O meu nome é Constituição
O meu nome é Constituição
Da República Portuguesa
E o meu sobrenome Paciência
Para com os que não me querem
De certeza
Nasci hoje
Há cinquenta anos atrás
E sou mesmo muito jovem
Quando comparada
Com outras anteriores de tez
audaz
A idade só significa maturidade
Sou fruto de um trabalho consistente
De um grupo de Portugueses
Com muito discernimento
E de consciência na mente
Para encontrar um consenso
Agora dizem que já estou velha
Que, de vez em quando, me dá
telha
Que não estou adaptada
Muito menos actualizada
E eu acho isso bem natural
Sou um Documento casuístico
E devia sê-lo mais generalista
Mas deram-me regras para mudar
Para me poder adaptar
Aos tempos que o tempo tem
Regras, nunca imposição de ninguém
O meu papel nesta Sociedade
doente
Ainda é ter bem presente
Que não se apoia o dissidente
Mas sim o Povo
Aquele que me quis, de novo
O tempo do obscurantismo
Já se foi, não vai voltar mais
Porque a “paralisia” é dura
E a Democracia custa muito
Talvez, até demais
O Povo reivindicou-me nas ruas
Exigiu-me nas urnas de voto
Para integrar com sã sabedoria
Normas contra o Estado Novo
… sem vida em Democracia!
Luís Pais Amante
Casa Azul
Nos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.


Na elaboração deste meu poema tive em atenção “o ambiente temporal” dos tempos de Abril e as discussões (por vezes estéreis) a que hoje assistimos.
ResponderEliminarQue viva a nossa Constituição!
ResponderEliminar… e o 25 de Abril!
Ass:Eduardo Miguel BECAS
A Constituição é o chão comum que todos partilhamos…é frequentemente descrita como um marco fundamental na democracia portuguesa, garantindo direitos, liberdades ,deveres e valores que regem a Democracia …garantindo que todos sejam tratados de forma justa e igual!
ResponderEliminar"... regras para mudar ... ... para poder adaptar..."
ResponderEliminarViva o 25 de Abril e VIVA o 25 de NOVEMBRO de 1975!!!
(sem 25 de Novembro não teríamos Democracia).
Parabéns pela tua atenção neste dia de aniversário da Constituição. Para a maior parte desatentos. Tenho estado a ouvir os intervenientes partidários . Felizmente maioritariamente são defensores e apoiantes da mesma. Grande abraço.
ResponderEliminarParabéns, muito obrigado pelo belo poema, é a primeira lei, base fundamental e garante da liberdade e da democracia sem extremismos ou ditaduras, abraço forte! Viva o 25 de Abril!
ResponderEliminarO poema de Luís Pais Amante apresenta a Constituição da República Portuguesa como uma voz viva, consciente do seu papel histórico e das críticas que enfrenta. Com um tom simultaneamente firme e sereno, o poeta valoriza a sua juventude relativa, a origem democrática e a capacidade de adaptação ao tempo, sem perder a essência.
ResponderEliminarManuelita
Um tema MUITO importante! Viva à nossa Constituição!
ResponderEliminarObrigada, primo Dr. Luís Amante 🙏❤️
Eva Cruz