12 junho, 2026

𝑫𝒂 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝑱𝒂𝒏𝒆𝒍𝒂... 𝑨𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒄𝒆: livro de Luís Amante apresentado na Feira do Livro de Lisboa



No dia 10 de Junho, pelas 16 horas, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, 
teve lugar o lançamento do livro Da Minha Janela ... Acontece, uma edição da 
 “Calçada das Letras”, tendo como autor Luís Pais Amante.  
Foi transmitido em directo pela Casa do Concelho de Penacova, através do Facebook

A iniciar a sessão, foi apresentado um vídeo com a interpretação, por Rodrigo Carvalho *, maestro penacovense, do poema “Saudade em Tempo / Letra para um Fado de Coimbra”. 

Luís Pais Amante referiu que mais do que se tratar de apresentar um livro, o momento era um “modo de trazer Penacova ao Mundo”, isto é, dando-a a conhecer através deste evento. Manifestou o grande prazer de poder contar com a presença de “pessoas que já não via há 50 anos”, bem como de alguns colegas da escola primária e de muitos amigos.

Seguiu-se a declamação, por uma das responsáveis da editora, de dois poemas:  “Eu sou a minha mãe” e “Tu (Ana) és o meu Natal”.

Também o neto do autor, André, leu uma das crónicas “E como o Fundo da Vila renasce!”, tendo chamado ao palco o Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, para receber um exemplar autografado e usar da palavra.

“É um gosto estar aqui na Feira do Livro de Lisboa no meio desta magnífica plateia”, afirmou Álvaro Coimbra. Salientou a presença de “muitos rostos da nossa cultura local”, designadamente David Almeida, “investigador”, Óscar Trindade, “pintor, cujos trabalhos vale a pena ir acompanhando” e Rodrigo Carvalho “um excelente Maestro”. Figuras “que quiseram hoje estar ao lado do Luís Amante no lançamento deste livro.” 

Referiu ainda a proximidade com o Autor, quer desde os tempos em viveram paredes meias no chamado “Fundo da Vila”, quer no acompanhamento dos seus “livros de poesia que falam da sua paixão” por Penacova. Agradeceu a presença de todos, bem como a “dádiva” literária, naquele dia especial, 10 de Junho, Dia de Camões e da Língua Portuguesa”. Terminou deixando um repto e um convite a “quem não conhece Penacova”, para  “num fim-de-semana sair da Capital e ir até ao Centro” para ver que de facto “Penacova é um sítio incomparável e de uma beleza única”. 




Luís Pais Amante prosseguiu na condução da sessão. Referiu e agradeceu algumas das colaborações na “construção” do livro: David Almeida, "do Blogue Penacova Online”, Óscar Trindade, “um penacovense de gema que publica também muita coisa” do que o Autor escreve, Paulo Rodrigues, “que gere o Penacova Acontece”, onde escreve igualmente.  Referiu ainda Manuelita Sampaio, que habitualmente se responsabiliza pelo design das obras que têm sido editadas.  Salientou ainda a presença de “outras pessoas amigas” como Ricardo Simões, de Penacova, e esposa. 

O Autor destacou um aspecto que lhe é muito peculiar: “vamos desenvolvendo a poesia fazendo-o com o coração”. Entende mesmo que “é mais bonito ‘poetar’ com o coração do que levar muito tempo a escrever um poema”.  

Anunciou, de seguida, a Apresentação, propriamente dita, acentuando que sendo o livro escrito por si e sendo a “Janela”, metade sua e metade da “Senhora Professora Doutora Ana Marques Lito”, seria justo que fosse ela a fazer o Prefácio do Livro e a respectiva apresentação. 

Ana Marques Lito seguiu de perto os tópicos que ficam registados no Prefácio (de que abaixo destacaremos alguns excertos).  

Terminada a apresentação, Ricardo Coelho, elemento do Coral Divo Canto,  declamou “Sou pobre, porque trabalho!” . A concluir a sessão foi projectado um vídeo alusivo ao poema “Remoçar na Praia”, com voz de Ricardo Coelho e imagem e edição de Óscar Trindade.

Após o evento, que decorreu no Auditório Lusíadas, teve lugar uma sessão de autógrafos no pavilhão da distribuidora Letras em Marcha, que representa várias editoras como a Calçada das Letras. 

o ||| o

Posteriormente, nas redes sociais, Luís Pais Amante deixou a seguinte mensagem:

Caros Penacovenses, Amigos e Seguidores,

Foi com enorme orgulho que recebi uma plateia repleta de gente (dentro e nas alas de fora) no Auditório Sul (Principal) a assistirem -com entusiasmo e carinho - ao Lançamento do meu Livro nº 10, “Da minha janela…Acontece”!

E é aqui que fica bem agradecer todas as colaborações recebidas (David Almeida, Óscar Pereira Trindade, Paulo Rodrigues). O Diseur de serviço foi o Ricardo Coelho. O Compositor Intérprete do Fado de Coimbra em que se transformou o Poema “Saudade em Tempo” foi o Maestro Rodrigo Carvalho. A preparação para a edição esteve a cargo de Filipe Amante. A Apresentação esteve a cargo de Ana Marques Lito. A Obra foi dedicada “A Penacova e às suas gentes” e recebida pelo Presidente da Câmara, Álvaro Coimbra. Uma palavra final para a intervenção do neto André Amante, que me deixou orgulhoso. E uma nota de realce para Rogério Marcelo, da Casa do Concelho, que transmitiu o Evento em directo. O meu coração ficou cheio! A nossa Penacova elevou-se no Dia de Portugal!

___

* Escreveu, a propósito, Rodrigo Carvalho nas redes sociais: 

“A  partir de um poema de Lpa Poeta nasceu uma melodia à qual juntei a minha voz, e que ganhou depois corpo e novas cores com o baixo do Ni Ferreirinha, a guitarra do Hugo Gamboias e o piano do Gustavo Martins. O Luís Serrano fez a magia de captar tudo isto com a habitual subtileza e eficácia e o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra tiveram a generosidade de cederem a sua sede para a realização da gravação.

_____________________________________


EXCERTOS DO PREFÁCIO 

(subtítulos nossos)


[O TÍTULO DA OBRA: DA MINHA JANELA ... ACONTECE {POESIA E PENSAMENTO}, CONVOCA A FORÇA TELÚRICA DA TERRA ORIGINÁRIA]

Para ficar assinalado dentro de cada leitor - e na memória de Penacova – o título da obra: Da minha janela ... Acontece {poesia e pensamento}, convoca a força telúrica da terra originária e fundante do autor que, com a sua beleza deslumbrante e invulgar, sob o brilho das águas do Rio Mondego, lhe oferecem a lucidez sábia de poetizar e refletir o que acontece dentro e fora do si-mesmo. 

[SAGACIDADE E A CAPACIDADE POÉTICA; TÍTULOS ANTERIORES PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS CULTURAIS; MENSAGEM DA OBRA]

Ao publicar aqui, aos 72 anos, estes 72 poemas, segue um padrão que se mantem desde os seus 62 anos, quando publicou 62 poemas, em Conexões.

Quando, muitas vezes, privilegia a publicação primeira da sua poesia, em plataformas digitais, está a antecipar a perpetuação virtual do que considera o seu legado; divulgar e enaltecer Penacova e as suas gentes!

A sagacidade e a capacidade poética que o autor apresenta aqui, cumpre já o seu 10° livro. Os títulos anteriores são: Poemas a Recordar, 2012 (edição de autor); Conexões, 2016; Reflexos, 2017; Poesia das Circunstâncias do Tempo, 2018; Participação na Coletânea de Poesia "Conversos", 2019; Penacova [In]Temporal, 2021; Poesia e Pensamento em Tempo de Inquietude, 2021; Liberdade Actual, 2023; Em coautoria comigo o Livro Infantil ilustrado O Clube da Netaria (2024), integrado no nosso projecto Os Contos da Casa Azul, que se vai desenrolando naturalmente.

Nas participações em eventos culturais ligados à poesia, ou não, o autor é requisitado para os integrar, porque se assume e faz declaração própria da sua livre expressão de pensamento desligado de interferências ou interesses alheios.

A mensagem da obra reflete um grito, um alerta à Liberdade individual e coletiva, à Paz, à importância da atitude vigilante face ao modo como vivemos numa sociedade do cansaço de exploração do Homem e do abuso escravizado do desempenho narcísico e profissional sem precedentes, que faz adoecer a alma, isolando o sujeito do devir, aprisionando-o no consumo e nos excessos, num processo de alienação, fora da dádiva do sentir a relação com o Outro – conviver e, de poder nutrir-se dos sentimentos de ligação com o calor emocional de estar  presente no encontro com o olhar do outro. (Byung-Chul Han, 2023).

                          [PARADOXALIDADE DA NOVA ORDEM MUNDIAL]

Luís Pais Amante reflete, portanto, as diversas e diferentes crises e convulsões sociais e politicas, a nível planetário como a guerra da fome e da escravatura humana de (des)humanização crescente, de que somos testemunhas, mas em que o autor-protagonista, insubmisso, grita e denuncia os movimentos das populações parasitas na cidadania, como indiferentes às práticas políticas violentas e tirânicas - posições perversas de imperialismo e fundamentalismos, que impõem e atacam o Outro Diferente, sob o espectro de pseudo-democracia que viola e perverte os Direitos Humanos.

O autor marca bem a paradoxalidade da nova ordem mundial como o impacto de princípios éticos reprováveis e subversivos da era tecnológica e civilizacional de os grandes se apropriarem dos pequenos, o que enuncia a cisão maniqueísta dos tempos impiedosos, do adoecer da democracia como a perspetiva de horizonte sombrio para as gerações vindouras apesar de acreditar na capacidade empreendedora e regeneradora da nossa Juventude.

[COMUNICAR  BEM ALTO O POTENCIAL ESQUECIDO DO SER TRABALHADOR]

Solidarizando-se com as gentes e, sentindo-se autor-actor e protagonista, semelhante e membro do povo português, ao qual exprime a sua lealdade, amigo da alma lusa, dedica grande parte da sua Obra, a dar voz e a comunicar bem alto, ao mundo e aos decisores políticos nacionais e internacionais, o potencial esquecido do ser trabalhador senão escravo, português ou não, com a capacidade inesgotável de resiliência. No nosso pais, apesar dos 50 anos de Democracia, ainda persiste uma certa passividade temperada do embuste da nostalgia e conformismo lusitano, resquícios da democracia tardia; o autor, de um ímpeto pretende honrar os trabalhadores em geral.

[POESIA, OPINIÃO, CRÓNICA, ENSAIO, PROSA]

Luís Pais Amante tem-nos proporcionado realizar imensas viagens interiores, em dois ou mais dos cinco sentidos humanos - com sentimento e sagacidade cujas tonalidades e mensagens se transformam, na escrita, em poesia, opinião, crónica, ensaio, prosa (e nos contos ainda desconhecidos aos leitores), que espelham a sua visão ampla e, em perspectiva de expansão, buscando-se noutros horizontes ... como até na transcendência de si próprio.

[RECONHECIMENTO; PLATAFORMAS DIGITAIS]

Neste sentido a publicação no Livro, aqui apresentado, expressa bem a identidade e o seu orgulho de pertença à vila de Penacova como filho leal, amigo dos conterrâneos (as suas gentes) a quem a obra é dedicada.

Amigo do seu amigo manifesta-se neste gesto de reconhecimento ao Blogue Penacova Online, na pessoa, David Almeida, cujo trabalho tem tido o mérito de sensibilizar e aprofundar o conhecimento histórico e social das gentes e das terras de Penacova, onde agora está a desenvolver a rubrica mensal: As crónicas do avô Luís, em que aborda temáticas diversas com o intuito de sensibilizar as gerações futuras, desde a cidadania, à saúde, educação, habitação e outras.

Concomitantemente, nos poemas que têm sido publicadas e divulgados na página pública do Penacova Acontece, sublinha e incentiva a sua ligação ao Paulo Rodrigues, jovem penacovense dinâmico e empreendedor em projetos e ações locais de mobilização cultural e apoio social.

Sem esquecer, a colaboração anterior com O Penacova Actual, de outro amigo de longa data, Pedro Viseu, também tenho de referir a ligação de proximidade e de vizinhança com Óscar Pereira Trindade, cujo trabalho essencialmente fotográfico e digital no Youtube tanto aprecia e, ainda, com o Blogue Por aqui por ali, por acolí de Ana Ferreira, filha de uma grande amiga de juventude.

Estas plataformas digitais têm fortalecido, aproximado e aprofundado a pertença e a identidade da Vila, como dos muitos cidadãos emigrantes à sua terra originária e, entre os que cá vivem com os que já partiram para outras paragens do território nacional e do estrangeiro.

[SEGUNDO CAPÍTULO: 

PENSAR A VIDA PÚBLICA E PRIVADA DA ACTUALIDADE]

Quanto ao que este Livro nos apresenta, no segundo capítulo, há que evidenciar a expressão coerente de artigos publicados nas plataformas digitais, atrás referidas, sobre o modo de Luís Pais Amante pensar a vida pública e privada da actualidade, em diversas áreas e contextos que são fundamentais - habitação, saúde, educação, política nacional e internacional, igualdade de género, transmissão geracional, juventude e infância, entre outros. Saliento o perfil reflexivo, tanto de indignação como de adaptação ao mundo contemporâneo, para o qual propõe soluções e saídas possíveis descomplicadas para transformar o status quo. Vinca de forma escorreita, a sua particular visão humanista, analítica e ponderada, sem medo de se afirmar e diferenciar com ética.



5 comentários:

  1. Tenho pena de não ter estado naquele ambiente (que como se vê) atingiu, superando, a projeção de Penacova.
    O que é, sempre, o intuito de uma pessoa simples como o meu primo Luís Amante.
    Ass : Eduardo Miguel BECAS

    ResponderEliminar
  2. Tenho pena de não ter estado naquele ambiente (que como se vê) atingiu, superando, a projeção de Penacova.
    O que é, sempre, o intuito de uma pessoa simples como o meu primo Luís Amante.
    Ass : Eduardo Miguel BECAS

    ResponderEliminar
  3. O excerto que apresenta o título Da minha janela … Acontece {poesia e pensamento} sugere uma relação muito profunda entre o poeta Luís País Amante e a sua terra, Penacova. O texto constrói a ideia de que a poesia nasce não apenas da observação exterior, mas de um diálogo constante entre paisagem, memória e consciência.
    Manuelita Sampaio

    ResponderEliminar
  4. Olá Meu Amigo, Dr. Luís, tudo fixe.
    Que lindo, ver o Dr. Luís e a Dra. Ana, com alegria e sorrisos, juntamente com os convidados compartilhando alegria, sorrisos , dança, abraços.
    Meus parabéns e sucesso, Dr. Luís.
    Abraços

    ResponderEliminar
  5. Excelente descrição e análise das obras do Amigo Luís Amante. Agora vamos ler !!!
    Lamentavelmente não pude estar presente, mas acompanhei o que foi possível ver com a transmissão da Casa do Concelho de Penacova. Obrigado Luís!

    ResponderEliminar