O anúncio dos 147 finalistas e o início da votação popular teve lugar no dia 29 de Maio, num evento que decorreu no Palácio Nacional de Queluz.
A Barragem da Aguieira (categoria Grandes Obras*), a Universidade de Coimbra, o Museu Nacional de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), o Museu do Azeite – Bobadela (Oliveira do Hospital) e a Mata Nacional do Bussaco são os sete representantes da Região Metropolitana de Coimbra (RM Coimbra-CIM) na lista finalista das Cada maravilha tem um número de telefone atribuído, sendo cada chamada equivalente a um voto.
"A edição de 2026 assinala o regresso das 7 Maravilhas de Portugal®, vinte anos após a primeira edição, e pretende celebrar a multiplicidade histórica, cultural, arquitetónica e identitária do país. O concurso está organizado em 7 categorias: Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Século XX, Século XXI e Turismo.
As Novas 7 Maravilhas de Portugal®, projeto nacional regressa em 2026 para eleger por voto popular os mais notáveis exemplos do património construído português.
Com o património como tema central, esta nova edição volta a colocar os portugueses no centro da decisão, celebrando a diversidade histórica, cultural e arquitetónica do país.
O desafio e evidenciar o reconhecimento desse património e eleger o que de melhor Portugal tem, enfatizando o património histórico, o património religioso, as grandes obras emblemáticas do desenvolvimento do país, as grandes correntes de arquitetura que atravessam a vivência dos portugueses ate aos dias de hoje e celebrar também algumas das obras que mais contribuem para a riqueza turística do pais, hoje a maior força económica de Portugal.
Portugal caracteriza-se por grandes obras de valor histórico inequívoco, mas também por um progresso que acelerou nas últimas décadas e que se evidencia por exemplos de arquitetura moderna e contemporânea hoje presentes em todo o território nacional. A função prestada por estas obras a sociedade, o seu valor artístico, arquitetonico e cultural serão critérios igualmente a ter em conta neste concurso e nas respetivas candidaturas.
As Novas 7 Maravilhas de Portugal® organizam-se em sete categorias - Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Seculo XX, Seculo XXI e Turismo - assegurando uma leitura transversal e representativa do património construído ao longo dos séculos.
Fonte: Regulamento do Concurso [consultado 22:36 _05/06/2026]
https://7maravilhas.pt/regulamento
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*GRANDES OBRAS
Nesta categoria integram-se os patrimónios classificados ou reconhecidos como obras estruturantes de engenharia e serviço público, concebidas para assegurar a mobilidade, o abastecimento, a energia, a conectividade e o desenvolvimento territorial. São abrangidas infraestruturas de transporte - como pontes, viadutos, túneis, estações ferroviárias, estações fluviais, estações de metro, elevadores, teleféricos, portos e aeroportos – bem como sistemas de energia e barragens. Incluem-se, igualmente, obras que, pela sua dimensão técnica, relevância estratégica ou impacto sócio- económico, contribuíram de forma determinante para a transformação do território, a coesão regional e a melhoria da qualidade de vida das populações.
ver Fonte
SABER +
EXCERTO DE COMUNICAÇÃO DE LUCIANO LOURENÇO, NO IV COLÓQUIO IBÈRICO DE GEOGRAFIA (Coimbra, 22 a 25 de Setembro de 1986
APROVEITAMENTO HIDRÁULICO DO VALE DO MONDEGO
[...] A albufeira da Aguieira, destina-se essencialmente à regularização dos caudais a ela afluentes, ao amortecimento das pontas de cheia e ao armazenamento da água para a rega no Baixo Mondego.
A albufeira das Fronhas serve fundamentalmente para controlar as cheias do rio Alva e para, através de um túnel, permitir desviar as afluências deste rio para a albufeira da Aguieira. A albufeira da Raiva constitui o contra embalse da central reversível de pé de barragem, instalada no escalão da Aguieira.
2.1 - Aproveitamento hidroeléctrico da Aguieira
A barragem da Aguieira localiza-se a cerca de 35 km a montante de Coimbra. Possui 89 m (2) de altura máxima acima das fundações e cerca de 400 m de desenvolvimento total no coroamento, situado à cota 126,65, que comporta uma via rodoviária com sete metros de faixa de rodagem e respectivos passeios.
Cria uma albufeira que inunda uma área de 2 000 ha e tem capacidade para 450 milhões de metros cúbicos, dos quais 243 constituem volume útil. Entre as cotas 117,50 e 126,00 comporta 150 milhões de metros cúbicos, volume com que se domina completamente a cheia centenária (tem a ponta a 2 500 m3/s), com a descarga máxima de 600 m3/s e a cheia milenária (ponta a 3 500 m3/s), com a descarga máxima de 200 m3/s.
Para ser possível dominar as cheias, a água deve manter-se na albufeira, de Inverno, à cota de 117,5. Nos meses de Abril e Maio, pode encher-se até à cota 125,0, atingindo-se a cota máxima de 126,0 nos meses de Junho, Julho e Agosto. Esta curva de segurança contra cheias, termina baixando até meados dOutubro para a cota 125,0 e, a partir desta altura, progressivamente, até à cota 117,5.
A barragem foi construída no período compreendido entre 1972 e 1982. É do tipo de abóbadas múltiplas e compõem-se de três abóbadas de dupla curvatura - a central com 90 m de vão - apoiadas nas margens e em dois contrafortes localizados no leito do rio. A espessura mínima da abóbada é de 4,5 m, no fecho e a máxima é de 8 m, na base. Sobre eles estão instalados dois descarregadores de cheias com a capacidade de vazão de 1 000 m3/s cada. A descarga faz-se por meio de saltos de ski de jacto, orientando para o centro do rio.
Além destes dois descarregadores principais de superfície, existe uma descarga de fundo cuja capacidade de vazão é de 180 m3/s.
A central, do tipo pé de barragem, ocupa parte do espaço delimitado pela abóbada central e pelos contrafortes, tem a fundação a mais de 30 m abaixo do leito do rio e está equipada com três grupos reversíveis. Em turbinamento, a potência máxima fornecida pela central, para as cotas normais de exploração de albufeira, é da ordem dos 270 MW, a que corresponde um caudal de cerca de 450 m3/s. Com a albufeira à cota máxima (126,0) a potência máxima poderá atnigir os 321 MW com o caudal turbinado de 525 m3/s.
O funcionamento reversível destes grupos permite bombar para a barragem da Aguieira, do embalse criado pela barragem da Raiva, um caudal médio de cerca de 3× 140 m3/s, absorvendo cada motor uma potência de aproximadamente 94 MW. Não considerando a bombagem, a energia produtível em ano médio, na Aguieira, ronda os 260 GWh.
Nas áreas inundadas pela albufeira submergiram algumas povoações e pontes. Entre elas destacam-se a povoação de Foz Dão, na confluência deste rio com o Mondego e as pontes sobre o rio Mondego, junto daquela localidade, e sobre o rio Criz, afluente do Dão entre Santa Comba Dão e Mortágua.
Outras povoações que ficaram submersas foram: Breda, Senhor da Ribeira, Alambique e Barca de Asnabrava, totalizando 105 habitações e 315 desalojados.
Modificações sensíveis sofreu também a rede rodoviária. Construíram-se 10 pontes e 27,5 km de novas estradas. Protegeram-se, ainda, alguns troços das vias férreas da Beira Alta e do Dão.
Alterações climáticas são também já perceptíveis, nomeadamente o aumento da humidade do ar e parecem ter como consequência, entre outras, a diminuição da graduação do teor alcoólico do vinho produzido na região, mas que estudos concretos ainda não permitiram confirmar.
Por outro lado as novas potencialidades criadas pela albufeira, levaram ao despertar do turismo na região, que rapidamente projectou a criação de unidades hoteleiras, destinadas ao alojamento dos amantes de desportos aquáticos (motonáutica, vela, regatas, «wind-surf» ... ).
(2) Os valores e outras características técnicas referentes aos aproveitamentos hidroeléctricos foram gentilmente cedidos pelo Eng.° Edgar Fritz Dolgner. Director da Barragem da Aguieira, a quem expressamos o nosso agradecimento.
2.2. Aproveitamento hidroeléctrico da Raiva
Situa-se dez quilómetros a jusante da Aguieira e destina-se à criação do embalse para a bombagem da água turbinada na Agueira e, ainda, a modular os caudais a fornecer para a rega a jusante.
A barragem, do tipo gravidade, tem uma altura de 34 m acima das fundações e pode inundar uma área de 230 ha. A albufeira tem a capacidade total de 24 milhões de metros cúbicos, dos quais 13 milhões constituem volume útil, tanto para o turbinamento dos grupos da Raiva como para a bombagem dosgrupos da Aguieira (fig. 3).
Este aproveitamento foi construído de 1975 a 1982 e comporta uma barragem com dois descarregadores de superfície, capazes de descarregar um caudal de 2 × 1000 m3/s, com a albufeira à cota de 60,0. Possui ainda uma comporta de fundo capaz de descarregar um caudal máximo de 47 m3/s.
Incorporada na barragem encontra-se uma central com dois grupos bolbo, com uma potência total de 26 MVA, para um caudal turbinado de 160 m3/s. A energia potencial, em ano médio, deverá ser aproximadamente de 50 GWh.
Estas obras (Aguieira-Raiva) ocuparam cerca de 1400 trabalhadores, 200 dos quais pertencentes aos quadros da EDP. Actualmente, no referente à produção de energia estão ocupados cerca de 90 postos de trabalho.
2.3. Barragem e túnel das Fronhas
A barragem das Fronhas, no rio Alva, e o túnel de derivação Fronhas /Aguieira contribuem para a regularização das cheias daquele afluente da margem esquerda, que tinham um peso significativo nas cheias do Mondego e para aumentar em cerca de 310 milhões de metros cúbicos as afluências, em ano médio, à albufeira da Aguieira, levando a um acréscimo de produção de energia eléctrica, nos aproveitamentos hidroeléctricos da Aguieira e a Raiva, de cerca de 50 GWh, também em ano médio.
A barragem rígida, de betão, de uma abóbada de dupla curvatura com directriz parabólica e encontros de gravidade nas margens, tem uma altura máxima acima da fundação de 62 metros. O coroamento desenvolve-se por 250 m à cota de 140. As espessuras máxima e mínima no fecho, são respectivamente de 9 e 4 metros. A espessura máxima é de 15,47 metros.
Está equipada com duas descargas de fundo e duas de meio fundo, com uma capacidade total de vazão de 500 m3/s. A capacidade total da albufeira é de 89 milhões de metros cúbicos.
O túnel de derivação Fronhas-Aguieira, tem um comprimento total de 8200 m. As cotas de galerias são: na boca de entrada (Fronhas), 117 m e, na boca de saída (Aguieira), 112 m." [...]
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Sabia que também existe um DIA DAS BARRAGENS?









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