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03 outubro, 2026

𝕸𝖔𝖘𝖙𝖊𝖎𝖗𝖔 𝖉𝖊 𝕷𝖔𝖗𝖛ã𝖔: 𝕯𝖔ç𝖆𝖗𝖎𝖆 𝕮𝖔𝖓𝖛𝖊𝖓𝖙𝖚𝖆𝖑 𝖊 𝕸ú𝖘𝖎𝖈𝖆 𝕮𝖑á𝖘𝖘𝖎𝖈𝖆 𝖊𝖒 𝖕𝖊𝖗𝖋𝖊𝖎𝖙𝖆 𝖘𝖎𝖒𝖇𝖎𝖔𝖘𝖊


Nos dias 3, 4 e 5 de outubro, o Mosteiro de Lorvão recebe a 5.ª Mostra Nacional de Doçaria Conventual. É inaugurada às 15h00 de sábado nos claustros do Mosteiro.

Além da degustação de doces, o recinto contará com dinamização contínua: workshops da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, oficinas de recriação da manufactura do palito pelo Grupo Etnográfico de Lorvão, rastreios de saúde por alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e a apresentação ao vivo do novo bombom conventual "Pecado do Convento", pela Cavalo Azul (domingo). Para os mais novos há também uma programação especial. 

Por sua vez, decorre também a 3.ª Bienal de Música, com destaque para o concerto de Mário Laginha, este domingo, às 18h00. Durante todos os fins de semana de Outubro, o programa inclui concertos de órgão de tubos, piano, fagote e cravo, música coral-sinfónica e de câmara, encontros de coros, palestras e um workshop para saxofonistas das três filarmónicas do concelho.

O evento tem sido destacado na imprensa regional e nacional bem como na RTP, parceira do evento. Do “Diário de Coimbra”, transcrevemos: 

Mosteiro de Lorvão abre portas à música de excelência e à doçaria secular

Os doces conventuais juntam-se à música em dois eventos que se fundem num só ao terem o Mosteiro de Lorvão como palco de realização. E senas iguarias doces tomam conta dos claustros do Mosteiro de sábado a segunda-feira, já a música, que tem no órgão de tubos um dos principais protagonistas, ecoa pelo mosteiro já a partir de amanhã, preenchendo os fins de semana de outubro com um vasto e eclético programa cultural de acesso gratuito.

Comecemos pelos doces de origem conventual. Nevadas de Penacova e Pasteis de Lorvão são as "figuras" que dão o mote para a 5.a Mostra Nacional de Doçaria Conventual de Lorvão, que vai reunir doceiros de todo o país. Por isso, aos doces do concelho juntam-se tantos outros, iguarias emblemáticas ontem têm lugar, meramente a título de exemplo, os ovos moles de Aveiro, o pão de ló de Ovar, o pastel de Tentúgal, a encharcada de Évora, as brisas do Liz de Alcobaça, as templárias de Tomar, o pudim de abade de São Mamede de Infesta, entre tantas outras. 

«Ao abrirmos as portas de um momento nacional, como o Mosteiro de Lorvão, aos melhores doceiros do país, estamos a promover a excelência das nossa herança gastronómica e a proporcionara quem nos visita uma experiência autêntica e inesquecível», atesta Álvaro Coimbra, presidente da Câmara Municipal de Penacova, garantindo que este é um evento que «é hoje uma marca de referência» no concelho.

A Mostra da Doçaria Conventual é inaugurada sábado, e, ao longo dos três dias, vai incluir animação permanente, workshops gastronómicos e palestras temáticas. Destaque para o historiador João Pedro Gomes, autor premiado, que este domingo, a partir das 16h00, vai falar sobre "Saberes seculares. As técnicas, os preceitos e os segredos culinários mais antigos da doçaria portuguesa" ou ainda a investigadora Paula Barata Dias, da Universidade de Coimbra, que fará na segunda-feira, às 16h00, uma intervenção sobre "Esculpir o açúcar: a dimensão plástica e estética da doçaria conventual".

A 3.a Bienal de Música de Lorvão tem no compositor e pianista Mário Laginha o seu cabeça de cartaz, com um concerto a decorrer domingo, a partir das 18h00, na igreja do Mosteiro. Mas este é um festival que começa já esta sexta-feira e prolonga-se até final do mês, durante os fins de semana, com uma programação que vive de música erudita, de câmara e recitais, mas faz-se igualmente de palestras e outras iniciativas. A propósito, vale a pena destacar a conferência com João Vaz sobre "O órgão histórico do Mosteiro de Lorvão: no advento da organaria portuguesa de 1800", a decorrer sábado, às 17h00.

«A Bienal de Música de Lorvão é hoje um projeto incontornável na valorização do património material e imaterial do nosso concelho. Ao abrirmos as portas do Mosteiro de Lorvão à música de excelência, ao conhecimento e à doçaria secular, estamos a democratizar o acesso à cultura e a impulsionar o turismo de experiência e a economia local, defende Álvaro Coimbra, citado em nota de imprensa do Município de Penacova.


Programação geral 

V MOSTRA NACIONAL DE DOÇARIA CONVENTUAL

3 OUT.

15h00 Inauguração

16h00 "Dialogo sonoro" concerto comentado, por Paulo Bernardino, dinamizado por: INATEL

17h00 Palestra "O órgão histórico do Mosteiro do Lorvão: no advento da organaria portuguesa de 1800", por João Vaz

18h00 Workshop de docaria conventual, dinamizado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra

21h30 Encontro Internacional de Coros, dinamizado pelo Coral Divo Canto

4 OUT

15h30 Oficina de recriação da manufactura do palito, dinamizado pelo Grupo Etnográfico de Lorvão

16h00 Palestra: Saberes seculares. As técnicas, os preceitos e os segredos culinários mais antigos da Doçaria Portuguesa, por João Pedro Gomes.

17h00 Workshop de doçaria conventual, dinamizado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra

18h00 Mário Laginha - Concerto de piano

5 OUT.

  15h00 Oficina de doçaria e lançamento do bombom conventual "Pecado do Convento", dinamizado por: Associação de Famílias Solidárias com a Deficiência - Cavalo Azul

  16h00 Palestra: "Esculpir o açúcar: a dimensão plástica e estética da doçaria conventual", por Paula Barata Dias

  17h00 Workshop de doçaria conventual, dinamizado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra

   18h00 "Aurora" Concerto coral-sinfónico com Coro Vox et Communio, Coro Misto da Universidade de Coimbra e Associação de Saxofones do Dão.

TODOS OS DIAS: Oficinas criativas para crianças


III BIENAL DE MUSICA DO MOSTEIRO DE LORVÃO

2 OUT

Concerto de órgão de tubos - João Henriques, com Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, dinamizado pelo INATEL

3 OUT

Concerto (comentado) de órgão de tubos - Paulo Bernardino, dinamizado pelo INATEL

Palestra sobre órgão de tubos com João Vaz

Encontro Internacional de Coros Dinamizado pelo Coral Divo Canto

4 OUT'

Concerto de piano - Mário Laginha

5 OUT

"Aurora": Concerto coral-sinfónico com Coro Vox et Communio, Coro Misto da Universidade de Coimbra e Associação de Saxofones do Dão

10 OUT

Pedro Martinho (Orquestra Sinfónica de Osnabruck) e Júlio Dias (Conservatório de Música de Coimbra)

Concerto de fagote e cravo

17 OUT

Concerto de órgão tubos - Ricardo Toste 

24 OUT

Concerto de música de câmara - Quarteto Chalumeau

31 OUT

Workshop para saxofonistas das filarmónicas de Lorvão, Penacova e São Pedro de Alva, por Punctum Saxophone Quartet

Recital de quarteto de saxofones: Punctum Saxophone Quartet (Henrique Portovedo, João Figueiredo, Luis Salomé e Jorge Sousa)


12 fevereiro, 2016

Doçaria Conventual de Lorvão em livro de Nelson Correia Borges




Os Claustros do Mosteiro de Lorvão acolheram no dia 17 de Julho de 2013 o lançamento deste livro que muitos penacovenses já conhecem. Uma obra valiosíssima para a preservação e divulgação do nosso património e que, por isso, nunca é de mais referir. 


A apresentação deste livro do Professor da Universidade de Coimbra, Nelson Correia Borges, esteve a cargo da Professora da Faculdade de Letras, Maria José Azevedo Santos. Também se encontra-se disponível em linha (clique AQUI para aceder) uma recensão sobre esta obra, por si assinada e que nos oferece uma excelente síntese do livro. Desse texto destacamos o seguinte:
(...) o livro ora em apreço insere-se numa contínua linha de investigação, que tem dado os melhores frutos. Na verdade, dotado de fina sensibilidade estética, exímio burilador da palavra, investigador probo e deveras exigente consigo próprio, o doutor Nelson Correia Borges brindou-nos agora com uma obra que não hesitarei em classificar de preciosa: pelo rigor da escrita, pela densidade e oportunidade do conteúdo, pela invulgar beleza do conjunto em que, inclusive, as ilustrações cumprem o que sempre lhes é pedido mas raramente se consegue – ilustram, documentam, embevecem! E a escolha do vocábulo «embevecer» resulta – perdoe-se-me! – do real prazer que advém do simples manusear do volume, até!
(...)
Num momento em que o património gastronómico se assume como património imaterial a proteger (a urgência das certificações, por exemplo) e a divulgar (vejam-se as determinações da Resolução do Conselho de Ministros n.º 96/2000, de 26 de Julho, que «considera a gastronomia portuguesa como um bem imaterial integrante do património cultural de Portugal»); em que a palavra «sabores» surge a cada esquina e em todas as épocas do ano e sob os mais diversos pretextos (Sabores do Mar, em Peniche; Sabores da Tapada Real, em Mafra; Sabores do Caldeirão, em S. Brás de Alportel… e tantos outros!); em que ao turista se faz questão em servir não apenas sol e mar ou monumentos de pedra e cal mas também esses saborosos «monumentos» fruto de ancestral labor – justifica-se que possamos qualificar de bem oportuna a edição deste volume.(...)
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Convidamos também os nossos leitores a visitar o blogue de uma investigadora da Universidade do Minho, no qual se faz detalhada referência a este livro de Nelson Correia Borges.
Clique AQUI para aceder ao mesmo.