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26 abril, 2026

Opinião: Serviço Nacional de Saúde é humildade e dedicação




Estive na inauguração das actuações de requalificação levadas a efeito no Centro de Saúde de Penacova.

Esteve presente a Senhora Ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Como as pessoas se recordarão, eu fui muito, muito crítico das intervenções em saúde que os Governos anteriores levaram a efeito, muito especificamente sobre aquelas catadupas de alterações estruturais que, efectivamente, o que pretenderam foi retirar responsabilidades aos Ministros…

E, igualmente, fui muito crítico relativamente a uma ministra em particular, Marta Temido.

Cujo impacto das ineficiências arrogantes estão em apreciação, na sede própria, nomeadamente sobre a questão das vacinas e dos tempos da pandemia.

Penso conhecer relativamente bem a problemática da saúde em Portugal: com um aumento significativo da esperança de vida (que já analisei aqui); com a modificação objectiva (e bem) dos anseios de uma vida diferente, por parte dos novos Profissionais de Saúde e com a pressão significativa do sector privado da saúde, que se enquadra na legitimidade da estrutura concorrencial do nosso Estado de Direito e que tem adesão de mais de 4.000.000 de portugueses beneficiários de seguros de saúde.

Governos que tiveram condições para tratar bem o SNS, os Utentes, as Intalações e os Profissionais, preferiram não o fazer, por estratégia política -e pessoal dos Responsáveis- que agora se encontram “no bem bom dos cargos europeus de conforto”!

Convenceram-se que o Povo ia suportar o que queriam fazer, só por se arrogarem “donos do SNS”…

Mas enganaram-se!

O Povo que admitiam ter cativo percebeu que criar estruturas atrás de estruturas -para colocação sucessiva de afilhados- e a não resolução dos pontos de que acima falei, só podia fazer colapsar o SNS, e correu com eles.

Entrou em cena a Senhora Ministra actual (a que esteve em Penacova, hoje), que tem sido muito criticada por aqueles que levaram o SNS ao ponto em que ele está, como reconhecem Políticos com conhecimentos específicos (alguns ex-ministros da mesma cor política).

As apreciações dos desempenhos políticos devem ser feitos no “tempo da prestação de contas”.

E, até agora, devagarinho, a Senhora Ministra tem vindo a ultrapassar as situações, surpreendentemente, com uma humildade extremamente “fora da caixa ministeriável!

Claro que o terreno continua minado; claro que lhe têm pregado algumas rasteiras; claro que tem falhado nalgumas estratégias.

Mas importa realçar que a tal postura humilde (até serena) que eu hoje constatei (junta a uma simpatia extraordinária, a um FairPlay não usado nas nossas estruturas de Poder e a uma afabilidade natural) indicia que a Senhora Ministra está bem ciente das obrigações que tem e, sobretudo, ciente de que os Utentes e os Profissionais precisam de Pessoas, mesmo de pessoas humildes…

!… Tudo isto porque lhe é reconhecida competência para o cargo que exerce …!

Ademais, conformou a sua intervenção à do Presidente Álvaro Coimbra que defendeu exemplarmente o nosso Concelho, como poderão verificar se  ouvirem  atentos ambas as intervenções. 

Luís Pais Amante



07 agosto, 2024

𝔻𝕒 𝕞𝕚𝕟𝕙𝕒 𝕛𝕒𝕟𝕖𝕝𝕒: Oh SNS, como te querem tanto?

Falar do SNS, por estes dias, é uma tarefa mesmo muito difícil;…Mas, muito necessária!

De facto, não se sabe bem se a sua realidade nesta hora é a mesma da da hora que se segue.

Mas podemos dizer, sem receio intelectual, que se aplica aqui - isso sim - uma frase desconexa que 50 iluminados comprometidos (com o passado, com o presente, com as ações, com as omissões, com os receios e com os favores e com as mordomias e com as traições) produziram há pouco tempo, num manifesto sobre a Justiça (deles):

a melhor e mais nobre comemoração que podemos assumir nos 50 anos da democracia portuguesa é reconhecer de forma digna e leal o que a está a fragilizar e, honrando o nome dos que por ela lutaram, ter a coragem e a vontade de mudar”.

Tenho ou não tenho razão?

Vejamos:

O problema do estado da Justiça é culpa exclusiva dos que a quiseram assim, até por ação directa: frágil, lenta, sem meios para se proteger dos criminosos e dos corruptos, aplicando leis feitas pelos tais (ou por grande parte deles), leis essas que balizam o seu funcionamento, o que leva a desconsiderar as pretensões utilitárias dos tais da lista, que agem em benefício próprio (ou dos amigos importantes de que são subservientes) em grande, mas mesmo grande parte.

Quem precisa da Justiça má são “os polvos travestidos” que têm dominado impunemente o País…

Mas o SNS, esse sim, merece que todos nós (menos os que lhe fazem mal, diariamente) façamos listas infindáveis de pedido de decoro, de insatisfação, de reclamação; até de repúdio pela desorganização e confusão em que vive, que é digna de um Estado fraco, centrado na “produção de ocupantes de cargos externos”.

Enquanto a Justiça anda mal há muito tempo, o SNS só ficou mesmo muito mal de há uns anos a esta parte e isso é fácil de saber; até aí emancipava-se, cumpria os seus objectivos, impunha-se como a Área essencial que a nossa democracia pariu!

Hoje, serve para tudo, menos para o que deve servir. E quem precisa de um bom SNS são os pobres e o Povo em geral!

Emprega (para além de profissionais de saúde) gerações inteiras de políticos, familiares de políticos, encartados dos partidos e boys e girls de todo o tipo e feitio. Na generalidade sem experiência em nada, sem habilitação específica para quase nada, só com o cartão ou com a pertença a alguma “fraternidade” das muitas que para aí pululam.

Daí ser tão apetecido por esta gente que vive à conta do orçamento: gestores, empregados, consultores, assessores, fornecedores do ajuste directo, etc, etc.

Certo é que quem só tem possibilidade de ser tratado no SNS assiste a este descalabro sucessivo e espera, espera, desespera por uma simples consulta, quanto mais e mais por uma intervenção por mais simples que ela seja. Às vezes até é desesperante.

Certo é que esses Utentes potenciais, pagaram e continuam a pagar para que todo este circo funcione mal, descaradamente mal e são os únicos que dão sem receber o que custeiam.

Certo é que o SNS, agora, serve, sem o mínimo de pudor, de arma de arremesso do pobre jogo da política barata e os responsáveis - irresponsáveis de ontem - já apontam o dedo aos de hoje, passado um relâmpago de tempo…e fazem-no com a exibição da desgraça alheia, o que é triste; …lamentável até.

Certo é que o albergue, um dia destes, vai estourar e que, nesse dia, o Povo enganado sucessivamente, vai abrir os olhos e, provavelmente, exigir à tal Justiça que seja dura, como deve ser, para averiguar, acusar e julgar todas as manigâncias a que a Saúde lactu senso considerada tem sido submetida ao longo dos anos.

Construindo a fita do tempo e dando nome aos inconscientes e aos inconsistentes!

E não é que, lendo-a bem, a lista até pode ajudar muito nesse trabalho?

Luís Pais Amante