O livro Penacova e a República na Imprensa Local, da autoria de David Almeida e com prefácio de Luís Reis Torgal, foi publicado em 2011 pela Câmara Municipal de Penacova no âmbito das comemorações do centenário da Implantação da República.
Dinâmicas Anteriores ao 5 de Outubro: Explora como o republicanismo cresceu no concelho por influência de figuras formadas na Universidade de Coimbra (médicos, professores, juristas) e de emigrantes regressados do Brasil. Destaca marcos como a criação da Comissão Municipal Republicana em 1908 e o comício de agosto de 1909 em S. Pedro de Alva com António José de Almeida.
O Impacto da Notícia: Retrata, com base em jornais locais como o Jornal de Penacova, a forma como a chegada da notícia da Implantação da República (trazida por Joaquim Serra Cardoso) suspendeu a normalidade e o trabalho na vila.
Detalhes da Obra: Autor: David Almeida | Prefácio / Apresentação: Prof. Doutor Luís Reis Torgal |
In “Obras da Casa (XXVII): Penacova e a República na Imprensa Local”, publicado no Penacova Actual:
No âmbito das Comemorações do Centenário da Implantação da República em Portugal, que Penacova também assinalou, foi lançado no dia 5 de Outubro de 2011 o livro Penacova e a República na Imprensa Local, da autoria de David Almeida, com apresentação do Professor Doutor Luís Reis Torgal, autor do prefácio.
Esta obra surgiu na sequência do colóquio subordinado ao tema “A República, António José de Almeida e a importância de uma Casa-Museu” que contou com a participação do autor, que abordou, a convite do Professor Reis Torgal. o sub-tema “Penacova e a República”. Esta conferência contou também com as intervenções de António Arnaut (que dissertou sobre “República e Cidadania”), de Luís Reis Torgal (“António José de Almeida e a República”), de Diogo Gaspar (“António José de Almeida e o Museu da Presidência da República” e de Norberto Cunha (“A Importância de uma Casa Museu como Centro de Animação Cultural”).
Trata-se do primeiro estudo sobre a República e o Republicanismo no concelho de Penacova, tendo como fonte principal a recolha de textos publicados nos jornais locais, complementada com outras pesquisas que contextualizam a obra.
O livro, de 183 páginas, apresenta o seguinte índice:
Edição: Câmara Municipal de Penacova, 2011 (183 páginas) | Lançamento: 5 de outubro de 2011, no Auditório do Centro Cultural / Biblioteca Municipal de Penacova.
FONTE: pesquisa GOOGLE /MODO IA em 5 out 26
In “Obras da Casa (XXVII): Penacova e a República na Imprensa Local”, publicado no Penacova Actual:
No âmbito das Comemorações do Centenário da Implantação da República em Portugal, que Penacova também assinalou, foi lançado no dia 5 de Outubro de 2011 o livro Penacova e a República na Imprensa Local, da autoria de David Almeida, com apresentação do Professor Doutor Luís Reis Torgal, autor do prefácio.
Esta obra surgiu na sequência do colóquio subordinado ao tema “A República, António José de Almeida e a importância de uma Casa-Museu” que contou com a participação do autor, que abordou, a convite do Professor Reis Torgal. o sub-tema “Penacova e a República”. Esta conferência contou também com as intervenções de António Arnaut (que dissertou sobre “República e Cidadania”), de Luís Reis Torgal (“António José de Almeida e a República”), de Diogo Gaspar (“António José de Almeida e o Museu da Presidência da República” e de Norberto Cunha (“A Importância de uma Casa Museu como Centro de Animação Cultural”).
Trata-se do primeiro estudo sobre a República e o Republicanismo no concelho de Penacova, tendo como fonte principal a recolha de textos publicados nos jornais locais, complementada com outras pesquisas que contextualizam a obra.
O livro, de 183 páginas, apresenta o seguinte índice:
PREFÁCIO (Luís Reis Torgal)
NOTA DE APRESENTAÇÃO (Humberto Oliveira)
NOTA INTRODUTÓRIA
CAPÍTULO I – Últimos anos da Monarquia: dinâmicas sociais e políticas
CAPÍTULO II – Militância republicana e proclamação da República
CAPÍTULO III – Transição e consolidação político-administrativa
CAPÍTULO IV – Afirmação republicana depois do 5 de Outubro
CAPÍTULO V – Reflexos da questão religiosa
CAPÍTULO VI – Comemorações do 5 de Outubro (1911-1935)
CAPÍTULO VII – António José de Almeida – figura tutelar das movimentações republicanas em Penacova
CAPITULO VIII – Algumas personalidades republicanas
CAPÍTULO IX – A Imprensa local
NOTA CONCLUSIVA
Procurando ir um pouco mais além do relato conhecido, publicado no “Jornal de Penacova”, o livro faz o enquadramento dos acontecimentos, no clima político que antecedeu o 5 de Outubro bem como nos momentos decisivos que se seguiram.
Sobre a aclamação da República em Penacova, podemos ler, nesta obra, a transcrição das notícias que circularam na imprensa local:
“A notícia da Implantação da República em Portugal foi trazida a esta vila pelo nosso correligionário Joaquim Serra Cardoso, na quinta-feira, pelas 8 e meia horas da manhã” – escreve o “Jornal de Penacova” – que explicita: “o nosso amigo tinha ido na véspera para Coimbra, e assim teve a honra de trazer em primeira mão a grata notícia. Logo ao chegar ao Ramal de Santo António, o nosso amigo soltou um estridente Viva a República que foi ouvido na vila o que fez com que o nosso director [Amândio dos Santos Cabral] corresse ao seu encontro, dirigindo-se logo ao Largo Alberto Leitão, onde imediatamente se juntavam muitos cidadãos aclamando a República.”
E prossegue o relato: “Pouco depois, uma comissão Republicana composta dos nossos correligionários dr. Rodolfo Pedro da Silva, dr. António Moncada, José Pedro Henriques, José Alves de Oliveira Coimbra e o nosso director percorreu a vila convidando os cidadãos para assistirem à proclamação da República nos Paços do Concelho, ao meio dia. A notícia fora anunciada por uma salva de 31 morteiros e grande número de foguetes. Imediatamente ''foi suspenso o trabalho em toda a vila, pois que todos queriam pormenores do faustoso acontecimento.''
Conta-se, de seguida, o episódio da subida ao telhado da Câmara para desfraldar a bandeira verde rubra: “Como as repartições da Câmara Municipal estivessem fechadas, o nosso director subiu por uma escada ao telhado do edifício dos paços do concelho e ali, no meio de aclamações entusiásticas do povo, que se achava no largo, hasteou a bandeira vermelha e verde, augusto símbolo da pátria redimida, a qual foi saudada com entusiásticos vivas e por nova salva de 31 morteiros e inúmeros foguetes.”
Conta-se, de seguida, o episódio da subida ao telhado da Câmara para desfraldar a bandeira verde rubra: “Como as repartições da Câmara Municipal estivessem fechadas, o nosso director subiu por uma escada ao telhado do edifício dos paços do concelho e ali, no meio de aclamações entusiásticas do povo, que se achava no largo, hasteou a bandeira vermelha e verde, augusto símbolo da pátria redimida, a qual foi saudada com entusiásticos vivas e por nova salva de 31 morteiros e inúmeros foguetes.”



