14 agosto, 2024

𝔻𝕒 𝕞𝕚𝕟𝕙𝕒 𝕛𝕒𝕟𝕖𝕝𝕒: A minha casinha [poema dedicado aos Emigrantes]





Estou a caminho da minha Aldeia

Não consigo que me saia da ideia

A casa onde nasci, cresci e vivi

Até começar a minha odisseia

De emigrar

Pra noutro lugar me poder remediar

…

Ai,

Como eu me lembro de te ver

No recorte temporal da memória

No decurso imersivo da nossa história

Consistente


Ai,

Como tens seguido o meu “ser”

Mesmo distante do meu crescimento

Em momentos difíceis de toda uma vida

Resiliente


Ai,

Como me emociona olhar pra ti

Agora, neste dia, de tão perto assim

E sentir ao teu lado este afago abençoado

Persistente


Ai,

Casinha da minha recordação

Tu estás no meu coração

Com o “reboliço” de então

Presente

…

Parece que me restituí na alegria de viver

Que me rebolei no ar da nossa fantasia

Como saltimbanco entrusado na magia

E que se me foi embora a saudade

De repente

Ao ver-te e ao tocar-te aqui, fisicamente

Luís Pais Amante
Casa Azul

Dedicado aos Emigrantes [perante os quais eu me vergo e com orgulho neles].

5 comentários:

  1. Nunca fui emigrante....mas o meu coração entende perfeitamente....quando muitos regressam á sua casa mãe....exaustos...para poderem usufruir de tudo o que deixaram para trás...Que Deus os acompanhe sempre....e recompense todo o esforço que muitos passam.....

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  2. Excelente homenagem aos emigrantes e eu sou neto de um, que para não ir para a primeira guerra mundial partiu para EUA , além de conhecer muitos do concelho. Merecem o nosso respeito e reconhecimento . Parabéns Luís!

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  3. Nada melhor que estar de volta a casa, onde há amor suficiente para ti👌

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  4. Belo poema também já fui emigrante Abraço sr Luís

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  5. Emigração. Em tempos mais difíceis passou-me pela cabeça. Vi-me lá, onde quer que esse lá fosse. Vi-me só, sem família, sem amigos, sem chão. E não tive coragem para seguir o caminho que tantos outros seguiram. É realmente preciso ter muita coragem para largar tudo o que conhecemos, rumo ao desconhecido, na esperança de criar raízes lá.

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