19 março, 2026

Novo livro de Paulo Cunha: À 𝘉𝘦𝘪𝘳𝘢 𝘥𝘰 𝘛𝘦𝘮𝘱𝘰 - 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘥𝘢 𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢 𝘦 𝘥𝘢 𝘨𝘦𝘯𝘵𝘦

No dia 7 de Março, integrada no Programa do 2º Festival Literário de Penacova, teve lugar a apresentação do livro de Paulo Cunha À Beira do Tempo - contos da terra e da gente. A sessão, que decorreu na Biblioteca Municipal, contou com a presença de  Álvaro Coimbra, presidente da Câmara. 

Apresentou a obra, Marta Ceia, especialista em assuntos globais, desenvolvimento sustentável e diplomacia. No prefácio, por si assinado, podemos ler o seguinte:

À Beira do Tempo não começa onde começa. Começa antes, entre o som e o silêncio. Os passos que já não se ouvem na escada, o eco de um sino antigo, a lembrança da voz do avô misturada com o crepitar da forja e o baque do latão a ser moldado. Aqui o silêncio não é espaço vazio, mas identidade a desfazer-se e a refazer-se. É nesse momento de suspensão entre o silêncio do espaço e o som da memória que o livro existe. Paulo Cunha escreve como quem regressa depois de ter fugido e encontra tudo igual e, ao mesmo tempo, irreconhecível. Há tensão nestas vinte histórias, fruto da hesitação entre o desejo de desapego e a fidelidade à terra, às gentes, à história. A Laurinda, o Sacristão, o José Aquino, o Silvério e a Marquitas, são gente concreta, vozes dessa terra, testemunhas de vidas inteiras concentradas em gestos repetidos, portadoras de saberes não escritos e de ofícios que morreram sem cerimónia com os corpos que as sustentavam. Ao evocá-las, o autor não as cristaliza no passado, mas devolve-lhes a dignidade, inscrevendo-os num presente que as há de reconhecer.”

E, a terminar, sublinha: 

“Ler À Beira do Tempo é caminhar pela terra, onde cada passo levanta sonoramente o pó que julgávamos assente. No fim, voltamos ao avô, ao silêncio do patamar vazio, à saudade que ainda anima, à ressonância do que deixou. Talvez apenas seja isso que o livro nos pede. Que nos sentemos no patamar, que ouçamos o que resta, e que, ao contarmos quem fomos, consigamos compreender melhor quem somos."

Na contracapa, podemos ler igualmente um texto do Presidente da Câmara, onde, a dado passo afirma que “a presente obra de Paulo Cunha é um presente para a memória futura. Um contributo inestimável para a nossa vida em comunidade, um legado para as futuras gerações. É acima de tudo um retrato fiel das tradições, modo de vida, hábitos, ofícios tradicionais, escrito com a sensibilidade de quem, realmente, ama a sua terra e as suas raízes.”

Como nota biográfica, transcrevemos o texto publicado no livro:

 “PAULO CUNHA nasceu em 1972, em Cabinda - Angola. A maioria dos seus familiares pertence a São Pedro de Alva. A ocupação profissional está em Lisboa. Parte do tempo restante é passada em Hombres. Começou por escrever diversas crónicas no jornal Nova Esperança, tendo já publicado dois projetos de ficção, uma coletânea de pequenos contos, intitulada "Lapsos de Tempo", uma crónica satírica, intitulada Ensaio sobre a Praça, e, também, vários contos sobre a temática do natal na coletânea intitulada Lugares e palavras de natal, organizada pela editora Lugar da Palavra. No livro À Beira do Tempo, Contos da terra e da gente, o autor reitera o registo das relações familiares e sociais da gente que o viu crescer e contribuiu para o sentido de captação das particularidades do quotidiano, passado e presente, da região de Mondalva.”

Na página 28, a Feira de S. Pedro de Alva é o mote para um original olhar do autor. Um excerto:

São recordações. Já só existem recordações! Surgem num jeito envolto. Pouco mais vejo além delas. Vagueio num género de drone que sobrevoa o espaço, que rodopia nas linhas curvas das diversas perspetivas. 

Lá em baixo, remonta-se o dia de feira. A vila reconstitui-se no lugar de todos os preços. Torna-se o grande bazar coberto por imensos toldos brancos. Espeta-se estaca a estaca. Ouve-se o tilintar dos ferros caídos, das marteladas secas sobre os calhaus da calçada. Afinam-se as vozes ensonadas! As cordas esticadas delineiam cada pedaço de chão alugado por um dia. A brisa matinal sopra na crista das tendas semelhantes a águas calmas protetoras do burburinho vivo. Cruzam-se residentes e vizinhos. Abrem-se caixas, rulotes e baús. Soltam-se conversas discretas e indiscretas. Mistura-se claridade com sombras vivas. Encontram-se vidas próximas, alheias... vidas suspensas, invejadas, escondidas e até esquecidas. Espalha-se pela vila uma estrondosa necessidade de troca. O chafariz de quatro torneiras espreita por cima do mar de toldos. Testemunha a libertação dos cheiros da pimenta e do colorau. Como invasores do recinto. A terra húmida da manhã é expulsa das narinas!

18 março, 2026

Aproveitamento Turístico da Quinta das Lamas: será desta?




A envolvente natural da antiga Quinta das Lamas tem vindo, ao longo dos anos, a suscitar intenções de exploração turística. Esta “península”, desenhada pelos curiosos meandros do Mondego, situa-se na zona entre Oliveira do Mondego e Porto da Raiva. 

Está a circular na internet o seguinte anúncio: 

Herdade à venda Quinta das Lamas s/n Penacova  | 1.800.000 € | 1.200 m² área bruta”.

Acrescenta o anúncio que a Quinta das Lamas “é uma propriedade única com 22 hectares, situada numa localização privilegiada nas margens do Rio Mondego, entre a Barragem da Aguieira e a Barragem do Coiço. A sua envolvente natural proporciona uma paisagem de rara beleza, onde o espelho de água se funde harmoniosamente com a floresta, criando um cenário verdadeiramente inspirador ao longo de todo o ano. No topo da propriedade encontra-se a zona urbanizada, oferecendo vistas panorâmicas absolutamente deslumbrantes sobre o rio e a paisagem envolvente — um enquadramento difícil de traduzir em palavras.”

Avança-se com um “estudo turístico informal, desenvolvido em conformidade com o Plano Diretor Municipal em vigor”.

Será desta? – perguntamos no título. 

Que tenhamos conhecimento, já em 1989, o Presidente da Câmara, Engº Estácio Flórido, em Conferência de Imprensa, convocada para divulgar algumas propostas de investimento previstas para o concelho, anunciava um “importante complexo turístico com um salão de conferências na Quinta das Lamas”. As negociações estariam em curso, envolvendo um empresário suíço. O projecto previa a construção de apartamentos, restaurante, piscina, campos de jogos e “aproveitamento fluvial circundante”. 

Passados 10 anos, em 1999, mais uma vez  foi noticiada a possibilidade de forte investimento na Quinta das Lamas por parte do Grupo Belmiro de Azevedo. Uma delegação desses pretensos investidores terá mesmo reunido com o então assessor da Câmara, Dr. Leitão Couto. 

A história da Quinta das Lamas terá à volta de 150 anos. Sabemos que em 1887 já aí vivia o casal António José Duarte Moreira e Isabel Brazília Moreira. Ele, “capitalista” (como se dizia na época”, filho de Joaquim Duarte Maltez e de Joaquina Maria de Oliveira, proprietários de Hombres. Ela, “governante da sua casa”, filha de António Gonçalves da Silva e de Maria Madalena da Silva, capitalistas da cidade de Santos, no Brasil. Falecida em 20 de Julho de 1907.

Desconhecemos quem habitou o soberbo edifício a partir daí (agradecemos se algum leitor puder acrescentar alguns dados nesse sentido). Apenas sabemos que naquela zona, existe um trilho que parte da povoação do Coiço e se estende até ao cume da “península” onde se situam as actuais ruínas do edifício, que não escapou ao grande incêndio de 2017. Esse percurso pedestre é conhecido por “Trilho do Palácio do Doutor Guilherme Carneiro”. Quem foi esta personalidade? Desde já agradecemos a quem nos possa esclarecer. 


17 março, 2026

𝕆ℙ𝕀ℕ𝕀Ã𝕆 | O Mundo dos Loucos

 



O Mundo dos Loucos


Ainda existem sítios para se “acomodarem” os loucos: os manicómios!

E também ainda existem sítios para guardar os ladrões: as prisões!

E onde “empastelar” os fanfarrões?

Tudo isto são afirmações e perguntas que se colocam, hoje, aos Cidadãos do Mundo.

E que têm destinatários…

Donald e Putin!

Embora existam outros que têm por missão “dar cabo do mundo regulado”, infringindo todas as normas de convivência e bem assim as regras resultantes do post guerra, sobre temáticas diversas, “dadas à ONU” para delas (Normas) ser guardiã.

Putin é um louco que tem como ambição de curto prazo domesticar a Ucrânia, de médio prazo controlar a União Europeia e de longo prazo empoderar-se como “potência mundial”!

… mas refugia-se na primazia das tais normas, desde que seja para os outros …

Donald Trump é outro louco que tem muita pressa em dar cabo de tudo, pura e simplesmente!

E fazê-lo rápido, rápido, antes que o resto do mundo se possa organizar.

… não quer normas, nem maneiras, nem educação, mostrando-se como “ o carrasco da ONU”!

Claro está que existem outros actores disruptivos, com ambições regionais, mas sem qualquer hipótese de “viverem” sem apoio daqueles dois.

Esta gente não suporta - pura e simplesmente - o tipo de vida de nós, Ocidentais/Europeus…

… mete-lhes confusão a Liberdade; também a tendência teórica do caminho para a Igualdade; e muito mais do que tudo, a Paz como prática de convivência …

Ora bem,

Nós Europeus temos, sobretudo, de pensarmos em defender a nossa génese; a nossa maneira de ser; a nossa matriz de Sociedade.

E, para isso, temos de nos convencer que somos nós próprios - e não os outros - que temos de fazer pela vida, gerindo a nossa situação política, económica e organizacional.

Não é mais tolerável que ocupem cargos na Europa (pagos em termos absolutamente obscenos) indivíduos que, nos seus próprios Países deixam muito a desejar, tanto em competência, como em credibilidade.

Ao mandá-los pra lá somos nós todos - os Votantes - que estamos a ser infectados, também, por uma certa loucura …

Na minha Opinião (naturalmente modesta), está na hora de o “Estatuto de Europeu” se agigantar, para ombrear com os actores de que tenho estado a falar.

… e esse desiderato só se alcançará através da evolução da UE (com todas as entropias que se colocam às respostas tardias, contraditórias e ineptas) nestes tempos, para a Federação dos Estados Europeus.

Poderá, até, perder-se alguma soberania, concordo; mas ganhar-se-á muito em capacitação para a acção!


Luís Pais Amante
Casa Azul

10 março, 2026

𝔻𝕚𝕫𝕖𝕣 𝕒𝕤 𝕡𝕒𝕝𝕒𝕧𝕣𝕒𝕤 𝕡𝕠𝕣 𝕚𝕞𝕒𝕘𝕖𝕟𝕤: exposição de João Rebelo no Centro Cultural de Penacova


Dizer as palavras por imagens

Integrada no programa do 2º Festival Literário, a exposição “Dizer as palavras por imagens”, que tem vindo a percorrer o país (durante o mês de Janeiro esteve em Ferreira do Zêzere), veio até Penacova.

Uma viagem “onde a literatura e a memória abandonam o papel para se transformarem em cor e forma”, onde “as palavras, preservadas nos livros, ganham aqui uma nova vida tridimensional e vibrante.”

Nesta exposição (…) temos “rostos que deram voz à nossa língua e cultura, de Portugal ao Brasil, passando pela Galiza e Moçambique.”

Quem é João Rebelo? 

Nascido em Tomar há 69 anos, formou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde iniciou uma longa carreira como professor, lecionando em diversos pontos do país. 

Em paralelo, desenvolveu de forma contínua a sua atividade artística na pintura, realizando exposições individuais por todo o território nacional e também na Galiza. 

Considera a pintura o seu principal meio de expressão e refúgio pessoal. Após a aposentação, fixou residência em Coimbra, onde passou a dedicar-se mais intensamente à criação artística, à realização de conferências sobre a importância da literatura portuguesa e brasileira e ao desenvolvimento de um projeto de artesanato, mantendo uma participação ativa na vida cultural. (Fonte: https://cm-ferreiradozezere.pt/comunicacao/agenda/exposicoes/368-exposicao-de-pintura-na-biblioteca)






























03 março, 2026

𝑫𝒂 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝑱𝒂𝒏𝒆𝒍𝒂... 𝑨𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒄𝒆: dos blogues e das redes sociais para o novo livro de Luís P. Amante




De Junho de 2024 a Junho de 2025 o blogue “Penacova Online”, na rubrica “Da minha Janela...”, publicou uma série de crónicas, sobre temas actuais,  bem como um vasto leque de poesias, com a assinatura de Luís Pais Amante. 

Também, mais recentemente, o “Penacova Acontece”, grupo do Facebook, tem vindo a publicar inúmeros poemas deste autor penacovense. De referir igualmente as páginas de Óscar Trindade e de Ana Ferreira (Por aqui, por ali...) que, pontualmente, publicaram um ou outro poema.

Tudo reunido, traduz-se num conjunto considerável de textos em prosa e em verso que muito em breve ficará ao alcance dos leitores, agora em suporte físico. O livro, em formato papel,  Da Minha Janela... Acontece (Poesia e Pensamento) já se encontra no prelo, prevendo-se que seja lançado na Feira do Livro de Lisboa, que vai decorrer de 27 de Maio a 14 de Junho de 2026. 

A obra, editada pela “Calçada das Letras”, é prefaciada por Ana Marques Lito. 



02 março, 2026

Crónicas do Avô Luís (8): Ainda a Museologia - O Museu do Pão


Ainda a Museologia: O Museu do Pão

No dia dos Namorados, uma parte da Família (Clube da Netaria incluído), foi almoçar e visitar o Museu do Pão, a Seia.

Já expressei aos leitores do Blogue Penacova OnLine e deste concreto espaço, o quão interessante é que os adultos levem as Crianças aos Museus de Portugal, numa óptica de, através dessas visitas, lhes ensinarem a História de Portugal, bem como para eles próprios a poderem revisitar.

E, se dúvidas existirem a propósito, nalguns casos (essencialmente do domínio público) onde as coisas se vão degradando, por falta de investimento de manutenção e, até, de interesse ou, também, igualmente, por falta de empenhamento de alguns colaboradores que chegam mesmo a ter desconhecimento da missão.

A grande verdade é que, no Museu do Pão, isso não acontece!

O Museu do Pão é um investimento privado de um Professor de História: António Quaresma, natural de Santa Marinha, no Concelho de Seia.

António Quaresma é um Beirão Visionário, discreto mas eficaz.

Como Gestor qualificado que tem vindo a recuperar empreendimentos ligados, essencialmente, à manufactura manual em desaparecimento, através do Grupo “O Valor do Tempo”.

!… E que leva Seia ao Mundo…!

O Museu do Pão foi inaugurado em 2002 e o complexo dedica-se a preservar e divulgar o património cultural do Pão Português.

Os Visitantes percorrem Espaços temáticos de enorme ligação à realidade do tempo histórico da fome e da política do nosso País, objectivando conexões interessantíssimas sobre esta questão.

Explica muitíssimo bem - e com muito boa acessibilidade à compreensão de todas as idades - através de animação e “salas” o ciclo do pão:

- etapas do tratamento das terras vocacionadas para o trigo, o milho e o centeio, contextualizado com a agricultura e com a sua problemática histórica em terras pobres ao nível dos solos, como as do nosso Interior esquecido;

- etapas das sementeiras e do desenvolvimento dos produtos, até à “extração da farinha”;

- etapas da preparação para a consecução do produto, nas suas várias formas, valências e destinos de consumo;

- contacto com as fases e experiências, incluindo o manuseamento aplicável e o contacto com as matérias primas e os materiais.

Na “formatação” museológica faz-se - espectacularmente - o enquadramento histórico regional e nacional, daquilo que têm sido as épocas de carências alimentares, com abordagem aos actores políticos, aos regimes e às suas vicissitudes.

Tem-se, devidamente organizado, o pensamento diverso sobre as temáticas, através das evidências intelectuais, nomeadamente escritas, donde realço uma evidência poética diversificada, digna de respeito.

O Pão é, efectivamente, o Rei!

Para além da empatia revelada pela Equipa que faz os acompanhamentos, registo a limpeza das instalações, a garantia da acessibilidade e a constatação, óbvia, das substituições necessárias.

Finalmente (quiçá o mais importante pela singularidade) tudo se explica e demonstra através da exibição de um “documentário” de enorme qualidade e capacidade de síntese, no qual a voz me parece ser, justamente, a de quem - no recato da construção das ideias - tudo isto pensou, construiu e pôs ao serviço do País, quer para consumo do turismo interno, quer do turismo externo.

O que me faz dar-lhe um terno abraço de gratitude.

Viemos de “peito cheio”, como soi dizer-se, com a Netaria encantada e com o seu nome “impresso” na cozedura da peça manufacturada.

O Museu do Pão contraria a lógica abandónica do tal Interior Beirão de que tanto tenho falado.

Vale mesmo a pena visitá-lo!


Luís Pais Amante

Casa Azul





26 fevereiro, 2026

Com raízes penacovenses, os irmãos Vieira de Brito e o Benfica


Filhos de Mário da Cunha Brito, Maurício Vieira de Brito e Adolfo Vieira de Brito, além de empresários e beneméritos, foram individualidades destacadas da história do Sport Lisboa e Benfica. Ao visitarmos o Museu Benfica - Cosme Damião cruzamo-nos com os seus nomes e o registo dos seus feitos enquanto dirigentes do Clube. A figura de Maurício Vieira de Brito está também imortalizada no busto em alto relevo, logo no átrio da entrada principal do estádio, ladeado pelos, igualmente históricos, Cosme Damião,  Joaquim Ferreira Bogalho e Borges Coutinho.


Na galeria dos presidentes, no Museu, além de Maurício, mais conhecido, figura também o seu irmão Adolfo. 

Maurício Vieira de Brito, presidiu ao Clube no período que foi de 30 de Março de 1957 a 31 de Março de 1962. Por sua vez, Adolfo Vieira de Brito, foi presidente, de 26 de Março de 1964 a 8 de Maio de 1965 e, algum tempo depois, de 3 de Julho de 1967 a 12 de Abril de 1969. 

Maurício Vieira de Brito foi “Fundamental nas conquistas europeias. Foram os anos dourados do desporto Benfiquista (e português) com a valorização do Estádio e a conquista do campeonato europeu. Foi quem, provavelmente, mais financiou o Clube, não só durante a sua gerência mas também depois de se retirar. No futebol, em 1961, conquistou a primeira Taça dos Campeões Europeus e em 1962 foi decisivo na segunda. Contratou-se o treinador Béla Guttmann (1959) e Eusébio (1960). Sagrou-se bicampeão nacional (1960 e 1961). Foi responsável pela requalificação do Estádio: iluminação* (1958) e construção da primeira fase do Terceiro Anel (em 1960, com 75 mil lugares), obras suportadas na sua capacidade financeira. Foi eleito Sócio Benemérito (1958) e Águia de Ouro (1960)”- referem os documentos oficiais do clube.

Adolfo Vieira de Brito viu, nas suas presidências, o clube vencer duas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus. “Foram tempos de grandes realizações, num mandato que tornou ainda maior um Clube já tão glorioso. Na sua primeira gerência foi inaugurado o pavilhão, situado no interior do Estádio, e o futebol disputou a quarta final da Taça dos Campeões Europeus em cinco anos, defrontando o Inter em Milão. Uma final perdida, por 0-1, com o defesa-central Germano, aos 57 minutos, como guarda-redes improvisado, com a equipa reduzida a dez jogadores. Na segunda gerência, o futebol foi, em 1968, pela quinta vez em oito anos a uma final europeia, tendo perdido em Londres, com o campeão inglês, no prolongamento. Foi Sócio Benemérito (1959) e Águia de Ouro (1965).

__________

* A instalação das torres de iluminação terá alterado para sempre o nome do recinto, que passou a ser popularmente designado por "Estádio da Luz". No entanto, recorde-se, Luz é também o nome dado à área dos bairros de Benfica e Carnide, situada imediatamente a norte do estádio.



21 fevereiro, 2026

Autores penacovenses contemporâneos | Ficção e Poesia (8): Ulisses Baptista

Meu Rio de Prata

Decorreu no dia 29 de Setembro de 2012 a apresentação do livro Meu Rio de Prata, tendo como autor Ulisses Baptista. . A sessão teve lugar na Biblioteca Municipal de Penacova. A Vereadora da Cultura, Fernanda Veiga, deu as boas vindas aos presentes e Carina Quintas da Costa (colega de curso do autor) fez a apresentação da obra, considerando que se trata de um trabalho muito bem conseguido, "muito belo, muito leve e suave" sobre Penacova. 

Trata-se de uma obra poética (composta por estrofes de quatro versos, num total de cento e oitenta e três), forma de expressão literária preferida do autor, que além do enquadramento histórico e etnográfico traduz uma grande sensibilidade ambiental..

A ameaça de construção da Mini-Hídrica (em cujo processo de contestação se envolveu) terá sido, em grande medida, uma das motivações para a sua publicação, conforme referiu Ulisses  Baptista.

In Blogue Penacova Online

‎"Meu Rio de Prata" é um livro que fala de Penacova e do rio Mondego. Duma forma acessível, tenta também dar a conhecer o impacto humano no rio que banha Penacova, desde há longos anos até à actualidade; e transpirando de musicalidade, relata alguns dos costumes das suas gentes e das suas paisagens bucólicas. 

                                                                                                                                                   O autor, in página do Facebook 

Meu Rio de Prata |Ulisses Baptista | Data de Lançamento: setembro de 2012 |Editor: Chiado Books | Coleção: Prazeres Poéticos | Páginas:55 | ISBN:9789896977498

Regresso às Origens

Em 2021, publicou, no site de poemas “Poesia Fã Clube”, a obra Regresso às Origens, onde a temática do Rio Mondego continua presente, reunindo um conjunto de cinquenta e um poemas onde se cruzam recordações de infância, preocupações ambientais e sentimentos perante a Vida e a Natureza.


ULISSES BAPTISTA

Natural da Carvoeira, onde nasceu em 1972, ali viveu a infância e parte da sua juventude. Em Viseu, na Escola Superior de Tecnologia, se licenciou em Engenharia do Ambiente. Vive actualmente no concelho de Oliveira de Azeméis. 

Meu Rio de Prata foi a sua primeira obra editada. Ulisses Baptista também publicou textos em prosa e em verso na página do Facebook “Carvoeira, terra amiga”, por si criada e administrada. Um espaço (neste momento desactivado) que teve como conteúdo marcante, além das “histórias e das “lendas” da aldeia, a referência a “factos sobre a Carvoeira, seus lugares e suas gentes”. Aquando da tentativa de ser construída perto do Caneiro uma mini-hídrica escreveu no "Penacova Actual" o texto de intervenção “Trinta anos de atentados”.

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Do Meu Rio de Prata  (organizado em 4 partes: I – Um início indecifrável; II – A Idade Média; III – A Idade Moderna; IV – A Idade Contemporânea), deixamos aos leitores as seguintes passagens:

82

Mas o caminho das águas,

que era feito todo o ano,

era, lembrando as mágoas,

árduo, falso e desumano;

83

Com barcaças de madeira,

cobertas de negro pez,

em bico à proa e na traseira

mastro ao meio do “convés”;

84

Compridas, com vinte jardas,

e largas, como três passos,

podiam com mil arrobas,

sem perdas nem embaraços;

85

A vara eram deslocadas,

e, quando possível, à vela;

nas correntes, governadas

por barqueiros de farpela.

86

Entre a Raiva e a Figueira,

e com pouco que estorvasse,

barco, barca ou bateira,

navegavam com classe.

87

Rio abaixo, rio acima,

as barcas, ditas serranas,

transportavam grande rima

de coisas nada mundanas.

88

Os barqueiros, que eram tanto

zeladores de bens, com brio,

tinham que sofrer o canto

das lavadeiras do rio:

89

– Olha, Zézito, olha o leme,

senão vais à pedra aguda!

Mas um barqueiro não treme,

nem tem sequer quem lhe acuda.

90

E alguns deles se perderam,

por via de tanta agrura;

mas, pelo menos, conheceram

gente, fama e aventura.

91

Rio outrora navegável,

o Bazófias, o Mondego,

era um sonho adorável

para soerguer o ego.


17 fevereiro, 2026

A enxurrada de Lorvão (1774), o ciclone (1941) e as inundações de Penacova (1960)


Obs: Imagem ilustrativa / fotomontagem  | Não documenta os acontecimentos de Penacova

Muitas devastações causadas por fortes ventos e chuvas torrenciais atingiram, ao longo dos tempos, o nosso concelho. O ciclone de 1941, o dilúvio em Lorvão, um ano antes do terramoto de 1755 e as enxurradas das Ribeiras de Selgã e do Casal, em 1960, são alguns dos episódios que ilustram tais situações, muitas vezes trágicas, para a vida das populações. 

"Dizem os mais antigos, que não há memória..." 

O episódio de 1960 foi relatado, com algum pormenor, pelo Notícias de Penacova de 29 de Outubro:

"Foi a nossa região assolada na tarde da última segunda-feira [dia 24],  com tanta violência que dizem os mais antigos, que não há memória. 

Começou a tarde desse dia forrada de grossas nuvens e a certa altura a meio da tarde mal se via. Em breve começou a chover torrencialmente de forma que as ruas da vila tornaram-se em autênticas levadas de água e só não houve inundações graças ao grande desnível de todas as ruas. 

Não tardou a ouvir-se a sirene a chamar os bombeiros e a caminho do Casal lá partiram pois tinham desses lados sido requisitados. 

A chuva continuava cada vez mais grossa e não tardou a ouvirem-se gritos aflitivos de alguns lados e uma zurrada medonha começou a ouvir-se. Eram as águas das ribeiras de Selgã e Casal com uma ferocidade aterradora tudo derrubavam levando à sua frente o que encontravam deixando um verdadeiro mar de água barrenta. Entretanto ouviam-se mais gritos principalmente vindos do lugar da Ponte, Azenha do Rio e de todos os sítios onde há vivendas ribeirinhas. 

A confusão foi grande pois foi tudo tão rápido, a velocidade das águas era tão grande e tão volumosa, que tudo gritava sem saber o que fazer. Parece até ser milagre não haver vítimas pois algumas casas ficaram parcialmente inundadas, como a casa e azenha do sr. António da Conceição, moleiro que praticamente perdeu o recheio da sua casa e na Ponte, a casa do sr. Joaquim Pereirinha que ficou, o rés-do-chão completamente inundado. 

Também no lugar da Galiana ficaram algumas casas bloqueadas bem como a rua do fundo do lugar. Também dos lados da ribeira de Selgã se ouviam gritos, pois nessa altura estavam lá algumas lavadeiras da vila que bastante cuidado deram aos seus familiares c a todos afinal. O volume das águas dessa ribeira e inclinação da mesma e os pedregulhos de que o seu leito quase totalmente composto, deu tamanha força às águas que inundaram os poiais do fundo dessa quinta chamada a Quinta dos Penedos que ficou coberta de enormes pedras, tudo esbarracado e inutilizado pois só com muita despesa poderá voltar ao que era. 

Todas as terras marginais das ribeiras que são amparadas por grossas paredes num comprimento de alguns quilómetros ficou derrubado e os terrenos na sua maior parte levados pela corrente, estando tudo de aspecto desolador. 

Dizem, os que melhor entendem deste assunto que só para levantar as paredes ao longo da ribeira, principalmente a que vem de Palmazes e passa pelo Casal não chegam seiscentos contos. Também nos informaram que as águas galgaram o pontão da Galiana que é de grande altura. 

Foi uma tarde trágica no entanto há a felicidade de não haver vítimas, só de alguns animais que a água levou. 

Os nossos Bombeiros foram incansáveis e muito, muitíssimo fizeram na medida do possível, a bem de quem naquelas horas precisava do seu auxílio e amparo moral.

O aspecto de toda esta região mais atingida é desolador e muitas, muitas terras estão estragadas o que entre nós vai ser um grande golpe pois estas terras geralmente são das melhores, de melhor produção pois são todas de regadio. 

No entanto ainda há muitas graças a dar pois pelo que os jornais relataram e se tem ouvido dizer, noutros concelhos ao redor do nosso foi muito pior. Isto é o que de momento podemos saber pois dia a dia mais prejuízos vão surgindo na medida em que as águas vão baixando. E se tudo acontece de noite, nem é bom lembrar (…).

Outras zonas da região foram atingidas. O jornal NP, de 5 de Novembro, refere o apoio da Cáritas Nacional, não só às zonas de Penacova, mas também a Mortágua, Ançã e Portunhos.

"Um mar de água, e pedras..."

A  2 do mesmo [Setembro], entre uma, e duas horas da tarde, se descobriu em Lorvão todo o horizonte com uma cortina de densas, e tenebrosíssimas nuvens, que rompendo em uma horrorosa trovoada, fez sair dela um mar de água, e pedras, que havendo inundado todo aquele vale de fora, arrombou as duas portas do muro da Cerca da famoso Convento do Lorvão, e subindo nove palmos o meio, entrou nas celas dos dormitórios de baixo, levando delas as cadeiras, arcas, armários, e tudo o mais que nelas havia ;inundou a Sacristia, e tudo mais, escapando só o dormitório de cima. Avaliou-se a perda do que padeceu o Mosteiro nesta ocasião, entre o comum, e particular, em trinta mil cruzados. (in Gabinete Histórico, frei Cláudio da Conceição, Tomo XII, Imprensa Nacional, 2ª edição). A Gazeta de Lisboa, refere o dia 25 do mesmo mês. [ver aqui]

"Efeitos desastrosos do ciclone"

Também no concelho de Penacova, o “Ciclone” de 15 de Fevereiro de 1941, ficou marcado por um rasto de destruição e, inclusivamente, pela morte de um bombeiro, Franklim Feitor de Noronha, vítima dum acidente de viação, na zona da Raiva, quando o pronto-socorro se dirigia para o alto concelho para acudir “aos efeitos desastrosos do ciclone”.

Os fortes ventos (cujas rajadas máximas atingiram, em 15 de Fevereiro, no Porto 130km / h, em Coimbra 133km / h, nas Penhas Douradas, 148 km / h, em Lisboa 127km / h e em Portimão / Tavira 150 km / h que assolaram o território português no dia 15 de Fevereiro de 1941 poderão ser considerados os mais violentos desde que há recolha de registos meteorológicos (finais do século XIX), causando um elevado número de vítimas humanas e avultados danos materiais – referem Adélia Nunes, João Pinho e Nuno Ganho, in “O ‘Ciclone’ de fevereiro de 1941: análise histórico-geográfica dos seus efeitos no município de Coimbra". 

Quanto a danos causados, “a nível nacional, destaca-se o elevado número de vítimas mortais, superior a uma centena, (muitas, em especial, em Lisboa, Alhandra, Sesimbra, Alhos Vedros terão sido por afogamento devido a inundações que ocorreram nas áreas ribeirinhas). 

10 fevereiro, 2026

Entre 2 e 7 de Março: 2ª edição do Festival Literário de Penacova



Consolidando-se como um evento cultural de referência regional e nacional e depois do sucesso da primeira edição (que decorreu entre 17 e 22 de Fevereiro de 2025), está aí o 2.º Festival Literário de Penacova. Com acesso livre, o evento decorre na Biblioteca Municipal de Penacova e no Auditório Municipal, de 2 a 7 de Março.

O 2º Festival Literário vai trazer a Penacova nomes de referência do panorama literário e cultural português, como Gonçalo M. Tavares, Rita Ferro, João Tordo, Dulce Maria Cardoso, Sérgio Godinho, Ana Bárbara Pedrosa, Paulo Galindro e Luísa Sobral.

De acordo com a organização (Município de Penacova, em articulação com o Agrupamento de Escolas, a Rede de Bibliotecas de Penacova, a Rede de Bibliotecas Escolares e diversos parceiros culturais e educativos), o Festival “apresenta uma programação transversal e intergeracional, dirigida a públicos de todas as idades, dos bebés à população sénior, cruzando literatura com teatro, música, cinema, artes visuais e performance”.

Este evento literário integra apresentações de livros, feira do livro, conversas com autores, cursos de escrita, acções de mediação da leitura, espectáculos de teatro, sessões de cinema (integradas no Plano Nacional de Cinema) e exposições de pintura, associadas a obras literárias e a grandes autores da literatura universal.

Os encontros com escritores e músicos, as iniciativas dirigidas ao público escolar, as propostas artísticas para famílias e seniores e um espectáculo inédito,  cruzando o Cante Alentejano com o Jazz e reunindo cerca de meia centena de músicos em palco, são aspectos a salientar.

Aqui fica o PROGRAMA integral: 

Segunda-feira | 2 de Março

10h00 – Inauguração do Festival Literário de Penacova -  Local: Biblioteca Municipal

10h05 – Inauguração da Feira do Livro -  Local: Biblioteca Municipal

10h15 – Inauguração do "Escape Room" -  Local: Biblioteca Municipal

10h20 – Inauguração da exposição “Dizer as palavras por imagens”, do pintor João Rebelo -  Local: Auditório Municipal

10h30 – “O destino da palavra: um diálogo sobre a literatura e o seu lugar no mundo”, com Rita Ferro e Dulce Maria Cardoso -  Local: Auditório Municipal

14h00 - Espectáculo “Eu livro”, por Denise Stolnik -  Local: Biblioteca Municipal

14h30 Sérgio Godinho apresenta o livro Como se não houvesse amanhã, com moderação de António Crespo (jornalista da TVI/CNN) -   Local: Auditório Municipal

16h00 – Exibição da longa-metragem "Terra Vil" (Plano Nacional de Cinema) -  Local: Auditório Municipal

Terça-feira | 3 de Março

09h30 – Ana M. Garcia Martins apresenta o livro Onde estão os Primos? Na Universidade de Coimbra -  Local: Biblioteca Municipal

09h30 – Daniela Rosário (Editora Factual) apresenta Hora do Conto: Amor, o Rei das Flores + oficina criativa Pétala do ser -  Local: Biblioteca Municipal

10h00 – Espetáculo "Com 3 novelos", pela companhia A Bolha – Teatro com Marionetas -  Local: Auditório Municipal

11h30 – Daniela Rosário (Editora Factual) apresenta Hora do Conto: Amor, o Rei das Flores + oficina criativa "Pétala do ser" -  Local: Biblioteca Municipal

14h30 – Mentiras e verdades sobre a língua portuguesa, com Marco Neves -  Local: Auditório Municipal

14h30 – Daniela Rosário (Editora Factual) apresenta Hora do Conto: Assalto ao Museu dos Comboios + oficina criativa "O comboio do futuro" -  Local: Biblioteca Municipal

Quarta-feira | 4 de Março

09h30 – “Arrisca-te à conversa”, com André Fernandes -  Local: Biblioteca Municipal

10h00 – “A comer é que a gente se entende”, pela AD ELO -  Local: Biblioteca Municipal

11h00 – “A arquitetura da escrita: entre o real e a ficção”, com Ana Bárbara Pedrosa e Ricardo Fonseca Mota, com moderação de Pedro Gonçalves (bibliotecário) -  Local: Auditório Municipal

14h30 – Apresentação do romance Nem todas as árvores morrem de pé, de Luísa Sobral, com moderação de Catarina Lúcia Carvalho (jornalista da SIC) -  Local: Auditório Municipal

            – Concerto pedagógico Som da Palavra, com a saxofonista Ana Sousa -  Local: Auditório Municipal

Quinta-feira | 5 de Março

09h30 – Teatro "O Principezinho", pela companhia ADN de Palco -  Local: Auditório Municipal

11h00 – Inês Cardoso apresenta o livro As Mãos da Avó, com moderação de Gil Ferreira (coordenador do curso de Comunicação da Escola Superior de Educação de Coimbra)  -  Local: Auditório Municipal

14h00 – Curso "Escrita e Imaginação", com Gonçalo M. Tavares -  Local: Auditório Municipal

16h00 – Curso "Escrita e Imaginação", com Gonçalo M. Tavares -  Local: Auditório Municipal

18h00 – Conversa com Gonçalo M. Tavares -  Local: Auditório Municipal

Sexta-feira | 6 de Março

09h30 – Ana Rita Janeiro apresenta História do Peixinho Vermelho -  Local: Biblioteca Municipal

10h00 – O ilustrador Paulo Galindro fala sobre "A vida secreta dos livros" -  Local: Biblioteca Municipal

10h00 - João Tordo apresenta romance Inventário da Solidão, com moderação de Nelson Mateus (jornalista da SIC) -  Local: Auditório Municipal

11h30 – Ana Rita Janeiro apresenta Uma Casinha de Ratos -  Local: Biblioteca Municipal

14h30 – Ana Rita Janeiro apresenta Histórias em Caixas de Sapatos -  Local: Biblioteca Municipal

14h30 – “A força e o poder da palavra escrita e falada”, com Nelson e Sérgio Rosado (Anjos) e João Direitinho (ÁTOA), com moderação de Catarina Dias Ribeiro (RTP) -  Local: Auditório Municipal

21h30 – Exibição do filme "O Monte dos Vendavais", baseado no romance de Emily Brontë -  Local: Auditório Municipal

Sábado | 7 de Março

10h00 – Júlio Pereira apresenta o livro infantil Faz de conta, que inclui CD com músicas cantadas por Sara Tavares e Júlio Pereira -  Local: Auditório Municipal

11h00 – Paulo Cunha apresenta o livro À Beira do Tempo – Contos da Terra e da Gente -  Local: Biblioteca Municipal

21h30 – Concerto dos Cantadores de Nossa Senhora das Neves – Beja (Grupo de Cante Alentejano) -  Local: Auditório Municipal

22h00 – Concerto "Quando o Jazz Escreve", pela Orquestra de Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra -  Local: Auditório Municipal