também a piscar o olho ao turismo e aos visitantes que cada vez mais visitam Penacova.”

O Arquitecto Fábio Nogueira, responsável pelo Projecto de Conteúdos, fez uma breve apresentação do espaço referindo que tal se deve também a uma parceria entre várias instituições, como o Grupo Etnográfico de Lorvão, o Rancho “ As Paliteiras de Chelo” e a Universidade de Coimbra através do Departamento de Antropologia que tinha algumas peças, principalmente uma coleção de paliteiros. Destacou também o precioso contributo do sr. Luís Carvalho.

No piso de entrada temos o “ciclo da madeira”, “desde ela ser colhida até poder ser manufacturada em palitos, o choupo, o salgueiro, todos os passos e tudo o que era necessário: coiras, masculinas e femininas e para crianças, num tempo em que as crianças realmente trabalhavam nos palitos.” Referiu que um inquérito de 1979 feito pelo Departamento de Antropologia dava conta de que ainda havia 75 pessoas que viviam exclusivamente de fazer palitos.

Destacou ainda as “oito espécies de palitos também aqui expostas”, a parte do artesanato, os aspectos ligados à etnografia da venda do palito, a indústria, as “caixas fabulosas” com um design gráfico muito interessante e finalmente um vídeo que irá passar imagens e depoimentos de pessoas da localidade.

Por sua vez, o Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, salientou a importância deste espaço “onde é possível conhecer a história dos palitos”, fazendo esse facto para muitos mercados, principalmente os internacionais, “toda a diferença”, que é a possibilidade de num território, numa comunidade, poder conhecer aquilo que são ainda hoje um conjunto de actividades (…) que muito poucos países têm”, ficando “deslumbrados quando conhecem a nossa realidade”.

Frisou “a riqueza que fica a partir de hoje associada à oferta de Penacova (…) casada com o futuro hotel”. Hotel que, segundo disse, “apenas está a espera da confirmação do processo de financiamento do REVIVE”, estando já os projectos na Câmara Municipal”.

“Quem vier a este hotel - e o segmento que nós queremos captar seguramente ficará mais tempo - , ficará com a sua visita mais enriquecida se puder conhecer um bocadinho da nossa história.”

O Secretário de Estado sublinhou que hoje em dia “quem tem muito dinheiro viaja pelo mundo inteiro” – acentuando que “neste mês de Junho, o mercado dos Estados Unidos praticamente ultrapassou a Espanha e a França, como mercados que procuram Portugal.”

“Associados a esses novos turistas está muitas vezes um poder económico mais elevado”, e nesse sentido, “essas pessoas podem visitar qualquer parte do mundo” ao mesmo tempo que “não procuram o que encontram na China, no Dubai e em tantos outros destinos de luxo, iguais a qualquer dos sítios que já visitaram. O que eles procuram é exactamente o que nós temos aqui.

Este é que é o novo luxo: as pessoas poderem experimentar e poderem estar com algo que só existe num sítio”. E os palitos de Penacova só existem em Penacova, enquanto que cadeias hoteleiras e produtos de grandes marcas os podemos encontrar em qualquer parte do mundo.

“Aquilo que hoje faz a diferença e traz valor é a dimensão das pessoas poderem vir e conhecer, é falar com a D. Fátima Lopes e com as outras senhoras que fazem ainda palitos”, no fundo “as pessoas que verdadeiramente hoje são de referência. “ - relevou.

Outra ideia importante foi referida: “aquilo que nós procuramos hoje é que haja actividade económica - o turismo é actividade económica”. Na verdade, “o turismo tende a ser captação de receita, tem de ser vantagem para aqueles que recebem turistas.” Caso contrário “não serve para nada”.

A concluir, Pedro Machado congratulou-se com esta inauguração “em nome de Portugal” e em nome da Pasta que tutela, o Turismo, vincando que quantos mais bons exemplos como este houver, mais a vida terá facilitada enquanto governante, e mais argumentos terá para “ampliar a nossa narrativa sobre aquilo que é a diferença de Portugal”.

















quarta-feira, fevereiro 14, 2024

Centro Interpretativo do Palito vai abrir em Lorvão

Museu da Ciência da UC cede peças ao novo Centro Interpretativo do Palito


O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra vai ceder cerca de quatro dezenas de peças ao município de Penacova para enriquecer o novo Centro Interpretativo do Palito, em Lorvão.

Os objetos, na grande maioria, relacionados com a temática dos palitos, vão fazer parte do espaço expositivo situado na Casa do Monte, no centro histórico de Lorvão.

O novo Centro Interpretativo, com abertura prevista para este ano, terá várias salas dedicadas à história dos palitos, desde a sua origem no secular mosteiro, à manufatura que se disseminou pela população, até ao aparecimento de várias empresas, sobretudo na freguesia de Lorvão.

Do conjunto de peças cedidas pelo Museu da Ciência fazem parte inúmeros paliteiros, de várias formas e materiais, peças de cestaria e outros utensílios utilizados no processo de manufatura do palito.

O protocolo de cedência das peças foi assinado pelo diretor do Museu da Ciência, Paulo Trincão e pelo presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra. Na ocasião, o autarca sublinhou a importância deste acordo – “quero agradecer ao Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, na pessoa do seu diretor, Paulo Trincão a abertura demonstrada para a cedência deste conjunto de objetos que vai, sem sombra de dúvida, enriquecer a coleção do novo Centro Interpretativo do Palito.”

O novo núcleo museológico vai surgir na Casa do Monte, no centro histórico da vila de Lorvão, edifício do século XVIII que terá servido como casa de hóspedes do mosteiro. No seu interior vão surgir várias salas dedicadas à história do palito, desde o século XVII até, praticamente, aos nossos dias.

O investimento superior a duzentos mil euros foi financiado através de candidatura do município à AD ELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego.

FONTE:

https://www.gazetarural.com/museu-da-ciencia-da-uc-cede-pecas-ao-novo-centro-interpretativo-do-palito/


quinta-feira, julho 20, 2023

Inaugurado o Centro Interpretativo do Mosteiro de Lorvão

O Centro Interpretativo do Mosteiro do Lorvão foi inaugurado a 17 de Julho de 2023, Dia do Município.


In Revista EVASÕES:


“O Centro Interpretativo do Mosteiro do Lorvão, em Penacova, foi inaugurado na segunda-feira, 17 de Julho, após ter sido concluído o projeto de musealização do sobreclaustro daquele monumento, que conta a história do espaço, as suas diferentes ocupações e que expõe vários dos artefactos que por lá se guardavam.

“Esta era uma aspiração de décadas, das pessoas relacionadas com o Lorvão, que viam o espólio degradar-se ano após ano, em salas sem condições. Com este projeto de musealização, também restaurámos quatro dezenas de peças. Agora, revelamos este tesouro do Lorvão, que estava um pouco esquecido”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra.

No sobreclaustro do Mosteiro do Lorvão é agora contada a história daquele monumento milenar cuja origem se estima ser do século VI e que foi ocupado por monges beneditinos, antes de se converter, no século XIII, num mosteiro feminino. Com o fim das ordens religiosas, o edifício chegou a servir de habitação (foi construído nos anos 1960 um bairro social na vila para acomodar os seus ‘moradores’), de uma espécie de “pedreira” (a população foi-se servindo ao longo dos anos de pedras retiradas do monumento) e foi hospital psiquiátrico, explicou à Lusa o arquiteto Fábio Nogueira, responsável pela museografia.

No espaço, é possível perceber a forma como eram produzidos manuscritos no Lorvão, mosteiro tido como um núcleo muito importante na época medieval, de onde saíram o “Livro das Aves” e “Apocalipse do Lorvão”, dois manuscritos guardados na Torre do Tombo, estando o último inscrito no registo da Memória do Mundo, da UNESCO. Réplicas das suas iluminuras e um painel interativo permitem perceber e compreender melhor a importância desses mesmos manuscritos.

Naquele espaço, há uma sala dedicada a peças das cerimónias litúrgicas, com destaque para uma custódia do século XVIII e um livro-baldaquino que é propriedade do Museu Nacional Machado de Castro (entidade que cede algumas peças originárias do mosteiro), assim como uma secção focada na vida do monumento após se converter num mosteiro feminino, de onde se ouve a voz da especialista em canto gregoriano Filipa Taipina a interpretar uma parte da obra “Gradual de Lorvão”, música que acaba por ecoar por todo o centro interpretativo.

São abordados temas como o boticário e a música, havendo uma sala dedicada a D. Catarina de Eça (a abadessa que mais tempo esteve à frente do mosteiro, entre 1472 e 1521), com seis peças de um retábulo que mandou construir. O centro interpretativo conta ainda com uma sala dedicada aos cultos praticados no Lorvão (onde se encontra uma estátua de uma cabeça degolada de São João Baptista, peça pouco comum em Portugal), assim como a ligação do espaço à comunidade, seja através da comida e dos doces que ali eram confecionados, seja através da produção de palitos, que terá começado no mosteiro e que acabou por se tornar numa atividade económica relevante da vila, aclarou Fábio Nogueira.

Para além do centro interpretativo, a visita segue para a Igreja do Lorvão, onde se pode contemplar o cadeiral e o órgão de tubos do mosteiro. “Este circuito expositivo, que acompanha os novos tempos, será um fator de atratividade do Lorvão, para que o mosteiro, enquanto monumento nacional que está relacionado com a nossa nacionalidade, tenha outra visibilidade em termos nacionais”, vincou Álvaro Coimbra. Para o futuro, a Câmara de Penacova pretende dinamizar exposições temporárias com peças que eram originalmente do Mosteiro do Lorvão, sonhando com a possibilidade de ter expostos naquele espaço, “ainda que temporariamente”, o “Livro das Aves” e o “Apocalipse do Lorvão”.

Além do centro interpretativo, o município espera que, face ao parecer favorável já emitido pela Direção Regional da Cultura do Centro, possa avançar a reconversão de uma parte do monumento num hotel de cinco estrelas, no âmbito do programa Revive. O centro interpretativo poderá ser visitado, no horário de verão, entre as 09:00 e as 13:00 e as 14:00 e as 18:00, tendo um custo de entrada de 4,5 euros.”

segunda-feira, julho 22, 2019

Centro Interpretativo da Primeira República e Casa Museu em Vale da Vinha

João Paulo Avelãs Nunes, do CEIS20, apresentando as linhas embrionárias do projecto

No contexto da celebração do feriado municipal – 17 de Julho – foi apresentado, ainda em fase muito embrionária, na presença do Presidente da República, o projecto de criação de um Centro de Interpretação da I República e Núcleo Museológico em torno da figura de António José de Almeida.

De acordo com as palavras de  João Paulo Avelãs Nunes, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Séc. XX (CEIS20), a quem coube a apresentação do projecto, o mesmo terá um carácter “transversal a diversas áreas” e pretende-se que seja “não instrumento de conflito mas, pelo contrário,  de consensualização de valores.” Terá uma vertente de formação cívica, “sem um discurso, uma mensagem ou moral pré-definida, mas com carácter aberto, facilitador do debate de ideias.”

O futuro Centro de Interpretação e Núcleo Museológico, a instalar em Vale da Vinha,  constará de um piso térreo, reservado para a instalação de valências técnicas e de um 2º piso, correspondendo ao espaço nobre da antiga casa. No entanto, não  teremos propriamente a reconstituição do espaço familiar, já que ele foi desaparecendo com a degradação do edifício. 
Edifício que vai ser recuperado para instalação do Centro Interpretativo / Casa Museu

Um dos primeiros núcleos de caracterização será a origem de António José de Almeida, a história familiar e local, a ligação à comunidade de origem. Contará  a história  de  António José de Almeida e de Portugal, desde o final do séc. XIX até aos anos trinta do século XX.

Um segundo espaço versará sobre  o início da actividade profissional de António José de Almeida que, neste caso, permitirá  uma ligação ao Império Colonial da época, com uma outra parcela da realidade portuguesa (S. Tomé).

Seguir-se-á  o período em que António José de Almeida foi um dos principais dirigentes do partido republicano, quer na fase de propaganda, quer na conquista do poder politico. A implantação da República, a fase de governação e o papel de António José de Almeida,  a desagregação da Primeira República, a sua substituição por outro tipo de serão outros aspectos a contemplar.

O investigador do CEIS 20 referiu que o Centro de Estudos fora também  convidado para, além deste projeto,  colaborar  noutros mais a criar na região: “uma espécie de rota de museologia em torno das questões políticas em Portugal  desde finais os séc. XIX até ao final do Estado Novo.”

Mais concretamente, núcleos museológicos ligados a personalidades marcantes: “em primeiro lugar, obviamente António José de Almeida, em Penacova;  em segundo lugar,  “não propriamente António de Oliveira Salazar,  mas um Centro de Interpretação  sobre o Estado Novo”, em Santa Comba Dão. Também no concelho de  Carregal do Sal, um Centro de Interpretação sobre o holocausto e Casa Museu Aristides de Sousa Mendes. Numa fase mais atrasada de negociação, Afonso Costa em Seia, irmãos Lacerda, no Caramulo e eventualmente um novo projeto em torno de escritores, incluindo Mortágua e outros locais.  

“Isto permite criar uma rede que pode ter várias entradas. Uma delas e a mais óbvia seria Coimbra não só por ser Património Mundial da UNESCO, mas também através do Portugal dos Pequenitos, um ícone da memória do Estado Novo.” – adiantou João Paulo Avelãs Nunes.

Este conjunto de projectos  envolve não  apenas as câmaras municipais mas também as comunidades intermunicipais. Além disso, “procurar-se-á  criar um Conselho Consultivo que representará  várias entidades, entre elas o Museu da Presidência, e será o garante da qualidade científica, e do rigor intelectual e ético.”

Projectos que implicam recuperação de património, atividade museológica, formação cívica, educação e  turismo: “Teremos não apenas a divulgação cultural e científica, mas também a turística. Em territórios de chamada baixa densidade podem ser uma estrutura muito positiva e significativa.” - afirmou Avelãs Nunes.