Nestes últimos tempos, tenho andado a visitar algumas Praias Fluviais, aqui pela Beira.
Tem estado cá o Clube da Netaria e os seus Membros adoram ir a estas Praias, recatadas, mas extremamente actualizadas aos tempos que correm.
E tenho ficado espantado com a quantidade - e qualidade - em que se transformaram estes espaços de lazer!
Só o Poder Local (democrático e com autonomia financeira) poderia “aventurar-se” nestes investimentos, que são bem visíveis por esse País fora…
Porquê?
. Porque poderes não democráticos não os “dariam” deste tipo, generalizados e em benefício de todos, sem exceção: pobres ricos, remediados; da raça a b ou c; velhos adultos ou crianças;
.. Porque de “orçamentos municipais controlados” não sobraria espaço para “riquezas” desta natureza;
… Porque a Democracia “obriga” os Autarcas a se submeterem ao plebiscito com obra feita ou, programa "atractivado".
Ora,
Dentro desta linha de pensamento, as Praias Fluviais são - na minha modesta opinião - a parte mais visível da democracia funcional ao nível municipal.
Permitem o “passar das férias” em locais de acesso económico e captam, ainda, visitantes que consomem nos Concelhos, desenvolvendo a economia local.
Os primeiros votarão e os segundos gastarão aí as suas poupanças (por vezes parcas).
Por isso, sinceramente, o que mais tenho apreciado é o modo como as Crianças usufruem destas praias, interagindo entre si, só pelo “estatuto de criança”, sabendo nós as desgraças que andam pelo mundo, ao arrepio das Leis.
Correm, brincam, nadam e, até têm acesso à Cultura em sentido lacto e abrangente.
Sim, porque ter livros à disposição para ler; música para ouvir; jogos para jogar; espectáculos de quase tudo e para todos os gostos…é ter Cultura à disposição!
Portanto,
São os homens e as mulheres de amanhã que, orgulhosamente, se estão a formar numa óptica, verdadeira, de igualdade.
Sendo certo que a Igualdade é o objetivo constitucional mais flagrantemente cumprido nestas ações e, também, aquele que mais empenhou os “construtores de Abril”!
Objectivamente,
O art. 13, da CRP, enuncia-o com toda a propriedade, quando impõe acesso à igualdade, através do usufruto dos Direitos (todos) e impede a sua não generalização ou restrição!
De resto, num momento em que discute - outra vez, com fleuma - a questão da emigração ou da imigração - as Crianças de cores (como se costuma dizer) sentem-se absolutamente “livres” nestes locais, brincando com as nossas, sem se sentirem, minimamente, diminuídas, o que constatei.
Contribuindo, significativamente, para a elevação objectiva da Democracia. Igualdade, igualdade e igualdade é cada vez mais a palavra de ordem…
Luís Pais Amante

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