01 dezembro, 2012
28 novembro, 2012
Hospital de Lorvão: artigo de opinião de Paulo Figueiredo no Beiras
Algumas vezes publicámos neste blogue ( ver 1 e 2 ) textos do Dr. Paulo Figueiredo. Ao termos agora conhecimento de mais um texto, actual e pertinente, sobre o extinto Hospital de Lorvão, não quisemos deixar de o transcrever:
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| Paulo Figueiredo |
Os doentes do Lorvão e o café da D. Tila
Já não bastavam os politiqueiros apressadamente convertidos
aos modernos paradigmas da Saúde (e doença) Mental que, acerca do Hospital
Psiquiátrico do Lorvão (HPL), bramaram que “ não se podia chamar àquilo um
hospital” – apesar de nunca se terem informado do que lá se fazia.
Não bastavam os indivíduos denunciantes de uma pretensa
“acumulação de doentes sem os tentarem reabilitar” – mas que nunca foram ao
Lorvão, apesar de lhe terem apontado as “más condições climáticas”, seja lá
isso o que for.
Eis que vem agora o presidente da Fundação ADFP (Miranda do
Corvo), – para onde os doentes do sexo masculino (ex)residentes no Lorvão foram
conduzidos, num processo de trans-institucionalização (i.e, transitaram de uma
instituição para outra) – dizer que os doentes estariam “impedidos de uma vida
em contacto com a comunidade” e, que, ao contrário do que sucedia no Lorvão
(infere-se), “a ADFP aposta em cuidados dedicados aos doentes mentais graves
que apostem na humanização, no respeito e na dignidade da pessoa”, considerando
que “a segregação e a “guetização” são práticas condenáveis, que a ADFP
pretende contrariar, investindo nas pessoas, com bondade” (sic). Na mesma
notícia, o sr. presidente triunfantemente anuncia a efectivação, no passado dia
9 de Novembro, de uma acção terapêutica de grande importância : alguns doentes
saíram da instituição (onde chegaram em Julho, 4 meses atrás, pelo que se
depreende da demorada preparação desta acção anti-gueto) e … “foram de manhã ao
café da aldeia, ao café da D. Tila” !! Zelosamente acompanhados por uma
psicóloga e assistente social, imagine-se !! Alegremo-nos : este enorme e
“bondoso” benefício irá passar a ser realizado semanalmente.
Cada um é livre de se pôr em “bicos de pés” – o ridículo do
teor da notícia irá encarregar-se de o fazer cair. Mas não denegrindo uma
Instituição (e os seus trabalhadores) que durante muitos anos cuidou seriamente
dos seus doentes :
- É inumerável o rol de actividades sócio-ludo-terapêuticas
dirigidas aos seus doentes residentes pelo HPL. Meticulosamente planeadas, com
pré-definição dos objectivos e rigorosa avaliação posterior do seu alcance.
Documentadas em filmes e fotografias, para ver e comentar no dia seguinte em
reunião colectiva dos participantes, altura em que se debatia e votava o local
da próxima acção. Numerosíssimas idas à praia, às feiras, aos mercados – e que
lições retirámos da efusivamente risonha interacção entre as peixeiras da
Figueira da Foz e os doentes !! Sempre procurando diluir o estigma nas ruas,
nos restaurantes, nos transportes públicos. Mas espante-se, sr. presidente, com
os tortuosos caminhos da dita “guetização” promovida pelo Lorvão : semana de
férias anual, na praia, em locais como a Quinta da Fonte Quente (Tocha), na
Figueira da Foz e no Algarve (instalações do INATEL); EXPO 98 e, mais tarde,
outras visitas ao Oceanário; Jardim Zoológico em Lisboa; Bracalândia (Braga);
Badoca Parque e Festa da Flor (Alentejo); cruzeiro no rio Douro; Sea Life,
oceanário (Porto); Serra da Estrela; assistir a jogos de futebol (em Coimbra e
Lisboa) e a peças de teatro; ida a Santiago de Compostela (Espanha), por vários
dias. Impossível citá-las a todas, sendo que muitas foram sucessivamente
repetidas por desejo expresso dos doentes – como é o caso das idas anuais ao
Santuário de Fátima. Note-se que o esforço e profissionalismo dos funcionários
(pessoal auxiliar, médicos, administrativos, psicólogos, enfermeiros,
assistentes sociais, administrativos, motoristas, terapeutas ocupacionais,
capelão – toda a gente colaborava !!) possibilitou que, em muitas destas
actividades, a mobilização dos doentes residentes fosse total. Não eram 5
doentes (como surge na foto que ilustra a notícia, certamente obtida no café da
D. Tila…), eram muitos mais – acções houve que mobilizaram cerca de 200 pessoas
!!
- Entre muitas outras actividades (como a alfabetização,
música e a ginástica/desporto) há que citar ainda o treino de autonomia pessoal
e independência funcional (comunicação interpessoal, fazer compras, utilização
de serviços públicos, etc) intensivamente praticado no HPL. Obviamente,
admitimos que o rol das actividades de osmose do contexto vivencial
institucional com o exterior desenvolvidas no HPL, apesar de impressionante
pela variedade, dimensão e rigor científico, nunca poderá ser comparado às
“bondosas” (sic) idas semanais dos doentes ao café da D. Tila…
Mas a dita “guetização” verificada no Hospital do Lorvão
teve ainda uma outra dimensão, provavelmente ainda mais importante, incentivada
pelos técnicos mas potenciada pela notável inserção da Instituição na
comunidade circundante. Todos os dias (sublinhado) os doentes circulavam
livremente pela vila, frequentando o banco, a cabeleireira, as lojas, as
mercearias, os cafés e, por vezes, os restaurantes; eram tratados
familiarmente, pelo nome próprio, pelos habitantes do Lorvão, que “adoptaram”
alguns deles de tal forma que regularmente os convidavam para almoçar e passar
festividades como o Natal. O que justifica as lágrimas da população do Lorvão
aquando da definitiva partida dos “seus” doentes e Amigos; e que hoje, quando
escrevo estas linhas frontais e indignadas, comoverá muita gente no funeral do
Mário Abreu (o “Má”, como era carinhosamente conhecido), um dos doentes mais
populares e queridos do Lorvão.
É esta idiossincrasia que torna o Lorvão único, no sentir
unânime de quem por lá passou, funcionários e doentes. Pelos 50 anos do seu
importantíssimo papel na assistência psiquiátrica ao povo pobre das serras e
dos campos, merece ser tratado com dignidade e respeito. Nós – e sabemos que connosco
muita gente que indelevelmente considera o HPL como tendo sido a sua “casa” –
cá estaremos sempre para denunciar a injustiça e a mentira com que alguns
arrogantemente pretendem reescrever a História.
27 novembro, 2012
Coral Divo Canto actuou na Galiza
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| Foto actualizada do Grupo |
No dia 24 do corrente
mês de Novembro o Coral Divo Canto de Penacova participou no 6º. Concerto
"OUTONO DE CORAIS "na cidade de Vigo organizado pelo Coral Máximo
Gorki.O concerto teve lugar no auditório do Instituto Santa Irene em
Vigo.Participaram para além do grupo organizador,o Coral Divo Canto e o Coro del Ilustre Colegio
de Abogados de Vigo.Com o auditório completamente cheio, coube ao Coral Divo
Canto o encerramento, o qual mereceu os aplausos dos presentes durante a sua
actuação. tendo exibido o seguinte programa:
A south african
trilogy - Popular/arr. Stephan Barnicle; Cantigas de Maio - José
Afonso /arr. E. Carrapatoso; Trai-Trai - Manuel Faria; Esconjuro III "
Contra as travoadas" - Fernando Lopes Graça; Canção do Pescador - Mário Sousa Santos; Foi
Deus - Alberto Janes/ arr. A. Mesquita e Pinga
com Limão - Wagner Franklin.
O Coral Divo Canto que actualmente é dirigido por Pedro
André Rodrigues e que é formado por
cerca quarenta elementos, tem como
próximas actuações no dia 12 e 15 de
Dezembro próximo, respectivamente em Coimbra e Bragança, encerrando o ano com o
Concerto de Natal no dia 23 de Dezembro, pelas 16,00 horas na Igreja Matriz de
Penacova.
José Almeida
26 novembro, 2012
CONVÍVIO EM NEWARK A FAVOR DOS BOMBEIROS DE PENACOVA
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| Comandante António Simões, Presidente da Câmara, Humberto Oliveira e Presidente da Direcção dos BVP, Paulo Dias, em Newark (Estados Unidos da América) |
Foi a vigésima vez que o Grupo dos Amigos de Penacova
em Neawark organizou uma festa convivio de angariação de fundos para ajudar
Instituições ou pessoas carenciadas do Nosso Concelho. O ponto alto desta
iniciativa decorreu no passado Sábado, no Clube dos Açores em Newark e, como
foi noticiado, contou com a presença do Presidente da Câmara, do Presidente da
Direção Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penacova e do Comandante do
Corpo de Bombeiros, que foram recebidos pelas mais de 200 pessoas que encheram
o salão de alegria, de convívio mas também de solidariedade, de altruísmo e de
exemplo de amor e carinho pela sua terra de origem.
Mesmo longe, e com uma vida de trabalho
muito intensa, estas pessoas não esquecem as suas aldeias, e as suas gentes e
lembram os bombeiros da sua terra também como uma garantia de ajuda aos seus
familiares, como muito bem referiu no seu discurso Paula Baptista em
representação da organização e de todos os participantes no evento.
CONTINUE A LER E VEJA MAIS FOTOS NO BLOGUE DOS BVP
25 novembro, 2012
24 novembro, 2012
23 novembro, 2012
Notas para a "história" da exploração de cal no concelho de Penacova (II)
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| Notícias de Penacova, 1946 |
Teatro Experimental de Mortágua (TEM) apresenta em Penacova " É Urgente o Amor"
A 52ª Produção Teatral do
TEM, estreada a 21 de Julho último, vai ser apresentada amanhã em Penacova.
"O
Amor é urgente para todos. Branca é a que sofre mais, mas todos denunciam essa
urgência em amar e ser amado. A vida poderia continuar assim, uma farsa
tranquila, não fosse a obrigação de falar verdade para amar mais e melhor.
Branca opta pela verdade e, com esta decisão, implica todos à sua volta: Mãe,
Madalena, Alberto e Jorge. Ninguém quer sair e perder no amor. No final… um
reflexo de nós mesmos, do nosso mundo de interesses e necessidades, cruzado
pela imperial urgência do amor."
T.E.M.
21 novembro, 2012
20 novembro, 2012
Memórias de Pedra e Cal recolhidas em Penacova
| foto: mototurismo do centro |
A produção de cal no concelho de Penacova e a tradição desta
atividade no Casal de Santo Amaro é tema integrante do documentário Memórias de
Pedra e Cal, uma co-produção luso brasileira, cujas filmagens se encontram a
decorrer.
Um sociólogo, Paulo Peixoto, um arquiteto, Pedro
Providência, ambos portugueses, e os brasileiros, Regina Abreu, antropóloga, e
Noilton Nunes, realizador, estão, desde outubro, empenhados em realizar um
documentário sobre o modo como o Mondego e a sua geologia influenciam as técnicas
utilizadas na construção de edifícios e o desenvolvimento das atividades
económicas nos 14 concelhos por onde o rio passa.SAIBA MAIS AQUI
19 novembro, 2012
Feira do Mel e do Campo encerrou com casa cheia
Depois de um sábado chuvoso, o Verão de S. Martinho chegou no domingo, ajudando à festa e trazendo à vila centenas de pessoas, onde não faltou o autocarro vindo de Lisboa transportando os penacovenses ali radicados e pertencentes à Casa do Concelho de Penacova na capital. Vieram cumprindo a tradição do magusto e visitando a Feira. Muitos dos Ranchos Folclóricos do nosso concelho animaram a tarde. A divulgação dos produtos locais e também as vendas foram objectivos conseguidos.
As fotografias captadas pelo Penacova Online no final da tarde de domingo dão uma imagem do êxito deste evento.
Foram cerca de 30 os "expositores" que marcaram presença:
APPACDM
Cantinho do Chá
Cantinho do Mel
Celestina Ralha
Centro de Acolhimento
Cristina Marques
Escuteiros de Penacova
Ginjinha de Óbidos
Grupo Social e R. de Miro
Isabel Alves
João Branco
Manuel Maria
Mel da Ribeira de Arcos
Mel Rui Neves
Natália Henriques
Novo Talho Confiança
Paróquia de Penacova
Produtos da Nossa Aldeia (Miro)
Produtos do Freixieiro-Iva Flórido
Rancho do Zagalho e Vale do Conde
Renata Carvalho
Sabores do Aveledo
Talho da Praça
Talho S. João
Terra de Cores-Dilene Silva
Terra Planta-D. Preciosa
Vitor Cruz
As fotografias captadas pelo Penacova Online no final da tarde de domingo dão uma imagem do êxito deste evento.
A Padaria do Largo
A.M.C.R. do CarregalAPPACDM
Cantinho do Chá
Cantinho do Mel
Celestina Ralha
Centro de Acolhimento
Cristina Marques
Escuteiros de Penacova
Ginjinha de Óbidos
Grupo Social e R. de Miro
Isabel Alves
João Branco
Manuel Maria
Mel da Ribeira de Arcos
Mel Rui Neves
Natália Henriques
Novo Talho Confiança
Paróquia de Penacova
Produtos da Nossa Aldeia (Miro)
Produtos do Freixieiro-Iva Flórido
Rancho do Zagalho e Vale do Conde
Renata Carvalho
Sabores do Aveledo
Talho da Praça
Talho S. João
Terra de Cores-Dilene Silva
Terra Planta-D. Preciosa
Vitor Cruz
16 novembro, 2012
Comitiva Penacovense nos Estados Unidos
O Presidente da Direcção da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penacova, Paulo Dias e o Comandante do
Corpo de Bombeiros, António Simões, deslocam-se aos Estados Unidos a fim de
participarem no convívio dos Nossos conterrâneos radicados naquele País, que se
realiza a 18 deste mês de Novembro, em Newark, e no qual participa também o
Presidente do Município Humberto Oliveira.
Esta iniciativa que se realiza pela
vigésima vez, foi interrompida nos dois últimos anos devido à morte prematura
de um dos seus maiores impulsionadores, e contribui, não apenas para minimizar
as carências financeiras dos Bombeiros, mas também para aproximar cada vez mais
os filhos desta Terra, que um dia se viram obrigados a partir mas que, mesmo
longe, não se esquecem das suas raízes, do seu concelho, das suas gentes e
sobretudo da Instituição que suporta o Corpo de Bombeiros, considerando-a
assim, uma Associação fundamental, para garantir a prestação dos cuidados de
emergência e do socorro nas mais variadas vertentes.
Bonita gesto de humildade, de
solidariedade mas sobretudo de amor, recordação e carinho pela sua terra, pelas
suas raízes e pelo seu concelho.
Num mundo e numa sociedade cada vez mais
egoísta, onde o homem é capaz de feitos tão importantes, como a possibilidade
de ir à lua, por vezes os vizinhos e os que estão mais perto, não têm, ou não
querem ter tempo sequer para se cumprimentar.
Quantas e quantas vezes, os que estão mais
próximos dos Bombeiros, os que deles mais precisam, são exactamente os que mais
se esquecem de que estes existem. Contudo, estes Amigos e cidadãos deste nosso
bonito concelho, mesmo longe e não tendo uma necessidade próxima e objectiva
dos serviços da nossa Associação, não a esquecem e, ano após ano, organizam-se,
trabalham e não poupam esforços para angariar fundos que generosamente entregam
aos seus “Soldados da Paz”.
A Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Penacova, como Entidade que tem nos seus estatutos a obrigação
de suportar um Corpo de Bombeiros organizado e capaz, e a Câmara Municipal como
Entidade responsável pela Protecção Civil do concelho, agradecem à Liga dos
Amigos de Penacova em Neawark, a organização de mais este encontro e a todos os
Portugueses e Penacovenses que nele participam.
Texto: Blogue dos Bombeiros de Penacova
Newark é a cidade mais populosa
do estado de Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Localiza-se no Condado de Essex.
É uma das principais cidades da Região Metropolitana de Nova Iorque. Foi
fundada em 1666 e elevada a cidade em 1836.
Newark é um moderno centro comercial,
industrial e financeiro. Abriga o segundo principal aeroporto da Região
Metropolitana de Nova Iorque, o Aeroporto Internacional de Newark, que
movimenta quase 30 milhões de passageiros anualmente.
12 novembro, 2012
Extinção de Freguesias:o novo mapa de Penacova
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| Proposta da Unidade Técnica Nacional |
Já foi entregue na Assembleia da República, como é sabido, a proposta para a extinção de freguesias. O concelho de Penacova (clique AQUI) também é afectado e a "régua e esquadro" está bem visível nesta proposta. É ridículo, por exemplo que um dos argumentos invocado seja o de que as freguesias em causa partilham de um mesmo agrupamento de escolas, quando sabemos que o concelho tem apenas um Agrupamento e portanto todas estão na mesma situação. Que vão ganhar as populações locais e o país no seu todo, com todos estes remendos? Também ridícula é a designação de "União das Freguesias de ..." ( da União Nacional à União Local? ), ridícula é ainda, a referência "à ligação directa de Travanca a Oliveira" (Vamos ter obras de alargamento e correcção de traçado na Estrada da Serra? - com as verbas que abundam...) Mas o Terreiro do Paço lá sabe.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE),
Armando Vieira, afirma que aguarda serenamente a decisão do Tribunal
Constitucional sobre a extinção de freguesias. O dirigente sublinha a oposição
da associação a este processo. A Unidade
Técnica para a Reorganização Administrativa do Território entregou na Assembleia
da República uma proposta que prevê a extinção de 1165 freguesias, Armando
Vieira critica que o governo persista “nesta atitude que viola os direitos
constitucionais das autarquias de determinarem o seu futuro” O presidente da ANAFRE acredita que os problemas vão surgir
quando forem postos em prática os novos limites das freguesias.
Filarmónica de S. Pedro de Alva vai celebrar 47 anos de existência
9 de DEZEMBRO DE 2012
inscrições para o almoço 239456219/917587698
9h-Arruada pelas a vila
10h-Romagem ao cemitério
11:30h-Missa por alma do Fundador, Regentes e Filarmónicos já falecidos, acompanhada pela filarmónica.
12:30h-Chegada da Orquestra de Sopros da Academia Musical da Banda de Ourém
13h-Almoço-convívio
15:30h-Concerto das bandas
16:30h-Encerramento
10h-Romagem ao cemitério
11:30h-Missa por alma do Fundador, Regentes e Filarmónicos já falecidos, acompanhada pela filarmónica.
12:30h-Chegada da Orquestra de Sopros da Academia Musical da Banda de Ourém
13h-Almoço-convívio
15:30h-Concerto das bandas
16:30h-Encerramento
inscrições para o almoço 239456219/917587698
11 novembro, 2012
Vem-nos à memória uma [história] batida...
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A Evolução da Albarda, in a Paródia, Julho de 1900 Gravura Col. Alexandre Ramires clique na imagem para ampliar |
Rafael Bordalo
Pinheiro deu o nome de Zé Povinho à figura simbólica (1875) através da qual
pretendeu captar a verdade íntima dos mais numerosos, pobres e anónimos
portugueses daquele seu tempo – recorda-nos Amadeu Carvalho Homem no seu
recente livro, Memorial Republicano, editado
pelo Município de Coimbra. Escreve também este autor: “O destino
do Zé Povinho foi adivinhado por Bordalo Pinheiro desde o primeiro esboço:
enquanto o mundo se transforma em mil novas mutações, o Zé, bem povinho e
ignaro, ‘fica sempre na mesma’".
No entanto, recorda ainda A. C. Homem, "é capaz de arregalar um olho de alimária à beira de um coice vingador. E, sobretudo na cerâmica de Bordalo, o famoso "manguito" dar-se-á como sinónimo de uma clarividência sem teoria, sim, mas apesar de tudo, sábia, no desvendamento, mais intuído que demonstrado, de cumplicidades pulhas, de poderes apodrecidos e de bastidores corruptos".
Deixamos aqui este cartaz que tem 112 anos...palavras para quê? Cada um fará a sua leitura e reflexão.
08 novembro, 2012
Exposição de Pintura no Centro Cultural
Os
alunos da APOSÉNIOR,
Abel Carvalho,
Gracinda Moreira e Rosa Carvalho expõem, até ao próximo dia 16 de novembro,
na Galeria da
Biblioteca Municipal de Penacova/Centro Cultural, as suas obras
realizadas no âmbito da disciplina de Pintura. A Exposição foi organizada por Sara Pinto, licenciada em Pintura e Mestre em ensino de Artes Visuais, atual professora da disciplina de Pintura daquela instituição.A Associação Aposénior - Universidade Sénior encontra-se sediada em Santa Clara (Coimbra) e atua na perspetiva da aprendizagem continua, tendo como objetivo proporcionar aos seus associados um vasto leque de atividades físicas, intelectuais e de convívio.
07 novembro, 2012
02 novembro, 2012
01 novembro, 2012
28 outubro, 2012
Cartas Brasileiras IV: Amigo é pr'a essas coisas
São Paulo, 16 de outubro de 2012.
Caros penacovenses:
"Roda Vida", uma
das maravilhas compostas por Chico
Buarque de Holanda, assim começa: "tem dias que a gente se sente como quem
partiu ou morreu"; realmente, há dias que sentimos ter nosso mundo
desmoronado, o verso é muita vezes usado quase que como uma expressão
idiomática. Surge-me, uma indagação: haveria como escrever usando apenas
expressões idiomáticas?
Bem, como quem não arrisca não petisca,
sabe-se é que em dia que se acorda com os pés de fora, o melhor que se faz é
ficar à sombra da bananeira, meter a
cabeça nas nuvens pensando na morte da bezerra. Não é dia para aproveitar a
boleia para acertar agulhas, nem que se sinta água pela barba!
Calma, muita calma, afinal, o primeiro milho é
dos pardais, me dizia um amigo com
muitos anos a virar frangos; não me lembro do nome dele, sou mesmo uma cabeça
de alho chocho.
Um dia ele me viu com cara de caso,
tentou entrar em meus problemas com pés de lã, foi logo dizendo:
- Amigo, sacuda a água do capote e descalce a
bota! Como viver assim!
Mandei que fosse chatear o Camões, perdi a
cabeça, pondo os pés na poça, indo aos arames com ele, afinal ele me parecia
ter macaquinhos no sótão, sabia que estava de trombas. Do fundo do meu coração,
jamais iria pregar uma peta ao meu amigo, e também nunca fui um troca-tintas.
Ele tentou acalmar-se, por estar a fazer trinta por uma linha, que não via
motivos para eu trepar nas paredes,
sentia que eu estava confundindo alhos por bugalhos. E amigo, disse-me,
uma ajuda ou outro.
Pura verdade, isso me fez lembrar do conjunto
MPB-4 cantando uma música que fala de amizade;
bela poesia que faz uso de diversas expressões nos versos transformados
em um diálogo entre amigos.
"Amigo é pra essas
coisas" (Sílvio da Silva Junior e Aldir Blanc
Salve! / Como é que vai? / Amigo, há quanto
tempo! / Um ano ou mais…/ Posso sentar um pouco? /Faça o favor/ A vida é um
dilema/ Nem sempre vale a pena…/ Pô…/ O que é que há?/ Rosa acabou comigo/ Meu
Deus, por quê?/ Nem Deus sabe o motivo/ Deus é bom/ Mas não foi bom pra mim/
Todo amor um dia chega ao fim/ Triste/ É sempre assim/ Eu desejava um trago/
Garçom, mais dois/ Não sei quando eu lhe pago/ Se vê depois/ Estou
desempregado/ Você está mais velho/ É/ Vida ruim/ Você está bem disposto/
Também sofri/ Mas não se vê no rosto/ Pode ser…/ Você foi mais feliz/ Dei mais
sorte com a Beatriz/ Pois é/ Pra frente é que se anda/ Você se lembra dela?/
Não/ Lhe apresentei/ Minha memória é
fogo!/ E o l´argent?/ Defendo algum no jogo/ E amanhã?/ Que bom se eu
morresse!/ Prá quê, rapaz?/ Talvez Rosa sofresse/ Vá atrás!/ Na morte a gente
esquece/ Mas no amor a gente fica em paz/ Adeus/ Toma mais um/ Já amolei
bastante/ De jeito algum!/ Muito obrigado, amigo/ Não tem de que/ Por você ter
me ouvido/ Amigo é prá essas coisas/ Tá…/ Tome um cabral/ Sua amizade basta/
Pode faltar/ O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará.
Em agosto desse ano, com 68 anos faleceu
um dos integrantes do conjunto, António José Waghabi Filho, mais conhecido por Magro,
compositor e arranjador, foi o criador do arranjo de vozes que unia a voz de
Chico Buarque às dos quatro jovens do MPB4 (Magro, Ruy, Aquiles e Miltinho) em
"Roda Viva", canção defendida por eles defendida no III Festival de Música Popular Brasileira,
da TV Record. Também é dele o arranjo vocal da gravação original de
"Cálice" (Gilberto Gil/ Chico Buarque), cantado por Chico e Milton
Nascimento.
http://www.youtube.com/watch? v=xZmBIDM_4Wg (Show recente do MPB-4)
http://www.youtube.com/watch? v=HRFw5u5wR4c (Gravação original de Roda Viva no festival)
22 outubro, 2012
Nos 125 anos do padre Américo: as Colónias de Campo em S. Pedro de Alva e a origem das Casas do Gaiato
Existe
ainda hoje em S. Pedro de Alva, a velha "Casa da Colónia", na rua da
Palmeira. Uma lápide na parede recorda que por ali passou o padre Américo e que
também nessa casa funcionou a escola primária. De facto, de 1935 a 1939, ali
funcionou uma Colónia de Férias de Campo promovida pelo fundador da Obra da
Rua.
Américo Monteiro de Aguiar (nascido a 23 de Outubro de
1887) foi ordenado padre em 1929. Em 1932 o Bispo de Coimbra pede-lhe para
orientar a "Sopa dos Pobres", acabada de criar. Desde logo começou a tomar
contacto com a miséria que se vivia naquela cidade.
Certo dia, em 1935, foi convidado para vir a S. Pedro de
Alva pregar(1). E foi aí que tudo começou. São palavras suas que a Revista Os Nossos Filhos publicou em 1944:
"Calhou ir a
São-Pedro-de-Alva por aquele tempo pregar na igreja do povo ao povo. O Prior da
Freguesia quer que eu vá mais ele visitar o edifício onde instalara uma escola
nocturna. Era uma sala rasgada, com dependências anexas. Das amplas salas
via-se pousar o céu na Serra do Caramulo e na Estrela gigante. Olhei as
quebradas dos montes, mai-los campos em redor. Indaguei distâncias de água,
índole do povo, facilidades de pão; e debrucei-me no peitoril da janela, a
olhar...Vi o Beco do Moreno,
a cama do artista doente, os quatro filhos sem pão. Não sei que me deu no
peito, que o prior quis saber o que eu tinha! Uma paixão, exclamei:
e falei à moda dos apaixonados que procuram o triunfo nos sacrifícioas e o
êxito na verdade. Fiz uma descoberta no Beco-do-Moreno, disse: quero realizar
aqui o meu pensamento, revelei. Ele disse-me que sim."
Passou-se isto em Maio de 1935 e logo em Agosto, 30 crianças pobres de Coimbra tiveram as suas primeiras férias no campo. As
gentes de S. Pedro de Alva tiveram receio daqueles garotos da rua e temeram
pelos seus bens.
No seu estilo simples e muito próprio, conta-nos o Padre Américo:
"Falava-se em S. Pedro de Alva na colónia
aventura. O dedicado prior da freguesia preparou as coisas. O Dr. Coimbra, mandou
fazer catres, mesas e mochos na fábrica da Estrela de Alva. O farmacêutico [que
seria o Dr. Eduardo Pedro da Silva, velho republicano] dizia aos amigos da botica: que pena ser isto obra de um padre! À chegada, entrei na farmácia como
quem vai indagar preços. Daí a nada, sabia-se no lugar do seu enorme espanto: ele
não é como os outros padres! Ai! que se todos os padres fossem loucos, muita
gente teria juizo! Seduzido pela verdade, ele forma na lista dos donativos e
mais do que uma vez, durante a temporada das colónias, oferece o melhor da sua
casa, ao garoto do tugúrio."
No
entanto, quer de S. Pedro de Alva, quer das terras limítrofes (Paradela, Penacova,
S. Martinho da Cortiça, Poiares) começam a chegar géneros e algum dinheiro.No
segundo ano da Colónia a recepção foi ainda melhor:
"A plateia, que
duvidava do sucesso do ano anterior, começa agora a dar palmas e a dizer que sim;
e já não tem medo que os garotos da rua assaltem as quintas (…) Aparecem
donativos e palavras de encorajamento. Viu-se que a loucura do padre era
simplesmente o arrojo de ter feito o que antes ninguém fizera."
Escreveu ainda Américo Monteiro de Aguiar, o
"Pai Américo":
"Não cai um
passarinho do céu sem que o pai celeste o saiba - verdade eterna. Parece que
fora pregar a S. Pedro de Alva, mas não: fui cimentar as bases do que depois se
chamou e hoje é, Colónias de Campo do Garoto da Baixa."
"A ideia já não
cabe na estreita casa de S. Pedro de Alva (…) Nem a ideia nem os rapazes cabiam
na casa primitiva, onde nasceram os dentes da obra."
E
foi assim que em 1940 abriu a primeira Casa do Gaiato em Miranda do Corvo e a
partir daí estendeu a sua missão social e caritativa a outros pontos do país.
David
Almeida
(1) Era Pároco de S. Pedro de Alva, o Pe José Augusto Ferreira Simões e Sousa.
20 outubro, 2012
Lorvão celebra as Santas Rainhas Teresa e Sancha
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| Em 2007 foi publicada uma brochura de 32 páginas, tendo por base uma Conferência proferida em Lorvão em Outubro de 2005. |
Celebram-se amanhã em Lorvão as Festas das Santas
Rainhas, Teresa e Sancha. Há cerca de oito séculos viveu-se grande alvoroço em
Lorvão.
Depois de grande celeuma e discórdia, os monges da
regra de S. Bento, que ali habitavam há séculos, foram "desalojados"
para dar lugar às monjas da mesma congregação, sendo depois o mosteiro entregue
a D. Teresa, filha de D. Sancho I.
Por sua vez, o nome de D. Sancha ficou ligado à
fundação do Mosteiro de Celas, em Coimbra. Em 1705 foram beatificadas pelo Papa
Clemente XI.
O programa de amanhã inclui, pelas 11.30, a
tradicional Missa seguida de Procissão, com a presença da Real Irmandade de
Santa Mafalda de Arouca. Às 15 horas realiza-se o espectáculo "Memórias da
Nossa Terra" pelo Grupo Etnográfico local.
18 outubro, 2012
15 outubro, 2012
Livro de António Catela "Tudo Num Momento" foi apresentado em Penacova
Foi apresentado no
dia 13 de Outubro, no auditório do Centro Cultural de Penacova o livro de
António Catela Tudo num Momento. Contou
com a presença do Presidente da Câmara, Humberto Oliveira e a Vereadora da
Cultura, Fernanda Veiga, bem os ex-presidentes do Município, Estácio Flórido e
Maurício Marques. Presentes também muitos
amigos e familiares do autor. A cerimónia iniciou-se com um espaço musical e
com a projecção de uma montagem em vídeo com fotografias biográficas do autor. Uma selecção das suas filhas, oferecida no dia em que, há um ano atrás, completou cinquenta anos de vida.
Como o subtítulo do
livro sugere, Tudo num Momento-do blog ao livro, engloba
uma selecção de textos que desde 2007 foram sendo publicados no blogue com o
mesmo nome. De acordo com o
autor, esta obra vem "concretizar um sonho de menino nunca cumprido". A escrita, e em
especial a escrita romântica, sempre foi a sua paixão. Conforme se pode ler no
Prefácio e numa das Notas Introdutórias "recorrendo a pinceladas de cores
fortes e expressivas, fala do Amor, da amizade, das relações, dos valores, de si
próprio, da família e das (des)ilusões". Por outras palavras, o livro
remete para "o melhor e o pior do quotidiano; os valores éticos, morais ou
a falta deles; os sentimentos nobres, puros e belos que habitam o ser humano e,
acima de tudo, a beleza de uma alma sonhadora" levando-nos a "questionar
os nossos próprios sentimentos e a nossa forma de ser e de estar neste
mundo."
António Manuel
Teixeira Catela, nascido em Luanda em 1961, reside em S. Paio do Mondego onde preside, há 26 anos, à Junta
de Freguesia. Pessoa empenhada também na vida associativa local.
Para o autor, este
livro pretende "ser um tributo ao amor", a esse sentimento que "mais
faz sofrer e alegrar o mundo", que "enlouquece, que faz chorar, que
magoa, mas que também faz sorrir e sonhar".
13 outubro, 2012
12 outubro, 2012
Memória fotográfica: o Largo do Terreiro na primeira metade do século XX
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| Recorte de 1958, sobre o canteiro do Brasão do Concelho que se vê numa das imagens acima |
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