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16 outubro, 2026

Recordando os incêndios de 2017


Em Outubro de 2017, Penacova foi gravemente atingida pelos incêndios, com 3 vítimas mortais, 28 habitações permanentes destruídas ou parcialmente ardidas, perto de uma dezena de empresas afectadas e cerca de 6.000 hectares de floresta ardida. A margem esquerda do Mondego foi a mais atingida, embora a outra margem também tenha sofrido danos. Penacova enfrentou frentes de fogo simultâneas vindas de vários concelhos vizinhos. O comandante dos bombeiros relatou que, apesar de mobilizar 100 operacionais e 10 viaturas, era impossível travar um fogo daquela dimensão. 

Vítimas mortais no nosso concelho: dois irmãos, com cerca de 40 anos foram encontrados mortos no interior de um barracão agrícola em Vale Maior, na freguesia de Friúmes e Paradela da Cortiça  e  uma mulher residente em Travanca do Mondego, carbonizada dentro de casa. O memorial,  O “Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017” junto à EN 236-1, na zona de Pobrais, Pedrógão Grande, inaugurado em 2023, inclui 115 nomes, dos quais os destas 3 vítimas de Penacova.


Os incêndios de 2017 em Portugal provocaram pelo menos 116 vítimas mortais, entre as resultantes do fogo de Pedrógão Grande (distrito de Leiria), que deflagrou em 17 de Junho, e dos incêndios de Outubro na região Centro. A propagação explosiva resultou da combinação de ventos fortes do furacão Ophelia, temperaturas acima dos 30 °C e seca extrema (Setembro de 2017 foi o mais seco em 87 anos, com 81% do território em seca severa).



A 17 de Junho de 2017, deflagrou no concelho de Pedrógão Grande um incêndio que alastrou rapidamente a concelhos vizinhos como Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Uma grande parte das vítimas faleceu encurralada pelas chamas na Estrada Nacional 236-1, que ficou tragicamente conhecida como a "estrada da morte".  A 15 e 16 de Outubro do mesmo ano, no centro e norte do país ocorreu a pior vaga de fogos do ano. Centenas de focos de incêndio multiplicaram-se simultaneamente sob condições meteorológicas extremas.