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14 agosto, 2024

𝔻𝕒 𝕞𝕚𝕟𝕙𝕒 𝕛𝕒𝕟𝕖𝕝𝕒: A minha casinha [poema dedicado aos Emigrantes]





Estou a caminho da minha Aldeia

Não consigo que me saia da ideia

A casa onde nasci, cresci e vivi

Até começar a minha odisseia

De emigrar

Pra noutro lugar me poder remediar

…

Ai,

Como eu me lembro de te ver

No recorte temporal da memória

No decurso imersivo da nossa história

Consistente


Ai,

Como tens seguido o meu “ser”

Mesmo distante do meu crescimento

Em momentos difíceis de toda uma vida

Resiliente


Ai,

Como me emociona olhar pra ti

Agora, neste dia, de tão perto assim

E sentir ao teu lado este afago abençoado

Persistente


Ai,

Casinha da minha recordação

Tu estás no meu coração

Com o “reboliço” de então

Presente

…

Parece que me restituí na alegria de viver

Que me rebolei no ar da nossa fantasia

Como saltimbanco entrusado na magia

E que se me foi embora a saudade

De repente

Ao ver-te e ao tocar-te aqui, fisicamente

Luís Pais Amante
Casa Azul

Dedicado aos Emigrantes [perante os quais eu me vergo e com orgulho neles].