02 julho, 2026

Crónicas do Avô Luís (12): os "Dias da Criança"



O dia 1 de Junho passado, foi celebrado como o Dia Internacional da Criança, uma vez que, nesse dia, em 1925, como tal foi proclamado em Genebra, na Suíça, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança.

Todavia,

A ONU considera o dia 20 de Novembro, como o Dia Mundial da Criança, coincidindo com a aprovação da Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e, também, com a Convenção dos Direitos da Criança, em 1989!

No entanto,

Esse Dia é díspar, consoante os Países…

É mesmo fruto de uma enorme confusão na Europa, em África, nas Américas, na Ásia e na  Oceania, tal celebração.

Fazem tanto mal às Crianças em todo o lado, que é preciso “exibir” um dia para fazer de conta que existem reais preocupações com o tema.

Eu tenho para mim que os DIAS DA CRIANÇA são todos os dias do ano.

É todos os dias que as devemos tratar bem!

São elas o nosso futuro colectivo…

E também acredito que esta “bagunça” da dispersão das datas comemorativas só fragiliza tudo o que está relacionado com as Crianças do mundo.

Sabemos de experiência feita que a não uniformização é sempre motivo da retirada de concentração para os objectivos que importam defender!

Vejamos:

1. O que se passa a nível interno com as questões da paternidade e das obrigações decorrentes da progenitura, não é vergonhoso?

2. ⁠não é, também, vergonhoso o que se passa com a tutela dos menores?

3. ⁠e os filhos dos emigrantes sem as suas situações regularizadas, não estão absolutamente entregues à burocracia reinante?

4. ⁠e o que justifica a morosidade deprimente da adoção em Portugal?

5. ⁠não é verdade que tudo isto se estende à generalidade dos países ditos civilizados?

Se respondermos afirmativamente às questões colocadas, o que podemos concluir é que a Criança é mal tratada todos, mas todos os dias, independentemente do local onde nascem ou vivem.

Assumindo-se, apesar de tudo, que existem Crianças felizes e bem tratadas; …mas cada vez menos.

Mas há muito pior:

1. As Crianças têm servido de “carne para canhão” e mortas aos milhões por esse mundo fora;

2. As Crianças têm sido “mortas à fome” principalmente em África;

3. As Crianças têm sido vítimas das “fugas” em massa, por esse mundo fora, sem que sejam dotadas de alimentação, saúde, habitação e educação;

4. ⁠As Crianças, agora, já são “roubadas” como “espólio de guerra”, como está a acontecer na Ucrânia e na Palestina;

5. ⁠As Crianças também estão a ser separadas à força das suas Famílias, nos EUA;

6. E, agora, até são postas como soldados nas guerras…

Já nada, nem ninguém parece poder combater tais flagelos.

A defesa de todos estes ataques às Crianças ou é feita todos os dias da nossa vida, ou a regeneração da Sociedade lactu sensu considerada não vai, pura e simplesmente acontecer.

E são duas as consequências que eu vejo em tudo isto:

a). O Mundo envelhece a uma velocidade estonteante, sem regeneração suficiente, até que acabará…;

b). O Mundo está a criar Seres enraivecidos que se lançarão em aventuras, aventuras essas que o levarão ao mesmo fim…!

Temos -as Pessoas lúcidas que não se conformam com tudo isto- de exigir um caminho diferente; um estatuto maior e efectivo para as Crianças do Mundo; uma punição efectiva para todas as pessoas (mais animais) que não tenham respeito pelas Crianças…

Uma abordagem diferente, dura, implacável, a todos quantos se dedicam -quase impunemente- à pedofilia!

Outra das formas tristes de atentar contra as Crianças!

As Entidades (nacionais e internacionais) têm de ser postas em sentido, como soi dizer-se.

Unamo-nos, pois, nessas tarefas de combate, considerando que os Dias Todos do Ano, devem ser dedicados às Crianças!

Ao seu bem-estar; à sua educação e à sua vida saudável.

Já não dá para serem SÓ as instituições ligadas à Igreja, aos Missionários e aos Voluntários a tratar de assunto tão determinante num futuro próximo…

Luís Pais Amante