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20 janeiro, 2026

As obras dos pintores/douradores de Farinha Podre na Sé e na Diocese de Viseu


Nos estudos relativos às obras de talha dourada e policromada (período Barroco) destinadas às igrejas e capelas da diocese de Viseu, são identificados alguns artistas e artífices intervenientes neste tipo de obras.

Nesta diocese, as oficinas locais de talha, existentes na primeira metade do século XVIII, não eram suficientes para dar resposta à procura. Assim, os artistas, na sua maioria, eram oriundos de outras regiões do país, desde concelhos mais próximos, como Carregal do Sal, Santa Comba Dão e Penacova, até outros do norte do país.

“A deslocação de alguns destes artistas para a diocese de Viseu não se confinou à sua contratação para uma única empreitada, acabando alguns deles por prolongar a sua permanência neste espaço geográfico para corresponderem as sucessivas obras que foram arrematando. Um dos exemplos que nos merece especial destaque é o dos mestres pintores/douradores Manuel de Miranda Pereira e José de Miranda Pereira, pai e filho respectivamente, oriundos de Farinha Podre, concelho de Penacova, que entre 1732 e 1753 adjudicaram várias obras de pintura e douramento no espaço diocesano”, sublinha Maria de Fátima Eusébio, especialista em património e actual directora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja.

 
Neste quadro, apresentado na publicação acima destacada, mais concretamente na comunicação de Maria de Fátima Eusébio “A mobilidade espacial e estética do entalhador Manuel Vieira da Silva” podemos verificar, em pormenor, as obras executadas por Manuel de Miranda Pereira e José de Miranda Pereira.

 

O site da Direcção Geral do Património Cultural, ao referir o conjunto arquitectónico e artístico da Sé de Viseu, menciona, no conjunto dos diversos artistas, os “pintores-douradores” de Farinha Podre, José de Miranda Pereira  e Manuel de Miranda Pereira (séc. XVIII).

Fala-se do “douramento dos retábulos de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ana, por Manuel de Miranda Pereira e Baltazar Pinto da Mota bem como a assinatura (28 de Dezembro de 1733) do “contrato para a douragem do retábulo principal com o dourador José de Miranda Pereira, morador em Farinha Podre, em Penacova”. Também que “os frontais dos altares de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ana” foram “dourados” por Manuel de Miranda Pereira e Baltasar Pinto da Mota.

Igreja de S. Pedro - Oliveira do Conde