domingo, 10 de abril de 2016

Mistério em Agrelo

Perto do lugar de Agrelo e da ribeira do mesmo nome, num sítio conhecido por Val do Cavalo, existirá uma espécie de mina escavada de tal modo na rocha, que se torna difícil acreditar que foi feita por mão humana. Conta-se que ao fundo desse túnel há uma lagoa onde a “água não cresce nem mingua e também não corre”. A passagem é de tal modo difícil que ninguém consegue explorar o que está nas entranhas daquele monte.

À volta disto, conta-se também que, há algumas centenas de anos, certo Pároco da Freguesia da Figueira de Lorvão, chamado António de Magalhães, não resistiu à curiosidade. Mandou fazer uma bomba, com a qual trabalharam vários homens durante vinte e quatro horas, na tentativa de fazer secar toda a água da lagoa.

Depois de tirarem a maior parte, dois deles lá conseguiram avançar. Munidos de uma lanterna e a pé praticamente enxuto, conseguiram chegar a umas escadas que os levaram até uma porta que dava para uma enorme sala.

Ora, qual não foi o susto quando se lhe apresenta um conjunto de cinco enormes vultos com armas de fogo apontadas para a dita porta. Cheios de medo recuaram mas tiveram que fugir a nado pois a água tinha entretanto voltado ao nível inicial. 

O medo apoderou-se de tal modo da população que nunca mais ninguém terá tido coragem para desvendar aquele mistério. 

Alguns diziam que talvez fosse um esconderijo dos “mouros”. E quem sabe, mesmo até um esconderijo de um tesouro valiosíssimo. Então, a lagoa serviria para impedir o acesso a quem quer que fosse . Por sua vez, aquelas figuras assustadoras não passariam de um conjunto de estatuetas colossais ali colocadas precisamente para aterrorizar quem ali se atrevesse a entrar... 

Mas a verdade, só Deus sabe – diz o povo...

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