As Irmandades e Confrarias, associações de fiéis, nasceram na Idade Média com o objectivo de promoverem o culto religioso público do seu santo padroeiro (orago) e de prestarem auxílio aos seus irmãos nas cerimónias fúnebres e em situações difíceis.
No século XVIII, em Portugal, as irmandades eram associações de leigos de grande importância social, religiosa e económica.
Um dos seus principais objectivos era congregar fiéis em torno da devoção a um santo padroeiro. Organizavam festas religiosas, missas e sufrágios pelas almas dos irmãos falecidos.
O "Inventário Artístico de Portugal", vol IV, 1953, refere que a capela de Santo António (Penacova) é detentora de um cálice de prata, onde, no listel de base, se lê: “ESTE CALIX HE DA IRMANDADE DE SANTO ANTONIO FOI FEITO ERA D. 1664 a.”
Este facto, entre outros, atesta a antiguidade desta devoção a Santo António em Penacova.
Em 1778 a Imprensa da Universidade de Coimbra deu à estampa uma brochura de 55 páginas intitulada “Trezena do Glorioso S. António de Lisboa, para o uso dos Irmãos da Irmandade do mesmo Santo da Vila de Penacova”.
Uma Trezena é um momento de oração realizado durante treze dias consecutivos (ou em 13 terças-feiras seguidas) uma espécie de novena, só que ao contrário da novena que é rezada em nove dias, é rezada em treze dias, em homenagem a Santo António (por ser o dia treze o seu dia). Neste caso, iniciava-se no dia 1 de Junho com a Exposição do SS (Santíssimo Sacramento) e entoava-se um cântico. Seguia-se uma oração e depois cantava-se um Hino. Incluia igualmente uma meditação, uma ladainha e uma antífona.
Nos restantes dias pontificava a meditação sobre as diversas virtudes (Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Temperança, Fortaleza, Justiça, Paciência, Castidade, Humilde, Discrição, Sobriedade).







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