12 junho, 2026

Lançamento da obra "Da Minha Janela ... Acontece" na Feira do Livro de Lisboa


No dia 10 de Junho, pelas 16 horas, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, teve lugar o lançamento do livro Da Minha Janela ... Acontece, uma edição da  “Calçada das Letras”, tendo como autor Luís Pais Amante.  

A iniciar a sessão, foi apresentado um vídeo com a interpretação, por Rodrigo Carvalho *, maestro penacovense, do poema “Saudade em Tempo / Letra para um Fado de Coimbra”. 

Luís Pais Amante referiu que mais do que se tratar de apresentar um livro, o momento era um “modo de trazer Penacova ao Mundo”, isto é, dando-a a conhecer através deste evento. Manifestou o grande prazer de poder contar com a presença de “pessoas que já não via há 50 anos”, bem como de alguns colegas da escola primária e de muitos amigos.

Seguiu-se a declamação, por uma das responsáveis da editora, de dois poemas:  “Eu sou a minha mãe” e “Tu (Ana) és o meu Natal”.

Também o neto do autor, André, leu uma das crónicas “E como o Fundo da Vila renasce!”, tendo chamado ao palco o Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, para receber um exemplar autografado e usar da palavra.

“É um gosto estar aqui na Feira do Livro de Lisboa no meio desta magnífica plateia”, afirmou Álvaro Coimbra. Salientou a presença de “muitos rostos da nossa cultura local”, designadamente David Almeida, “investigador”, Óscar Trindade, “pintor, cujos trabalhos vale a pena ir acompanhando” e Rodrigo Carvalho “um excelente Maestro”. Figuras “que quiseram hoje estar ao lado do Luís Amante no lançamento deste livro.” 

Referiu ainda a proximidade com o Autor, quer desde os tempos em viveram paredes meias no chamado “Fundo da Vila”, quer no acompanhamento dos seus “livros de poesia que falam da sua paixão” por Penacova. Agradeceu a presença de todos, bem como a “dádiva” literária, naquele dia especial, 10 de Junho, Dia de Camões e da Língua Portuguesa”. Terminou deixando um repto e um convite a “quem não conhece Penacova”, para  “num fim-de-semana sair da Capital e ir até ao Centro” para ver que de facto “Penacova é um sítio incomparável e de uma beleza única”. 



Luís Pais Amante prosseguiu na condução da sessão. Referiu e agradeceu algumas das colaborações na “construção” do livro: David Almeida, "do Blogue Penacova Online”, Óscar Trindade, “um penacovense de gema que publica também muita coisa” do que o Autor escreve, Paulo Rodrigues, “que gere o Penacova Acontece”, onde escreve igualmente.  Referiu ainda Manuelita Sampaio, que habitualmente se responsabiliza pelo design das obras que têm sido editadas.  Salientou ainda a presença de “outras pessoas amigas” como Ricardo Simões, de Penacova, e esposa. 

O Autor destacou um aspecto que lhe é muito peculiar: “vamos desenvolvendo a poesia fazendo-o com o coração”. Entende mesmo que “é mais bonito ‘poetar’ com o coração do que levar muito tempo a escrever um poema”.  

Anunciou, de seguida, a Apresentação, propriamente dita, acentuando que sendo o livro escrito por si e sendo a “Janela”, metade sua e metade da “Senhora Professora Doutora Ana Marques Lito”, seria justo que fosse ela a fazer o Prefácio do Livro e a respectiva apresentação. 

Ana Marques Lito seguiu de perto os tópicos que ficam registados no Prefácio (de que abaixo destacaremos alguns excertos).  

Terminada a apresentação, Ricardo Coelho, elemento do Coral Divo Canto,  declamou “Sou pobre, porque trabalho!” . A concluir a sessão foi projectado um vídeo alusivo ao poema “Remoçar na Praia”, com voz de Ricardo Coelho e imagem e edição de Óscar Trindade.

Após o evento, que decorreu no Auditório Lusíadas, teve lugar uma sessão de autógrafos no pavilhão da distribuidora Letras em Marcha, que representa várias editoras como a Calçada das Letras. 

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Posteriormente, nas redes sociais, Luís Pais Amante deixou a seguinte mensagem:

Caros Penacovenses, Amigos e Seguidores,

Foi com enorme orgulho que recebi uma plateia repleta de gente (dentro e nas alas de fora) no Auditório Sul (Principal) a assistirem -com entusiasmo e carinho - ao Lançamento do meu Livro nº 10, “Da minha janela…Acontece”!

E é aqui que fica bem agradecer todas as colaborações recebidas (David Almeida, Óscar Pereira Trindade, Paulo Rodrigues). O Diseur de serviço foi o Ricardo Coelho. O Compositor Intérprete do Fado de Coimbra em que se transformou o Poema “Saudade em Tempo” foi o Maestro Rodrigo Carvalho. A preparação para a edição esteve a cargo de Filipe Amante. A Apresentação esteve a cargo de Ana Marques Lito. A Obra foi dedicada “A Penacova e às suas gentes” e recebida pelo Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra. Uma palavra final para a intervenção do neto André Amante, que me deixou orgulhoso. E uma nota de realce para Rogério Marcelo, da Casa do Concelho, que transmitiu o Evento em directo. O meu coração ficou cheio! A nossa Penacova elevou-se no Dia de Portugal!

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* Escreveu, a propósito, Rodrigo Carvalho nas redes sociais: 

“A  partir de um poema de Lpa Poeta nasceu uma melodia à qual juntei a minha voz, e que ganhou depois corpo e novas cores com o baixo do Ni Ferreirinha, a guitarra do Hugo Gamboias e o piano do Gustavo Martins. O Luís Serrano fez a magia de captar tudo isto com a habitual subtileza e eficácia e o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra tiveram a generosidade de cederem a sua sede para a realização da gravação.

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EXCERTOS DO PREFÁCIO 

(subtítulos nossos)

[O TÍTULO DA OBRA: DA MINHA JANELA ... ACONTECE {POESIA E PENSAMENTO}, CONVOCA A FORÇA TELÚRICA DA TERRA ORIGINÁRIA]

Para ficar assinalado dentro de cada leitor - e na memória de Penacova – o título da obra: Da minha janela ... Acontece {poesia e pensamento}, convoca a força telúrica da terra originária e fundante do autor que, com a sua beleza deslumbrante e invulgar, sob o brilho das águas do Rio Mondego, lhe oferecem a lucidez sábia de poetizar e refletir o que acontece dentro e fora do si-mesmo. 

[SAGACIDADE E A CAPACIDADE POÉTICA; TÍTULOS ANTERIORES PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS CULTURAIS; MENSAGEM DA OBRA]

Ao publicar aqui, aos 72 anos, estes 72 poemas, segue um padrão que se mantem desde os seus 62 anos, quando publicou 62 poemas, em Conexões.

Quando, muitas vezes, privilegia a publicação primeira da sua poesia, em plataformas digitais, está a antecipar a perpetuação virtual do que considera o seu legado; divulgar e enaltecer Penacova e as suas gentes!

A sagacidade e a capacidade poética que o autor apresenta aqui, cumpre já o seu 10° livro. Os títulos anteriores são: Poemas a Recordar, 2012 (edição de autor); Conexões, 2016; Reflexos, 2017; Poesia das Circunstâncias do Tempo, 2018; Participação na Coletânea de Poesia "Conversos", 2019; Penacova [In]Temporal, 2021; Poesia e Pensamento em Tempo de Inquietude, 2021; Liberdade Actual, 2023; Em coautoria comigo o Livro Infantil ilustrado O Clube da Netaria (2024), integrado no nosso projecto Os Contos da Casa Azul, que se vai desenrolando naturalmente.

Nas participações em eventos culturais ligados à poesia, ou não, o autor é requisitado para os integrar, porque se assume e faz declaração própria da sua livre expressão de pensamento desligado de interferências ou interesses alheios.

A mensagem da obra reflete um grito, um alerta à Liberdade individual e coletiva, à Paz, à importância da atitude vigilante face ao modo como vivemos numa sociedade do cansaço de exploração do Homem e do abuso escravizado do desempenho narcísico e profissional sem precedentes, que faz adoecer a alma, isolando o sujeito do devir, aprisionando-o no consumo e nos excessos, num processo de alienação, fora da dádiva do sentir a relação com o Outro – conviver e, de poder nutrir-se dos sentimentos de ligação com o calor emocional de estar  presente no encontro com o olhar do outro. (Byung-Chul Han, 2023).

                          [PARADOXALIDADE DA NOVA ORDEM MUNDIAL]

Luís Pais Amante reflete, portanto, as diversas e diferentes crises e convulsões sociais e politicas, a nível planetário como a guerra da fome e da escravatura humana de (des)humanização crescente, de que somos testemunhas, mas em que o autor-protagonista, insubmisso, grita e denuncia os movimentos das populações parasitas na cidadania, como indiferentes às práticas políticas violentas e tirânicas - posições perversas de imperialismo e fundamentalismos, que impõem e atacam o Outro Diferente, sob o espectro de pseudo-democracia que viola e perverte os Direitos Humanos.

O autor marca bem a paradoxalidade da nova ordem mundial como o impacto de princípios éticos reprováveis e subversivos da era tecnológica e civilizacional de os grandes se apropriarem dos pequenos, o que enuncia a cisão maniqueísta dos tempos impiedosos, do adoecer da democracia como a perspetiva de horizonte sombrio para as gerações vindouras apesar de acreditar na capacidade empreendedora e regeneradora da nossa Juventude.

[COMUNICAR  BEM ALTO O POTENCIAL ESQUECIDO DO SER TRABALHADOR]

Solidarizando-se com as gentes e, sentindo-se autor-actor e protagonista, semelhante e membro do povo português, ao qual exprime a sua lealdade, amigo da alma lusa, dedica grande parte da sua Obra, a dar voz e a comunicar bem alto, ao mundo e aos decisores políticos nacionais e internacionais, o potencial esquecido do ser trabalhador senão escravo, português ou não, com a capacidade inesgotável de resiliência. No nosso pais, apesar dos 50 anos de Democracia, ainda persiste uma certa passividade temperada do embuste da nostalgia e conformismo lusitano, resquícios da democracia tardia; o autor, de um ímpeto pretende honrar os trabalhadores em geral.

[POESIA, OPINIÃO, CRÓNICA, ENSAIO, PROSA]

Luís Pais Amante tem-nos proporcionado realizar imensas viagens interiores, em dois ou mais dos cinco sentidos humanos - com sentimento e sagacidade cujas tonalidades e mensagens se transformam, na escrita, em poesia, opinião, crónica, ensaio, prosa (e nos contos ainda desconhecidos aos leitores), que espelham a sua visão ampla e, em perspectiva de expansão, buscando-se noutros horizontes ... como até na transcendência de si próprio.

[RECONHECIMENTO; PLATAFORMAS DIGITAIS]

Neste sentido a publicação no Livro, aqui apresentado, expressa bem a identidade e o seu orgulho de pertença à vila de Penacova como filho leal, amigo dos conterrâneos (as suas gentes) a quem a obra é dedicada.

Amigo do seu amigo manifesta-se neste gesto de reconhecimento ao Blogue Penacova Online, na pessoa, David Almeida, cujo trabalho tem tido o mérito de sensibilizar e aprofundar o conhecimento histórico e social das gentes e das terras de Penacova, onde agora está a desenvolver a rubrica mensal: As crónicas do avô Luís, em que aborda temáticas diversas com o intuito de sensibilizar as gerações futuras, desde a cidadania, à saúde, educação, habitação e outras.

Concomitantemente, nos poemas que têm sido publicadas e divulgados na página pública do Penacova Acontece, sublinha e incentiva a sua ligação ao Paulo Rodrigues, jovem penacovense dinâmico e empreendedor em projetos e ações locais de mobilização cultural e apoio social.

Sem esquecer, a colaboração anterior com O Penacova Actual, de outro amigo de longa data, Pedro Viseu, também tenho de referir a ligação de proximidade e de vizinhança com Óscar Pereira Trindade, cujo trabalho essencialmente fotográfico e digital no Youtube tanto aprecia e, ainda, com o Blogue Por aqui por ali, por acolí de Ana Ferreira, filha de uma grande amiga de juventude.

Estas plataformas digitais têm fortalecido, aproximado e aprofundado a pertença e a identidade da Vila, como dos muitos cidadãos emigrantes à sua terra originária e, entre os que cá vivem com os que já partiram para outras paragens do território nacional e do estrangeiro.

[SEGUNDO CAPÍTULO: PENSAR A VIDA PÚBLICA E PRIVADA DA ACTUALIDADE]

Quanto ao que este Livro nos apresenta, no segundo capítulo, há que evidenciar a expressão coerente de artigos publicados nas plataformas digitais, atrás referidas, sobre o modo de Luís Pais Amante pensar a vida pública e privada da actualidade, em diversas áreas e contextos que são fundamentais - habitação, saúde, educação, política nacional e internacional, igualdade de género, transmissão geracional, juventude e infância, entre outros. Saliento o perfil reflexivo, tanto de indignação como de adaptação ao mundo contemporâneo, para o qual propõe soluções e saídas possíveis descomplicadas para transformar o status quo. Vinca de forma escorreita, a sua particular visão humanista, analítica e ponderada, sem medo de se afirmar e diferenciar com ética.



05 junho, 2026

Barragem da Aguieira é candidata às 𝐍𝐨𝐯𝐚𝐬 𝟕 𝐌𝐚𝐫𝐚𝐯𝐢𝐥𝐡𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥

O anúncio dos 147 finalistas e o início da votação popular teve lugar no dia 29 de Maio, num evento que decorreu no Palácio Nacional de Queluz. 

A Barragem da Aguieira (categoria Grandes Obras*), a Universidade de Coimbra, o Museu Nacional de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), o Museu do Azeite – Bobadela (Oliveira do Hospital) e a Mata Nacional do Bussaco são os sete representantes da Região Metropolitana de Coimbra (RM Coimbra-CIM) na lista finalista das  Cada maravilha tem um número de telefone atribuído, sendo cada chamada equivalente a um voto.

"A edição de 2026 assinala o regresso das 7 Maravilhas de Portugal®, vinte anos após a primeira edição, e pretende celebrar a multiplicidade histórica, cultural, arquitetónica e identitária do país. O concurso está organizado em 7 categorias: Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Século XX, Século XXI e Turismo.

As Novas 7 Maravilhas de Portugal®, projeto nacional regressa em 2026 para eleger por voto popular os mais notáveis exemplos do património construído português.

Com o património como tema central, esta nova edição volta a colocar os portugueses no centro da decisão, celebrando a diversidade histórica, cultural e arquitetónica do país.

O desafio e evidenciar o reconhecimento desse património e eleger o que de melhor Portugal tem, enfatizando o património histórico, o património religioso, as grandes obras emblemáticas do desenvolvimento do país, as grandes correntes de arquitetura que atravessam a vivência dos portugueses ate aos dias de hoje e celebrar também algumas das obras que mais contribuem para a riqueza turística do pais, hoje a maior força económica de Portugal.

Portugal caracteriza-se por grandes obras de valor histórico inequívoco, mas também por um progresso que acelerou nas últimas décadas e que se evidencia por exemplos de arquitetura moderna e contemporânea hoje presentes em todo o território nacional. A função prestada por estas obras a sociedade, o seu valor artístico, arquitetonico e cultural serão critérios igualmente a ter em conta neste concurso e nas respetivas candidaturas.

As Novas 7 Maravilhas de Portugal® organizam-se em sete categorias - Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Seculo XX, Seculo XXI e Turismo - assegurando uma leitura transversal e representativa do património construído ao longo dos séculos.

Fonte: Regulamento do Concurso [consultado 22:36 _05/06/2026]

https://7maravilhas.pt/regulamento

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*GRANDES OBRAS

Nesta categoria integram-se os patrimónios classificados ou reconhecidos como obras estruturantes de engenharia e serviço público, concebidas para assegurar a mobilidade, o abastecimento, a energia, a conectividade e o desenvolvimento territorial. São abrangidas infraestruturas de transporte - como pontes, viadutos, túneis, estações ferroviárias, estações fluviais, estações de metro, elevadores, teleféricos, portos e aeroportos – bem como sistemas de energia e barragens. Incluem-se, igualmente, obras que, pela sua dimensão técnica, relevância estratégica ou impacto sócio- económico, contribuíram de forma determinante para a transformação do território, a coesão regional e a melhoria da qualidade de vida das populações.

ver Fonte

SABER +


EXCERTO DE COMUNICAÇÃO DE LUCIANO LOURENÇO, NO IV COLÓQUIO IBÈRICO DE GEOGRAFIA (Coimbra, 22 a 25 de Setembro de 1986

APROVEITAMENTO HIDRÁULICO DO VALE DO MONDEGO

[...] A albufeira da Aguieira, destina-se essencialmente à regularização dos caudais a ela afluentes, ao amortecimento das pontas de cheia e ao armazenamento da água para a rega no Baixo Mondego.

A albufeira das Fronhas serve fundamentalmente para controlar as cheias do rio Alva e para, através de um túnel, permitir desviar as afluências deste rio para a albufeira da Aguieira. A albufeira da Raiva constitui o contra embalse da central reversível de pé de barragem, instalada no escalão da Aguieira.


2.1 - Aproveitamento hidroeléctrico da Aguieira

FONTE: DIÁRIO AS BEIRAS

A barragem da Aguieira localiza-se a cerca de 35 km a montante de Coimbra. Possui 89 m (2) de altura máxima acima das fundações e cerca de 400 m de desenvolvimento total no coroamento, situado à cota 126,65, que comporta uma via rodoviária com sete metros de faixa de rodagem e respectivos passeios.

 Cria uma albufeira que inunda uma área de 2 000 ha e tem capacidade para 450 milhões de metros cúbicos, dos quais 243 constituem volume útil. Entre as cotas 117,50 e 126,00 comporta 150 milhões de metros cúbicos, volume com que se domina completamente a cheia centenária (tem a ponta a 2 500 m3/s), com a descarga máxima de 600 m3/s e a cheia milenária (ponta a 3 500 m3/s), com a descarga máxima de 200 m3/s.

Para ser possível dominar as cheias, a água deve manter-se na albufeira, de Inverno, à cota de 117,5. Nos meses de Abril e Maio, pode encher-se até à cota 125,0, atingindo-se a cota máxima de 126,0 nos meses de Junho, Julho e Agosto. Esta curva de segurança contra cheias, termina baixando até meados dOutubro para a cota 125,0 e, a partir desta altura, progressivamente, até à cota 117,5.

A barragem foi construída no período compreendido entre 1972 e 1982. É do tipo de abóbadas múltiplas e compõem-se de três abóbadas de dupla curvatura - a central com 90 m de vão - apoiadas nas margens e em dois contrafortes localizados no leito do rio. A espessura mínima da abóbada é de 4,5 m, no fecho e a máxima é de 8 m, na base. Sobre eles estão instalados dois descarregadores de cheias com a capacidade de vazão de 1 000 m3/s cada. A descarga faz-se por meio de saltos de ski de jacto, orientando para o centro do rio.

Além destes dois descarregadores principais de superfície, existe uma descarga de fundo cuja capacidade de vazão é de 180 m3/s.

A central, do tipo pé de barragem, ocupa parte do espaço delimitado pela abóbada central e pelos contrafortes, tem a fundação a mais de 30 m abaixo do leito do rio e está equipada com três grupos reversíveis. Em turbinamento, a potência máxima fornecida pela central, para as cotas normais de exploração de albufeira, é da ordem dos 270 MW, a que corresponde um caudal de cerca de 450 m3/s. Com a albufeira à cota máxima (126,0) a potência máxima poderá atnigir os 321 MW com o caudal turbinado de 525 m3/s.

O funcionamento reversível destes grupos permite bombar para a barragem da Aguieira, do embalse criado pela barragem da Raiva, um caudal médio de cerca de 3× 140 m3/s, absorvendo cada motor uma potência de aproximadamente 94 MW. Não considerando a bombagem, a energia produtível em ano médio, na Aguieira, ronda os 260 GWh.

Nas áreas inundadas pela albufeira submergiram algumas povoações e pontes. Entre elas destacam-se a povoação de Foz Dão, na confluência deste rio com o Mondego e as pontes sobre o rio Mondego, junto daquela localidade, e sobre o rio Criz, afluente do Dão entre Santa Comba Dão e Mortágua.

Outras povoações que ficaram submersas foram: Breda, Senhor da Ribeira, Alambique e Barca de Asnabrava, totalizando 105 habitações e 315 desalojados.

Modificações sensíveis sofreu também a rede rodoviária. Construíram-se 10 pontes e 27,5 km de novas estradas. Protegeram-se, ainda, alguns troços das vias férreas da Beira Alta e do Dão.

Alterações climáticas são também já perceptíveis, nomeadamente o aumento da humidade do ar e parecem ter como consequência, entre outras, a diminuição da graduação do teor alcoólico do vinho produzido na região, mas que estudos concretos ainda não permitiram confirmar.

Por outro lado as novas potencialidades criadas pela albufeira, levaram ao despertar do turismo na região, que rapidamente projectou a criação de unidades hoteleiras, destinadas ao alojamento dos amantes de desportos aquáticos (motonáutica, vela, regatas, «wind-surf» ... ).

(2) Os valores e outras características técnicas referentes aos aproveitamentos hidroeléctricos foram gentilmente cedidos pelo Eng.° Edgar Fritz Dolgner. Director da Barragem da Aguieira, a quem expressamos o nosso agradecimento.


2.2. Aproveitamento hidroeléctrico da Raiva

Situa-se dez quilómetros a jusante da Aguieira e destina-se à criação do embalse para a bombagem da água turbinada na Agueira e, ainda, a modular os caudais a fornecer para a rega a jusante.

A barragem, do tipo gravidade, tem uma altura de 34 m acima das fundações e pode inundar uma área de 230 ha. A albufeira tem a capacidade total de 24 milhões de metros cúbicos, dos quais 13 milhões constituem volume útil, tanto para o turbinamento dos grupos da Raiva como para a bombagem dosgrupos da Aguieira (fig. 3).

Este aproveitamento foi construído de 1975 a 1982 e comporta uma barragem com dois descarregadores de superfície, capazes de descarregar um caudal de 2 × 1000 m3/s, com a albufeira à cota de 60,0. Possui ainda uma comporta de fundo capaz de descarregar um caudal máximo de 47 m3/s.

Incorporada na barragem encontra-se uma central com dois grupos bolbo, com uma potência total de 26 MVA, para um caudal turbinado de 160 m3/s. A energia potencial, em ano médio, deverá ser aproximadamente de 50 GWh.

Estas obras (Aguieira-Raiva) ocuparam cerca de 1400 trabalhadores, 200 dos quais pertencentes aos quadros da EDP.  Actualmente, no referente à produção de energia estão ocupados cerca de 90 postos de trabalho.

2.3. Barragem e túnel das Fronhas

A barragem das Fronhas, no rio Alva, e o túnel de derivação Fronhas /Aguieira contribuem para a regularização das cheias daquele afluente da margem esquerda, que tinham um peso significativo nas cheias do Mondego e para aumentar em cerca de 310 milhões de metros cúbicos as afluências, em ano médio, à albufeira da Aguieira, levando a um acréscimo de produção de energia eléctrica, nos aproveitamentos hidroeléctricos da Aguieira e a Raiva, de cerca de 50 GWh, também em ano médio.

A barragem rígida, de betão, de uma abóbada de dupla curvatura com directriz parabólica e encontros de gravidade nas margens, tem uma altura máxima acima da fundação de 62 metros. O coroamento desenvolve-se por 250 m à cota de 140. As espessuras máxima e mínima no fecho, são respectivamente de 9 e 4 metros. A espessura máxima é de 15,47 metros.

Está equipada com duas descargas de fundo e duas de meio fundo, com uma capacidade total de vazão de 500 m3/s. A capacidade total da albufeira é de 89 milhões de metros cúbicos.

O túnel de derivação Fronhas-Aguieira, tem um comprimento total de 8200 m. As cotas de galerias são: na boca de entrada (Fronhas), 117 m e, na boca de saída (Aguieira), 112 m." [...]

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Sabia que também existe um DIA DAS BARRAGENS?

“Locais únicos na Região de Coimbra”: o Guia onde Penacova não podia faltar...


A Comunidade Intermunicipal - Região de Coimbra publicou em Março de 2025 o Guia “Locais únicos na Região de Coimbra”. Com uma tiragem de 5000 exemplares, pode também ser consultado AQUI. Relativamente ao nosso concelho, são apresentados os seguintes “temas”: Alecrim e Alfazema / p.125; Mondego de caiaque / p.126; À vela na serra / p.127; Moer o grão para cozer o pão /p. 128; Bussaco virtual / p.129 e Livraria do Mondego / p.130.

Refere o texto introdutório:

“A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM Região de Coimbra) reúne 19 municípios da Região Centro de Portugal, que é a herdeira natural da histórica província das Beiras e da Beira Litoral, sua sucedânea.

Estes 19 municípios revelam grande diversidade sociocultural e geomorfológica, entretecendo graciosamente urbanidade e paisagem, ambientes modernos e cenários de ruralidade, cultura erudita e tradições populares, ritualidades espirituais e costumes profanos, numa notável matriz territorial que mostra uma identidade plural e multifacetada, com múltiplas camadas a descobrir pelo  visitante.

Esta região ecoa séculos de intercâmbios de ideias e influências das várias civilizações que por aqui andaram, na constante migração natural humana, desde a presença castreja à civilização romana, do aflorar da Nacionalidade portuguesa até ao culminar da modernidade. A esta grande riqueza civilizacional junta-se a grande diversidade geográfica do território. É possivel alternar entre montanhas, planicies e o oceano, com grande variedade paisagística entre serranias, florestas, vastas áreas agricolas, dinâmicas cidades e areais banhados pelo mar.

As serras do Açor, da Estrela e da Lousã, a nascente da região, zonas de transição para o interior do país, estão cobertas de florestas e pontilhadas de rochedos bravios, onde Aldeias do Xisto, Aldeias Históricas de Portugal e Aldeias de Montanha contam histórias sobre modos de vida ancestrais e longos trilhos adentram pelas densas florestas.

A bacia hidrográfica do Rio Mondego, o maior rio que nasce e desagua em Portugal, modelou férteis planícies de aluvião, aproveitadas para a produção agrícola, como para a rizicultura em diversos concelhos do Baixo Mondego, ou para a produção de sal marinho ao chegar ao estuário. Delimitando o território a poente, o rio desagua no Atlântico e as praias alimentam a economia turística.

A riqueza patrimonial da região leva a que algumas destas joias permaneçam discretas, aguardando um olhar atento e curioso.

Este guia pretende revelar114 desses locais e experiências únicas, proporcionando um percurso alternativo e mais profundo pelo território. O desafio é ir além dos circuitos turísticos convencionais, descobrir o ÚNICO, num contacto mais direto com a identidade local e singular do território.

O guia organiza as propostas de visita de acordo com diferentes categorias, agrupando as entradas nos tópicos Natural, Espiritual, Patrimonial, Participar e Outros, permitindo ao visitante estruturar o seu percurso conforme os seus interesses. O tópico Natural refere-se a locais naturais, de interesse ambiental ou geológico; o tópico Espiritual apresenta experiências relacionadas com o sagrado, o religioso e o divino, juntando elementos edificados e experiências religiosas; o tópico Patrimonial refere-se a uma eventual obra do Homem que reúna riqueza patrimonial e monumental; o tópico Participar é um convite para que o visitante faça e experimente atividades únicas da região; e o tópico Outros é utilizado para entradas mais difíceis de categorizar.

Assim, mais do que uma cuidada seleção de lugares, este é um convite para explorar o território da Região de Coimbra com maior profundidade, valorizando a sua autenticidade e diversidade dos Locais Únicos que aqui poderá encontrar.”

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FICHA TÉCNICA 

Propriedade: Comunidade Intermunicipal - Região de Coimbra; Produção: foge comigo! Ana Sousa, Armando Carvalho, Fernando Romão, Miguel Ferreira, Rafael Vieira; Revisão: Diogo Carvalho; Tradução: Maria José Oliveira; Design gráfico e paginação: Rui Henrique TEIXO estúdio-oficina; Ilustração: Hugo Oliveira Impressão: GM-Oficina de Artes Graficas; Tiragem: 5000 exemplares;  ISBN: 978-989-35386-3-0; Depósito legal: 544432/25; 1ª edição: Março 2025 

03 junho, 2026

História(s) que se repete(m)...

Transcrição:

A VOZ DE S. PEDRO DE ALVA | 1928

Não pode ser! Venha um médico

Lavra grande descontentamento no povo desta região pelo facto de não ter sido nomeado, interinamente, um médico para este partido, enquanto estiver de licença o Sr. Dr. José Maria Viegas Pimentel. Juntamos o nosso protesto no dos descontentes, pois não se admite que numa área como a deste partido, se esteja sem médico 15 dias.

Quem necessitar dos seus serviços, ou tem de morrer, ou tem que esperar que vão chamar um a Penacova, Coimbra, Arganil, Tábua ou Santa Comba Dão. Quando o médico, por este processo chegar a casa do doente, já este tem batido a bota ...

Porque é que a Câmara não providenciou a tempo de não faltar médico a substituir o nosso? Nilo deve ser por escassez, pois na sede do concelho há dois activos clínicos e um aposentado.

Esperamos que a Câmara não se demorará a colocar em S. Pedro de Alva um médico enquanto durar a ausência do Sr. Dr. Pimentel.

Ficamos esperando.


U. F. São Pedro de Alva e São Paio de Mondego | 2026

INFORMAÇÃO À POPULAÇÃO:

Não existindo profissionais suficientes para garantir um funcionamento seguro e continuo das extensões de saúde do concelho, à semelhança do ano anterior e durante o período estival, estas irão encerrar de forma rotativa. A extensão de saúde de S. Pedro de Alva encerrará, segundo comunicação da USF de Penacova, nos seguintes períodos: - 15/06/2026 a 19/06/2026; - 20/07/2026 a 31/07/2026

Não pode a autarquia proceder à substituição do pessoal administrativo que se encontra ou de férias ou ausentes por doença, atendendo a que a ULS não permite o acesso às plataformas com as quais opera, de caráter altamente reservado.

A Junta de Freguesia manifesta a sua profunda solidariedade para com toda a população, face à preocupação gerada, reconhecendo a importância deste serviço para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. Acompanhamos com apreensão esta situação, que poderá afetar especialmente os mais idosos e os utentes com maior dificuldade de acesso a cuidados médicos. 

Tendo já manifestado o nosso descontentamento junto das entidades competentes, reafirmamos o nosso compromisso em defender os interesses da comunidade, apelando às entidades competentes que procurem soluções que garantam a continuidade dos serviços de saúde de proximidade.

A Junta de Freguesia continua atenta à evolução deste processo, mantendo a população informada

02 junho, 2026

Crónicas do Avô Luís (11): A missão da Juventude


Na Crónica de hoje, vou socorrer-me da voz de um amigo que conheci na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa e me foi apresentado pelo meu Padre/Amigo José Manuel Pereira de Almeida (também Médico).

O Cardeal Patriarca Rui Valério!

Por ocasião da “Benção das Fitas”, na Alameda da Universidade em Lisboa, ele disse:

 - A vós em nome de Portugal digo: Portugal conta convosco!

E, ainda, disse outra coisa interessante:

- A partir de hoje - caros amigos - a vossa vida passa a ser uma missão;

- Não queirais que a vida seja uma competição desenfreada pelo sucesso, mas uma missão!

Eu - que não serei um grande exemplo de Católico (naquela acepção do praticante) - revi-me muito nestas sábias palavras do Rui.

Desde muito cedo que tenho dedicado parte do meu pouco tempo à Juventude e, nesta Crónica, simples, encontra-se um espaço de preocupação, de alerta, de levantamento de problemas reais, de chamada de atenção.

É certo que, muitas vezes, dizem que sou demasiado “contundente”. Mas, na realidade, nunca ninguém disse que baseava a minha análise na mentira.

É a verdade - nua e crua, fria - que me interessa convocar.

Na Verdade, a minha idade - por um lado -, a minha experiência de vida - por outro -, o meu conhecimento acumulado, fazem com que eu direcione para os Jovens muita atenção.

E essa atenção teve início no distante ano de 1972/1973, onde com outros companheiros e companheiras, tomávamos conta de miúdos carenciados e os ensinávamos nos estudos.

Éramos a parte visível de um Movimento de cariz abrangente e matriz católica: A Joaninha.

E éramos jovens felizes num País infeliz e numa terra que lhe seguia as passadas.

Hoje,

Infeliz e até mais acentuadamente, vivemos num País em que a Política é ligeira a pôr a Juventude em competição, quantas vezes fazendo-a esquecer as suas próprias origens…

Sou daqueles que acham que não é preciso atropelar nada, nem ninguém, para se poder ter sucesso.

É preciso é trabalho; muito trabalho!

Correr para o sucesso desenfreado, só cria seres sem interesse por si próprios; seres amorfos na circunstância mais sagrada da Vida: a entrega a um projecto onde sejam os outros os beneficiários, pelo menos, de alguma coisa significativamente visível.

A Missão, vista nesta perspectiva, é aquela meta que a ancestralidade do nosso País merece:

País coeso;

País com dignidade;

País com fraternidade;

País de combate sistemático à desigualdade!

O que, infelizmente, ainda não só não conseguimos alcançar, como tendemos sempre a agravar.

E é por isso, Juventude, que precisamos tanto de Vós!

Agarrem-se à felicidade!

Sintam a vossa utilidade!

Aprendam a desenvolver aquele tipo de criatividade que, no fim do dia, vos faça crer que a vida dos outros (compatriotas) se for melhor, vos traz alegria, vos faz melhores Pessoas e significa realização.

Tudo isso, ainda hoje, faz de mim um Homem realizado…


Luís Pais Amante