Eram tempos em que não era suposto que miúdos como eu (originários de Famílias humildes) conseguissem frequentar estes espaços destinados aos dignatários do Regime (Fascista, como é sempre bom recordar). E, logo, na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, “covil” do recrutamento privilegiado da União Nacional.
Esta lógica, felizmente, foi logo alterada uns meses depois, com o acontecimento mais importante do nosso Portugal: o 25 de Abril. Estava eu no primeiro ano há exactamente 7 meses…
Eram outras vidas; outras engrenagens; outras maneiras de encarar “o Direito à Educação”, que deriva, hoje, do Direito à Igualdade, integrado na CRP, que devemos preservar.
Quero manifestar, aqui, sem rodeios, que tenho - de um modo geral - apreciado a actuação do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, tanto do ponto de vista do “trabalho” desenvolvido, como da sua verticalidade intelectual.
Sem desconhecer que alguns problemas têm existido na colocação em velocidade de cruzeiro de políticas ambiciosas e, até, roturas com um passado recente em que “a máquina da Educação”, no seu todo considerada estava absolutamente prisioneira.
…Eu sei do que falo!
Entraram já na Universidade quase 100.000 alunos, o que é bastante significativo. Destes, um número bem importante, são filhos de gente pobre; e outros de gente remediada. Também há filhos de gente rica e isso não faz mal a ninguém. Importa, até bastante, que a experiência universitária seja rica em diversidade; expressiva da nossa realidade!
Hoje, de manhã, estive a ouvir o Senhor Ministro a falar sobre os “apoios” de que os Estudantes mais carenciados podem usufruir e, sinceramente, fiquei satisfeito, porque vislumbrei no que ele e a sua Equipa estão a colocar em vigor, um manifesto de alto significado, para ser atingido um nível extraordinariamente elevado de apoios: à habitação; à residência; à alimentação; ao material e aos transportes.
Muitos dos que lêem este meu escrito dirão que não; que não tenho razão; que devia ser muito mais; etc, etc, etc! Na sua maior parte são os que diziam, outrora, que estava tudo bem e que foram avolumando as desigualdades fácticas.
E eu, nessas situações de gente de extremos, só posso apresentar, humildemente, o meu exemplo: o de um Jovem de 17/18 anos que saiu do seu “ninho” e voou para um local desconhecido, desmesuradamente grande, SEM APOIO de nada, nem de quase ninguém!
O que me transformou num homem feito a pulso, com regras rígidas de personalidade e de convivência e de exigência, que conseguiu transformar-se num exemplo, singelo, embora!
Sendo igual a determinação dedicada que aconselho à Juventude do meu País, começando pelo meu Neto André, a caminho de Barcelona, no âmbito do intercâmbio do Programa Erasmus. Sem trabalho, entrega, alerta e humildade, ninguém consegue mais do que entradas no mercado político dos “boys” e esse mercado está a esgotar-se… Não é mais possível o nosso País - pobre, como se verifica - ter tanta gente das “universidades partidárias” a viver à conta do Orçamento de Estado.
Temos de ter Jovens empenhados no desenvolvimento, na despartidarizaçäo, na modernização e, sobretudo, na qualificação. E isso, por norma, é conseguido por gente anónima que sabe o que é o esforço e o pratica, alguns e algumas de que já falei nas minhas Crónicas para Vós.
Força rapaziada!
Entraram já na Universidade quase 100.000 alunos, o que é bastante significativo. Destes, um número bem importante, são filhos de gente pobre; e outros de gente remediada. Também há filhos de gente rica e isso não faz mal a ninguém. Importa, até bastante, que a experiência universitária seja rica em diversidade; expressiva da nossa realidade!
Hoje, de manhã, estive a ouvir o Senhor Ministro a falar sobre os “apoios” de que os Estudantes mais carenciados podem usufruir e, sinceramente, fiquei satisfeito, porque vislumbrei no que ele e a sua Equipa estão a colocar em vigor, um manifesto de alto significado, para ser atingido um nível extraordinariamente elevado de apoios: à habitação; à residência; à alimentação; ao material e aos transportes.
Muitos dos que lêem este meu escrito dirão que não; que não tenho razão; que devia ser muito mais; etc, etc, etc! Na sua maior parte são os que diziam, outrora, que estava tudo bem e que foram avolumando as desigualdades fácticas.
E eu, nessas situações de gente de extremos, só posso apresentar, humildemente, o meu exemplo: o de um Jovem de 17/18 anos que saiu do seu “ninho” e voou para um local desconhecido, desmesuradamente grande, SEM APOIO de nada, nem de quase ninguém!
O que me transformou num homem feito a pulso, com regras rígidas de personalidade e de convivência e de exigência, que conseguiu transformar-se num exemplo, singelo, embora!
Sendo igual a determinação dedicada que aconselho à Juventude do meu País, começando pelo meu Neto André, a caminho de Barcelona, no âmbito do intercâmbio do Programa Erasmus. Sem trabalho, entrega, alerta e humildade, ninguém consegue mais do que entradas no mercado político dos “boys” e esse mercado está a esgotar-se… Não é mais possível o nosso País - pobre, como se verifica - ter tanta gente das “universidades partidárias” a viver à conta do Orçamento de Estado.
Temos de ter Jovens empenhados no desenvolvimento, na despartidarizaçäo, na modernização e, sobretudo, na qualificação. E isso, por norma, é conseguido por gente anónima que sabe o que é o esforço e o pratica, alguns e algumas de que já falei nas minhas Crónicas para Vós.
Força rapaziada!
Luís Pais Amante
