VEJA AQUI UM CURTO FILME DO FUNERAL
https://arquivo-cave.defesa.gov.pt/details?id=14717
António José de Almeida faleceu no dia 31 de outubro de 1929, com 63 anos de idade, em Lisboa (São Sebastião da Pedreira). Os seus restos mortais repousam no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, no jazigo de família (Rua 29).
Foi uma das figuras mais marcantes e populares da Primeira República Portuguesa (1910–1926). Conhecido como "o tribuno da República" devido à sua extraordinária eloquência e capacidade oratória, deixou uma marca indelével tanto no activismo que derrubou a monarquia como na governação do país.
Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, gerou grande polémica em 1890 ao publicar o artigo "Bragança, o último", considerado um insulto ao rei D. Carlos, o que lhe custou três meses de prisão.
Em Janeiro de 1911, fundou e passou a dirigir o emblemático jornal República.
Inicialmente membro do Partido Republicano Português, protagonizou uma cisão em 1912 para fundar o Partido Republicano Evolucionista, de cariz mais moderado e conservador.
Em Março de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, assumiu a chefia do governo como Presidente do Ministério (Primeiro-Ministro) num executivo de coligação nacional conhecido como "União Sagrada", colaborando directamente com o seu antigo rival Afonso Costa.
Eleito pelo Congresso da República a 6 de Agosto de 1919 com o apoio de várias forças republicanas, tomou posse a 5 de Outubro daquele ano.
Foi o único Presidente da Primeira República a cumprir integralmente os quatro anos de mandato previstos pela Constituição sem interrupções ou demissões prematuras.
O seu mandato decorreu num dos períodos mais conturbados da história contemporânea portuguesa, tendo nomeado e testemunhado a queda de 16 chefes de governo devido à extrema instabilidade parlamentar do regime.
Durante o seu mandato, a Constituição foi revista para conferir ao Chefe de Estado o poder de dissolução do Congresso, numa tentativa falhada de estabilizar a política nacional.
Foi o primeiro Chefe de Estado português a visitar oficialmente o Brasil, deslocando-se além-mar para celebrar o primeiro centenário da independência brasileira, numa viagem que constituiu um enorme êxito diplomático e popular. Viagem que teve lugar em 1922.
Sob a sua magistratura ocorreu a histórica Travessia do Atlântico Sul por Gago Coutinho e Sacadura Cabral (1922), bem como as visitas de Estado dos Reis da Bélgica e do Príncipe do Mónaco.


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