26 julho, 2026

Polémica recente nas redes sociais: Que é feito dos projectos para a Casa de António José de Almeida?

Não fossem as contundentes críticas  e mesmo algumas insinuações à volta dos projectos que têm vindo a ser anunciados para a recuperação do edifício onde nasceu António José de Almeida, com vista à criação de um Museu ou Centro Interpretativo, não faríamos eco da publicação no Facebook da responsabilidade do Movimento "Avançar por Mondalva" e respectivos comentários. Se por um lado, revela que o assunto não está esquecido, por outro, traz ao de cima possíveis mal entendidos sobre o que já foi realizado e igualmente sobre o que foi sendo prometido, no calor das campanhas eleitorais ou não, bem como as opiniões (pró e contra) sobre o investimento dos dinheiros públicos na preservação do passado nacional. 

Podemos ler,  naquela página do Facebook (15 de Julho), entre outras afirmações, as seguintes:

"A poucos dias da comemoração dos 160 anos do nascimento do mais ilustre penacovense, continuamos sem avanços significativos no que respeita à criação de um museu, centro interpretativo, casa museu ou outra valência que honre o maior estadista nascido no nosso concelho. O reforço da nossa identidade constrói-se, acima de tudo, com a preservação da memória e com a devida homenagem àqueles que contribuíram para o desenvolvimento e engrandecimento da nossa história. Por essa razão, é com profunda indignação que condenamos a aparente inércia institucional em relação à criação do espaço de interesse histórico dedicado ao nosso conterrâneo António José de Almeida.(...)

Os comentários não se fizeram esperar. Do conjunto várias dezenas (até à data de hoje) transcrevemos apenas os mais significativos:

João Oliveira: A cultura representa a imagem de um povo. E nunca deve ser o parente pobre da sociedade. Distribuir o dinheiro público de forma equilibrada e equitativa valorizando o seu património deve ser uma prioridade.

João Azadinho: Em setembro de 2025 dizia-se: “eles falaram…nós fizemos!” 

Avançar Por Mondalva: João Azadinho, Obrigado por teres ido ao baú. É sempre bom relembrar. Abraço!

Vera Cordeiro: João Azadinho que péssimo hábito de ir coscuvilhar publicações e textos antigos!! 

Avançar Por Mondalva: Vera Cordeiro temos de ter cuidado com as promessas que fazemos em tempos de campanha.

(...)

Lpa Poeta: Boa tarde, pode até acontecer que eu esteja enganado…e, se assim for, peço desculpa! Mas, à época em que o PS estava à frente dos destinos do Concelho, misturou-se [o como e o porquê e o para quê é que não sei] o Democrata António José de Almeida, com o pouco democrata (para não dizer fascista) António Oliveira Salazar. Salvo erro - ou omissão ou palermice - essa mistura foi entregue a uma qualquer entidade ali de Coimbra, de quem decide por vias pouco perceptíveis, mais ligadas a “lojas”. E algumas pessoas que, agora, estão a levantar esta questão, sabem bem disso…Deixemo-nos de fazer  de parvos os Penacovenses! Espero que expliquem bem tudo o que se está a querer esconder…tão oportunistamente!

Avançar Por Mondalva: Lpa Poeta, agradecemos o seu contributo, no entanto, é recomendável não nos desviarmos do objetivo da nossa publicação . Abraço!

Lpa Poeta: E qual é o objetivo?

Avançar Por Mondalva: Lpa Poeta, colocar esta prioridade (há muito identificada e sucessivamente adiada) na agenda política dos nossos "representantes". Essa é a verdadeira razão desta publicação. Abraço!

Lpa Poeta: Muito bem! E eu até acho que deve estar mesmo na AGENDA. De todos…Mas que se aproveite para “ir ao fundo da questão”, o que incomoda muita gente, garantidamente. Falo tranquilo; sem rancor nem idade para o ter; mas por gostar da nossa Terra! E por me meter uma enorme confusão que quem teve oportunidade de resolver, “chute pró lado”. Bom trabalho e desculpem o “desvio”.

Paulo Amaral: Até o Presidente da República Manuel de Arriaga tem uma casa bem preservada na Ilha do Pico... Penacova das festas (bem) e Penacova anti - cultural ( mal)... dou explicações se... e a quem for preciso...)

(...)

António Paulo Figueiredo: O projecto de um roteiro incluindo a Casa de Aristides Sousa Mendes, Afonso Costa e… (não lembro) como está actualmente? O prédio é municipal, documentação estará disponível pela família ...

(...)

Marília Alves: Avançar Por Mondalva,  agradeço também aos responsáveis por esta página, e pela pertinência do assunto. Um povo que não honra as suas origens, é um povo sem memória e sem história!

Marília Alves: António Paulo Figueiredo, a casa Aristides de Sousa Mendes foi recuperada e a Casa Museu foi inaugurada no dia 15 de julho de 2024. Um orgulho para todos nós portugueses e residentes na zona. As verbas vieram da UE para a autarquia de Carregal do Sal. O anterior executivo dessa edilidade demonstrou resistência, mas a força do povo que se juntou em torno dessa nobre causa pesou mais. A recuperação da casa de António José de Almeida, nosso conterrâneo, não deve ficar no esquecimento. Há que insistir junto do poder político. Um importante legado a deixar às gerações vindouras. Se se formar um movimento de cidadãos nesse sentido, eu estou disponível para colaborar.

(...)

Santos Costa: Lá vamos nós desembolsar mais uns trocos, para fazer umas obras que em nada nos acrescentam valor... E assim vamos continuando neste país do faz de conta, onde parece importar mais preservar o passado, que organizar o futuro.

Avançar Por Mondalva: Santos Costa, claro que acrescenta valor!?!? Compreendemos perfeitamente a sua perspetiva e a exigência de que o investimento público traga valor real para o dia a dia das comunidades. Acreditamos, no entanto, que preservar a nossa identidade e património não significa esquecer o amanhã. Antes pelo contrário, valorizar o nosso território e a nossa história é uma das formas de atrair dinamismo, turismo e investimento que beneficiem a economia local. Agradecemos o seu comentário e a partilha da sua opinião!

(...)

Santos Costa: Avançar Por Mondalva, são opiniões. Eu, sinceramente não acredito nesse ponto de vista, (pelo menos falando neste caso), mas se o país todo se virar a gastar para preservar o passado, que nada nos acrescenta, vai deixar dívida para pagar no futuro, e o dinheiro não cresce nas árvores, sai do esforço de quem trabalha, e muitas vezes não sobra para fazer obras na própria casa porque é preciso fazer obras nas casas de ex-presidentes, (ou figuras idênticas), que até depois de mortos nos dão despesa...

(...)

Conceição Sandão Oliveira: Santos Costa, nada tem a ver com os herdeiros, esse edifício foi comprado pelo Município, no mandato do Dr. Humberto Oliveira, e foi nesse mandato que o telhado foi todo restaurado, se nada fosse feito, provavelmente hoje estaria no chão.

Sergio Silveiro: Até que decidam o que fazer com aquele espaço irei mantendo limpo do lado de frente a minha casa. Já é um bom contributo.

António Paulo Figueiredo: Santos Costa, sem passado não há futuro! Um dos males actuais é terem sido esquecidos os passados.

Tiago Engenheiro:Tanto onde investir no concelho, mas realmente o que faz falta para o bem estar de todos era mesmo um museu.

Adegas Maria: O mal é o dinheiro ser pouco. Não chega para tudo.

Avançar Por Mondalva: Adegas Maria, sim, os recursos são escassos, mas esta é uma prioridade antiga e legítima. No entanto, esta intervenção responde a uma prioridade há muito identificada e sucessivamente adiada. Esperamos contribuir para colocar esta necessidade na agenda política dos nossos representantes.

Adegas Maria: Avançar Por Mondalva, concordo que já podia ter sido feito alguma coisa. Pouco a pouco já estaria em outro estado.

António Ribeiro Nito: Força alto concelho...

Avançar Por Mondalva: António Ribeiro Nito, tem de ser. Temos de assumir as nossas responsabilidades locais senão ficamos por aqui esquecidos.  Abraço!

Mauricio De Almeida: Excelente notícia! Conservar a história e a família e de melhor! Admirado que o interesse de muitos e pouco.

(...) 

Vasco Morais: Até me dava vontade de esclarecer alguns comentários mas não o vou fazer. Dá-me muito trabalho! Na verdade Penacova tem o que merece!

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[Consultado em 26/07/2026 18:40]

Veja aqui transcrição completa


23 julho, 2026

Apresentado em Penacova o novo livro de Luís Pais Amante

 Fotos de Ana Ferreira https://www.facebook.com/share/1EgxoTrK6S/

















No dia 17 de Julho, no Auditório Municipal, pelas 18 horas, integrado nas Comemorações do Dia do Município, teve lugar a apresentaçao do livro "Da Minha Janela ... Acontece (Poesia e Pensamento)", do nosso conterrâneo, Luís Pais Amante. Este livro (que é o 10° publicado pelo autor) já foi apresentado na Feira do Livro de Lisboa. A sessão contou com a actuação do Coro Vox et Communio e do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, que adaptaram ao seu reportorio o poema "Saudade em Tempo".

Surgindo pelo meio da assistência,  o autor cumprimentou todos os presentes e agradeceu a sua presença.

Começou por entrar em palco o coro penacovense Vox et Communio. Antes da sua actuação conjunta, um elemento do mesmo (Duarte) declamou o poema "Penacova Intemporal ". Seguiu-se, agora todo o coro em uníssono, interpretando o poema musicado “A liberdade”, sob a direcção do Maestro Rodrigo Carvalho. Na oportunidade, Luís Pais Amante enalteceu o grupo afirmando que "o Vox é uma pequena fábrica de vozes bonitas que depois evoluem para outros coros. O interior de que todos falamos muito, de vez em quando até de mais , afirma-se desta maneira simples, com as nossas aptidões". Sublinhou, igualmente, o papel da Escola de Artes de Penacova que "tem feito um processo maravilhoso de construção de juventude". De imediato, outro membro do Vox (Beatriz leu a Crónica “A Missão da Juventude”, recentemente publicada nas Crónicas do Avô Luís (Penacova online) e inserida neste livro.

O Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, usou agora da palavra. "Mais do que de discursos, este é o momento de dizer poesia, ouvir música, canto (o belo canto). Nesta cerimónia lindíssima de apresentação do livro do Luis Pais Amante, que já foi apresentado na feira do livro no maior palco livreiro do país, tendo tido a honra de partilhar com ele o lançamento no passado dia 10 de Junho,  não queríamos deixar passar em branco este décimo livro de Luís Pais Amante, convidando-o para hoje, dia do município,  estarmos aqui a apresentar o livro  em Penacova, a terra que ele ama, a terra que nós amamos, e que nos diz tanto, ainda mais hoje dia 17 de Julho, dia do município". 

"Gosto muito da poesia do  Luis Amante. Sou suspeito porque também nasci no fundo da vila, nela me revejo, pois sou um dos meninos do cruzeiro, como ele tão bem retratou num dos seus livros. Tenho um carinho muito especial pelo autor e pela poesia que também dá visibilidade à nossa terra e estimula, quem sabe, novas gerações a escrever,e a inspirarem-se para a poesia,  para o canto, para a música e para a dança". 

Retomando a palavra, Luís Amante observou: "aquela janela [da Casa Azul] é meia minha, a outra metade é da minha mulher". Daí, ter sido "convocada para fazer o prefácio deste livro e será ela que o vai apresentar. Obrigado Aninha!" 

Coube, assim, à professora doutora Ana Marques Lito fazer a apresentação da obra e do seu autor. Depos de agradecer a presença de todos, reafirmou ao longo da sua exposição muitas das ideias que se encontram expressas no prefácio, da sua autoria. Salientou os “valores da amizade e fraternidade” que se  “revelam na escrita poética “, bem como a “sagacidade e o desassossego existencial” do autor, a “busca do novo e do inédito como essência visível”. Um “homem intenso e acelerado”, e igualmente “viurtuoso e pródigo em ideias...  em condensações simbólicas”.

 “Esta obra convoca a força telúrica desta terra originária do autor”, que “ nos bafeja com a vista maravilhosa do Mondego”, o que  “provoca o poetizar e o reflectir”- sublinhou. 

“O modo como o poeta, o ensaísta, o cronista, desenvolve o processo elaborativo das reflexões que expõe ao longo da obra, permite-nos aceder ao mundo interno, secreto” que se revela ”na espontânea dimensão de empatia e alteridade” através, muitas vezes de  “imagens caleidoscópicas”.

A obra “reflete a paradoxalidade da nova ordem mundial”, “o processo tanático de alienação”, em especial  na 2º parte deste livro, sublinhou. 

Depois de referir o Blogue Penacova Online, o Penacova Acontece, o Penacova Actual, bem como as páginas de Ana Ferreira e Óscar Trindade, a apresentadora salientou que o autor “quando muitas vezes privilegia a publicação primeira da sua poesia em plataformas digitais está a antecipar a perpetuação virtual do que considera o seu legado: divulgar e enaltecer Penacova e as suas gentes.” 

Seguiu-se à apresentação um momento, que como referiu Luís Amante, se desviou do alinhamento da sessão. Assim, Luís Amante chamou ao palco um jovem da Aveleira que conhecera, “por mera coincidência”, naquele mesmo dia. “É missão das pessoas que têm obras publicadas “dar oportunidade àqueles que andam à procura que isso aconteça”, isto é, “de apresentar o seu trabalho”. “Crescer em Poesia” é um trabalho deste jovem autor, que começa a ganhar a forma de livro, segundo cremos. Do penúltimo capitulo, intitulado “Caminhada Longínqua”, deu-nos a conhecer o poema “O Dia do Meu Julgamento”. 

Luís Amante fez questão de sublinhar, com alguma emoção, que “ao 10º livro” conseguiu ter os seus três irmãos (Rosa Teresa, Valdemar e Evaristo) pela primeira vez juntos numa apresentação de obras suas. “Por razões absolutamente justificadas, nunca tinha acontecido até hoje. ou por isto ou por aquilo”.  

Chegado o momento de subir ao palco o Coro dos Antigos Orfeonistas, Luís Amante realçou o facto de este coro ter neste momento por maestro “o nosso conterrâneo Rodrigo Carvalho”. “E na idade do Rodrigo, chegar a este sitio é digno de um aplauso enorme”- sublinhou. 

Uma vez entrados em palco, ouviu-se em voz off (Ricardo Coelho) o poema escrito por Luís Amante e dedicado a este Coro, aquando do Concerto Solidário em Penacova no ano de 2017. Poema intitulado  “Coro Orfeon”. 

O ponto alto da actuação do Coro foi a estreia da peça “Balada em Tempo”, letra de Luís Amante, arranjo musical de Rodrigo Carvalho.  

O diretor agradeceu a Luís Pais Amante e ao Presidente da Câmara, a quem ofereceu uma lembrança. Ao autor foi colocado na lapela o "crachat" do coro.

O Coro dos Antigos Orfeonistas interpretou duas peças e anunciou que no dia 2 de Outubro estará no mosteiro de Lorvão.

Usou da palavra o maestro Rodrigo Carvalho: "é inegável o amor (de LPA) a Penacova e a sua preocupação em enaltecer aquilo que se faz em Penacova. Sou testemunha disso, muito por causa do VOX, que desde sempre o Luís apoiou. Mas não é caso único (…) .Obrigado por ser nosso embaixador".  Referiu também que aquilo que iam ouvir de seguida,  resulta também, não das janelas,  mas das pomtes que se criam entre as janelas de cada um. (...). E, a partir da escrita, juntei aquilo que é mais intimo para mim, que é a musica." Chamou a atenção para o facto de naquele momento, além de maestro,  ir dar, igualmente, voz à poesia de Luís Amante.  "Balada em Tempo", um dos poemas do autor, além de ali interpretado em estreia exclusiva pelo vetusto Coro, passará a fazer parte do reportório do mesmo. O Coro terminou a sua actuação dedicando a Penacova um sentido EFERRIÁ.

A Sessão terminou com a apresentação em video do poema "Remoçar na praia", com voz de Ricardo Coelho e realização de Óscar Trindade 

Na emblemática Casa Azul, ex libris da família Amante, foi oferecido um "lauto" lanche ajantarado onde não faltou a música e a canção de Coimbra. 

21 julho, 2026

Dia do Município: dia de memória, dia de gratidão, dia de compromisso

Celebrámos no dia 17 de Julho o Dia do Município. Feriado Municipal em homenagem ao penacovense ilustre António José de Almeida (Vale da Vinha, 17 de Julho de 1866 – Lisboa, 31 de Outubro de 1929). A sessão solene iniciou-se com a intervenção do Presidente da Assembleia Municipal de Penacova, Dr. Mauro Carpinteiro. No seu discurso, além de evocar o exemplo de cidadania daquele nosso distinto conterrâneo, questionou as exigências de ser cidadão, cidadão de Penacova, e apelou à reflexão sobre o que é “amar” um concelho, o que é “amar” esta nossa terra. Na parte final do seu discurso, formulou votos para que “este 17 de julho seja, em cada ano, o renascimento do nosso compromisso de cidadania.” 

Dado que estamos, no nosso entender, perante um discurso que se afastou da habitual factualidade da política partidária e se centrou nos valores da cidadania activa, que a todos deve congregar, solicitámos ao Dr. Mauro Carpinteiro que nos facultasse o texto e nos autorizasse a publicar o mesmo, de modo a partilhar com os leitores do Penacova Online e de muitos outros penacovenses que não estiveram presentes nas cerimónias do Feriado Municipal. Aqui fica a transcrição, omitindo, naturalmente, a parte inicial das saudações protocolares. 

Crédito da imagem: Município de Penacova

“Celebramos hoje o Dia do Município de Penacova. Mas o Dia do nosso Município não pode ser apenas uma data especial no calendário. Não pode ser uma mera solenidade, um feriado diferente por ser só nosso. 

O Dia do Município é, antes de tudo, um dia de memória. Um dia de gratidão. E um dia de compromisso. Memória daqueles que nos antecederam. Gratidão por tudo quanto recebemos deles. Compromisso perante aquilo que temos a responsabilidade de preservar, melhorar e transmitir às gerações seguintes.

Celebramos o nosso Município no dia 17 de julho porque foi neste dia, no ano de 1866, que nasceu, em Vale da Vinha, na freguesia de São Pedro de Alva, António José de Almeida. De uma pequena povoação do nosso concelho partiu um homem que haveria de se tornar um médico de mérito, um tribuno brilhante, um dirigente político inspirador, um cidadão pleno e do mundo, um governante e Presidente da República Portuguesa com o nome inscrito a letras douradas na história de Portugal.

A distância entre Vale da Vinha e a Presidência da República não se mede por tudo o que separa uma pequena aldeia das beiras do mais alto cargo da nação. Mede-se em vontade e trabalho. Em visão com “o longe” como horizonte. Em inconformismo. Em querer o mundo. Em perseverança. Em convicção inabalável. Em elevado espírito de serviço público.

António José de Almeida viveu um dos períodos mais intensos, exigentes e instáveis da história política portuguesa. Num tempo marcado por grandes divisões, soube afirmar-se como homem de firmeza de convicções, mas também como homem de diálogo, procurando unir, aproximar e construir pontes.

Foi um extraordinário orador, mas não fez da palavra um ornamento. Fez da palavra um poderoso instrumento de intervenção cívica, para despertar consciências, apontar caminhos, defender aquilo que acreditava ser o melhor para Portugal.

Foi médico, mas não limitou o seu olhar à doença individual. Procurou compreender e tratar, com notável ativismo cívico, as fragilidades da sociedade do seu tempo.

Foi político, mas não concebeu a política como simples exercício de poder.

Entendeu-a como um compromisso com a mudança do destino coletivo dos portugueses, e com a democracia. Sim. Porque quando a Primeira República cedeu nos valores e princípios democráticos, António José de Almeida foi uma voz firme e audível na defesa intransigente da democracia.

É esse superior exemplo de cidadania que hoje evocamos. Não apenas o cidadão que ocupou os mais altos cargos do Estado, mas o homem que acreditou que ninguém deve permanecer indiferente ao tempo e aos desafios da comunidade em que vive. O cidadão não é um espetador. Não é alguém que se limita a observar, a comentar ou a esperar que outros resolvam. O cidadão participa. Intervém. Cuida. Luta por aquilo em que acredita. Assume responsabilidades. E serve.

A melhor forma de homenagearmos António José de Almeida não é deixá-lo imobilizado numa estátua, encerrado nos livros de história ou reduzido ao nome de praças ou ruas (e são tantas… em praticamente todas as cidades do país…). A melhor forma de o homenagearmos é trazermos o seu exemplo para o presente. É perguntarmos o que exige de nós, hoje, a cidadania. O que significa, no nosso tempo, servir a comunidade? O que significa cuidar da terra onde vivemos? O que significa amar Penacova?

José Tolentino Mendonça, poeta e pensador de que tanto gosto e que verdadeiramente me inspira, colocou-nos, no título de uma das suas obras, uma pergunta tão simples quanto exigente: «O que é amar um país?» Nessa obra interpela-nos com perguntas, cuja profundidade merecem reflexão que não cabe no tempo desta nossa sessão solene.

Mas hoje, aqui, podemos e devemos trazer essa pergunta até à nossa realidade local: O que é amar um concelho? O que é amar Penacova?

Amar uma terra não é apenas recordar aquilo que ela foi ou contemplar o que ela é. Não é dizer, por hábito ou por orgulho, que a nossa terra é a mais bonita de todas. Não é exibi-la como o sítio onde há isto ou há aquilo ... Não é proclamar um sentimento sem consequências.

O amor por uma terra não pode ser apenas uma declaração. Tem de ser uma prática. 

Amar uma terra é conhecê-la. É escutá-la. É compreender as suas fragilidades e reconhecer as suas potencialidades. É cuidar daquilo que nos foi deixado e confiado pela natureza e pelos nossos antepassados. É não desistir das pessoas. De todas e cada uma das pessoas que partilham connosco este espaço humano. 

É trabalhar para que aqueles que cá vivem possam viver melhor, para que os que partiram sintam vontade de regressar e para que outros possam escolher Penacova como a sua casa.

Penacova não é uma abstração. Penacova é uma terra moldada pelas águas, pelas serras e pelo trabalho das suas gentes. É uma identidade profundamente tocada pelos caprichos da natureza, que neste território é tão marcadamente dura quanto bela; e pelas gentes que venceram essa dureza e souberam integrar essa beleza.

A nossa identidade tem a marca do Mondego e do Alva. Das suas águas, das suas margens e das suas ínsuas.Tem a marca dos valeiros onde as ribeiras moviam as rodas e rodízios das azenhas, alimentavam as levadas e regavam as “novidades” da terra, verde e fresco alimento das nossas gentes. O Mondego foi sustento. Foi caminho. Foi ligação ao mundo. Nas suas águas avançavam as barcas serranas, conduzidas por homens que domavam o rio, as correntes, as pedras e os perigos. Transportavam lenha e carqueja. Transportavam mercadorias. Transportavam a roupa que as lavadeiras recolhiam, lavavam nas águas e faziam regressar, limpa, às casas das senhoras de Coimbra. Traziam e levavam o pulsar árduo da vida.

O rio não era apenas paisagem. Era estrada. Era trabalho. Era alimento. Era vida.


A nossa identidade vem dos sarreiros, que deixavam as suas aldeias e calcorreavam terras distantes, em cada região vinícola de Portugal, entrando nas adegas e nos tonéis para extrair o sarro. Homens de trabalho duro, habituados à distância, ao esforço e à ausência. Partiam porque era necessário. Regressavam porque aqui estava a sua casa. Levavam consigo a força da resistência a estas serranias e traziam de volta o sustento das suas famílias.

Vem das lavadeiras. Mulheres de uma força tantas vezes silenciosa. Mulheres que enfrentavam o frio das águas, o peso da roupa e a dureza dos dias. Mulheres que, com as mãos mergulhadas no rio, coloriam as margens do rio e a vida. 

Vem das nossas singulares paliteiras. Herdeiras do saber delicado das monjas cistercienses de Lorvão, mulheres de mãos pacientes e habilidosas, que transformavam pequenos pedaços de madeira em delicadas obras de minúcia, enquanto criavam filhos e netos no aconchego das raspas. Um trabalho aparentemente simples, mas feito de persistência e de arte.

O que somos também vem de moleiros, que subiam as serras em busca do vento e desciam aos valeiros para aproveitar a força das águas. As velas dos moinhos a procurar o sopro certo. Os rodízios e rodas de azenha tocadas à força de águas que os nossos antepassados tão bem souberam conduzir por represas e levadas. Moía-se o milho. Moía-se o centeio. Fazia-se a farinha. Para a micha quente, a sair do forno, repartida pela família, com aquele cheiro e sabor que parece que trazemos agarrado à alma, e nos persegue como apelo de saber e respeito pela labuta do moleiro e pelas mãos doces que amassam e benzem o pão.

Penacova é o nosso chão. Das hortas. Dos socalcos. Dos rendilhados de montes. De vales caprichosamente encaixados. Dos miradouros e panoramas imensos. Do toque dos sinos das capelas. Da lampreia, da chanfana, dos míscaros, da doçaria do Mosteiro de Lorvão. Das vozes que se ouviam de um lado ao outro das povoações.

Não vos falo, com isto, de uma gravura retrospetiva da nossa terra. Falo-vos do que nos diz quem somos. Somos o que recebemos de homens e mulheres cujos nomes talvez já não conheçamos, mas cuja vida permanece nas nossas paisagens, nas nossas tradições, nas nossas instituições e na forma como habitamos esta terra. Foram eles que abriram caminhos. Que levantaram casas. Que cultivaram os campos. Que construíram capelas e igrejas, escolas, sedes de associações e caminhos. Que criaram filarmónicas, ranchos, irmandades, comissões de melhoramentos e de festas, clubes e associações. Foram eles que transformaram um território numa comunidade.

Por isso, quando falamos de Penacova, não falamos apenas de uma geografia. Falamos de uma herança humana. Falamos de um modo de estar. Falamos de uma comunidade que, geração após geração, soube ultrapassar dificuldades e procurar novas possibilidades.

Essa história continua a ser escrita no presente. Continua a ser escrita por todos os penacovenses que aqui vivem, trabalham, estudam, investem e cuidam das suas famílias. Por aqueles que permanecem ligados à agricultura, à floresta, ao comércio, à indústria, ao turismo e aos serviços. Pelos professores que formam as novas gerações. Pelos profissionais de saúde, que nos cuidam. Pelos bombeiros e agentes de proteção civil que nos protegem. Pelos trabalhadores das instituições sociais que acompanham os mais frágeis. Pelos empresários que assumem riscos e criam emprego. Pelos dirigentes associativos que oferecem gratuitamente o seu tempo, para manter vivas as nossas associações e dinamizarem as nossas aldeias. Pelos músicos, artistas, artesãos e agentes culturais que mantêm viva a alma das nossas comunidades. Pelos jovens que estudam, criam e ousam imaginar um futuro fora dos lugares comuns.

Continua também a ser escrita pelos que nasceram nesta terra e hoje se distinguem além das fronteiras do nosso concelho. Em várias partes do mundo e em várias áreas. Na comunicação social, na ciência, na cultura, como altos quadros de empresas, no desporto, e nas mais diversas áreas da vida pública. Tantos e tantos, uns mais conhecidos outros mais discretos, que levam o nome de Penacova pelo país e pelo mundo. (Seria justo referir cada um, o que só por receio de omissões graves não faço.)

Seja qual for o percurso e a circunstância das nossas vidas, viajam pedaços de Penacova com cada um de nós. Na singular forma de falar de cada uma das nossas aldeias (temos esta particularidade digna de estudo: aldeias a escassos dois, três quilómetros, têm formas de falar completamente diferentes… cerradas… que nós rapidamente associamos à origem de cada um…) Na recordação dos banhos no Mondego e no Alva. No cheiro do pão acabado de cozer. Nas procissões e bailaricos das festas das nossas aldeias… 

Mas o amor a Penacova não pertence apenas a quem aqui nasceu. Pertence também a quem aqui escolheu viver. A quem aqui criou família. A quem aqui trabalha. A quem chegou e passou a cuidar desta terra como sua.

Uma comunidade não pode fechar-se sobre a sua memória. Tem de ser capaz de acolher novas pessoas, novas vivências e novas ideias. A identidade não é uma muralha. É uma casa. Uma casa com raízes profundas, mas com a porta aberta.

Amar Penacova é, por isso, cuidar da nossa terra com o esmero e atenção com que cuidamos o que faz parte de nós mesmos. É ajudar a preservar as florestas e prevenir os incêndios. É conservar o património, não apenas como recordação do passado, mas como recurso vivo para o futuro.

Os rios e ribeiras não podem ser apenas cenário. Os moinhos não podem ser futuras ruínas. As aldeias não podem ser apenas nomes num mapa. As nossas tradições não podem ser apenas fotografias antigas.

Amar Penacova é apoiar o comércio e a produção locais. É participar nas associações. É valorizar as nossas escolas. É acompanhar os mais velhos e escutar a sua memória. É receber bem quem nos visita. É respeitar o espaço público. É cuidar da rua, da aldeia e da freguesia como extensão da nossa própria casa.

Amar Penacova é participar. É estar presente quando é necessário. É apresentar propostas onde elas podem e devem ser apresentadas. É colaborar. É votar.

É exigir aos responsáveis públicos, mas é também perguntar o que cada um de nós pode fazer. Nenhuma comunidade se transforma apenas pela ação dos seus órgãos políticos. 

Muito tem sido feito pelo nosso concelho nos últimos anos, ao nível de infraestruturas, na educação, cultura… . Vivemos hoje um período de investimento sem paralelo na nossa história: novo hotel Vila Galé, forte investimento na melhoria do parque escolar, nos centros de saúde, nas acessibilidades, nas infraestruturas turísticas…Somos hoje um concelho que atrai e é notado. Mas nenhum presidente, nenhum executivo, nenhuma assembleia e nenhuma instituição, por melhores que sejam e por mais que façam, substituem a responsabilidade dos cidadãos, de cada um dos que aqui habita. Uma terra será sempre aquilo que os seus habitantes estiverem dispostos a fazer por ela.

É certo que nós, eleitos locais, temos uma responsabilidade acrescida, que, este ano, em que comemoramos 50 anos de poder local democrático, tem de ser sublinhada e mencionada de forma especial. No caso da Assembleia Municipal, que aqui represento, é a casa dos cidadãos e a representação da pluralidade do nosso concelho. É o lugar onde se encontram e debatem diferentes sensibilidades, diferentes projetos e diferentes visões sobre o futuro do nosso concelho. É a representação de todos, por excelência. Temos o desafio de dignificar e valorizar o papel deste órgão deliberativo municipal. De o elevar e fazer reconhecer pelos cidadãos. 

Agora, aos 50 anos de poder local democrático, e aqui, vale a pena sublinhar o que é essencial para que este valioso legado do 25 de abril de 74 se preserve: Ser eleito local é fiscalizar sem destruir, governar sem arrogância, fazer oposição sem ressentimento, defender convicções sem humilhar quem pensa de forma diferente. É procurar a convergência sem abdicar da identidade de cada um. A democracia precisa do desacordo. Mas não precisa da hostilidade. Precisa de debate. Mas de debate digno, elevado, informado e construtivo.

O amor a uma terra não se demonstra eliminando as diferenças. Demonstra-se impedindo que as diferenças nos façam esquecer aquilo que temos em comum. E aquilo que temos em comum é maior do que tudo quanto nos separa. Temos em comum esta nossa terra e o permanente desafio do seu desenvolvimento. E temos em comum a responsabilidade pelo seu futuro de Penacova.

As homenagens que vamos prestar nesta sessão - a empresas, a funcionários municipais e a dois antigos Presidentes da Câmara, independentemente da razão de ser e do valor de cada reconhecimento, que é muito, visam precisamente assinalar bons exemplos no cumprimento do que nos une, que é querer e fazer o melhor pela nossa terra.

Ao homenagear as empresas estamos a reconhecer o mérito e a incentivar  homens e mulheres que todos os dias lutam e trabalham para gerar emprego e riqueza no nosso concelho. Ao reconhecer a longevidade do vínculo dos funcionários municipais, estamos a valorizar a dedicação e lealdade ao serviço público autárquico. Ao homenagear dois antigos Presidente da Câmara Municipal – Maurício Marques e Humberto Oliveira - celebramos duas vidas ao serviço da causa pública e o papel preponderante do poder local para o desenvolvimento do nosso concelho, simbolicamente neste ano em que comemoramos os 50 anos do poder local democrático.

Uma homenagem pública é, acima de tudo, uma forma de gratidão. É a comunidade a dizer: Reconhecemos o vosso esforço. Agradecemos o vosso contributo. E desejamos que o vosso exemplo inspire outros.

António José de Almeida mostrou-nos que de Vale da Vinha se podia chegar à mais alta magistratura da Nação. Os sarreiros mostraram-nos que era possível percorrer terras distantes sem perder a ligação à terra de origem. Os barqueiros ensinaram-nos a enfrentar as correntes. As paliteiras ensinaram-nos a atenção e a delicadeza. Os moleiros ensinaram-nos a procurar na força da natureza a energia para a vida. Somos o resultado do que recebemos e nos moldou enquanto comunidade. Mas cada geração recebeu a nossa terra com muito para fazer. Muito por cumprir.

Nós, que aqui estamos, não somos diferentes. Penacova continua a ser uma obra inacabada. Uma obra que não pertence a um presidente, a um executivo, a uma assembleia, a um partido ou a uma geração. Pertence a todos.

Não basta dizer que somos de Penacova. É preciso que nos reconheçam autenticamente daqui na forma como demonstramos dedicação ao que é de todos. Na forma como trabalhamos nas nossas coletividades. Na forma como cuidamos uns dos outros. Na forma como tratamos do nosso património cultural e natural. Na forma como participamos e exercemos a cidadania. Na forma como nos soubermos unir em torno do objetivo maior, que é tornar o nosso concelho sempre melhor.

Amar Penacova é isto.

E é entregar este nosso Concelho aos que vierem depois de nós mais valorizado, mais desenvolvido, mais bonito, mais vivo, mais notado e atrativo.

Que este 17 de julho não seja apenas a celebração do nascimento de um grande penacovense e mais um feriado municipal. Que seja, em cada ano, o renascimento do nosso compromisso de cidadania.

Que o exemplo de António José de Almeida nos recorde que nenhuma origem é demasiado pequena para uma grande ambição de serviço.

Que a memória dos nossos antepassados nos recorde que nenhuma dificuldade é maior do que a vontade de ir mais além.

E que o amor por Penacova se revele, não apenas nas palavras que hoje pronunciamos, mas nas atitudes e nas ações que praticamos todos os dias. Viva Penacova! Viva Portugal!

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Para memória futura: registos sobre as comemorações do dia do Município 2026


PENACOVA CELEBROU DIA DO MUNICÍPIO 

As comemorações do 17 de julho, data do nascimento do antigo Presidente da República, António José de Almeida, decorreram em vários momentos. As cerimónias foram presididas por Rui Armindo Freitas, Secretário de Estado Adjunto da Presidência.
No Largo Alberto Leitão, o Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra e o Presidente da Assembleia Municipal, Mauro Carpinteiro colocaram uma coroa de flores no busto do antigo chefe de estado. A cerimónia contou com a participação das três bandas filarmónicas: Boa Vontade Lorvanense, Casa do Povo de Penacova e Casa do Povo de São Pedro de Alva. 
A sessão solene do Dia do Município ficou marcada pela homenagem a dois ex-presidentes de câmara. Por proposta do atual executivo liderado por Álvaro Coimbra e no âmbito dos cinquenta anos do poder local democrático, Maurício Marques e Humberto Oliveira receberam a Medalha de Honra do Município. As condecorações honoríficas foram entregues pelo Secretário de Estado Adjunto da Presidência, Rui Armindo Freitas e pelo atual presidente da câmara. Na mesma cerimónia foram agraciadas as empresas PME Excelência, Lider e Gazela e os funcionários do município com 25 e 35 anos de serviço. A sessão solene contou também com a presença de Helena Teodósio, presidente da Região Metropolitana de Coimbra.

In Página oficial do Município no Facebook

PROGRAMA

16 JULHO
19h00 Abertura das Festas do Município - Largo Alberto Leitão
22h30 Concerto Vizinhos - Largo Alberto Leitão

17 JULHO
10h00 Cerimónia do Hastear das Bandeiras - Largo Alberto Leitão
10h30 Sessão Solene do Dia do Município - Auditório Municipal
14h00 Apresentação de novos autocarros e bicicletas partilhadas - Biblioteca Municipal
14h30 Inauguração da requalificação da estrada S. Mamede - Paradela (EM 1277)
18h00 Apresentação do livro "Da minha janela ... Acontece (poesia e pensamento)" 
de autoria de Luis Pais Amante - Auditório Municipal
22h30 Concerto Rui Veloso - Largo Alberto Leitão

18 JULHO
15h00 Cerimónia de Entrega do Prémio de Pintura Martins da Costa 2026 - Biblioteca Municipal
 18h30 Free Trail - "10 anos Penacova Trail do Centro"- Largo Alberto Leitão
22h30 Concerto Orquestra Municipal - Largo Alberto Leitão
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PENACOVA CELEBROU DIA DO MUNICÍPIO 
COM “LEGÍTIMAS” QUEIXAS CONTRA O GOVERNO

Falta de profissionais nas unidades de saúde, a demora nos apoios para fazer face às intempéries e a necessidade de garantir financiamento para concluir as obras da escola preocupam Álvaro Coimbra
O presidente da Câmara Municipal de Penacova lamentou, ontem, que «o prometido apoio do Governo para fazer face às intempéries» se tenha resumido, «até agora, a pouco mais de um milhão de euros», ou seja, «meio milhão de adiantamento e o restante através de um protocolo assinado com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] para reparações urgentes nos cursos de água e zonas ribeirinhas».

«Penacova foi dos municípios mais afetados, sobretudo na rede viária e equipamentos e, passados alguns meses, continuamos a sofrer na pele os efeitos do chamado “comboio de tempestades”», alertou Álvaro Coimbra, na sessão solene do Dia do Município.

Segundo o autarca, «os danos do último inverno e a falta de respostas céleres para os resolver» estão no topo das preocupações e o encerramento das estradas nacionais 2 e 110 é apenas um dos exemplos. «Está a provocar constrangimentos à economia local, à vida das pessoas, ao turismo, aos transportes públicos, ao próprio socorro às populações. Temos feito tudo o que está ao nosso alcance para que sejam encontradas soluções mais expeditas», frisou.

Aliás, como referiu esta semana, em entrevista ao Diário de Coimbra, relativamente à Estrada Nacional 2, até foi apresentada uma proposta em que o município assumiria «responsabilidades para reabrir a estrada, ainda que provisoriamente, durante o verão, suportados num relatório técnico de especialistas credíveis».

«Outro dos assuntos que nos deixa, por estes dias, apreensivos é a saúde e os cuidados prestados à população», continuou Álvaro Coimbra, alertando para a necessidade de médicos, enfermeiros e assistentes técnicos. «Dizer que a nossa região está agora coberta a 100% por médicos de família é um ótimo titulo de jornal, mas no terreno a realidade não é bem assim. O polo de saúde de Lorvão, por exemplo, está atualmente encerrado», lamentou.

A acrescer a estas preocupações surgem «as metas do PRR [Plano de Recuperação e Resiliciência], com Álvaro Coimbra a reforçar a ideia de que o Governo deve «encontrar uma solução expedita para finalizar as obras» da sede do Agrupamento de Escolas de Penacova (com financiamento de 7 milhões de euros do PRR) e de «outras tantas que não vão estar concluídas até 31 de agosto».

«Acredito que prevalecerá o bom senso e tenho conhecimento de que está a ser estudada uma solução. No entanto, essa solução deve cumprir o que foi determinado no acordo inicial entre Governo e ANMP: garantia de financiamento a 100%», referiu.

Rui Armindo Freitas, secretário de Estado Adjunto da Presidência, garantiu que fará chegar as preocupações do autarca «a quem direito», «na certeza de que são legítimas e com certeza encontrarão boa resposta». |

“O amor por uma terra não pode ser apenas  uma declaração” «A melhor forma de homenagearmos» António José de Almeida «é trazermos o seu exemplo para o futuro», adiantou o presidente da Assembleia Municipal, realçando que «o amor por uma terra não pode ser apenas uma declaração», mas uma prática. «É compreender as suas fragilidades e reconhecer as suas potencialidades», continuou Mauro Carpinteiro, certo de que «nenhuma origem é demasiado pequena para uma grande ambição de serviço». «Que este 17 de julho não seja apenas a celebração do nascimento de um grande penacovense e mais um feriado», desejou, com a certeza de que o futuro de Penacova é responsabilidade de todos.
 

EMPRESAS GAZELA, PME LIDER E PME EXCELÊNCIA: MUNICÍPIO HOMENAGEOU COM VOTO DE LOUVOR

 


Crédito das fotos: Município de Penacova / Facebook

O Município de Penacova homenageou, com um Voto de Louvor, as Empresas sedeadas no concelho de Penacova que foram distinguidas com o Estatuto PME Líder e PME Excelência. Duas empresas Gazela foram igualmente reconhecidas na Sessão Solene do Dia do Município. Estes galardões referem-se ao desempenho destas empresas no ano fiscal 2025.

Vejamos o que significam estes estatutos, atribuídos pelo IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação, I. P.).  O estatuto PME Líder é um selo de reputação que distingue o mérito das PME (Pequenas e Médias Empresas) nacionais com desempenhos superiores. É atribuído tendo por base as melhores notações de rating e indicadores económico-financeiros.

Por sua vez, as PME Líder que apresentem os melhores desempenhos são anualmente distinguidas com o estatuto de PME Excelência, um selo de reputação que facilita o desenvolvimento dos seus negócios. O conceito de empresa «gazela» corresponde a empresas jovens (com idade igual ou inferior a cinco anos no início do período de observação) e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. Com base na consulta de dados de acesso público da plataforma RACIUS (https://www.racius.com/) deixamos aqui alguns elementos sobre cada uma das empresas em causa:



Empresas GAZELA 

Aleatory Concept, Lda

Morada: Estrela d’Alva 3360-223 São Paio de Mondego

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas; Capital Social € 50.000,00Atividade Fabricação de carvão (vegetal e animal) e produtos associados; Transformação de madeiras e seus derivados (incluindo serração); transformação e comercialização, por grosso, de resíduos florestais com fins energéticos, sua importação e exportação e ainda produção e comercialização de pelletes.

Acerca da Empresa A empresa Aleatory Concept tem 8 anos, tendo sido constituída em 13/10/2017. CAE: 20142 - Carvão 16101 - Serração de madeira 16291 - Outras obras de madeira - fabricantes  38322 - Valorização de resíduos não metálicos

Liderpanóplia - Transportes e alugueres unipessoal, Lda

Morada: Rua da Castanheira, S/N - Silveirinho 3360-310 Travanca do Mondego

Forma Jurídica: Sociedade Unipessoal. Capital Social € 300.000,00. Atividade: Transportes rodoviários de mercadorias por conta de outrém, aluguer de veículos automóveis pesados e ligeiros, comércio de outros veículos automóveis, comércio a retalho de peças e acessórios para veículos automóveis.  A empresa Liderpanóplia Transportes e Alugueres tem 5 anos, tendo sido constituída em 04/08/2020. CAE: 49410 - Transportes rodoviários de mercadorias 45110 - Automóveis ligeiros77110 - Automóveis 77120 – Camiões


Empresas PME Líder e PM Excelência 

(por ordem aleatória)

Verbos & Conceitos, Lda

Morada - Rua Principal, Nº 6, Casal de Santo Amaro 3360-180 Penacova

Forma Jurídica - Sociedade por Quotas Capital Social - € 40.000,00Atividade - Exploração de bar, café e restaurante. Acerca da Empresa - A empresa Verbos e Conceitos tem 7 anos, tendo sido constituída em 22/03/2019. CAE:  56302 – Bares  56101 - Restaurantes tradicionais  56301 - Cafés

Martins & Gomes, Lda

Morada: Vale da Sobreira, Telhado 3360-062 Figueira de Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social   € 125.000,00.  Atividade: No âmbito de Transportes rodoviários de mercadorias. A empresa já foi conhecida no passado como TRANSPORTES MARTINS E GOMES, LDA e, mais recentemente, como TRANSPORTES MARTINS & GOMES LDA.  CAE: 49410 - Transportes rodoviários de mercadorias

Águas das Caldas de Penacova, SA

Morada: Mata das Caldas 3360-192 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade Anónima; Capital Social € 2.500.000,00. Atividade: No âmbito de Engarrafamento de águas minerais naturais e de nascente. CAE: 11071 - Engarrafamento de águas minerais naturais e de nascente.

Leitão do Aires, SA

Morada: Zona Industrial, Espinheira 3360-287 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social  € 20.000,00.  Atividade: Actividades de restauração. A empresa Leitão do Aires tem 16 anos, tendo sido constituída em 14/12/2009. Desenvolve a sua atividade principal no âmbito de Restaurantes tradicionais. CAE: 56101 - Restaurantes tradicionais.

 José António Diogo Construções Unipessoal, Lda

Morada: Rua da Capela, Nº 4, Póvoa 3360-025 Carvalho

Forma Jurídica: Sociedade Unipessoal. Capital Social  € 34.000,00. Atividade: Construção civil, reabilitação e obras públicas de edifícios e outras estruturas (incluindo estruturas metálicas); compra, venda e permuta de bens imóveis e revenda dos adquiridos para esse fim. Compra, venda, aluguer de equipamento de construção e demolição com operador; gestão de equipamento destinado à atividade da construção civil e obras públicas; escavações, demolições e terraplanagens. Comércio a retalho de materiais relacionados com as atividades, bem como um vasto conjunto de outras actividades. A empresa José António Diogo tem 14 anos, tendo sido constituída em 02/01/2012. CAE: 43120 - Preparação dos locais de construção   47523 - Material de bricolage, equipamento sanitário, ladrilhos e materiais similares

Fozvias Unipessoal, Lda

Morada: Parque Industrial da Espinheira, Edf. Admin., Sala Nº 6 - Sazes de Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas; Capital Social: € 260.000,00; Atividade: Construção Civil e obras públicas; compra, venda e permuta de bens imóveis e revenda dos adquiridos para esse fim; comércio e aluguer de equipamentos para a construção; transportes rodoviários de mercadorias por conta de outrem; exploração florestal; atividades dos serviços relacionados com a silvicultura e exploração florestal; comércio por grosso de madeira em bruto e de produtos derivados. A empresa Fozvias tem 16 anos, tendo sido constituída em 11/06/2010. A empresa já foi conhecida no passado como TRIBALFLOWER - UNIPESSOAL LDA. CAE::43120 - Preparação dos locais de construção   2200 - Exploração florestal 49410 - Transportes rodoviários de mercadorias

Fernando Silva e Carvalho Lda

Morada: Seixo 3360-031 Seixo - Penacova

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social: Não disponível. Atividade: No âmbito de Transportes rodoviários de mercadorias. CAE: (Código de Actividade Económica): 49410 - Transportes rodoviários de mercadorias

Transportes Ilha do Mondego Unipessoal, Lda

Morada: Rua Prof. Leonel Henriques Gonçalves, Nº 2, Parada 3360-252 São Pedro de Alva

Forma Jurídica: Sociedade Unipessoal. Capital Social € 125.000,00. Atividade: Transportes rodoviários de mercadorias por conta de outrem. Compra e venda de materiais de construção. Compra e venda de madeiras para celulose. Prestação de serviços de máquinas rectroescavadoras. A empresa Transportes Ilha do Mondego tem 8 anos, tendo sido constituída em 15/01/2018. CAE: 49410 - Transportes rodoviários de mercadorias

Reninstal Unipessoal, Lda

Morada: Rua Cabo das Relvas, S/N, Lorvão 3360-110 Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade Anónima. Capital Social € 116.500,00. Atividade: Construção civil e obras públicas; Compra, venda e permuta de bens imóveis e reverenda dos adquiridos para esse fim, incluindo a reabilitação de edifícios, arranjos exteriores, instalação elétrica, esgotos, gás, canalizações e climatizações; Instalação de energias renováveis. Prestação de serviços na área de telecomunicações. Comércio, importação e exportação de equipamentos e produtos relacionados com a atividade. Reparação e manutenção de produtos metálicos. Outras instalações em construções. Comércio por grosso de móveis para uso doméstico, carpetes, tapetes e artigos de iluminação. Comércio por grosso de outras máquinas e equipamentos. Comércio a retalho de eletrodomésticos, em estabelecimentos especializados. Atividades relacionadas com sistemas de segurança. A empresa Reninstal tem 11 anos, tendo sido constituída em 06/10/2014. CAE: 43210 - Instalação eléctrica  41200 - Construção de edifícios 43221 - Instalação de canalizações 43222 - Instalação de climatização.

R2P - Reciclagem e peças, SA

Morada: Espinheira 3360-287 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade Anónima. Capital Social: € 50.000,00. Atividade: Valorização de resíduos metálicos, comércio e desmantelamento de bens e veículos usados e em fim de vida ( camiões, automóveis, máquinas e outro equipamento) e prestação de serviços de pronto-socorro. A empresa R2P - Reciclagem e Peças, S.A tem 14 anos, tendo sido constituída em 24/01/2012. CAE: 38321 - Valorização de resíduos metálicos

Placolás - Comércio de Pladur e Gesso, Lda

Morada: Parque Industrial da Espinheira, Apartado 124, 3360-287 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social  € 150.000,00. Atividade: No âmbito de Transportes rodoviários de mercadorias. CAE: 49410 - Transportes rodoviários de mercadorias

Pinturas Vitor Pisco, Lda

Morada:  Rua do Malhão, Nº 10 3360-106 Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social: Não disponível. Atividade: No âmbito de Pintura e colocação de vidros. CAE: 43340 - Pintura e colocação de vidros

Paulo Alexandre Construções, Lda

Morada: Rua Municipal, Carapinheira da Serra 3360-106 Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social  € 10.000,00. Atividade: Construção e remodelação de edifícios, residenciais e não residenciais. Trabalhos especializados de construção designadamente instalações elétricas, de canalização e de climatização, estucagem, montagem de trabalhos de carpintaria e caixilharia, revestimento de pavimentos e de paredes, pintura, colocação de vidros e de coberturas, demolição de edifícios e de outras construções e preparação de locais de construção. Comércio e aluguer de equipamentos para construção. Elaboração de projetos de arquitetura, engenharia, certificação energética, pareceres técnicos, consultadoria e fiscalização. Compra, venda e permuta de bens imóveis e revenda dos adquiridos para esse fim. Arrendamento e exploração de bens imóveis próprios ou alheios. A empresa Paulo Alexandre, Construções tem 7 anos, tendo sido constituída em 28/09/2018. CAE: 41200 - Construção de edifícios  43110 – Demolição  43120 - Preparação dos locais de construção

Macop - Materiais de construção, SA

Morada: Penamac Parque, Nº 10, 12 e 14 3360-187 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade Anónima. Capital Social  € 2.170.000,00. Atividade: Comercialização de materiais de construção civil; Comércio por grosso de materiais de construção; Comércio a retalho de material de bricolage, equipamento sanitário, ladrilhos e materiais similares, em estabelecimentos especializados; Projetos de climatização e irrigação; Venda de eletricidade; Consultoria económica, financeira e serviços de gestão e formação; Estudos de mercado; Publicidade e marketing; Gestão de marcas próprias. Comercialização de sistemas automáticos e dispositivos autónomos de deteção de incêndio e de deteção de gases; comercialização de sistemas e dispositivos de controlo de fumo; comercialização de sistemas de extinção por água; comercialização de sistemas de extinção automática por agentes distintos da água e água nebulizada; comercialização de sinalização de segurança; comercialização de sistemas e dispositivos de controlo de poluição de ar; comercialização de iluminação de emergência. CAE: 46732 - Materiais de construção (excepto madeira) e equipamento sanitário.

Fernandes e Henriques, Lda

Morada: Ferradosa 3360-186 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social  € 2.300.000,00. Atividade: No âmbito de Azeite, óleos e gorduras alimentares. A empresa já foi conhecida no passado como FERNANDA E HENRIQUE, LDA. CAE: 46332 - Azeite, óleos e gorduras alimentares

Construções Rodrigues e Filho, Lda

Morada: Edifício Penedo Raso, Lote 2, Nº 10, R/C Esq. 3360-173 Penacova

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social € 131.000,00. Atividade: No âmbito de outras obras de engenharia civil. A empresa já foi conhecida no passado como CONSTRUÇÕES RODRIGUES E FILHOS, LDA. CAE: 42990 - Outras obras de engenharia civil

Construções Luís Pereira & Alves,Lda

Morada: Agrelo 3020-923 Fornos

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social  € 100.000,00. Atividade: No âmbito de Construção de edifícios. CAE: 41200 - Construção de edifícios

Begal - Soc Comercial e Industrial de Palitos e Derivados de Madeira, Lda

Morada: Lorvão 3360-106 Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social   € 11.500.000,00. Atividade: No âmbito de outro comércio por grosso de bens de consumo. CAE: 46494 - Outro comércio por grosso de bens de consumo

Antunes & Filhos, Lda

Morada: Lomba do Airo, Sazes do Lorvão 3360-293 Sazes do Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas. Capital Social  € 125.000,00. Atividade: No âmbito de Exploração florestal. CAE: 2200 - Exploração florestal

Veiga Lopes, SA

Morada: Urbanização Valbom, Lote Nº 6, Cave Direita, Carapinheira da Serra 3360-101 Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade Anónima. Capital Social  € 150.200,00. Atividade: Construção civil e obras públicas, compra e venda de imóveis e revenda dos adquiridos para esse fim, comércio a retalho e por grosso de materiais de construção e serviços de silvicultura. A empresa já foi conhecida no passado como CONSTRUÇÕES VEIGA LOPES, LDA. CAE: 41200 - Construção de edifícios

Trilhos energéticos, Soluções Sustentáveis Unipessoal, Lda

Morada: Rua Principal, 64 - B, Telhado 3360-062 Figueira de Lorvão

Forma Jurídica: Sociedade Unipessoal. Capital Social  € 5.000,00. Atividade:  Atividades de gestão, monitorização e fiscalização de obras, coordenação de projetos, avaliações de ruído, certificação energética, e ambiental. Comércio, importação, exportação, montagem, instalação, reparação e manutenção de sistemas de aquecimento e arrefecimento, seus componentes e acessórios. Instalação, reparação e manutenção de painéis solares térmicos e painéis solares fotovoltaicos e de outros sistemas de energias renováveis. Instalação, reparação e manutenção de aerogeradores / turbinas eólicas. Prestação de serviços na área da certificação energética de edifícios, bem como na área dos ensaios e análises técnicas de materiais, utilizados na construção civil. Prestação de serviços e auditorias nas áreas de qualidade, ambiente e segurança. Formação profissional. Análises de águas residuais e de águas para consumo humano. Construção Instalações Eléctricas, Comércio a retalho por correspondência ou via Internet. Comércio por grosso e a retalho de veículos automóveis ligeiros, novos e usados. Atividades de arrendamento e exploração de bens imobiliários próprios ou arrendados, nomeadamente, edifícios residenciais e não residenciais, incluindo espaços e instalações industriais, comerciais e de terrenos. A empresa Trilhos Energéticos tem 12 anos, tendo sido constituída em 30/10/2013. Desenvolve a sua atividade principal no âmbito de Instalação eléctrica. CAE: 43210 - Instalação eléctrica  43221 - Instalação de canalizações   47910 - Comércio a retalho por correspondência ou via Internet.


20 julho, 2026

Município pretende criar Roteiro dos Pintores Júlio Pomar, Júlio Resende, Nadir Afonso e Martins da Costa. Mural sobre Martins da Costa é outra iniciativa em perspectiva.


"A Travessia", de Pedro Charters de Azevedo, obra vencedora do Escalão D 

Fonte: 

O Presidente da Câmara, usando da palavra na Sessão de Entrega dos Prémios do Concurso de Pintura Martins da Costa, anunciou a criação de um Roteiro Cultural à volta de alguns dos pintores que se integraram no designado grupo “Os Independentes”, incluindo João Martins da Costa.

Álvaro Coimbra, que representava igualmente a Família do Pintor, que habitualmente marca presença, mas que, por motivos de saúde, não se deslocou a Penacova,  começou por manifestar um grande gosto por “ver que há cada vez mais participação neste prémio de pintura Martins da Costa”. 

Sublinhou, de seguida, algumas notas sobre o pintor, do qual foi aluno em Penacova: “Martins da Costa não nasceu aqui, mas apaixonou-se por Penacova. Na década de setenta refugiou-se aqui, construindo a sua casa virada para o vale do rio Mondego. Utilizou parte da casa como atelier, foi pintando o vale, a paisagem, tudo o que o rodeava e, ao mesmo tempo, era professor na escola secundária”, recordando que enquanto professor do liceu “era muito exigente, muito rigoroso, mas também ensinava a sermos criteriosos e rigorosos na técnica que íamos aplicando”.

“Martins da Costa não necessita de grandes apresentações – referiu – dado que se trata de  “um dos pintores mais conhecidos do século XX,  do inicio do século XX, fez parte do Movimento os Independentes, com uma série de nomes famosos da pintura portuguesa como Júlio Pomar, Júlio Resende e Nadir Afonso. 

O presidente da Câmara prosseguiu anunciando uma intenção: “tentar concretizar num futuro próximo um roteiro cultural que integre estes nomes incluindo Martins da Costa.” Adiantou igualmente:  “quem sabe, um dia, a colecção dele esteja mais visível ao grande público na nossa Casa das Artes Martins da Costa, no Largo Alberto Leitão.” 

“Nós queremos também, em breve, ter um mural, não executado por Martins da Costa, mas por alguém que reproduza uma obra “ do pintor.  

Na sessão, usou também da palavra, a Directora do Agrupamento de escolas de Penacova, Cristina Simões.  

“O contributo dado pelo Agrupamento de Escolas de Penacova tem sido peça importante no estímulo à participação dos mais jovens.”- refere a nota divulgada pelo Município. 

De acordo com a mesma nota “o Prémio de Pintura, instituído anualmente pela Câmara Municipal para perpetuar a obra do pintor João Martins da Costa” teve os seguintes vencedores:

Escalão A – Alunos Ensino Superior Artístico e Artistas Plásticos em Geral
Vencedora - Joana Ribeiro; Menções Honrosas - Maria Teresa Miraldo e Beatriz Alves Marques. 
Escalão B - Alunos do Ensino Secundário do Curso de Artes Visuais
Vencedora - Camylle Palheiros; Menções Honrosas - Inês Marques,  Miguel Fonseca, Isabela Madeira de Sousa 
Escalão C - Alunos do 3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9.º anos)
Vencedor - Evellyn Sophia Mendes Lopes; Menções Honrosas - Rebeca Câmara e Ricardo Teodoro
Escalão D – Público em Geral
Vencedor - Pedro Charters de Azevedo;  Menção Honrosa - Hélder Carvalho dos Santos


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Partilhamos de seguida um conjunto de fotos publicadas na página do Município no Facebook: