14 janeiro, 2026

Crónicas do Avô Luís (7): Mais Eleições, que chatice…


Mais Eleições, que chatice…

Nesta minha crónica no Blogue, tenho falado mais para os Jovens.

A Juventude Portuguesa vai muito, muito para além daquela que é “captada” pelos Partidos Políticos, que a transformam em absolutamente acrítica no dia seguinte à inscrição.

E aí vão escarafunchando para tentarem singrar numa “carreira” que já não se afigura capaz de acompanhar a “capacitação da nossa Juventude”, a melhor preparada de sempre!

Os que não enveredam por essas vias estreitas político-partidárias, normalmente, afastam-se da Política e deixam de “lhe passar cartão”. Pura e simplesmente…

De entre o nosso Clube da Netaria, há já um hipotético novo Votante, o Neto André.

No outro dia estive a falar com ele sobre as Eleições Presidenciais e a exclamação foi: mais Eleições Avô, que chatice…

Quando eu tinha a idade dele (1972) eu lutava para que fosse possível existirem Eleições Livres no nosso País; queria liberdade e mudança no mundo; lutava pela Democracia e, igualmente, por conseguir condições mínimas de vida para a população e apoio aos Estudantes mais carenciados, que éramos quase todos.

Só esta diferente situação temporal, muda e formata tudo o que hoje em dia está em mudança, nalguns casos dramaticamente.

O meu neto -e a generalidade dos(as) Jovens- já não estão preocupados com as questões que os do meu tempo centravam no seu dia a dia e no seu pensamento.

A Educação do Estado falhou na civilidade e o mesmo se pode dizer das Famílias.

A Política é cada vez mais um espaço “feudal” de elevação consuetudinária.

Já Parece que vivemos em Monarquia!

Experimentem, Meus Amigo(a)s, elencar os nomes dos Jovens Políticos que aparecem ainda sem barba no rodapé das Televisões e verifiquem se não são conhecidos os apelidos?

Ora bem,

Se as coisas assim estão, nas “Eleições chatice” que se avizinham, só podem esperar-se dois cenários, que antecipo:

1. Algum dos Candidatos “puxa” um número significativo de Jovens para votar e poderá exponenciar -para além do esperado- o seu resultado;

2. ⁠Ou isso não acontece significativamente e votarão os tais ligados às máquinas, cuja votação, a coincidir com o que se tem passado, não altera, substancialmente, nada.

Do que se me tem dado ver, todos os Pilitólogos apontam para o voto dos do nível etário acima dos 55 anos como determinante.

Nessa circunstância, estou crente que o Candidato Gouveia e Melo sairá beneficiado, se não cometer mais asneiras. Afinal é um Candidato com créditos firmados numa “empresa” difícil, mais apreendida por essa população.

Se a tal Juventude fora da Política for votar significativamente, beneficiarão, estou certo, André Ventura e Cotrim de Figueiredo.

Na minha análise - muito falível - ficarão de fora para a segunda volta, quase de certeza, António José Seguro e Marques Mendes.

O primeiro por mera culpa do Partido a que se entregou - e que o lixou - e das suas “tricas” permanentes, que seguirão até às Eleições.

O segundo porque tem seguido um trajeto que classifico de desastroso.

Mas pode ser que eu esteja enganado…


Luís Pais Amante

Casa Azul 

10 de Janeiro de 2025


PS: Se os Jovens são o futuro do País e se o País (para continuar Democrático, como necessário é) precisa de Eleições para se escolherem “os melhores de entre os menos maus”, então, temos, todos, de saber cativar a Juventude para participar nas votações.


6 comentários:

  1. Caro Luís, Estou com o seu neto André: mais eleições, que chatice! No meu caso, esta posição decorre de aos 80 anos ter regressado à juventude. Felizmente que sou monárquico e nunca votei para presidentes mas tenho de levar a Madalena que ainda não me disse em quem vai votar. Abraço.

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  2. Este artigo, mais do que uma posição política, é uma chamada de atenção para uma certa letargia da nossa Juventude.
    Ass:Eduardo Miguel BECAS

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  3. A conclusão é clara e politicamente exigente:
    se os jovens são o futuro da Democracia, não basta convocá-los para votar — é preciso reconstruir a confiança, devolver sentido ao ato eleitoral e abrir verdadeiramente o sistema político à sua participação.

    Sem isso, o Clube dos Netos continuará a crescer… fora das urnas.
    Manuelita

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  4. Atualmente as eleições são pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo.

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  5. Enquanto jovem, que está prestes a realizar o seu primeiro voto, também me vejo completamente alheia; e a verdade é que cada vez mais me sinto confusa em relação a estas presidenciais. Será por ser uma política degradada? Será porque estou "desinteressada"? Será porque não me sinto incentivada por nenhum político?
    Bom artigo, primo Dr. Luís🙏
    Eva Cruz

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  6. Atrair os jovens para a política e com eles arrastar os cidadãos para a participação nas tomadas de decisão coletivas, referendos e eleições é uma questão de educação, tudo é mais fácil e natural quando começa nos bancos da escola. Difícil e traumático é obter o mesmo efeito através de uma revolução ou em reação a uma golpada, sabe quem já passou por isso e exemplos é o que não faltam por aí!

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